Capítulo 9 -O Chalé
por FanfiqueiraEles estavam sentados no sofá de couro, envoltos em um emaranhado de edredons e mantas. Os corpos nus ainda buscavam o calor um do outro, a pele de SN colada ao peito de Namjoon. As brasas da lareira estalavam baixo, e o brilho azulado da neve lá fora estava dando lugar a um dourado pálido.
Namjoon ouvia cada detalhe das ameaças do pai dela com uma expressão sombria. Saber que ela carregou o peso do acidente do pai dele como uma culpa própria o fazia querer voltar no tempo e destruir aquele homem com as próprias mãos.
— Ele me disse que o freio do carro foi só um aviso — ela sussurrou, a voz ainda rouca. — Que o próximo seria você, Namjoon. Eu não podia arriscar. Eu preferia que você me odiasse vivo do que me amasse morto.
Namjoon a apertou mais forte, beijando o topo de sua cabeça.
Ele esticou o braço e ligou o rádio de pilha. A estática diminuiu, revelando a voz do locutor: “…as equipes de limpeza já foram acionadas. Em dois dias, o acesso às estradas secundárias será restabelecido…”
Dois dias. Eles tinham apenas quarenta e oito horas de isolamento antes que o mundo real, as agências e a mídia batessem à porta. Namjoon desligou o rádio e olhou para ela. O desejo, que deveria ter sido saciado pela dia intenso, voltou a pulsar com uma força renovada. A urgência agora era outra: era a urgência de recuperar o tempo perdido.
SN percebeu o olhar dele. Ela se afastou um pouco, deixando o cobertor escorregar e revelando a pele marcada pelos beijos dele. Com um sorriso lento, ela montou no colo dele, cavalgando seus quadris enquanto Namjoon soltava um gemido baixo, segurando sua cintura com firmeza.
— Dois dias — ela sussurrou, rebolando contra ele, sentindo-o crescer e pulsar dentro dela. — Eu quero cada minuto desses dois dias.
— Você terá cada segundo — ele respondeu, a voz carregada de promessa.
Eles se amaram ali mesmo, sob a luz da manhã. Dessa vez, não havia a raiva de antes, apenas uma entrega absoluta. SN guiava o ritmo, seus olhos fixos nos dele, celebrando a liberdade que a morte do pai dela finalmente lhes dera. Namjoon a observava com adoração, as mãos subindo para apertar os seios dela, sentindo o coração dela bater contra as palmas de suas mãos.
Minutos depois, exaustos e trêmulos, ele a deitou suavemente no sofá. Namjoon se levantou por um momento, indo até a mochila. Quando voltou, trazia a pequena caixa de veludo.
Ele se ajoelhou entre as pernas dela. Com dedos trêmulos, ele abriu o fecho do colar e o envolveu no pescoço de SN. O metal frio do relógio antigo tocou a pele quente dela, voltando para o lugar de onde nunca deveria ter saído.
— Ele é seu, SN. Sempre foi — ele disse, inclinando-se para beijar o pingente sobre o peito dela.
Ele começou a descer os beijos, traçando o caminho do ouro até a curva de seus seios, a língua provocando cada centímetro de sua pele. SN arqueou o corpo, os dedos cravando-se nos cabelos dele enquanto o calor recomeçava a subir.
— Namjoon… — ela arquejou.
— Shh… — ele murmurou contra a pele dela. — Nós temos todo o tempo do mundo agora. Mas eu quero começar recuperando os últimos quatro anos.
A bolha que criaram no chalé era impenetrável. As horas perderam o significado. Entre o calor da lareira e o suor de seus corpos, eles recuperaram cada segundo dos quatro anos perdidos. Roupas? Eram memórias distantes. Eles só precisavam do toque, do cheiro um do outro e da liberdade de serem, finalmente, um só. Quando o cansaço vencia, dormiam entrelaçados; quando acordavam, a fome voltava — não apenas de comida, mas daquela conexão que quase lhes foi roubada.
Na manhã seguinte, o café da manhã foi esquecido. Transaram nos degraus da escada, na mesa de carvalho, na bancada de granito da cozinha. Era uma celebração selvagem da vida.
Enquanto isso, a quilômetros dali, a preocupação era real. Yoongi e Ji-a acompanhavam as notícias sobre a tempestade recorde no Canadá com o coração na mão.
