A Aposta
por FanfiqueiraO asfalto da zona industrial refletia as luzes de neon azul do motor de Yoongi como se fosse vidro quebrado. O ar estava saturado com o cheiro de borracha queimada e o som ensurdecedor de motores roncando.
Yoongi estava encostado na porta da sua Ferrari preta fosco, a jaqueta de couro gasta moldando os ombros largos. Ele não sorria; apenas observava você através da fumaça do cigarro, com aqueles olhos felinos que pareciam ler cada um dos seus pensamentos impuros.
Você se aproximou, o salto estalando no chão irregular. A confiança era sua única arma, embora suas pernas tremessem levemente sob o olhar dele.
— Ouvi dizer que você não aceita desafios de qualquer um, Min — você provocou, parando a centímetros dele.
Ele soltou a fumaça lentamente, o canto dos lábios subindo em um quase-sorriso perigoso. — Eu não aceito desafios que não valham o meu tempo. O que você tem a oferecer que eu já não possa comprar?

Você se inclinou, sussurrando contra o ouvido dele, sentindo o calor que emanava do corpo dele. — Se eu ganhar, você me dá o seu carro e desaparece da cidade. Se você ganhar… eu sou sua. Por uma noite. Sem regras, sem limites. E você faz o que quiser comigo neste banco de couro.
O olhar de Yoongi escureceu instantaneamente. Ele jogou o cigarro no chão e o esmagou com a bota. — Entra no carro. Agora.
O sinal caiu. O mundo se tornou um borrão de luzes e velocidade. Yoongi dirigia loucamente; as veias do braço dele saltavam a cada troca de marcha, as mãos pálidas apertando o volante com uma força bruta.
Você sentia a força G te empurrando contra o banco, o coração batendo na garganta. Ele não olhava para você, mas a energia no cockpit era elétrica. Cada vez que ele reduzia para uma curva fechada, a mão dele roçava “acidentalmente” na sua coxa, enviando choques de antecipação pelo seu corpo.
Na reta final, ele não apenas venceu; ele humilhou. O carro dele cruzou a linha de chegada derrapando em um drift perfeito, parando em um canto escuro e isolado do pátio de contêineres, longe dos olhares dos outros pilotos.
O motor ainda estalava com o calor excessivo, e o cheiro de gasolina e adrenalina preenchia o espaço apertado. Yoongi desligou os faróis, deixando vocês na penumbra total, quebrada apenas pelo brilho do painel.
Ele soltou o cinto de segurança com um estalo seco e se virou para você. A aura de “bom moço” tinha desaparecido completamente, substituída por um desejo faminto e sombrio.
— Você perdeu — ele disse, a voz mais rouca do que o motor que ele acabara de desligar. — E eu vim cobrar minha dívida.
Ele não esperou por uma resposta. A mão dele, ainda quente da direção, subiu pela sua nuca, puxando seu rosto para o dele com uma possessividade que fez seu baixo ventre dar um nó.
— Eu espero que você esteja pronta — ele rosnou contra seus lábios, o hálito de menta e perigo misturando-se ao seu. — Porque eu planejei cada detalhe do que vou te fazer nesse carro desde o momento em que você abriu a boca para me desafiar.
O calor dentro do habitáculo era sufocante. O motor da Ferrari, ainda estalando enquanto esfriava, emitia um calor radiante que subia pelo assoalho, misturando-se ao cheiro metálico de óleo, borracha queimada e ao perfume amadeirado e denso de Yoongi.
Yoongi não perdeu tempo com delicadezas. Ele pressionou o botão que reclinava o seu banco de passageira apenas o suficiente para te encurralar contra o couro sintético. Ele se inclinou sobre o console central, o peso do corpo dele esmagando qualquer espaço que restava entre vocês. A jaqueta de couro dele rangia a cada movimento, um som áspero que se misturava à respiração pesada de ambos.
— Você achou que era um jogo, não foi? — ele sussurrou, a voz vibrando tão baixo que você sentia o som nos seus próprios ossos.
A mão dele, áspera e grande, desceu do seu pescoço para o decote da sua roupa, os dedos ágeis e impacientes. Ele não desabotoou; ele puxou o tecido com força, expondo sua pele ao ar condicionado fraco que ainda soprava, criando um contraste térmico que te fez morder o lábio. Yoongi rosnou, um som animal que veio do fundo da garganta, e atacou seu pescoço. Não eram beijos; eram mordidas possessivas, marcas que ele estava deixando para que todos soubessem quem era o dono daquela aposta.
