You have no alerts.
Header Background Image

O silêncio do apartamento era preenchido apenas pelo som rítmico da colher batendo no pote de sorvete. Você estava afundada no sofá, vestindo aquele pijama largo que escolheu justamente por não querer ser notada pelo resto do mundo. O dia tinha sido um desastre, uma sequência de problemas que pareciam sugar sua energia até não sobrar nada além de um vazio cansado.

A saudade dele era uma dor física, um peso no peito que nem o açúcar gelado conseguia aliviar. Hoseok deveria estar do outro lado do oceano, brilhando sob as luzes de um estádio, enquanto você lidava com a realidade cinzenta de São Paulo.

Até que o som da fechadura eletrônica ecoou pelo corredor.

Você congelou. O coração deu um solavanco antes mesmo do seu cérebro processar. A porta se abriu suavemente e lá estava ele. Hoseok não parecia o “J-Hope” dos palcos; ele usava um casaco de grife estruturado, os cabelos levemente bagunçados pela viagem e um olhar que, ao encontrar o seu, perdeu todo o cansaço do voo de 20 horas.

— Eu não aguentei esperar até amanhã — a voz dele saiu mais grave do que o normal, rouca pelo uso e pela falta de sono.

Ele deixou a mala de lado e caminhou em sua direção. Você tentou se levantar, mas ele fez um sinal com a mão para que ficasse onde estava. Hoseok contornou o sofá, aproximando-se por trás. O cheiro dele — uma mistura inebriante de perfume amadeirado, couro e o aroma limpo da pele — invadiu seus sentidos antes mesmo do toque.

As mãos dele, grandes e quentes, pousaram nos seus ombros, apertando-os com uma firmeza possessiva.

— Você está tensa, meu amor — ele sussurrou contra o seu ouvido, a respiração quente causando um arrepio imediato que percorreu sua espinha.

Hoseok inclinou o rosto, distribuindo beijos lentos e úmidos na curva do seu pescoço, exatamente onde ele sabia que você era mais sensível. Enquanto uma mão continuava a massagear seu ombro, a outra desceu lentamente pelo seu peito, parando sobre o seu coração que batia descompassado.

— Eu passei dias imaginando o gosto da sua pele… o calor desse corpo — ele disse, a voz vibrando contra sua nuca. — E você está aqui, com esse pijama adorável, tentando se esconder de mim?

Ele deslizou a mão para baixo, por baixo do tecido do seu pijama, encontrando a pele nua da sua cintura. Os dedos dele traçaram o contorno do seu quadril com uma lentidão torturante, enquanto ele se inclinava mais, pressionando o corpo contra o encosto do sofá, cercando você.

— Esquece o sorvete — ele murmurou, a voz agora carregada de uma intenção inegável. — Eu tenho planos muito melhores para o resto da sua noite. E eu garanto… você não vai lembrar de problema nenhum quando eu terminar com você.

Ele mordeu levemente o lóbulo da sua orelha e você sentiu o peso do desejo dele. O J-Hope alegre tinha ficado do lado de fora; dentro daquele apartamento, havia apenas um homem que estava faminto pela mulher que amava.

O beijo dele foi a resposta que seu corpo gritava para ter. No momento em que seus lábios se encontraram, o mundo lá fora — o dia péssimo, o cansaço, as horas de solidão — simplesmente deixou de existir. Foi um beijo que começou com o gosto doce do sorvete e rapidamente se transformou em algo muito mais denso e perigoso.

Hoseok soltou um rosnado baixo, uma vibração que você sentiu ressoar contra o seu próprio peito. Ele não esperou; em um movimento ágil e carregado de urgência, ele contornou o sofá e se acomodou entre as suas pernas, forçando você a se recostar ainda mais no estofado.

As suas mãos agiram por instinto, subindo pelo peito dele, sentindo a batida frenética do coração sob o tecido caro da camisa, até chegarem à nuca. Seus dedos se afundaram nos fios de cabelo escuros e macios, puxando-o para mais perto, querendo eliminar qualquer milímetro de ar que ainda restasse entre vocês.

