Capítulo 8 -Incêndio na Neve
por FanfiqueiraO ar na sala parecia ter sido sugado. SN olhava para o colar na palma da mão de Namjoon e depois para o rosto dele, uma mistura de alívio e uma fúria desesperada borbulhando em seu peito.
— Você… — Ela o empurrou, batendo em seu peito sem força nenhuma, as mãos trêmulas. — Por quê? Por que você fez isso? Sabe quanto tempo poderíamos estar juntos? Sabe disso? Desde que meu pai morreu ficamos livres e você faz isso…
Ela parou abruptamente. O silêncio que se seguiu foi cortante. Ela recuou no colchão, os olhos arregalados, a mão cobrindo a própria boca como se tentasse fisicamente puxar as palavras de volta. Ela tinha falado demais.
Namjoon não se moveu, mas sua expressão mudou. A menção ao pai dela e à palavra “livres” destravou uma gaveta de memórias que ele tentava selar.
Flashback — Seul, quatro anos atrás.
Namjoon nunca teve medo do pai de SN. Ele sabia que o homem era um tirano que via a filha como um ativo, uma peça de xadrez para alianças políticas e financeiras. A última briga deles no escritório da mansão ainda queimava na mente de Namjoon.
O pai dela, um homem de olhar gélido, avançou sobre Namjoon, segurando-o pelo colarinho da camisa social, as veias do pescoço saltadas.

— Você acha que um garoto como você pode protegê-la? — o homem rugiu. — Ela é o meu passaporte para o topo. Você é um obstáculo que eu posso remover com um estalar de dedos.
Namjoon não recuou. Ele segurou os pulsos do homem com uma força que o fez estremecer, os olhos injetados de uma fúria protetora.
— Ela não é um objeto, e muito menos o seu passaporte — Namjoon sibilou, o rosto a centímetros do dele. — Ela é minha mulher. Se você encostar um dedo nela, ou tentar vendê-la para quem quer que seja, eu juro que destruo tudo o que você construiu. Eu não tenho medo de você.
Três dias depois, o carro do pai de Namjoon foi jogado para fora da estrada por um caminhão que nunca parou.
De volta ao presente.
Namjoon processou tudo em segundos. O acidente, o sumiço dela três dias depois, o medo de ele não ter “tanta sorte” da próxima vez. Ela o deixou para salvá-lo do próprio pai.
— Foi ele… — Namjoon sussurrou, a voz carregada de uma compreensão dolorosa. — O acidente do meu pai. Ele disse que eu seria o próximo se você não fosse embora.
SN não respondeu com palavras, apenas com o soluçar do choro que não conseguia mais esconder. Ela tinha carregado aquele terror sozinha por quatro anos, achando que ele a odiava, enquanto ela apenas tentava mantê-lo respirando.
Namjoon sentiu uma onda de amor e possessividade tão violenta que o fez perder a razão. Ele não precisava de mais explicações. Ele avançou sobre ela, não com a frieza de antes, mas com a urgência de quem resgata algo que foi roubado.
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou.
Não foi um beijo calmo. Foi um beijo de colisão, intenso, desesperado, com gosto de lágrimas e de uma fome que foi alimentada por anos de privação. SN gemeu contra a boca dele, as mãos subindo para os cabelos dele, puxando-o para mais perto, querendo fundir sua pele na dele.
Namjoon a deitou sobre o colchão diante da lareira, o corpo dele cobrindo o dela com um peso que ela sentiu falta todos os dias. Ele arrancou a camiseta preta — a sua camiseta que ela usava — com uma urgência brutal.
— Eu nunca mais vou deixar você ir — ele rosnou contra a pele do pescoço dela, deixando marcas que não sumiriam tão cedo. — Nunca mais.
As mãos dele, grandes e quentes, exploraram cada curva que ele memorizara e as novas que o tempo esculpira. Ele a despiu com dentes e dedos trêmulos, e quando seus corpos finalmente se tocaram, sem nenhuma barreira de tecido ou mentiras, o calor da lareira pareceu gelado perto do fogo que os consumia.
SN arqueou o corpo sob o dele quando a língua de Namjoon traçou o caminho entre seus seios, a boca dele reivindicando territórios como se estivesse marcando um mapa de volta para casa. Ela sentia a ereção dele rígida contra sua coxa, uma promessa de que aquela noite não teria fim.
— Namjoon… por favor… — ela implorou, a voz sumindo enquanto ele a penetrava com uma lentidão torturante, olhando fixamente em seus olhos, querendo ver a alma dela se quebrando junto com a dele.
