Capítulo 13 – O Orgulho e a Dor
por FanfiqueiraAntes que SN dissesse qualquer coisa, a garota com quem Jungkook havia dormido surgiu do nada, interrompendo o momento com um sorriso provocante.
— JK… vamos de novo? Quero mais de você — ela disse, com a voz doce e insinuante, enquanto pegava no braço dele e tentava puxá-lo para um beijo.
SN sentiu o estômago revirar na mesma hora. O aperto no peito foi instantâneo, sufocante, mas ela não deixou transparecer. Engoliu em seco, mantendo a expressão neutra, fria.
Jungkook congelou onde estava. Seu olhar ainda estava preso em SN, desesperado por alguma reação, qualquer sinal de que ela ainda se importava — como se aquilo fosse a última chance de reverter tudo.
Mas ela não disse nada.
Ao invés disso, soltou um riso baixo, quase debochado, e desviou o olhar.
— Bom saber que você já tem com o que se ocupar — murmurou, dando um passo para trás.
A garota sorriu, achando que SN já não tinha mais importância na equação, e puxou Jungkook com mais força, tentando beijá-lo. Mas, no último segundo, ele se afastou bruscamente.
— Para — disse, com a voz firme, tirando a mão dela do seu braço.
— Ah, qual é, JK… — a garota fez um biquinho, insistente, tentando se aproximar outra vez.
Mas ele já estava longe dali, pelo menos de espírito. Seu olhar escureceu, sério, firme. O jogo que antes tinha começado com leviandade… já não fazia mais sentido. Não pra ele.
Porque o que ele realmente queria… estava ali. Bem à sua frente. E ele estava a ponto de perder.
SN soltou um suspiro baixo, cansada, e sem encarar nenhum dos dois, murmurou:
— Acho melhor deixar vocês a sós…
Ela virou as costas e foi em direção ao quarto, sem pressa, mas com cada passo carregado de dor silenciosa. Jungkook sentiu o peito afundar. Ele queria correr atrás, segurá-la, implorar que ficasse.
Mas, por algum motivo, ele ficou parado.
E tudo o que ecoava em sua cabeça era o som dos passos dela se afastando.
Jungkook sentiu o peito apertar ao vê-la se afastar. Deu um passo à frente, mas hesitou.
— SN… — Ele chamou, mas a voz saiu baixa demais, quase um sussurro.
Ela não parou. Não olhou para trás. Apenas continuou andando, com a postura firme. Mas ele a conhecia bem demais. Sabia que por trás daquela expressão contida, ela estava se fechando. Se protegendo.
A garota ao lado dele bufou com desdém.
— Sério isso, JK? Vai deixar ela te tratar assim depois de tudo?
Ele virou o rosto devagar, olhando para ela com um vazio nos olhos — como se já não estivesse mais ali.
— Sai daqui. — A voz dele saiu fria, dura, sem espaço para réplica.
A garota cruzou os braços, irritada, mas ao ver que Jungkook não lhe dava mais atenção, desistiu.
Ele passou a mão pelos cabelos, frustrado. O medo de perdê-la para sempre apertava no peito como um peso sufocante. Não podia deixá-la sair assim. Não dessa forma.
Sem pensar duas vezes, ele foi atrás.
SN entrou no quarto e, sem demonstrar emoção, pegou suas coisas com agilidade. Fones de ouvido, câmera, tripé. O coração ainda apertado, mas o corpo em movimento automático. Precisava dançar. Precisava tirar aquilo de dentro de si.
Minutos depois, já estava no estúdio de dança. Colocou os fones, deu play na playlist, e aumentou o volume no máximo. A batida forte da música preencheu seus ouvidos. Posicionou a câmera. Ligou. Respirou fundo.
E começou a dançar.
Cada movimento era um grito calado, cada passo uma tentativa de se manter firme. A respiração acelerava, mas ela não parava. Precisava sentir o corpo exausto antes que o coração desabasse de vez.
Jungkook chegou ao quarto a tempo de ver a porta se fechando. Correu até lá, girou a maçaneta. Trancada.
— SN… — Chamou, batendo de leve. Silêncio.
Apertou a mandíbula, lutando contra a frustração. Depois de alguns segundos paralisado, ele se afastou. E então, como se o destino o guiasse, soube onde encontrá-la.
Quando chegou ao estúdio, o som abafado da música escapava por trás da porta fechada. Ele empurrou devagar e entrou.
Lá estava ela.
No centro da sala, imersa na música, dançando como se o mundo não existisse. A câmera ligada. O olhar determinado. Os passos intensos, cheios de força. Mas Jungkook sabia. Aquilo não era só sobre dança.
Era dor. Era mágoa. Era tudo o que ela não estava dizendo em palavras.
Ele encostou-se à parede, cruzou os braços e permaneceu ali, calado. Sem desviar os olhos dela. Se ela precisava de espaço, ele daria. Mas não iria embora.
Se fosse preciso, passaria a noite inteira ali.
Esperando por uma chance.
Jungkook suspirou, passando a mão pelos cabelos enquanto a observava. Ela não iria parar tão cedo. Cada batida da música parecia uma forma de descarregar o que estava sentindo, e ele sabia — era culpa dele.
Ele se afastou da parede e caminhou até o som, abaixando o volume.
— SN.
Ela o ignorou e foi até o aparelho para aumentar novamente, mas ele segurou sua mão.
