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O ar na sala parecia ter sido sugado. SN olhava para o colar na palma da mão de Namjoon e depois para o rosto dele, uma mistura de alívio e uma fúria desesperada borbulhando em seu peito.

— Você… — Ela o empurrou, batendo em seu peito sem força nenhuma, as mãos trêmulas. — Por quê? Por que você fez isso? Sabe quanto tempo poderíamos estar juntos? Sabe disso? Desde que meu pai morreu ficamos livres e você faz isso…

Ela parou abruptamente. O silêncio que se seguiu foi cortante. Ela recuou no colchão, os olhos arregalados, a mão cobrindo a própria boca como se tentasse fisicamente puxar as palavras de volta. Ela tinha falado demais.

Namjoon não se moveu, mas sua expressão mudou. A menção ao pai dela e à palavra “livres” destravou uma gaveta de memórias que ele tentava selar.

Flashback — Seul, quatro anos atrás.

Namjoon nunca teve medo do pai de SN. Ele sabia que o homem era um tirano que via a filha como um ativo, uma peça de xadrez para alianças políticas e financeiras. A última briga deles no escritório da mansão ainda queimava na mente de Namjoon.

O pai dela, um homem de olhar gélido, avançou sobre Namjoon, segurando-o pelo colarinho da camisa social, as veias do pescoço saltadas.

— Você acha que um garoto como você pode protegê-la? — o homem rugiu. — Ela é o meu passaporte para o topo. Você é um obstáculo que eu posso remover com um estalar de dedos.

Namjoon não recuou. Ele segurou os pulsos do homem com uma força que o fez estremecer, os olhos injetados de uma fúria protetora.

— Ela não é um objeto, e muito menos o seu passaporte — Namjoon sibilou, o rosto a centímetros do dele. — Ela é minha mulher. Se você encostar um dedo nela, ou tentar vendê-la para quem quer que seja, eu juro que destruo tudo o que você construiu. Eu não tenho medo de você.

Três dias depois, o carro do pai de Namjoon foi jogado para fora da estrada por um caminhão que nunca parou.

De volta ao presente.

Namjoon processou tudo em segundos. O acidente, o sumiço dela três dias depois, o medo de ele não ter “tanta sorte” da próxima vez. Ela o deixou para salvá-lo do próprio pai.

— Foi ele… — Namjoon sussurrou, a voz carregada de uma compreensão dolorosa. — O acidente do meu pai. Ele disse que eu seria o próximo se você não fosse embora.

SN não respondeu com palavras, apenas com o soluçar do choro que não conseguia mais esconder. Ela tinha carregado aquele terror sozinha por quatro anos, achando que ele a odiava, enquanto ela apenas tentava mantê-lo respirando.

Namjoon sentiu uma onda de amor e possessividade tão violenta que o fez perder a razão. Ele não precisava de mais explicações. Ele avançou sobre ela, não com a frieza de antes, mas com a urgência de quem resgata algo que foi roubado.

Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou.

Não foi um beijo calmo. Foi um beijo de colisão, intenso, desesperado, com gosto de lágrimas e de uma fome que foi alimentada por anos de privação. SN gemeu contra a boca dele, as mãos subindo para os cabelos dele, puxando-o para mais perto, querendo fundir sua pele na dele.

Namjoon a deitou sobre o colchão diante da lareira, o corpo dele cobrindo o dela com um peso que ela sentiu falta todos os dias. Ele arrancou a camiseta preta — a sua camiseta que ela usava — com uma urgência brutal.

— Eu nunca mais vou deixar você ir — ele rosnou contra a pele do pescoço dela, deixando marcas que não sumiriam tão cedo. — Nunca mais.

As mãos dele, grandes e quentes, exploraram cada curva que ele memorizara e as novas que o tempo esculpira. Ele a despiu com dentes e dedos trêmulos, e quando seus corpos finalmente se tocaram, sem nenhuma barreira de tecido ou mentiras, o calor da lareira pareceu gelado perto do fogo que os consumia.

SN arqueou o corpo sob o dele quando a língua de Namjoon traçou o caminho entre seus seios, a boca dele reivindicando territórios como se estivesse marcando um mapa de volta para casa. Ela sentia a ereção dele rígida contra sua coxa, uma promessa de que aquela noite não teria fim.

— Namjoon… por favor… — ela implorou, a voz sumindo enquanto ele a penetrava com uma lentidão torturante, olhando fixamente em seus olhos, querendo ver a alma dela se quebrando junto com a dele.

O contato visual era quase insuportável. Namjoon mantinha os braços esticados, prendendo SN contra o colchão, recusando-se a desviar o olhar enquanto entrava nela com uma lentidão calculada e cruel. Ele queria que ela sentisse cada milímetro, cada segundo dos quatro anos de ausência sendo preenchidos por ele.

— Olhe para mim, SN — ele comandou, a voz soando como um rosnado baixo, vibrando no peito dela. — Sinta o que você tentou me fazer esquecer.

Ele recuava quase por completo antes de entrar novamente, uma tortura deliberada que fazia SN arquear as costas, os dedos cravando-se nos ombros largos dele. Ela estava em carne viva, emocional e fisicamente.

— Por favor, Namjoon… mais rápido… eu não aguento — ela suplicou, a voz quebrada, o biquinho de antes agora transformado em um tremor de puro desejo.

— Não — ele sibilou, os olhos escuros de luxúria e uma ponta de vingança. — Você me deixou no escuro por anos, SN. Agora você vai ficar exatamente aqui, sentindo o que é estar viva de novo. Esta é a sua punição por achar que eu preferia estar seguro do que estar com você.