O contato visual era quase insuportável. Namjoon mantinha os braços esticados, prendendo SN contra o colchão, recusando-se a desviar o olhar enquanto entrava nela com uma lentidão calculada e cruel. Ele queria que ela sentisse cada milímetro, cada segundo dos quatro anos de ausência sendo preenchidos por ele.
— Olhe para mim, SN — ele comandou, a voz soando como um rosnado baixo, vibrando no peito dela. — Sinta o que você tentou me fazer esquecer.
Ele recuava quase por completo antes de entrar novamente, uma tortura deliberada que fazia SN arquear as costas, os dedos cravando-se nos ombros largos dele. Ela estava em carne viva, emocional e fisicamente.
— Por favor, Namjoon… mais rápido… eu não aguento — ela suplicou, a voz quebrada, o biquinho de antes agora transformado em um tremor de puro desejo.
— Não — ele sibilou, os olhos escuros de luxúria e uma ponta de vingança. — Você me deixou no escuro por anos, SN. Agora você vai ficar exatamente aqui, sentindo o que é estar viva de novo. Esta é a sua punição por achar que eu preferia estar seguro do que estar com você.
Ele a beijou com força, uma invasão que silenciou os protestos dela, enquanto seus quadris continuavam o movimento hipnótico e torturante. Mas a barreira da civilidade era fina demais. O calor da lareira, o cheiro de suor e a confissão de que ela o protegeu despertaram nele uma fera que não aceitava mais a lentidão.
A necessidade de possuí-la por inteiro explodiu. Namjoon mudou o ritmo. A lentidão deu lugar a uma brutalidade deliciosa e urgente. Ele a virou de costas com um movimento ágil, as mãos grandes apertando as coxas dela com uma força que deixaria marcas de dedos.
SN soltou um grito abafado contra o travesseiro quando sentiu o impacto dele, agora sem freios. Namjoon não era mais o homem que apenas cuidava; ele era o homem que reivindicava. Ele segurou o cabelo dela, puxando sua cabeça levemente para trás para expor a linha do pescoço, onde ele distribuía mordidas e beijos famintos.
— Você é minha — ele rosnou entre dentes, desferindo um tapa estalado e firme em sua nádega, o som ecoando pela sala silenciosa. — Diga. Diga que você nunca deixou de ser minha.
— Eu sou sua! Sempre fui… Namjoon, mais! — ela gritou, a voz misturada com o som das estocadas pesadas e rítmicas.
A sala, antes fria, agora ardia. Eles se moviam como se estivessem tentando se destruir e se curar ao mesmo tempo. Era um sexo de revanche, de luto e de renascimento. SN se virou novamente, envolvendo as pernas na cintura dele, puxando-o para que não houvesse nem um milímetro de ar entre eles. As unhas dela cortavam as costas dele, desenhando o mapa de sua própria libertação.
Namjoon a pegou no colo, encostando-a contra o balcão da cozinha, o granito frio contrastando com a pele fervendo. Ele a possuía com uma ferocidade que dizia tudo o que as palavras não podiam: o quanto ele a odiou por partir, mas o quanto ele morreria se ela não voltasse.
Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão que silenciou a própria tempestade lá fora. Namjoon enterrou o rosto no ombro dela, o corpo tremendo enquanto se derramava nela, segurando-a como se o mundo fosse acabar naquele exato segundo. SN chorou, mas dessa vez era um choro de alívio, as mãos acariciando os novos músculos dele, reconhecendo cada nova cicatriz e cada nova linha de um homem que ela nunca deixou de amar.
Eles ficaram ali, ofegantes, os corações batendo no mesmo ritmo errático, enquanto o fogo da lareira começava a baixar, deixando-os finalmente em paz em meio aos destroços de suas próprias defesas.
Pai amado
oooh gente toda vez que eu vejo esse povo se beijando logo pela manhã sem escovar os dente, eu fico em pânico kkkkkk
Ai, essas mãos …
Pode me punir, Namjoon
Vamos ficar juntos lg,Nam
A punição dos meus sonhos
[quote]As mãos dele, grandes e quentes, exploraram cada curva que ele memorizara e as novas que o tempo esculpira. Ele a despiu com dentes e dedos trêmulos, e quando seus corpos finalmente se tocaram, sem nenhuma barreira de tecido ou mentiras, o calor da lareira pareceu gelado perto do fogo que os consumia. [/quote
Literalmente pegando fogo
Eu achei q esse não ia ser +18 kkkkk
+16
Aôôoow la em casa em Nam
Aeeeeh kkkkkk
Passada