— Yoongi, a neve cobriu os telhados naquela região! E se eles ficaram sem gás? E se o Namjoon, naquele estado de nervos, fez alguma besteira? — Ji-a andava de um lado para o outro no aeroporto particular.
— O Namjoon é inteligente, Ji-a. Mas ele é um idiota quando se trata da SN — Yoongi resmungou, embora seus olhos mostrassem a mesma ansiedade.
Eles não hesitaram. Contrataram uma equipe de resgate pesada e voaram para o Canadá. Assim que pousaram, subiram a montanha com uma escavadeira abrindo caminho à frente. Yoongi estava pronto para arrombar a porta e encontrar dois corpos congelados ou uma cena de crime.
Quando a escavadeira finalmente liberou a entrada do chalé, Yoongi saltou do veículo, seguido por Ji-a. Ele empurrou a porta central com força, o coração batendo na garganta.
— NAMJOON! SN! VOCÊS ESTÃO… — A voz de Yoongi morreu instantaneamente.
A visão foi um choque térmico. SN estava montada em Namjoon no sofá, cavalgando com uma intensidade frenética. Os seios dela balançavam conforme ela se movia, enquanto Namjoon, com as mãos enterradas nos cabelos dela, a impulsionava para cima com estocadas brutais. O som dos gemidos dela e do impacto dos corpos era mais alto que o vento lá fora.
Yoongi fechou a porta com um estrondo num reflexo de puro pavor. Ele se virou rapidamente, bloqueando a entrada antes que Ji-a pudesse passar.
— O que foi? Eles estão bem? Deixa eu ver! — Ji-a tentava empurrá-lo.
Yoongi estava pálido, os olhos arregalados.
— Você… você me tirou da minha cama? Do meu quarto quente? Para eu vir aqui ver o Namjoon pelado e em pleno exercício físico? — Ele passou a mão pelo rosto, traumatizado.
Ji-a parou, processando a informação. Seus olhos se arregalaram e ela tentou espiar pela fresta. Yoongi a puxou pelo braço, arrastando-a de volta para o carro de neve.
— Vem. Já abrimos o caminho para eles, mas acho que nem tão cedo vão sair desse chalé. A boa notícia é que nosso plano funcionou melhor do que o esperado. A péssima… é que eu nunca mais vou conseguir dormir depois dessa imagem mental. E vamos precisar de outro sofá. Aquele vai ter que ser queimado.
Ji-a soltou uma risada alta e deliciosa, sendo empurrada para dentro do veículo.
— Você acha mesmo que eles ficaram só no sofá, Yoongi? Olhe para aquela casa!
Yoongi parou, a mão na maçaneta do carro, e olhou para o chalé com uma expressão de horror renovado.
— Ok. Teremos que queimar o chalé inteiro — ele declarou, rindo enquanto dava partida no motor e desaparecia montanha abaixo, deixando os dois amantes para trás.
Lá dentro, o baque da porta finalmente ecoou na mente deles. SN travou o movimento, o corpo ainda tremendo, os pulmões ardendo por ar. Ela olhou para a porta e depois para Namjoon, que estava com o pescoço arqueado, a pele brilhando de suor.
— Você… você ouviu algo? — ela sussurrou, a voz trêmula.
Namjoon abriu os olhos, um brilho escuro e possessivo neles. Ele não parou. Pelo contrário, segurou os quadris dela com força e deu uma estocada profunda, fazendo-a soltar um grito curto.
— Ouvi — ele rosnou, puxando o cabelo dela para trás para que ela olhasse nos olhos dele. — Ouvi minha mulher parar de gemer o meu nome por um segundo. Não deixe isso acontecer de novo.
SN sorriu entre as lágrimas de prazer e se inclinou para beijá-lo, entregando-se novamente ao ritmo dele. O mundo lá fora poderia ter chegado com tratores e helicópteros, mas para eles, a única coisa que importava era que a tempestade havia acabado, e eles finalmente estavam em casa.

Traumatizaram o amigo. Hahahaha
kkkkk
E a mim tbm kkkk
“Ah oq é a vida? A vida é uma maravilha” kkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk berro
Eita porraaa
Hora errada amigo
Põe errada nisso
Eitaaa Cristo
Misericórdia, eu queria ver o namjoom pelado
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Só temos 48h, Namjoon, vamos aproveitar cada maldito segundo
Q cena constrangedora kkkkk
Nem isso parou o Namjoon, o hômi é uma máquina msm
Bem amigos…acabou “On another love”
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk meu deus o Yoongi traumatizado