As mãos dele eram imparáveis. Enquanto uma prendia seus pulsos acima da cabeça contra a estrutura metálica do carro, a outra desceu entre suas pernas, tateando por cima do tecido fino da sua lingerie, que já estava úmida de antecipação. Ele pressionou a palma da mão ali com força, ouvindo o seu gemido abafado ecoar no silêncio do pátio industrial.
— Escuta isso — ele ordenou, a boca colada ao seu ouvido, a língua traçando o contorno da sua orelha antes de dar uma mordida forte no lobo. — Escuta o som da sua derrota.
O barulho do zíper da calça dele abrindo soou como um tiro no silêncio do carro. Foi um som metálico, definitivo. Yoongi se livrou da própria restrição com uma agilidade pecaminosa, e quando ele se posicionou entre suas coxas, forçando-as a se abrirem contra as laterais apertadas do banco de concha, você sentiu a magnitude do que estava por vir. Ele estava quente, pulsante e completamente impiedoso.
Ele não usou preliminares suaves. Ele queria que você sentisse a urgência, a adrenalina da corrida que ainda corria nas veias dele transformando-se em luxúria pura e crua. Yoongi segurou seu queixo, forçando você a olhar nos olhos dele — aqueles olhos que agora eram duas poças de escuridão absoluta, sem rastro do brilho de antes, apenas fome.
— Eu ganhei a corrida — ele disse, a voz falhando pela primeira vez, carregada de desejo. — E agora eu vou levar o meu prêmio. Cada. Pedaço. Dele.
Yoongi não pediu permissão; ele tomou o que era seu por direito de contrato e de conquista.
Quando ele se inclinou para frente, o peso do corpo dele te esmagou contra o banco de concha, e a mão dele subiu direto para a sua nuca, os dedos pálidos se enroscando com força na raiz do seu cabelo. Ele puxou sua cabeça para trás, expondo a linha da sua garganta enquanto o outro braço se apoiava no painel do carro, fazendo a estrutura vibrar.
— Olha pra mim — ele rosnou, a voz quebrada, o hálito quente de adrenalina batendo no seu rosto. — Eu quero que você veja exatamente quem está te destruindo agora.
Sem qualquer aviso, ele se impulsionou para frente. A entrada foi bruta, um choque de preenchimento total que arrancou um grito agudo da sua garganta, ecoando pelo interior abafado da Ferrari. O corpo dele era puro músculo rígido, e a sensação de ser invadida por ele, ali, naquele espaço confinado e quente, era quase insuportável de tão intensa.
— Porra… — Yoongi soltou o ar com um som de dor e prazer, fechando os olhos por um segundo enquanto se enterrava até o fim, sentindo o aperto das suas coxas contra os quadris dele. — Você é apertada demais… caralho, você vai me enlouquecer aqui dentro.
Ele começou o movimento, e não havia nada de rítmico ou suave naquilo. Eram estocadas curtas, rápidas e violentas, focadas em te marcar. A suspensão do carro gemia a cada impacto, um som rítmico de metal sobre metal que se misturava aos seus gemidos descontrolados. A mão dele que segurava seu cabelo deu um puxão seco, forçando seus olhos a encontrarem os dele, que queimavam em um brilho sombrio e possessivo.
— Isso é o que acontece com quem faz apostas que não pode pagar — ele sussurrou, a voz carregada de uma malícia suja. — Agora você aguenta.
De repente, ele desceu a boca para o seu peito. Ele não beijou; ele mordeu a pele sensível por cima da lingerie rasgada, a língua áspera traçando o contorno do seu mamilo ereto antes de abocanhá-lo com uma fome desesperada. O som da sucção e das mordidas dele era alto, e a dor leve dos dentes dele só servia para disparar ainda mais a sua excitação.
Yoongi parou por um segundo, a respiração tão pesada que o para-brisa começou a embaçar com o calor de vocês.
— Vira. Agora. — A ordem foi seca.
Ele te manobrou naquele espaço minúsculo com uma força impressionante. Você se viu de costas para ele, as mãos espalmadas contra o vidro frio do para-brisa, as unhas arranhando o vidro enquanto ele se posicionava atrás de você. O couro do banco rangia sob seus joelhos, e o cheiro de gasolina vindo das aberturas de ventilação parecia aumentar o transe.
Quando ele voltou a entrar, vindo por trás com um ângulo muito mais profundo e cruel, você sentiu o impacto no seu baixo ventre. Ele segurou sua cintura com as duas mãos, os dedos cravando na sua pele, deixando marcas que durariam dias.