Hoseok segurou seu rosto com as duas mãos, os polegares traçando a linha da sua mandíbula com uma pressão que era, ao mesmo tempo, carinhosa e dominante. O beijo se tornou faminto. As línguas se entrelaçavam em um ritmo que ditava o que viria a seguir: não era apenas saudade, era necessidade.

— Eu senti que ia enlouquecer naquele avião — ele murmurou contra a sua boca, a voz falhando enquanto ele interrompia o beijo apenas o suficiente para respirar o mesmo ar que você. — Cada segundo longe parecia uma tortura.

Ele desceu os beijos para o seu queixo, descendo pelo pescoço com uma possessividade que deixaria marcas. Uma das mãos dele abandonou seu rosto e desceu pelo seu corpo, a palma da mão quente subindo pela coxa exposta pelo pijama curto. O toque dele era firme, as pontas dos dedos provocando choques elétricos onde quer que encostassem.

Hoseok parou a mão na sua nuca, substituindo a sua, e puxou levemente sua cabeça para trás para que ele tivesse acesso total ao seu colo.

— Você não faz ideia do que eu quero fazer com você agora — ele sussurrou, a voz carregada de um desejo sombrio e sedutor. — O sofá parece pequeno demais para o que eu planejei, mas eu não sei se consigo chegar até o quarto sem te possuir por inteira.

Ele olhou fixamente nos seus olhos, as pupilas dilatadas, brilhando com uma intensidade que deixava claro: o “Hope” gentil tinha dado lugar ao homem que estava disposto a te fazer esquecer até o próprio nome.

Ele deslizou a mão para a barra da sua blusa de pijama, os olhos nunca deixando os seus.

— O que você prefere, meu amor? — ele provocou, um sorriso ladino e safado surgindo nos lábios. — Aqui mesmo, onde eu posso te ouvir ecoar por essa sala, ou quer que eu te carregue agora para a nossa cama?

— Shhh… — você murmurou, cortando as palavras dele com um selinho rápido que logo se transformou em uma mordida atrevida no lábio inferior. — Você está falando demais para quem passou semanas fora, maridão.

Você não esperou a resposta. Com uma urgência que surpreendeu a ambos, suas mãos subiram pelo peito dele, agarrando a barra daquela camisa de grife cara. Hoseok soltou uma risada anasalada, um som grave e rouco que vibrou contra sua boca, enquanto colaborava, levantando os braços para facilitar o movimento. Você puxou a peça com força, jogando-a em algum lugar esquecido do tapete, ansiosa para sentir a pele dele contra a sua.

No momento em que suas mãos espalmadas encontraram o peito nu e quente de Hoseok, ele soltou um suspiro pesado, fechando os olhos por um breve segundo para absorver o contato. O toque pareceu despertar algo ainda mais primitivo nele.

— É assim que você quer jogar? — ele disse, abrindo os olhos, que agora brilhavam com uma malícia preta e devoradora. O sorriso ladino se transformou em uma expressão de pura determinação possessiva. — Sem conversa? Eu posso lidar com isso.

Antes que você pudesse processar, Hoseok agiu. Com uma agilidade impressionante, ele segurou sua cintura com firmeza e, em um único movimento, puxou você para o colo dele, fazendo com que você ficasse montada sobre suas coxas. O contraste do tecido fino do seu pijama contra o jeans dele era apenas uma barreira irritante que ele estava prestes a eliminar.

Ele inclinou o corpo para frente, pressionando você contra o encosto macio do sofá, cercando-a completamente. Uma das mãos dele subiu para a sua nuca, segurando-a com força, enquanto a outra desceu para as suas nádegas, apertando-as com uma força que arrancou um arquejo baixo e surpreso dos seus lábios.

— Você não tem ideia do quanto eu senti falta desse seu atrevimento — ele sussurrou, a voz arrastada e cheia de segundas intenções, o hálito quente contra sua orelha. — Eu ia ser gentil, ia te levar pro quarto… mas você acabou de perder esse privilégio.

Ele se afastou apenas o suficiente para olhar para você, o olhar faminto descendo do seu rosto para o pijama largo. Ele segurou a barra da sua blusa, os dedos roçando deliberadamente a pele da sua barriga, provocando arrepios.

