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O maior rival de Jimin. O mestre do clã do Distrito Sul. O homem com quem Jimin disputara território, influência e poder no submundo de Seul pelas últimas cinco décadas. Jungkook era a antítese de Jimin: enquanto Jimin mantinha a fachada de um idol brilhante, emotivo e conectado com as artes, Jungkook comandava as sombras com uma crueza pragmática, um predador impiedoso que não ligava para a estética humana, apenas para o controle absoluto e a soberania de seu território. Eles se odiavam com a intensidade de duas dinastias rivais que nunca aceitariam dividir o mesmo céu.

E ali, sob a luz cinzenta do meio-dia, o maior rival de Jimin segurava a mulher por quem Jimin sacrificara sua própria sanidade durante trezentos anos.

Eles não pareciam monstros discutindo estratégias de clãs ou negociando território. Eles pareciam um casal normal. Um casal apaixonado, imerso em uma bolha de intimidade que o resto do mundo não tinha o direito de tocar.

Jimin estancou, os pés colados no chão do terraço, os braços caindo inertes ao lado do corpo. A fúria que o impulsionara a subir as escadas desintegrou-se, substituída por um vazio tão vasto e profundo que ele sentiu como se estivesse despencando do topo daquele edifício. Suas mãos, adornadas com os pesados anéis de prata, começaram a tremer de forma incontrolável.

Jungkook inclinou o rosto. Seus olhos escuros e afiados fixaram-se nos lábios de S/N com uma ternura que Jimin nunca julgou que aquele monstro fosse capaz de sentir. Dedos longos e tatuados subiram pela lateral do rosto dela, afastando uma mecha de cabelo com uma delicadeza quase religiosa.

S/N sorriu. Foi o mesmo sorriso. O exato e maldito sorriso que ela dera a Jimin sob o papel de arroz translúcido da casa de Hanyang, antes de jurar que sua alma sempre o procuraria. Mas aquele sorriso não era para Jimin. Era para o homem que Jimin mais odiava no mundo.

— Você demorou no distrito hoje — a voz de S/N flutuou pelo vento, chegando aos ouvidos aguçados de Jimin com a clareza de uma facada. O tom era suave, doce, despido de qualquer frieza. Era a voz da S/N humana que ele amara.

— Tive que resolver algumas pendências com os anciãos, meu bem — Jungkook respondeu, a voz grave e macia, um sussurro possessivo enquanto ele aproximava ainda mais o corpo dela do seu. — Mas eu sempre volto para você. Você sabe disso.

S/N soltou uma risada musical — aquela mesma risada que Jimin guardara na memória como um bálsamo contra a eternidade. Ela se aconchegou contra o peito de Jungkook, e o rival apenas fechou os olhos, respirando o aroma do cabelo dela, antes de erguer o queixo dela com o polegar.

Jimin assistiu a tudo, paralisado, incapaz de emitir um único som, enquanto Jungkook inclinava a cabeça e selava os lábios de S/N em um beijo.

Não foi um beijo rápido ou estratégico. Foi um beijo profundo, lento e transbordando de uma paixão genuína e avassaladora. S/N entregou-se ao toque com uma devoção absoluta, suas mãos apertando os ombros da jaqueta de Jungkook, os lábios se movendo contra os dele com uma intimidade que só se constrói através de séculos de convivência contínua.

Cada segundo daquele beijo durou uma eternidade para Jimin.

Ela prometeu… — o pensamento ecoou fraco, quebrado, como um sussurro moribundo no canto mais escuro de sua mente imortal. — Ela uniu as palmas das mãos comigo. Ela me olhou nos olhos e disse que, não importa o tempo ou a distância, a alma dela sempre reconheceria a minha. Ela jurou que voltaria para mim. Sempre.

A dor que Jimin sentiu naquele momento obliterou qualquer resquício de racionalidade. O amor de sua vida não fora roubado dele por um destino cruel na era Joseon; ela simplesmente o descartara para viver a eternidade nos braços do homem que ele mais odiava.

Jungkook afastou os lábios lentamente dos de S/N, mas não soltou a cintura dela. Em vez disso, seus olhos escuros e predatórios moveram-se de lado, fixando-se diretamente na figura de Jimin parada na entrada do terraço. Um sorriso de canto de boca, lento, desdenhoso e vitorioso, desenhou-se nos lábios de Jungkook. Ele sabia. Ele sempre soubera.