— Caralho, olha como você recebe… — ele ofegou, o rosto enterrado na curvatura do seu pescoço, alternando entre sussurros sujos e xingamentos baixos. — Você é minha agora, entendeu? Minha vadia de corrida. Cada centímetro seu é meu pagamento.
O ritmo dele se tornou frenético, uma busca cega pelo ápice. Ele te fodia com uma urgência que dizia que ele não se importava se a polícia chegasse ou se o mundo acabasse naquele pátio industrial. O calor era tanto que o suor dele pingava nas suas costas, e o som da carne batendo contra a carne era a única música que importava.
De repente, ele puxou seu cabelo com uma força ainda maior, inclinando sua cabeça para trás e para o lado, expondo seu pescoço e a lateral do seu rosto para o dele. Antes que você pudesse reagir, a boca dele encontrou a sua em um beijo selvagem e sem fôlego. Não havia doçura; era uma colisão de línguas, um embate de dentes e lábios que provava o sal do suor e o gosto metálico da excitação. Ele te beijava com a mesma ferocidade com que pilotava, sem piedade, sem controle, apenas consumindo.
Enquanto a boca dele roubava sua respiração, a mão esquerda de Yoongi, que antes segurava sua cintura, subiu pelo seu tronco. Os dedos longos e fortes encontraram seu seio por baixo da blusa empurrada para cima, apertando-o com uma possessividade avassaladora. Ele massageou a carne macia, o polegar roçando no mamilo endurecido, uma tortura prazerosa que te fez estremecer e arfar contra a boca dele.
— É pra isso que você serve, porra — ele sussurrou entre os beijos, a voz ainda mais rouca e cheia de desejo. — Pra sentir cada grama do meu corpo em você.
Naquele momento, algo estalou dentro de você. A vergonha e a surpresa deram lugar a uma rendição completa e visceral. Você arqueou suas costas e, em um impulso instintivo, começou a rebolar, movendo seus quadris para trás para encontrar o ritmo dele, quicando no pau duro dele que ainda estava fundo em você. Você queria mais, queria sentir cada centímetro dele, queria ser preenchida até explodir.
O som das suas coxas batendo contra as dele se misturava ao barulho da sua respiração ofegante. Yoongi gemeu, um som grave e rouco que explodiu no seu peito quando ele sentiu seu movimento. A mão dele apertou seu seio com mais força, a outra mão ainda cravada no seu cabelo, e ele acelerou o ritmo das estocadas, correspondendo ao seu rebolar com uma intensidade que te levava ao limite.
O cockpit da Ferrari estava tão quente que as janelas estavam completamente opacas pelo vapor, criando um casulo de luxo e depravação. Yoongi não parava; as estocadas dele eram marteladas rítmicas de puro metal, cada uma te empurrando mais contra o painel enquanto você, em um transe de adrenalina, rebolava para trás com fúria. Você quicava no colo dele, buscando o ângulo mais profundo, o som do couro caro rangendo sob seus corpos se misturando ao barulho úmido e obsceno da carne se chocando.
— Isso… porra, rebola assim pra mim — ele rosnou, a voz quase sumindo na garganta enquanto sentia o aperto das suas paredes internas telegrafando o seu orgasmo iminente.
Subitamente, ele soltou o seu seio e levou a mão direita até a sua boca, pressionando os dedos longos e pálidos contra os seus lábios.
— Lambe — ele ordenou, o olhar fixo no retrovisor interno, observando o reflexo da sua luxúria. — Lambe cada dedo, deixa eles bem molhados pra mim.
Você obedeceu, a língua traçando a pele dele com desespero enquanto ele enfiava dois dedos na sua boca, sentindo a sua saliva antes de retirá-los e levá-los diretamente para baixo. No espaço milimétrico entre seus corpos, a mão dele encontrou seu clitóris, massageando-o com uma destreza técnica e agressiva, enquanto ele continuava a te foder com uma velocidade desumana. O contraste do toque molhado e frenético lá embaixo com a pressão bruta dele dentro de você te fez perder os sentidos.
Yoongi estava no limite, o corpo dele tremendo contra o seu, os músculos das costas saltando como cordas de aço. Ele parou o movimento por um segundo, mantendo-se enterrado até a raiz, a respiração tão quente que queimava a sua nuca.
