Capítulo 11 – A Confusão de Quem Sente e Finge que Não
por FanfiqueiraNamjoon entrou na sala com uma caneca de chá e encontrou Jimin e Taehyung sentados no sofá, mexendo no celular e rindo de algo.
— Vocês viram o que o Jungkook postou mais cedo? — perguntou Namjoon, tomando um gole do chá. — A legenda tava suspeita.
Taehyung ergueu as sobrancelhas.
— Qual? A que ele escreveu tipo: “Algumas coisas são difíceis de resistir”?
— Exatamente essa — respondeu Namjoon, com um meio sorriso. — Eu já saquei que ele tá todo bobo por alguém.
Jimin riu.
— Ele fica todo sem graça quando mencionam… É muito óbvio.
Foi então que J-Hope entrou no cômodo, ouvindo o final da conversa. Ele parou, ajeitou o boné e soltou:
— Aposto que ele tropeçou de novo tentando bancar o indiferente. Nosso maknae não sabe fingir nem por dois segundos.
Os três caíram na risada, enquanto no fundo, Jungkook aparecia no corredor, ouvindo tudo, mas fingindo não estar prestando atenção — apesar do leve rubor nas orelhas.
Yoongi cruzou a cozinha calmamente, pegando uma xícara no armário como se fosse apenas mais uma manhã comum na casa. Mas, como sempre, suas palavras vinham certeiras, mesmo quando pareciam ditas com desinteresse.
— É porque você gosta dela — disse ele, como quem comenta sobre o tempo.
Jungkook congelou no mesmo instante, ainda de costas. A mão, que estava prestes a alcançar algo no balcão, ficou suspensa no ar. Os ombros se tensionaram sutilmente antes que ele se virasse um pouco, o suficiente para lançar um olhar surpreso — e ligeiramente defensivo — ao hyung.
— Hyung, sério? Não começa… — murmurou, a voz baixa e contida, como se tentasse controlar a própria reação.
Mas o rubor subindo por suas orelhas o entregava sem piedade.
Yoongi deu de ombros, com seu típico ar despreocupado, e levou a xícara aos lábios.
— Só tô dizendo o que tá bem na cara de todo mundo aqui — retrucou ele, lançando um olhar lateral para o maknae antes de deixar um sorrisinho discreto escapar. Então saiu da cozinha, deixando o silêncio atrás de si pesado o suficiente para preencher todo o espaço.
Jungkook soltou um suspiro cansado e passou a mão pelos cabelos, claramente tentando se recompor. Ele se virou de volta, desta vez evitando a todo custo o olhar de Dandara.
Ela, por sua vez, não perdeu a chance de debochar da situação.
— Ele? Gosta de mim? — disse, soltando uma risada debochada. — Nem se eu fosse a última mulher da face da Terra.
Jungkook enfim a encarou. A surpresa e uma leve irritação estavam estampadas em seu rosto.
— Do que você tá rindo? — perguntou, cruzando os braços e inclinando a cabeça com um leve arqueamento de sobrancelha. Ele tentava parecer desinteressado, mas o tom levemente tenso e o rubor evidente nas bochechas diziam o contrário. — Eu não sei o que vocês dois tão inventando, mas sério… para com isso.
Ele desviou o olhar, visivelmente desconfortável. Murmurou quase para si mesmo:
— Como se fosse tão impossível assim…
Dandara, confusa, se virou para ele.
— O quê? — indagou, franzindo a testa.
Jungkook hesitou. O silêncio entre eles durou alguns segundos, e ele parecia travar uma batalha interna.
— Nada. Esquece — respondeu, rápido, desviando o olhar outra vez, tentando parecer natural. As mãos agitadas denunciavam sua ansiedade, e o rubor ainda persistia em seu rosto.
Antes que ela pudesse insistir ou tentar entender melhor, a campainha soou pela casa.
— Ai, meu Deus! Ai, meu Deus! — exclamou Dandara, entrando em pânico. — Eu esqueci completamente!
Ela olhou para si mesma e soltou um gemido de desespero. Ainda não estava pronta.
Correu em direção ao corredor, gritando enquanto passava por J-Hope, que já se dirigia à porta:
— Aviiisa que já tô descendo!
Era Beddy. Ela tinha combinado com ele de trabalhar juntos naquela manhã — e ele era o mesmo cara que havia a beijado no dia anterior.