— Eu vou te fazer esquecer cada segundo que passei longe — ele prometeu, os olhos fixos nos seus com uma intensidade promissora. — E vou fazer você me implorar para não parar, exatamente aqui.

Ele então começou a levantar a blusa do seu pijama, lentamente, tortuosamente, saboreando cada centímetro de pele que revelava à luz fraca da sala, os olhos nunca deixando os seus, deixando claro que a noite estava apenas começando e que ele não teria piedade.

Hoseok soltou um suspiro entrecortado quando você deslizou a blusa pelos seus braços, deixando-a cair no chão. O olhar dele devorou cada detalhe seu, mas você não deu tempo para que ele retomasse o controle. Com um movimento lento e deliberado, você deslizou pelo corpo dele, descendo do colo para o espaço entre as pernas dele no sofá.

Seus lábios encontraram a pele quente do abdômen dele, iniciando uma trilha de beijos molhados e lentos que faziam os músculos de Hoseok se contraírem sob seu toque. Ele jogou a cabeça para trás, os dedos se enterrando no estofado do sofá enquanto você descia cada vez mais.

— Você está querendo me enlouquecer… — ele sibilou, a voz falhando, enquanto sentia sua língua traçar o caminho de V que levava para baixo da linha da cintura.

Suas mãos, ágeis e decididas, alcançaram o cinto de couro. O som metálico da fivela sendo aberta ecoou no silêncio do apartamento, seguido pelo som do zíper descendo. Hoseok deu um solavanco quando você afastou o tecido da calça, revelando a silhueta marcada sob a cueca. Sem hesitar, você envolveu a extensão dele por cima do tecido fino, massageando-o com uma pressão firme que o fez soltar um gemido rouco e prolongado.

Ah, Deus… — ele murmurou, a mão dele descendo para os seus cabelos, não para afastar, mas para guiar você ainda mais para perto. — Você não sabe do quanto eu precisava disso.

Você sentiu o calor dele através do tecido, a pulsação do desejo dele sob a palma da sua mão. Com um olhar carregado de luxúria, você subiu os olhos para ele antes de levar os lábios exatamente onde sua mão massageava. O calor da sua respiração contra aquela área sensível fez o corpo dele retesar completamente.

Hoseok inclinou o quadril para frente, buscando mais do seu contato, enquanto a respiração dele se tornava uma sequência de arquejos pesados. Ele estava entregue ao seu ritmo, sentindo cada centímetro da sua boca provocando-o através da seda, em uma tortura deliciosa que prometia que a distância das últimas semanas seria recompensada da maneira mais intensa possível.

— Agora… — ele pediu, a voz quase um comando desesperado enquanto a mão dele apertava suavemente sua nuca. — Eu preciso sentir você de verdade. Chega de barreiras.

— Sim, senhor… maridão — você sussurrou, a voz carregada de uma submissão provocante que fez o olhar de Hoseok escurecer instantaneamente.

Com uma agilidade que o deixou sem fôlego, você puxou o tecido da cueca dele para baixo, liberando-o por completo. O calor que emanava dele era quase palpável. Sem dar tempo para que ele se recuperasse, você o envolveu com os lábios, abocanhando-o desde a glande até a base em um movimento fluido e profundo.

Hoseok soltou um rosnado gutural, a cabeça pendendo para trás enquanto ele buscava ar. Você começou a usar as técnicas que sabia que o levavam ao limite: o movimento rítmico e circular da língua no topo, seguido por uma sucção firme que o fazia contrair o abdômen involuntariamente.

Em um momento, você se desafiou, engolindo toda a extensão dele de uma vez. O som dele se engasgando com o próprio prazer foi a sua maior recompensa. Enquanto sua boca trabalhava com maestria, suas unhas começaram a arranhar levemente a pele firme da barriga dele, descendo até encontrar os pelos pubianos, criando um contraste de sensações entre a maciez da sua boca e a agressividade dos seus dedos.

Puta merda… — ele arfou, a voz sumindo.

Você inclinou o rosto apenas o suficiente para olhá-lo de baixo. Com as bochechas coradas e os olhos brilhando de luxúria, você sustentou o olhar dele enquanto continuava o trabalho. Hoseok te encarava de volta, as mãos enterradas nos seus cabelos, guiando o seu ritmo com uma urgência crescente.

