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Dá o Play

SN tinha acabado de tomar banho, vestida com a roupa confortável que Jungkook tinha deixado sobre a cama. O cheiro limpo de sabonete ainda grudava em sua pele quando ela resolveu sair um pouco do quarto. 

Assim que atravessou o corredor e pisou na sala, Yoongi levantou-se do sofá onde estava há horas. Ele se aproximou sem pressa, os olhos escuros fixos nela, e antes que Jungkook pudesse se mover, ele se inclinou e depositou um beijo suave no topo da cabeça dela.

— Podemos conversar? — disse ele, a voz baixa, calma.

Jungkook quase explodiu ali mesmo. Encostado na parede, braços cruzados, sentiu o sangue ferver.

— Ei… — avançou, a expressão séria, olhos faiscando. — Você tá achando que tá fazendo o quê?

SN se meteu no meio rapidamente, como se tentasse acalmar o ambiente.
— É claro, podemos conversar sim… — ela sorriu fraco para Yoongi. — Jungkook disse que foi você quem me achou… obrigada…

Ela olhou em volta, procurando.
— Os outros já foram? Eu queria agradecer a eles também…

Yoongi negou com a cabeça, um meio sorriso surgindo.
— Não, você não queria. Você já agradeceu o suficiente a todos eles.

— Yoongi!! — ela disse quase em protesto, como quem não aceita a resposta.

Ele riu, curto, quase debochado.

Jungkook arregalou os olhos, completamente incrédulo

Jungkook arregalou os olhos, completamente incrédulo.
— O quê? — ele deu um passo à frente, apontando o dedo em direção ao hyung. — Isso é um sorriso?

Yoongi ergueu a sobrancelha, confuso.
SN olhou para Jungkook surpresa.
— Ué? Nunca viu ele sorrindo? Ele sorri o tempo todo…

O choque estampou no rosto de Jungkook. Ele piscou algumas vezes, balançando a cabeça devagar, como se não acreditasse.
— O tempo todo…? — repetiu, quase sem voz, encarando SN.

Mas Yoongi não deixou o silêncio crescer. Ele se inclinou, pegou no pulso de SN com calma e firmeza.
— Tá, agora vem.

Antes que desse um passo, Jungkook avançou. Com um movimento rápido, tirou a mão de Yoongi da dela, o olhar queimando.
— Ah, mas nem fodendo. — a voz saiu grave, firme. — Nunca te vi rindo pra ninguém e você ri logo pra minha mulher? Nem pensar.

Ele ficou frente a frente com Yoongi, peito erguido, os músculos tensionados, como um animal pronto para proteger o que era dele.  

SN se colocou imediatamente na frente de Jungkook, os dedos frios deslizando sobre a mão dele. Ela a pegou com delicadeza, a levou até os lábios e beijou.

— Ah, amor… — disse num tom suave, olhando nos olhos dele. — Não precisa ter ciúmes. Eu sou sua… — encostou os lábios num selinho rápido. — Só sua.

Ela riu baixinho, quase incrédula com o que estava prestes a dizer.
— Yoongi não vai fazer nada comigo. Ele não é louco de tentar alguma coisa comigo com você bem aqui…

O silêncio da sala pareceu se esticar, até que Yoongi ergueu a mão novamente e, sem cerimônia, segurou o pulso de SN mais uma vez. O olhar dele era calmo, quase frio, mas carregado de uma provocação implícita.

— Não prometo nada. — disse baixo, firme.

Jungkook travou. O sangue subiu em segundos, o maxilar ficou duro, e os punhos se fecharam tão forte que os nós dos dedos ficaram brancos. A respiração pesada denunciava a fúria que queimava dentro dele.

— Seu filho da puta… — murmurou entre os dentes, dando um passo à frente.

Mas SN segurava sua mão com força, o olhar dela implorando para que ele não explodisse. E aquilo o paralisava. Ele queria arrancar Yoongi dali, queria socar aquele sorriso irônico da cara dele, mas não podia. Ela tinha decidido conversar com Yoongi, e se ele fosse contra, só pioraria.

Então ele ficou ali, peito erguido, o olhar cravado no hyung como uma ameaça silenciosa. Cada músculo do corpo pronto para reagir, mas contido pela escolha dela.