Ele a beijou com força, uma invasão que silenciou os protestos dela, enquanto seus quadris continuavam o movimento hipnótico e torturante. Mas a barreira da civilidade era fina demais. O calor da lareira, o cheiro de suor e a confissão de que ela o protegeu despertaram nele uma fera que não aceitava mais a lentidão.

A necessidade de possuí-la por inteiro explodiu. Namjoon mudou o ritmo. A lentidão deu lugar a uma brutalidade deliciosa e urgente. Ele a virou de costas com um movimento ágil, as mãos grandes apertando as coxas dela com uma força que deixaria marcas de dedos.

SN soltou um grito abafado contra o travesseiro quando sentiu o impacto dele, agora sem freios. Namjoon não era mais o homem que apenas cuidava; ele era o homem que reivindicava. Ele segurou o cabelo dela, puxando sua cabeça levemente para trás para expor a linha do pescoço, onde ele distribuía mordidas e beijos famintos.

— Você é minha — ele rosnou entre dentes, desferindo um tapa estalado e firme em sua nádega, o som ecoando pela sala silenciosa. — Diga. Diga que você nunca deixou de ser minha.

— Eu sou sua! Sempre fui… Namjoon, mais! — ela gritou, a voz misturada com o som das estocadas pesadas e rítmicas.

A sala, antes fria, agora ardia. Eles se moviam como se estivessem tentando se destruir e se curar ao mesmo tempo. Era um sexo de revanche, de luto e de renascimento. SN se virou novamente, envolvendo as pernas na cintura dele, puxando-o para que não houvesse nem um milímetro de ar entre eles. As unhas dela cortavam as costas dele, desenhando o mapa de sua própria libertação.

Namjoon a pegou no colo, encostando-a contra o balcão da cozinha, o granito frio contrastando com a pele fervendo. Ele a possuía com uma ferocidade que dizia tudo o que as palavras não podiam: o quanto ele a odiou por partir, mas o quanto ele morreria se ela não voltasse.

Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão que silenciou a própria tempestade lá fora. Namjoon enterrou o rosto no ombro dela, o corpo tremendo enquanto se derramava nela, segurando-a como se o mundo fosse acabar naquele exato segundo. SN chorou, mas dessa vez era um choro de alívio, as mãos acariciando os novos músculos dele, reconhecendo cada nova cicatriz e cada nova linha de um homem que ela nunca deixou de amar.

Eles ficaram ali, ofegantes, os corações batendo no mesmo ritmo errático, enquanto o fogo da lareira começava a baixar, deixando-os finalmente em paz em meio aos destroços de suas próprias defesas.

12 Comentários

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  1. Karine
    Jan 1, '26 at 10:42 pm

    Três dias depois, o carro do pai de Namjoon foi jogado para fora da estrada por um caminhão que nunca parou.

    Passada

  2. Karine
    Jan 1, '26 at 10:43 pm

    Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou.

    Aeeeeh kkkkkk

  3. Karine
    Jan 1, '26 at 10:48 pm

    As mãos dele, grandes e quentes, exploraram cada curva que ele memorizara e as novas que o tempo esculpira. Ele a despiu com dentes e dedos trêmulos, e quando seus corpos finalmente se tocaram, sem nenhuma barreira de tecido ou mentiras, o calor da lareira pareceu gelado perto do fogo que os consumia.

    Aôôoow la em casa em Nam ‍‍

  4. Karine
    Jan 1, '26 at 10:53 pm

    Eu achei q esse não ia ser +18 kkkkk

    1. @KarineJan 1, '26 at 11:03 pm

      +16

  5. Thamiris Gomes
    Jan 2, '26 at 1:15 am

    [quote]As mãos dele, grandes e quentes, exploraram cada curva que ele memorizara e as novas que o tempo esculpira. Ele a despiu com dentes e dedos trêmulos, e quando seus corpos finalmente se tocaram, sem nenhuma barreira de tecido ou mentiras, o calor da lareira pareceu gelado perto do fogo que os consumia. [/quote

    Literalmente pegando fogo

  6. Thamiris Gomes
    Jan 2, '26 at 1:18 am

    — Não — ele sibilou, os olhos escuros de luxúria e uma ponta de vingança. — Você me deixou no escuro por anos, SN. Agora você vai ficar exatamente aqui, sentindo o que é estar viva de novo. Esta é a sua punição por achar que eu preferia estar seguro do que estar com você.

    A punição dos meus sonhos

  7. VingançaNamutted
    Jan 3, '26 at 8:55 pm

    Vamos ficar juntos lg,Nam

  8. VingançaNamutted
    Jan 3, '26 at 8:56 pm

    Pode me punir, Namjoon

  9. VingançaNamutted
    Jan 3, '26 at 8:57 pm

    Ai, essas mãos …

  10. IASMINE
    Feb 1, '26 at 10:01 am

    Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou.

    oooh gente toda vez que eu vejo esse povo se beijando logo pela manhã sem escovar os dente, eu fico em pânico kkkkkk

  11. IASMINE
    Feb 1, '26 at 10:08 am

    Namjoon a pegou no colo, encostando-a contra o balcão da cozinha, o granito frio contrastando com a pele fervendo. Ele a possuía com uma ferocidade que dizia tudo o que as palavras não podiam: o quanto ele a odiou por partir, mas o quanto ele morreria se ela não voltasse.

    Pai amado

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