— Você está fazendo isso de propósito — ele murmurou, a respiração tão pesada que parecia um esforço físico falar. — Olhando para mim desse jeito enquanto me usa… você sabe exatamente como acabar comigo.

Ele inclinou o quadril para frente, os dedos agora se fechando com mais firmeza nos seus fios, não para te apressar, mas para sentir cada centímetro daquela pressão deliciosa. Os seus arranhões na barriga dele deixavam trilhas avermelhadas que apenas o excitavam mais, transformando o sofá da sala no cenário de uma rendição total.

— Chega! — Hoseok exclamou, a voz saindo como um trovão rouco, carregada de uma urgência que ele não conseguia mais conter.

Ele não esperou por um convite. As mãos dele, firmes e impacientes, seguraram seu rosto por um breve segundo, apenas para que ele pudesse ver o desejo nos seus olhos antes de te puxar para cima com uma força possessiva. Em um movimento rápido e bruto na medida certa, ele desceu o seu short, livrando-se da última barreira.

— Deixa eu foder minha mulher… deixa eu te sentir direito — ele rosnou contra os seus lábios, as mãos agora descendo para o seu quadril para guiar o seu corpo.

Quando ele te ergueu e você finalmente desceu sobre ele, sentindo a extensão dele te preencher por completo e sem avisos, o impacto foi tão intenso que o ar pareceu fugir dos seus pulmões. Você jogou a cabeça para trás, os músculos do seu pescoço se contraindo enquanto um gemido alto e arrastado ecoava pela sala, preenchendo cada canto do apartamento.

A sensação de tê-lo ali, depois de tantas semanas de vazio, era avassaladora.

Isso… — ele arfou, as mãos dele enterrando-se nas suas coxas, os dedos pressionando a sua pele com uma força que deixaria marcas, mas você só queria mais.

Você começou a cavalgar, encontrando um ritmo frenético e faminto. A cada subida e descida, Hoseok impulsionava o quadril para cima, encontrando-se com você no meio do caminho, garantindo que cada estocada fosse profunda o suficiente para fazer sua visão embaçar.

O ritmo no sofá tornou-se selvagem, uma dança de pele e suor que ecoava a urgência de semanas de separação. Hoseok segurava seu quadril com uma força impressionante, os olhos fixos na forma como seus corpos se conectavam, as pupilas tão dilatadas que o castanho quase sumia.

— Isso, amor… senta assim — ele rosnou, a voz falhando enquanto ele impulsionava o corpo para cima a cada descida sua. — Quica gostoso no seu maridão, isso… mostra o quanto você sentiu minha falta.

Ele soltou um palavrão baixo quando você acelerou, os dedos dele cravando-se na sua cintura. Mas, antes que o clímax os atingisse, ele precisava de mais. Com um movimento ágil, ele te ergueu do colo, a respiração pesada batendo contra o seu pescoço.

Hoseok te girou com uma possessividade que fez suas pernas tremerem, posicionando você de quatro contra o encosto do sofá. A visão que ele tinha agora — as curvas do seu corpo sob a luz baixa e as marcas dos dedos dele na sua pele — pareceu ser o combustível final para o controle que ele ainda tentava manter.

Ele se posicionou atrás de você, uma mão descendo para espalmar sua lombar enquanto a outra se enrolava nos seus cabelos, puxando sua cabeça levemente para trás.

— Olha para mim pelo reflexo daquela TV — ele ordenou, a voz vibrando de desejo. — Eu quero que você veja o que eu vou fazer com você.

Ele entrou em você de uma vez, uma estocada profunda e firme que arrancou um grito agudo de prazer dos seus lábios. Sem dar tempo para respirar, ele começou um ritmo impiedoso. O som dos corpos se chocando era o único barulho na sala, interrompido apenas pelos tapas estalados que ele desferia em suas nádegas, deixando a pele quente e avermelhada.

— Isso, amor! Mais forte… — você implorava entre gemidos, rebolando contra ele para sentir cada centímetro. — Não para, por favor… você é perfeito, meu amor!