J-Hope abriu a porta com seu sorriso habitual, e lá estava Beddy, impecável, vestindo um look casual elegante e com um sorriso encantador.
— Dandara está? — perguntou ele com naturalidade, como se já soubesse que ela estava lá.
Jungkook, que havia escutado a campainha e observado a correria de Dandara, permaneceu imóvel por um instante. Seus olhos se voltaram lentamente para a porta. O semblante endureceu. Ele mordeu o lábio inferior, o maxilar visivelmente travado.
O incômodo crescia dentro dele.
Respirando fundo, Jungkook se ergueu devagar. Não disse uma palavra, apenas observava tudo de longe. O modo como Dandara entrou em pânico por Beddy, o nervosismo dela, o cuidado em se arrumar… tudo aquilo mexia com ele de um jeito que não sabia explicar — ou talvez soubesse, e só não queria admitir.
Beddy permanecia à porta, tranquilo e charmoso, esperando.
Pouco depois, Dandara desceu as escadas com pressa, mas agora sorria. Estava arrumada, linda, como sempre. Quando parou diante de Beddy, perguntou:
— Não demorei, né?
— Uau… — ele disse, visivelmente impressionado. — Você está linda, princesa. Pode demorar o tempo que for… ainda vou te esperar.
Ele estendeu a mão para ela com um sorriso caloroso.
— Gente, já estou indo! — ela avisou, lançando um último olhar rápido para dentro da casa. — Não me esperem hoje!
E saiu, fechando a porta atrás de si.
Jungkook observou a cena inteira em silêncio. O sorriso de Beddy, o jeito com que ele chamava Dandara, o modo como ela reagia… tudo aquilo fazia algo dentro dele se contrair.
Ele sentia que estava perdendo o controle de uma situação que mal havia começado. Uma parte dele queria simplesmente sair dali, correr, sumir. Outra parte… queria gritar.
Mas não fez nenhuma das duas coisas.
Apenas permaneceu onde estava, quieto, encarando a porta fechada com o coração apertado.
J-Hope, ao lado, soltou um assobio baixo, meio em provocação, meio em compreensão.
— Se fosse comigo, eu não ia deixar outro cara chamar minha garota de princesa assim não, viu — comentou ele, dando dois tapinhas nas costas de Jungkook e indo embora com um riso contido.
O comentário ecoou como um lembrete incômodo no peito do maknae.
E Jungkook, mesmo sem responder, sabia que aquela noite seria longa demais para conseguir ignorar o que começava a crescer ali dentro.
A casa se dividia entre silêncios e sons amenos. Cada um dos meninos seguiu seu próprio ritmo naquele dia: alguns saíram para compromissos externos, outros permaneceram dentro de casa, trabalhando em seus quartos ou em algum canto mais isolado. A rotina parecia seguir normalmente — até que as horas avançaram demais.
Já passava da meia-noite, e nada de Dandara retornar. As luzes da sala estavam parcialmente apagadas, apenas o brilho da luminária da cozinha ainda permanecia aceso. O ambiente carregava aquele peso do fim de um dia longo, como se a própria casa aguardasse que tudo se encerrasse com a chegada dela.
Quando finalmente a porta foi aberta com cuidado, sem alarde, Dandara entrou. Sua expressão estava cansada, os olhos denunciando o peso de tudo o que vivera nas últimas horas. Tirou os sapatos com movimentos lentos, tentando não fazer barulho, e subiu direto para o quarto.
Ao entrar, um detalhe a paralisou.
Jungkook estava ali. Deitado em sua cama.
Ela não disse nada. Apenas o observou por um instante, sentindo o coração acelerar — não por susto, mas por surpresa.
Ele estava virado de lado, o corpo largo coberto até a cintura, o rosto parcialmente escondido pela franja desalinhada. O quarto, iluminado apenas pela luz fria que entrava pela fresta da cortina, parecia mais íntimo, mais vivo. Mais… carregado.
Sem dizer uma palavra, ela caminhou até o banheiro. Tirou a maquiagem, tomou um banho rápido e, ao sair, já com uma camisola, respirou fundo antes de se aproximar da cama novamente.
Deitou ao lado dele, devagar, tentando não perturbar sua aparente paz. Mas o silêncio que antes era confortável agora parecia denso, como se algo estivesse suspenso entre os dois.