S/N acompanhou o olhar de Jungkook e virou o rosto na direção de Jimin. Seus olhos, que antes brilhavam com paixão para o rival, mudaram instantaneamente. Ela olhou para Jimin com a mesma indiferença fria, o mesmo distanciamento apático e a mesma ausência de reconhecimento que usara nas décadas passadas. Ela não recuou, não se assustou e não demonstrou um único pingo de culpa. Ela apenas o encarou como se ele fosse um intruso inconveniente atrapalhando sua tarde com o homem que amava.

Jimin sentiu o ar sumir de seus pulmões mortos. O silêncio do terraço era absoluto, quebrado apenas pelo som do vento de Seul que trazia o cheiro de jasmim do cabelo dela misturado ao rastro de ferro do sangue de Jungkook.

Jungkook quebrou o transe daquele silêncio cortante. Sem desviar os olhos de Jimin, ele deslizou a mão espalmada pelas costas de S/N, guiando-a sutilmente para frente, com a elegância calculada de quem saboreava cada segundo de sua vitória.

— Venha, meu amor — Jungkook disse, a voz grave e macia ecoando pelo terraço, carregada de uma intimidade que atingiu os ouvidos de Jimin como ácido. — Tenho que te apresentar a uma pessoa…

Nesse exato momento, o som de passos pesados ecoou logo atrás de Jimin. Passando pela porta de metal arrancada das dobradiças, Jung-hyun e Taehyung surgiram no terraço. Jung-hyun já havia recomposto parte de sua postura rígida, embora a tensão em seu maxilar revelasse o perigo da situação; Taehyung vinha logo ao lado, limpando um filete de sangue no canto da boca com as costas da mão de seda, os olhos felinos fixos na figura de Jeon Jungkook.

Jungkook, no entanto, sequer piscou ao ver os outros dois vampiros de alto escalão aparecerem. O sorriso de canto de boca dele apenas se alargou, tornando-se ainda mais cínico e provocador. Ele apertou os dedos ao redor da cintura de S/N, trazendo-a para mais perto do próprio corpo, e fez o anúncio que sepultou o resto da sanidade de Jimin.

— Jimin, essa é S/N… minha esposa — Jungkook disse, enfatizando a última palavra com uma lentidão sádica, deixando claro o vínculo eterno e indestrutível que os unia.

Ao ouvir as palavras de Jungkook, uma sutil expressão de confusão cruzou o rosto delicado de S/N. Ela olhou para Jimin, depois para Jung-hyun e Taehyung, e finalmente ergueu os olhos para o rosto do marido. Suas sobrancelhas se franziram de leve, e a lógica humana ou a farsa que sustentava pareceu finalmente encontrar uma explicação confortável em sua mente imortal.

— Ah… — S/N murmurou, soltando um curto suspiro de compreensão. Ela deu um passo à frente, olhando diretamente nos olhos cor de mel e torturados de Jimin. — Então vocês… se conhecem?

Ela inclinou a cabeça de lado, a voz assumindo uma cadência mansa, mas completamente desprovida de qualquer calor emocional do passado.

— Isso explica você ter me chamado pelo nome algumas vezes ao longo dos anos, Park Jimin. Você já conhecia o meu marido… — Ela fez uma breve pausa, ajeitando o sobretudo escuro que voava com o vento, antes de exibir uma polidez gélida e protocolar. — Me desculpe se eu não fui muito… cortês nas outras vezes em que nos cruzamos. Eu realmente não costumo dar atenção a estranhos na rua, mas já que você é um associado do Jeon, as coisas mudam.

Atrás dela, o sorriso cínico de Jungkook atingiu o ápice do deboche. Ele a assistia falar com uma diversão quase palpável, os olhos escuros brilhando ao ver a mulher que Jimin procurara por trezentos anos tratar o próprio passado como uma mera inconveniência de calçada, legitimando o papel de Jungkook como o centro do universo dela.

A reação de Jimin foi o silêncio do gume de uma lâmina.

Ele não gritou. Não avançou. O impacto das palavras dela foi tão brutal que o mecanismo de fúria que o fizera rasgar o concreto das escadas simplesmente quebrou. Suas pupilas dilataram-se tanto que o cor de mel de suas íris quase sumiu por completo sob a escuridão. O riso de Jungkook e as desculpas polidas de S/N ecoavam em sua mente como o estalar do papel de arroz queimando no inferno de Hanyang.