— Você é tão apertada… — ele arfou, a voz carregada de uma luxúria sombria enquanto alternava o puxão de cabelo com carícias brutas. — Eu passei cada noite naquele hotel pensando em como eu ia te foder desse jeito. Grita meu nome… deixa eu ouvir que você é toda minha.

O ritmo dele se tornou frenético, uma força da natureza que não aceitava interrupções. Hoseok segurava seu quadril com uma pressão que deixaria marcas por dias, cada estocada sendo um lembrete físico de que ele estava de volta.

— Eu vou… eu vou… — ele rosnou, a voz quase irreconhecível, o corpo suado deslizando contra o seu.

Você sentiu a tensão dele atingir o ápice. Com um último puxão firme nos seus cabelos, ele se afundou em você uma última vez, liberando-se em um jorro quente e pulsante que te fez arquear as costas e gritar o nome dele, enquanto suas próprias paredes se contraíam em um orgasmo que parecia não ter fim.

Ofegantes, ele te ajudou a virar e se deitar de costas no sofá. O rosto dele ainda estava carregado de uma luxúria que o orgasmo não havia saciado por completo. Seus olhos caíram sobre o pote de sorvete abandonado na mesa de centro, agora em uma consistência pastosa e derretida.

Com um sorriso que misturava diversão e depravação, Hoseok pegou o pote.

— Você achou que tinha acabado? — ele sussurrou, a voz densa.

Ele mergulhou os dedos no sorvete gelado e começou a espalhá-lo pela sua boca, descendo lentamente pelos seus seios e cobrindo sua barriga com o líquido doce e pegajoso. O choque térmico do gelado contra sua pele fervendo fez você estremecer.

Hoseok desceu o corpo, começando a lamber cada rastro de sorvete com uma lentidão torturante. Enquanto a língua dele trabalhava nos seus mamilos eretos, uma das mãos dele descia, encontrando você ainda sensível e úmida. Ele começou a te masturbar com um ritmo firme, os dedos deslizando com facilidade.

— Você está deliciosa desse jeito… toda suja, — ele murmurou contra a sua pele, a voz abafada pelo contato. — Eu quero sentir o seu gosto misturado com esse açúcar. Quero ver você gozar de novo enquanto eu te limpo com a língua, como a boa garota que você é quando eu volto pra casa.

O contraste do sorvete derretido e gelado contra o calor febril da sua pele criava um curto-circuito em seus sentidos. Hoseok não tinha pressa; ele saboreava cada centímetro, a língua traçando caminhos lentos e molhados enquanto os dedos dele, lá embaixo, ditavam um ritmo impiedoso.

Você sentiu a tensão crescendo novamente, uma onda de prazer que subia do ventre e se espalhava por todo o corpo. Hoseok percebeu sua respiração falhar e o arco desesperado das suas costas. O desejo dele, longe de estar saciado, rugiu de volta à vida com uma força renovada.

Ele se ergueu sobre você, os olhos brilhando com uma intensidade predatória, o corpo novamente rígido e pronto. Sem dizer uma palavra, ele segurou seus dois pulsos com uma única mão, prendendo-os acima da sua cabeça contra o estofado do sofá. O gesto de domínio fez seu coração disparar.

— Olha para mim — ele comandou, a voz rouca e carregada. — Eu quero ver exatamente o momento em que você perder o controle.

Hoseok entrou em você com uma estocada única e profunda, tão carregada de desejo que fez você soltar um grito abafado. Ele não esperou; começou um ritmo violento e possessivo, movendo-se dentro de você com uma urgência que dizia que ele nunca mais queria te soltar. A cada impacto, o resto do sorvete na sua pele servia apenas para tornar tudo mais escorregadio e visceral.

Ele se inclinava para frente, buscando suas reações mais íntimas. Ele mordia seu lábio inferior, observava o revirar dos seus olhos e a forma como você tentava se soltar das mãos dele apenas para se agarrar a ele com mais força.

— Isso… me dá tudo — ele sussurrou, o suor pingando do rosto dele no seu peito. — Quero ver cada gota, quero sentir você desmoronando nos meus braços.