— Eu vou virar essa Ferrari do avesso com o quanto eu vou gozar — ele disse, a voz num sussurro perigoso e carregado de autoridade. — Me diz onde você quer, sua vadia de sorte…
Ele deu uma estocada curta e violenta, fazendo você arquear as costas. — Na sua cara? — Outra estocada, ainda mais forte, que te fez soltar um grito abafado.
— Na sua boca? — Ele te puxou pelo cabelo, forçando sua cabeça para trás, o pau pulsando dentro de você enquanto ele aguardava a resposta.
— Ou eu te encho por dentro até você transbordar? — A última estocada foi a mais profunda de todas, um golpe que te fez prender o fôlego.
Você mal conseguiu articular, apenas implorando por ele de qualquer forma. Yoongi soltou um xingamento baixo — um “caralho” sofrido e prazeroso — e não esperou mais. Ele te virou de frente novamente com uma força bruta, sentando você no colo dele, e começou a te foder em uma velocidade que você mal aguentou.
No momento em que ele gozou, ele te puxou contra o peito dele, os dedos cravados na sua bunda, enchendo você com jatos quentes e intermináveis enquanto você gozava junto. O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo estalo do metal da Ferrari esfriando e pela respiração pesada de dois viciados em perigo que acabavam de encontrar o ápice.
O silêncio que se seguiu ao clímax foi denso, quebrado apenas pelo som da chuva fina que começava a bater no teto de fibra de carbono da Ferrari e pelo chiado rítmico da respiração de vocês dois, tentando recuperar o oxigênio roubado. Seus membros pareciam feitos de geléia, e o peso de Yoongi contra você era a única coisa que te mantinha ancorada na realidade.
Você encostou a testa no ombro suado dele, sentindo o cheiro de couro, gasolina e o rastro do prazer que ainda pulsava.
— Yoongi… — você murmurou, a voz saindo falha, mal passando de um sopro. — Me leva… me leva pra casa. Por favor.
Houve uma pausa. Ele se afastou apenas o suficiente para te olhar, os olhos ainda escuros, mas com aquela intensidade perigosa dando lugar a algo mais calculado. Ele passou o polegar pelo seu lábio inferior, limpando o rastro de um beijo borrado.
— Sua casa? — ele perguntou, a voz rouca voltando ao tom baixo e firme de sempre. — E quem disse que eu terminei de cobrar o que você me deve?
Você abriu a boca para protestar, mas ele se inclinou e, pela primeira vez naquela noite, o “bad boy” impiedoso deu lugar ao Yoongi que desarmava qualquer um. Ele deu aquele sorriso gengival — pequeno, de canto, que mostrava as gengivas de um jeito quase doce, se não fosse pelo brilho de malícia que ainda queimava nos olhos dele. Era o sorriso de quem sabia exatamente o poder que tinha sobre você.

— Você apostou a sua noite, gracinha — ele sussurrou, a mão descendo pela sua coluna em um carinho possessivo.
Sem esperar resposta, ele te manobrou de volta para o banco do passageiro com uma agilidade surpreendente. Ele se ajeitou no banco do motorista, fechando o zíper da calça com um estalo seco e definitivo. O motor da Ferrari rugiu à vida novamente sob o comando dele, um som que fez o chão da zona industrial vibrar.
Yoongi engatou a primeira marcha, os dedos longos e pálidos acariciando o câmbio como se fosse uma extensão do próprio corpo. Ele deu uma última olhada para o pátio de contêineres pelo retrovisor, um sorriso de satisfação brincando nos lábios enquanto ele pisava fundo no acelerador.
O carro saltou para a frente, os pneus cantando no asfalto molhado enquanto ele fazia uma curva fechada, saindo da zona abandonada em direção às luzes distantes da cidade. Mas ele não pegou o caminho para o seu bairro. Ele seguiu na direção oposta, rumo ao apartamento de cobertura que ele mantinha no centro, onde o som do motor ecoaria nas paredes de vidro e a noite continuaria, exatamente do jeito que ele queria.
Quando a carne cai no prato de um carnívoro kkkkk
Queria eu sofrer assim a noite todinha na mão desse homem
O olhar de Yoongi escureceu instantaneamente. Ele jogou o cigarro no chão e o esmagou com a bota. — Entra no carro. Agora.
Ele nem pensou mt, só aceitou kkkk
O olhar de Yoongi escureceu instantaneamente. Ele jogou o cigarro no chão e o esmagou com a bota. — Entra no carro. Agora.
Nem pensou muito, só aceitou kkk
É agr
Com ele eu apostava tudo