Ela sabia quem Jungkook era. Ela sabia quem Jimin era. E ela escolhera reduzir o juramento de sangue de uma vida inteira a um mal-entendido entre conhecidos de seu marido. Jimin permaneceu estático, a jaqueta de couro preta pesando toneladas sobre seus ombros, enquanto sentia a última gota de sua humanidade imortal congelar e morrer sob o céu cinzento de Seul.

8 Comentários

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  1. Iasmine
    May 26, '26 at 9:42 am

    O maior rival de Jimin. O mestre do clã do Distrito Sul. O homem com quem Jimin disputara território, influência e poder no submundo de Seul pelas últimas cinco décadas. Jungkook era a antítese de Jimin: enquanto Jimin mantinha a fachada de um idol brilhante, emotivo e conectado com as artes, Jungkook comandava as sombras com uma crueza pragmática, um predador impiedoso que não ligava para a estética humana, apenas para o controle absoluto e a soberania de seu território. Eles se odiavam com a intensidade de duas dinastias rivais que nunca aceitariam dividir o mesmo céu.

    E agora ta com a mulher dele pqp

  2. Iasmine
    May 26, '26 at 9:43 am

    S/N soltou uma risada musical — aquela mesma risada que Jimin guardara na memória como um bálsamo contra a eternidade. Ela se aconchegou contra o peito de Jungkook, e o rival apenas fechou os olhos, respirando o aroma do cabelo dela, antes de erguer o queixo dela com o polegar.

    To gag, ela totalmente apaixonada

  3. Iasmine
    May 26, '26 at 9:44 am

    — Jimin, essa é S/N… minha esposa — Jungkook disse, enfatizando a última palavra com uma lentidão sádica, deixando claro o vínculo eterno e indestrutível que os unia.

    Meu deus ESPOSA?? So piora isso

  4. Iasmine
    May 26, '26 at 9:45 am

    — Isso explica você ter me chamado pelo nome algumas vezes ao longo dos anos, Park Jimin. Você já conhecia o meu marido… — Ela fez uma breve pausa, ajeitando o sobretudo escuro que voava com o vento, antes de exibir uma polidez gélida e protocolar. — Me desculpe se eu não fui muito… cortês nas outras vezes em que nos cruzamos. Eu realmente não costumo dar atenção a estranhos na rua, mas já que você é um associado do Jeon, as coisas mudam.

    Estranhos? Mas que diabos? Apagou a memória da mona foi?

  5. Marcela
    May 26, '26 at 2:20 pm

    [quote]Jimin estancou, os pés colados no chão do terraço, os braços caindo inertes ao lado do corpo. A fúria que o impulsionara a subir as escadas desintegrou-se, substituída por um vazio tão vasto e profundo que ele sentiu como se estivesse despencando do topo daquele edifício. Suas mãos, adornadas com os pesados anéis de prata, começaram a tremer de forma incontrolável.

    Ela é uma vgbd Vampmin, ela não te merece

  6. Marcela
    May 26, '26 at 2:21 pm

    [quote]— Tive que resolver algumas pendências com os anciãos, meu bem — Jungkook respondeu, a voz grave e macia, um sussurro possessivo enquanto ele aproximava ainda mais o corpo dela do seu. — Mas eu sempre volto para você. Você sabe disso.

    Olha que capeta genteee

  7. Marcela
    May 26, '26 at 2:28 pm

    — Jimin, essa é S/N… minha esposa — Jungkook disse, enfatizando a última palavra com uma lentidão sádica, deixando claro o vínculo eterno e indestrutível que os unia.

    Ele falando isso com todo o gosto do mundo, só pra tirar o resto da paz do vampmochi
    Desgramaaaado

  8. Marcela
    May 26, '26 at 2:30 pm

    [quote]— Isso explica você ter me chamado pelo nome algumas vezes ao longo dos anos, Park Jimin. Você já conhecia o meu marido… — Ela fez uma breve pausa, ajeitando o sobretudo escuro que voava com o vento, antes de exibir uma polidez gélida e protocolar. — Me desculpe se eu não fui muito… cortês nas outras vezes em que nos cruzamos. Eu realmente não costumo dar atenção a estranhos na rua, mas já que você é um associado do Jeon, as coisas mudam.

    Vou Dale na cara dessa mulher, pra ela tomar vergonha nessa cara de morta dela

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