A pressão era insuportável, um prazer tão agudo que beirava a dor. Você começou a implorar, o nome dele escapando em soluços, enquanto ele acelerava o passo, os olhos dele fixos nos seus, assistindo à sua alma se entregar. Quando o clímax finalmente veio, foi uma explosão conjunta. Você sentiu Hoseok pulsar dentro de você com uma força avassaladora enquanto ele mesmo soltava um rosnado alto, a testa encostada na sua, enquanto ambos tremiam sob o peso de um prazer absoluto.

Ele não se afastou de imediato. Ele ficou ali, sentindo cada contração sua, observando com um sorriso exausto e satisfeito a última gota de resistência deixar seu corpo, completamente rendida ao retorno do seu homem.

Você estava de olhos fechados, a pulsação ainda martelando nas têmporas e o corpo pesando contra o sofá, tentando recuperar o fôlego que Hoseok havia roubado. Quando ele finalmente relaxou a pressão nos seus pulsos e soltou suas mãos, você sentiu o formigamento da circulação voltando. Instintivamente, sua mão subiu, os dedos trêmulos se enroscando nos fios úmidos da nuca dele, puxando-o para um contato mais calmo, mas ainda carregado.

— Porra… — você soltou em um suspiro rouco, a voz quase sumindo. — Se você ficar mais um mês fora, eu tô fudida. Literalmente.

Hoseok soltou uma risada baixa, ele apoiou os cotovelos de cada lado do seu corpo, olhando para você com uma ternura que contrastava totalmente com o homem impiedoso de minutos atrás. Ele beijou a ponta do seu nariz, limpando com o polegar um rastro de sorvete que ainda restava no canto da sua boca.

— Eu não pretendo ir a lugar nenhum tão cedo agora — ele murmurou, a voz suave, mas ainda marcada pelo cansaço da viagem que o corpo começava a cobrar. — Mas, por mais que eu queira continuar aqui até o sol nascer… eu sinto que meu corpo vai desligar a qualquer momento. Foram muitas horas de voo, meu amor.

Ele te deu um selinho demorado e se afastou um pouco, estendendo a mão para te ajudar a levantar.

— Vamos tomar um banho? Um banho bem quente… e depois cama. Eu só preciso sentir você dormindo do meu lado para o meu cérebro entender que eu finalmente cheguei em casa.

Você aceitou a mão dele, sentindo as pernas ainda um pouco bambas. Enquanto caminhavam em direção ao banheiro, você deu um sorriso de lado, olhando-o de cima a baixo com malícia.

— Imagina se você não estivesse exausto, hein, maridão? — você provocou, passando a mão pelas costas nuas dele.

Hoseok parou na porta do box, girando o registro do chuveiro. Ele olhou para você por cima do ombro, com um brilho desafiador nos olhos e aquele sorriso safado que você tanto amava.

— Se eu estivesse com a bateria cheia, você não estaria conseguindo caminhar até esse chuveiro agora — ele rebateu com uma piscadela, puxando você para debaixo da água morna. — Mas não se acostume com o descanso… amanhã eu acordo renovado.

Debaixo da água, o clima de luxúria deu lugar a um carinho profundo. Ele te abraçou por trás, descansando o queixo no seu ombro enquanto a água lavava o sorvete e o suor de seus corpos, selando aquele reencontro com a promessa silenciosa de que, não importa o quão longe ele vá, o porto seguro dele sempre seria você.

14 Comentários

Aviso! Seu comentário ficará invisível para outros convidados e assinantes (exceto para respostas), inclusive para você, após um período de tolerância. Mas se você enviar um endereço de e-mail e ativar o ícone de sino, receberá respostas até que as cancele.
  1. Thamiris
    Apr 27, '26 at 4:22 pm

    A saudade dele era uma dor física, um peso no peito que nem o açúcar gelado conseguia aliviar. Hoseok deveria estar do outro lado do oceano, brilhando sob as luzes de um estádio, enquanto você lidava com a realidade cinzenta de São Paulo.

    Minha triste realidade,e ainda consegue ser pior pq sou do Ma

  2. Thamiris
    Apr 27, '26 at 4:24 pm

    — Você está tensa, meu amor — ele sussurrou contra o seu ouvido, a respiração quente causando um arrepio imediato que percorreu sua espinha.