— Só para um segundo, por favor.
Os olhos dela finalmente encontraram os dele, brilhando de suor… e de algo mais. Raiva? Decepção? Jungkook não sabia ao certo, mas sentia o coração apertar só de ver.
— Eu não vou embora até você me ouvir.
Ela puxou a mão, se libertando do toque, e voltou a dançar, como se aquilo fosse a única coisa capaz de mantê-la em pé.
Até que, em um passo mal calculado, o pé escorregou. O corpo perdeu o equilíbrio.
Jungkook agiu no mesmo instante. Num impulso, ele a segurou firme pela cintura, puxando-a contra si antes que caísse no chão.
— Viu? Até seu corpo tá te pedindo pra parar um pouco.
Ela tentou se afastar, mas ele manteve o braço ao redor dela, os olhos fixos nos dela, intensos, quase suplicantes.
— Você pode ignorar minha voz, SN… mas não pode ignorar o que tá sentindo.
O silêncio entre os dois pesava mais que qualquer palavra dita. A música ao fundo agora soava distante, abafada. O som da respiração acelerada dela se misturava ao dele. E mesmo com tudo, ele não queria soltá-la.
No fundo, ele sabia… ela também não queria que ele soltasse.
— O que você quer de mim, Jungkook? — SN perguntou, com a voz carregada de mágoa e frustração. — Sério… o que você quer de mim?
Jungkook apertou a mandíbula, a respiração pesada. Levou a mão até o rosto dela com delicadeza, os dedos tocando sua pele com cuidado, como se ela fosse feita de vidro.
— Eu queria… — Ele fechou os olhos por um segundo, respirando fundo, tentando encontrar as palavras certas. — Eu quero você, SN.
Os olhos dela brilharam, não apenas de suor ou cansaço. Era dor. Era raiva. Desejo. Confusão.
— Mas eu estraguei tudo, né? — Ele riu sem humor, o som amargo, sufocado. — Fiz tudo errado… e agora você não acredita em mim.
Ele manteve a mão no rosto dela, os olhos implorando por algo que ele mesmo já não sabia se merecia.
— Me diz o que fazer. O que eu posso fazer pra te provar que isso não é um jogo? Que nunca foi?
SN mordeu o lábio, os olhos fixos nos dele, cheios de mágoa acumulada.
— Engraçado você dizer isso… — Ela sussurrou. — Lá na piscina, quando a gente ficou… e ali na sala, quando eu dormi nos seus braços… você disse coisas, Jungkook. Coisas que eu estava começando a acreditar.
Ela respirou fundo, sentindo o peso das lembranças queimarem na garganta.
— Mas você me deixou ali. Sozinha. E foi transar com a Hyna.
A voz dela não subiu. Não gritou. Mas cada palavra caiu como uma pedra entre eles.
— E agora você quer que eu diga o quê?
Jungkook engoliu seco, o olhar preso no dela, cada sílaba ecoando como um golpe. Ele sentiu o rosto esquentar de vergonha. A garganta secar. Porque nada que dissesse seria o suficiente. Nenhuma desculpa alcançaria o que ele fez.
O silêncio se instalou entre os dois.
— Eu sei que nada do que eu diga vai apagar o que aconteceu, SN. — Ele murmurou, finalmente. — Não foi certo. Eu fui um idiota. Eu não sei o que estava pensando. E te deixei sem nenhuma explicação.
Ele abaixou um pouco o olhar, sentindo o peso da própria falha.
— Eu me afastei de você. E agora… agora você me olha como se eu fosse a pior pessoa do mundo.
Ele a olhou de novo, os olhos mais suaves, a voz sincera, quase frágil.
— Eu não posso te pedir pra me perdoar. Talvez você nem consiga…
Mas eu só queria que você soubesse que, desde que eu te vi pela primeira vez, você me fez querer algo que eu nunca imaginei.
A voz dele se tornou mais baixa, quase como uma confissão.
— Eu te admiro. Me importo com você de um jeito que não consigo explicar. Eu só… eu não sei mais o que fazer pra mostrar que isso é real pra mim.
[quote]— JK… vamos de novo? Quero mais de você — ela disse, com a voz doce e insinuante, enquanto pegava no braço dele e tentava puxá-lo para um beijo.
Aí é foda, chegar e fazer um negócio desses.
[quote]Ela não parou. Não olhou para trás. Apenas continuou andando, com a postura firme. Mas ele a conhecia bem demais. Sabia que por trás daquela expressão contida, ela estava se fechando. Se protegendo.
Com toda certeza. Tentando evitar um sofrimento ainda maior
[quote]— Sério isso, JK? Vai deixar ela te tratar assim depois de tudo?
Só chega pra falar bosta e complicar ainda mais a situação.
[quote]— Eu sei que nada do que eu diga vai apagar o que aconteceu, SN. — Ele murmurou, finalmente. — Não foi certo. Eu fui um idiota. Eu não sei o que estava pensando. E te deixei sem nenhuma explicação.
Ainda bem que ele é ciente das bostas que fez
O djhiabo aparecendo pra terminar de enterrar ele ali pqp mano
Manooo que mina inconveniente pqp kkkkk ele segurando pra não mandar ela se fuder
O peso das palavras nossaaa!! Ela completamente magoada
Hummm interessante… então ele ja queria desde que viu ela