Yoongi não pensou duas vezes: segurou SN pela mão e a puxou para dentro da dispensa, trancando a porta atrás deles.

Jungkook deu um passo agoniado, a mão já esticada, pronto para protestar. Mas engoliu as palavras — precisava respeitar SN. Ainda assim, não conseguiu ficar parado: passou em frente à porta várias vezes, como uma sombra inquieta, tentando ouvir o que acontecia lá dentro.

SN, confusa, piscou para Yoongi.
— Na dispensa? Por quê?

Ele riu baixo, quase cúmplice.
— Quero provocar o Jungkook.

Ela riu junto, incrédula, batendo no peito dele.
— Não acredito nisso…

Yoongi a puxou para perto e a envolveu num abraço apertado.
— Você não sabe o quanto tive medo de que algo pior acontecesse com você… — a voz dele saiu embargada, carregada de alívio.

SN sorriu, passando a mão nos cabelos dele.
— Ei… eu tô aqui. Vai ficar tudo bem.

Ele a apertou ainda mais, como se não quisesse soltá-la nunca. Os ombros dele tremiam levemente, soluços contidos escapando. Então, se afastou só o suficiente para acariciar o rosto dela e beijar sua testa. Respirou fundo, olhando de relance a sombra de Jungkook passando de um lado para o outro do outro lado da porta. Um sorriso discreto surgiu em seus lábios.

— Agora que sei que você está bem e… — ele suspirou. — E bem protegida… posso voltar à minha rotina. Muito obrigado por todo esse tempo e… — a boca dele se curvou num sorriso malicioso. — Todo aquele sexo incrível.

SN arregalou os olhos, sem acreditar que ele falaria aquilo naquele momento.

— E antes que pense que eu tô apaixonado por você… — ele riu de si mesmo. — Não tô. Talvez só um pouco decepcionado por não poder ter uma despedida deliciosa sem correr risco de vida.

Ela gargalhou, limpando discretamente as lágrimas que escorriam dele. Depois, aproximou-se e lhe deu um beijo carinhoso na bochecha.
— Obrigada por tudo, Yoongi.

Ele respirou fundo, endireitando os ombros e se recompondo, como se vestisse uma armadura invisível. Ela abriu um sorriso leve, e juntos se afastaram.

Assim que Yoongi destrancou a porta, ouviram um barulho estranho. Ao abrirem, viram Jungkook se ajeitando no sofá às pressas, fingindo que estava ali o tempo todo.

Yoongi e SN não resistiram: riram na hora.

— O que foi? — Jungkook ergueu as sobrancelhas, desconfiado. — Já conversaram?

Yoongi apenas assentiu, pegando sua mochila.
— Vou realizar um sonho seu agora.

Jungkook franziu a testa, confuso.
— Como é que é?

Yoongi deu um último olhar para SN, aproximou-se e beijou novamente sua testa. Depois, virou-se para o amigo, abraçando-o firme.
— Estou indo. Vou voltar pra minha rotina. Até mais, mano.

Assim que Yoongi fechou a porta atrás de si, Jungkook continuou largado no sofá, braço jogado no encosto, bico estampado no rosto. Os olhos dele seguiam SN com uma mistura de ciúme e desejo.

— Não gostei… — ele murmurou, voz grave, quase um rosnado contido. — Não gostei nem um pouco de ver você trancada com outro homem lá dentro.

Ela riu baixinho, caminhando até ele com a leveza de quem sabia que estava mexendo com fogo.
— O quê? … — aproximou-se, os dedos deslizando pelo peitoral nu dele, brincando com a pele quente. — Você já salvou sua donzela em perigo.

Ele arqueou a sobrancelha, desconfiado, mas não moveu um músculo quando ela se inclinou mais.

— Ninguém mais, nunca mais… vai encostar na sua donzela se não for você. — sussurrou contra a boca dele, colando os lábios sem beijar de fato. Os olhos brilharam de provocação antes de arrematar: — Ou prefere que eu diga que ninguém nunca mais vai foder a sua garota?

Um sorrisinho safado escapou dos lábios dela. Ela sabia exatamente o que estava fazendo: cutucando a fera.