    Será que é pedir muito um marido assim

  3. Marcela
    Apr 27, '26 at 4:34 pm

    [quote]Ele deixou a mala de lado e caminhou em sua direção. Você tentou se levantar, mas ele fez um sinal com a mão para que ficasse onde estava. Hoseok contornou o sofá, aproximando-se por trás. O cheiro dele — uma mistura inebriante de perfume amadeirado, couro e o aroma limpo da pele — invadiu seus sentidos antes mesmo do toque.

    Ela já chegou daquele jeitinhoo

  4. Marcela
    Apr 27, '26 at 4:36 pm

    [quote]— Esquece o sorvete — ele murmurou, a voz agora carregada de uma intenção inegável. — Eu tenho planos muito melhores para o resto da sua noite. E eu garanto… você não vai lembrar de problema nenhum quando eu terminar com você.

    Tou aceitando JHope, pode vim

  5. Marcela
    Apr 27, '26 at 4:39 pm

    [quote]— Você não faz ideia do que eu quero fazer com você agora — ele sussurrou, a voz carregada de um desejo sombrio e sedutor. — O sofá parece pequeno demais para o que eu planejei, mas eu não sei se consigo chegar até o quarto sem te possuir por inteira.

    Esperava nem ele terminar de falar kkkkkk

  6. Marcela
    Apr 27, '26 at 4:45 pm

    [quote]— Você está fazendo isso de propósito — ele murmurou, a respiração tão pesada que parecia um esforço físico falar. — Olhando para mim desse jeito enquanto me usa… você sabe exatamente como acabar comigo.

    A intenção é exatamente essa

  7. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Apr 27, '26 at 7:46 pm

    O silêncio do apartamento era preenchido apenas pelo som rítmico da colher batendo no pote de sorvete. Você estava afundada no sofá, vestindo aquele pijama largo que escolheu justamente por não querer ser notada pelo resto do mundo. O dia tinha sido um desastre, uma sequência de problemas que pareciam sugar sua energia até não sobrar nada além de um vazio cansado.

    Eu realmente tive um dia de cão

  8. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Apr 27, '26 at 7:47 pm

    Até que o som da fechadura eletrônica ecoou pelo corredor.

    Tem fechadura eletrônica em SP?Qm diria…

  9. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Apr 27, '26 at 7:48 pm

    — Se eu estivesse com a bateria cheia, você não estaria conseguindo caminhar até esse chuveiro agora — ele rebateu com uma piscadela, puxando você para debaixo da água morna. — Mas não se acostume com o descanso… amanhã eu acordo renovado.

    Onde eu fui marcar meu jegue??

  10. Keile
    Apr 28, '26 at 12:23 pm

    — Eu não aguentei esperar até amanhã — a voz dele saiu mais grave do que o normal, rouca pelo uso e pela falta de sono.

    Só veeeem

  11. Keile
    Apr 28, '26 at 12:24 pm

    As mãos dele, grandes e quentes, pousaram nos seus ombros, apertando-os com uma firmeza possessiva.

    Já arrepiei, uiiiiiii

  12. Keile
    Apr 28, '26 at 5:03 pm

    — Puta merda… — ele arfou, a voz sumindo.

    Pqp digo eu…

  13. Keile
    Apr 28, '26 at 5:23 pm

    Debaixo da água, o clima de luxúria deu lugar a um carinho profundo. Ele te abraçou por trás, descansando o queixo no seu ombro enquanto a água lavava o sorvete e o suor de seus corpos, selando aquele reencontro com a promessa silenciosa de que, não importa o quão longe ele vá, o porto seguro dele sempre seria você.

    Ameeei ☺️

  14. Sra Hoseok
    May 11, '26 at 10:35 pm

    Debaixo da água, o clima de luxúria deu lugar a um carinho profundo. Ele te abraçou por trás, descansando o queixo no seu ombro enquanto a água lavava o sorvete e o suor de seus corpos, selando aquele reencontro com a promessa silenciosa de que, não importa o quão longe ele vá, o porto seguro dele sempre seria você.

    Nunca mais olharei para um sorvete da mesma forma kkkkkkk
    Amei ❣️

Nota

Você não pode copiar conteúdo desta página