O calor que vinha do corpo dele parecia envolver o espaço entre eles como um cobertor invisível. Ela virou-se de lado, observando-o, tentando ler o que seus olhos fechados não diziam. Algo nela se movia — talvez um instinto, talvez carinho — e sua mão se aproximou da dele, tocando-a de leve. Um gesto quase inconsciente.
Ao sentir o toque, Jungkook soltou um leve suspiro, como se estivesse apenas esperando por aquele momento para se permitir respirar. Mas continuou em silêncio, o olhar ainda distante, como se algo o prendesse por dentro.
Dandara não perguntou nada. Apenas deslizou o braço por debaixo da cabeça dele e o puxou delicadamente para mais perto. Seus dedos começaram a acariciar os fios escuros do cabelo dele com uma suavidade quase hipnótica.
— Eu tô aqui… — disse, em um sussurro firme e doce. — Seja o que for… vai ficar tudo bem.
Ele fechou os olhos.
O toque dela, o calor, o jeito como ela o abraçava sem forçar nada — tudo aquilo tinha um efeito quase anestésico. Ele não sabia como, mas estar ali, com ela, parecia aliviar um peso que ele vinha carregando sem perceber. As palavras ainda se recusavam a sair, mas o silêncio já não o sufocava tanto. Pela primeira vez em dias, ele não sentia a obrigação de explicar nada. Apenas de sentir.
Dandara se aproximou mais, beijando a testa dele com carinho e firmeza.
— Se quiser conversar… — murmurou, com os lábios ainda próximos da pele dele — …a hora que tiver pronto, eu tô aqui.
Ela o puxou para si com mais intensidade, entrelaçando suas pernas nas dele, o corpo colado ao dele. Fechou os olhos, tentando controlar os pensamentos que vinham à mente, mas seu corpo já estava entregue àquela presença. Mordeu levemente os próprios lábios, sentindo o desejo quieto se mesclar com o cuidado. Era difícil separar uma coisa da outra com ele.
Jungkook sentiu a pressão suave das pernas dela sobre as suas. O corpo dela era quente, acolhedor. E mais do que isso — era seguro.
Ele queria dizer algo. Queria explicar. Mas não havia palavras suficientes. E, de certa forma, não precisava haver. Dandara estava ali, oferecendo exatamente o que ele precisava: presença, silêncio, toque.
Por enquanto, aquilo bastava.
Kkkkkkkkk parecendo um adolescente Jeon kkkk eu to rijdo
A poobi ja desiludida.. mas tbm é tanto fora
A poobi ja desiludida.. mas tbm é tanto fora que ate eu ia desacreditar
O Beddy apareceu só pra puxar ele pra realidade de novo kkkkk Dandara não da ponto sem nó
— Exatamente essa — respondeu Namjoon, com um meio sorriso. — Eu já saquei que ele tá todo bobo por alguém.
O “alguém” que todos já sabem quem é
Jungkook, que havia escutado a campainha e observado a correria de Dandara, permaneceu imóvel por um instante. Seus olhos se voltaram lentamente para a porta. O semblante endureceu. Ele mordeu o lábio inferior, o maxilar visivelmente travado.
Se ele n acordar logo, vai perder é ela
— Gente, já estou indo! — ela avisou, lançando um último olhar rápido para dentro da casa. — Não me esperem hoje!
Pronto, tudo que o JK não queria ouvir
— Se fosse comigo, eu não ia deixar outro cara chamar minha garota de princesa assim não, viu — comentou ele, dando dois tapinhas nas costas de Jungkook e indo embora com um riso contido.
Quem avisa, amigo é.
Ele já disse tudo, mas né
Ela o puxou para si com mais intensidade, entrelaçando suas pernas nas dele, o corpo colado ao dele. Fechou os olhos, tentando controlar os pensamentos que vinham à mente, mas seu corpo já estava entregue àquela presença. Mordeu levemente os próprios lábios, sentindo o desejo quieto se mesclar com o cuidado. Era difícil separar uma coisa da outra com ele.
Eita que foi preciso ela tomar uma atitude.
Pq se dependesse dele, só a misericórdia
[quote]Ele queria dizer algo. Queria explicar. Mas não havia palavras suficientes. E, de certa forma, não precisava haver. Dandara estava ali, oferecendo exatamente o que ele precisava: presença, silêncio, toque.
Só faltava ele usar esse momento em favor dos dois, maaaaaas
Mds mais ele ta lento viu