O maxilar de Jungkook travou. Os olhos dele escureceram num instante, a respiração acelerando. Ele avançou sem aviso, segurando a nuca dela com firmeza e colando a boca na dela num beijo áspero, cheio de língua e mordida.

Quando se afastou, a voz dele saiu rouca, quase possessiva:
— Repete isso de novo… só pra eu te mostrar que você tem razão. Ninguém mais toca, ninguém mais fode você. Só eu. Sempre eu.

Sem esperar resposta, ele a ergueu no colo, jogando-a de costas no sofá com força calculada. O corpo dele veio por cima, prendendo-a, as mãos deslizando agressivas pela cintura até apertar as coxas com força.

— Você é minha. — ele sussurrou contra o ouvido dela, mordendo de leve a pele sensível do pescoço. — Minha mulher, minha porra de tentação… e vou te lembrar disso toda vez que você tentar me provocar desse jeito.

Ele puxou a blusa dela de uma vez, deixando o tecido ser jogado para qualquer lado, e imediatamente os dedos fortes deslizaram pela pele exposta, traçando o caminho das costelas até o seio. O polegar dele roçou devagar pelo bico, só para provocar, antes de apertar firme e arrancar um gemido involuntário dela.

— Assim… — Jungkook murmurou rouco, mordendo o lábio enquanto a observava se arquear. — É assim que eu quero ouvir sua voz.

Ele abaixou a cabeça, prendendo o seio entre os lábios, sugando com força enquanto a outra mão descia para a cintura dela, arrastando o cós da calça para baixo sem qualquer delicadeza. Os dentes arranharam a pele sensível, e ele chupou forte, deixando uma marca escura.

O quadril dele já pressionava contra o dela em movimentos lentos, pesados, mesmo ainda vestido. O atrito era quente, dolorosamente provocante.

— Você sente isso? — ele perguntou baixo, voz grave, sem desgrudar a boca da pele dela. —  Tá sentindo como eu quero vcocê?!

Os dedos dele abriram espaço entre as pernas dela, empurrando as coxas até que ficassem escancaradas sob o peso dele. Ele arrastou as mãos para dentro da calcinha, roçando primeiro com a ponta dos dedos, apenas de leve, antes de pressionar com mais firmeza, arrancando outro arfar.

— Molhada desse jeito… só por mim. — ele rosnou satisfeito, roçando o nariz contra o pescoço dela, enquanto os dedos circulavam o ponto mais sensível devagar, depois em movimentos mais firmes. — Você é minha e vai gozar só comigo.

Ela se contorceu, os dedos agarrando os ombros largos dele, sem conseguir conter os sons que escapavam. Mas Jungkook não deu trégua: desceu a boca pela barriga dela, mordendo, chupando, deixando marcas por cada centímetro de pele até alcançar a borda da calcinha.

— Eu vou te devorar inteira. — ele disse, puxando a peça com os dentes e deixando o caminho livre para o que viria.

Ele abriu mais as pernas dela, olhando fixo nos olhos dela antes de se abaixar. O primeiro toque da língua foi lento, profundo, arrastado — como se quisesse gravar o gosto dela na boca. Depois veio outro, mais rápido, e outro ainda mais ousado, sugando com intensidade.

As mãos grandes seguravam firme nas coxas, impedindo qualquer tentativa de fuga, enquanto ele explorava cada detalhe, cada gemido arrancado. O som úmido da boca dele preenchia o ar junto com o respirar acelerado dela.

— Tão gostosa… — ele gemeu contra ela, voltando a sugar forte, a língua penetrando fundo em movimentos ritmados. — Goza pra mim agora. Eu quero sentir.

O corpo dela estremeceu, o prazer crescendo rápido demais, cada movimento dele calculado para levá-la até o limite. Jungkook só intensificou, como se soubesse exatamente onde pressionar, onde chupar, até que ela arqueou de vez, soltando um grito quebrado quando o orgasmo a atravessou inteiro.

Ele não parou imediatamente — continuou sugando até sentir cada espasmo dela desacelerar. Só então subiu de volta, a boca úmida, o olhar escuro fixo nela.

Ele deslizou os lábios até pescoço dela, ainda ofegante, e sem dar tempo para que ela recuperasse o fôlego, a virou de costas no sofá com um movimento firme. As mãos grandes deslizaram pela cintura dela e apertaram com força, marcando posse.

— Agora, eu vou te foder até você implorar pra eu parar. — ele rosnou baixo contra o ouvido dela, puxando o cabelo em um movimento que a fez arfar.

Ela mal teve tempo de responder antes que sentisse o corpo dele se encaixando, cada estocada entrando profunda e firme, como se quisesse deixá-la sem ar. Os sons de ambos se misturavam, ecoando pelo ambiente, cada impacto contra ela mais forte que o anterior.

A cada investida, Jungkook puxava seu quadril de volta, ditando o ritmo sem piedade, como se quisesse gravar nele que não existia mais ninguém capaz de fazê-la sentir aquilo. A mão dele desceu em um tapa estalado na curva da bunda, arrancando dela um gemido alto.

— Gosta quando eu faço isso, né? — ele provocou, com a voz rouca, os dentes roçando na pele dela. — Então aguenta.

Ele segurou firme nos cabelos dela, erguendo levemente sua cabeça, forçando-a a sentir cada estocada ainda mais fundo. O corpo dela tremia, ora tentando acompanhá-lo, ora se rendendo ao domínio dele, enquanto ele continuava a castigá-la em ondas de prazer e possessividade.

A respiração de Jungkook ficou mais pesada, cada gemido dele contra sua pele soando mais grave, mais urgente, mas ainda assim sem perder o controle que exercia sobre ela. Ele a queria entregue, quebrada de prazer, sem conseguir pensar em mais nada além dele.

— Você é minha. Só minha. — repetiu entre dentes, a voz carregada de desejo bruto. — Ninguém mais vai ter isso… ninguém.

Os movimentos dele ficaram mais intensos, mais rápidos, enquanto uma das mãos deslizava pelo corpo dela, explorando, apertando, até sentir o corpo dela se desfazer de novo contra ele, arqueando, gemendo, implorando sem nem perceber.

Jungkook foi desacelerando, deu um beijo na testa dela e a puxou pelo queixo, os olhos escuros brilhando de desejo enquanto ela ainda arfava pelo orgasmo anterior. Ele deu um tapa leve no rosto dela, não para machucar, mas para forçá-la a focar nele.

— Abre a boca… — ele ordenou, a voz grave e carregada de desejo. — Quero sentir essa boquinha me engolindo.

Ela obedeceu, se ajoelhando no chão em frente ao sofá. Jungkook apoiou uma mão firme na nuca dela e guiou lentamente até que ela o envolvesse com os lábios. Um gemido baixo escapou dele, a cabeça tombando para trás.

— Isso… assim… — ele sussurrou entre dentes, olhando para baixo, vendo-a engolir cada vez mais fundo. — Caralho, você me deixa louco.

Os movimentos dela foram ficando mais intensos, a língua deslizando, sugando com vontade, enquanto ele controlava a velocidade com a mão em seu cabelo. Às vezes forçava mais fundo, arrancando dela engasgos abafados que só o excitavam ainda mais.

— Porra, vou gozar na sua boca se continuar assim… — ele gemeu, os músculos do abdômen se contraindo.

Mas no último segundo, Jungkook a puxou pelos cabelos, tirando-a dele. O fio de saliva caiu pelo canto da boca dela, e ele sorriu, ofegante.

— Não ainda. — ele disse firme. — Quero gozar dentro de você.

Com um movimento brusco, a virou de costas e a colocou de quatro sobre o sofá. As mãos dele deslizaram pela cintura dela, descendo até apertar forte sua bunda, que recebeu outro tapa estalado.

— Olha só… toda molhada, pronta só pra mim. — ele rosnou, encaixando-se atrás dela.

A primeira estocada foi profunda, tão forte que a fez gritar. Jungkook segurou seus quadris e começou a meter com força, o som do impacto ecoando alto pela sala. Cada estocada era acompanhada de gemidos roucos dele, misturados com os dela, que mal conseguia se sustentar.

Ele puxava seus cabelos para trás, forçando-a a olhar para ele por cima do ombro.

— Gosta quando eu te fodo assim? — ele perguntou, estocando mais fundo, sem esperar resposta. — Fala que é só meu, fala!

— Só seu… só seu! — ela gemeu, o corpo já tremendo.

Os movimentos dele ficaram ainda mais intensos, rápidos, selvagens. Jungkook desceu a mão até o clitóris dela, massageando em círculos enquanto continuava a socar fundo.

— Goza comigo. — ele ordenou, a voz rouca, grave. — Goza agora, porra!

O corpo dela desabou no sofá quando o orgasmo explodiu de novo, contrações fortes envolvendo cada parte dele. Jungkook gritou seu nome, estocando mais fundo e rápido, até que finalmente se entregou também, gozando dentro dela com toda força, segurando seus quadris contra os dele.

Ele ainda estava dentro dela, o corpo colado nas costas dela, respirando contra sua pele quente. Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios antes de deixar um beijo suave na nuca dela.

— Que tal a gente viajar pelo mundo? — murmurou baixinho, como se fosse um segredo só deles.

Ela abriu um sorrisinho preguiçoso, fechando os olhos, e respondeu com provocação:

— Você quer dizer… me foder pelo mundo?

Ele riu baixo, afastando o rosto da nuca dela e a virando de frente para si.

— Não. — disse com firmeza, mas os olhos brilhando de carinho. — Eu quero te levar pra conhecer o mundo. Quero te amar, mostrar o quanto eu gosto de você em várias línguas diferentes, em lugares incríveis. Desde que percebi o que sinto por você, eu venho pensando nisso.

Um sorriso bobo escapou dele, mas logo completou:

— Mas é claro… eu também vou te foder em todos esses lugares. Quem sabe até embaixo da Torre Eiffel.

Ela riu, divertida com a ousadia, e deu um tapa leve no ombro dele. Depois se aconchegou no peito dele, murmurando:

— Você não tem jeito mesmo, né?

Ele respondeu baixinho, acariciando os cabelos dela:

— Não tenho… porque meu jeito é ser só seu.

De repente, Jungkook se soltou dela, levantando-se do sofá de forma inesperada. Ela franziu o cenho, confusa, o coração apertando.

— O que foi? — pensou alto, mordendo o lábio. — Eu falei alguma coisa errada?

Antes que pudesse insistir, ele voltou do quarto. Ainda nu, com o corpo marcado do momento intenso que tiveram, mas agora carregando uma caixinha pequena na mão.

Sem dar tempo de reação, ele se ajoelhou diante dela, abrindo a caixinha para revelar uma aliança brilhante.

— Eu tinha planejado isso de um jeito mais mágico, mais bonito… — começou, com a voz embargada. — Naquele dia que eu te levei ao evento cheio de médicos, eu ia te levar pra minha casa. Tinha mandado preparar o quarto com pétalas de rosas, balões em forma de coração, velas… tudo que você merece.

Ele fez uma pausa, arqueando uma sobrancelha com fingida indignação.

— Mas aí você me deu um pé na bunda, né?

Ela riu baixinho, emocionada, enquanto os olhos marejavam. Ele sorriu de volta e continuou:

— A gente passou por muita coisa. Mas agora eu espero que você tenha aprendido a lição. Da próxima vez que houver perigo… não fuja de mim. Corra pra mim. Porque eu explodiria o mundo inteiro se fosse preciso pra salvar você.

As lágrimas dela escorreram antes que ela pudesse evitar. O coração disparado, ela se jogou nele e o beijou com tanta intensidade que os dois perderam o equilíbrio e caíram no chão, rindo entre o beijo.

Ela ficou por cima, os cabelos caindo sobre o rosto dele, enquanto ele a segurava pela cintura. Ele se virou de lado junto dela, encostando no chão, e murmurou com um sorriso largo:

— E aí? Vai aceitar essa aliança ou não? Porque minha mulher você já é.

Ela mordeu o lábio, ainda chorando de emoção, e assentiu.

— Claro que sim.

Ele a puxou para outro beijo, profundo e apaixonado. Quando se separaram, Jungkook murmurou contra a boca dela:

— A gente viaja mais tarde…

Ela franziu a testa, rindo.

— E se eu tivesse dito que não?

Ele riu também, o olhar escuro faiscando de desejo e determinação.

— Eu ia te levar pro quarto. Ia te convencer… até você dizer sim.

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