Capítulo 1 – Onde o “Para Sempre” Começou
por FanfiqueiraO apartamento novo ainda tinha aquele cheiro característico de tinta fresca misturado com o aroma amadeirado das caixas de papelão que terminavam de desempacotar. Mas, para você, o cheiro que definia aquele lar era o de Kim Seokjin. Era uma mistura de sabonete caro, amaciante de roupas e algo que era exclusivamente dele — um calor que parecia emanar de sua pele.
Viverem juntos era um sonho que parecia grande demais para caber nos 100 metros quadrados que agora dividiam. Você, a filha de uma linhagem rica que preferia o peso dos livros ao brilho das joias, sentia um orgulho silencioso ao observar seu crachá da biblioteca da universidade sobre o balcão da cozinha. Você não precisava trabalhar, mas a independência era o seu oxigênio.
Naquela manhã, o sol entrava pela janela da sala, iluminando Seokjin enquanto ele lutava com o nó da gravata em frente ao espelho do corredor. Ele já estava formado há um ano, mergulhando de cabeça nos negócios da família Kim, mas ali, naquele corredor, ele ainda era o seu Jinnie.
— Se você continuar franzindo a testa desse jeito, vai ter rugas antes dos trinta, Sr. CEO — você brincou, aproximando-se e afastando as mãos grandes dele para assumir a tarefa.
Seokjin relaxou instantaneamente. Ele baixou o olhar, um sorriso terno curvando os lábios carnudos. As mãos dele desceram com naturalidade para a sua cintura, puxando-a para mais perto enquanto você ajustava a seda azul contra o colarinho branco impecável.
— O mundo corporativo é uma selva, meu amor. Eles sentem o cheiro de quem não sabe dar um nó de gravata simples — ele murmurou, a voz matinal ainda levemente rouca, vibrando contra o seu peito. — Sorte a minha que eu tenho a assistente de biblioteca mais inteligente do país como noiva.
Você terminou o nó e deu um tapinha leve no peito dele. — Vá conquistar o mundo. Eu tenho uma montanha de livros de Direito Civil para organizar e um professor rabugento para auxiliar.
Ele não saiu de imediato. Ele segurou seu rosto entre as mãos, os polegares acariciando suas bochechas com uma reverência que sempre fazia seu coração errar a batida. O beijo de despedida foi calmo, com gosto de café e promessas silenciosas.
O dia na universidade foi exaustivo. Entre as prateleiras altas da biblioteca, o silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo deslizar das páginas e o som dos seus passos. Como assistente do Professor Han, você passava horas catalogando teses e auxiliando alunos perdidos. Seus dedos ficaram levemente sujos de pó de papel antigo, e o cansaço começou a pesar nos seus ombros por volta das quatro da tarde.
Enquanto isso, a quilômetros dali, Kim Seokjin vivia uma realidade de vidro e aço. Na sede da empresa da família, ele enfrentava reuniões tensas de diretoria. O Seokjin do trabalho era focado, de olhar afiado e postura ereta. Mas, a cada intervalo, ele olhava para o anel de noivado discreto ou para a foto de vocês dois no porta-retratos de sua mesa. Aquele era o combustível dele.
Quando o relógio marcou 19:30, o cansaço acumulado do seu dia de estudos e trabalho na biblioteca parecia uma nuvem sobre sua cabeça. A faculdade estava ficando vazia e o ar noturno começava a esfriar.
Ao cruzar os portões da universidade, você viu o carro preto familiar estacionado. Seokjin estava encostado na porta, o paletó já deixado de lado no banco de trás, as mangas da camisa branca dobradas até os cotovelos, revelando os antebraços fortes. Quando ele te viu, o rosto cansado dele se iluminou.
— A senhorita aceita uma carona? — ele perguntou, abrindo a porta para você.
— Só se o motorista prometer que não vai falar de índices econômicos até amanhã — você respondeu, jogando-se no banco de couro com um suspiro de alívio.
Ele riu, aquela risada que parecia o som de vidros tilintando, e inclinou-se para beijar a ponta do seu nariz. — Prometido. Hoje eu sou apenas o seu Jin.
Chegar em casa era como entrar em um santuário. Enquanto Seokjin ia tirar os sapatos e relaxar, você assumia a cozinha. Era o seu jeito de demonstrar amor. O som do alho fritando na panela e o cheiro do Kimchi Jjigae preenchiam o espaço.
Momentos depois, você sentiu o peito largo dele encostar nas suas costas. Ele não disse nada, apenas envolveu os braços em volta da sua cintura e enterrou o rosto na curva do seu pescoço, respirando fundo.
— Seu cheiro é melhor do que qualquer perfume caro — ele murmurou, dando beijos úmidos na sua pele.
— Jantar em dez minutos, Jin — você avisou, tentando manter o foco, embora suas pernas estivessem começando a ceder ao carinho dele.
À mesa, o clima era leve. Ele gesticulava com os hashis enquanto contava sobre um incidente engraçado no elevador.
— Sabe por que o CEO foi ao psicólogo? — ele perguntou, com aquele brilho travesso nos olhos.
Você suspirou, já sabendo o que viria. — Por quê, Seokjin?
— Porque ele tinha muitos “problemas de capital”! — Ele soltou a própria risada clássica, os ombros largos subindo e descendo. — Entendeu? Capital… dinheiro… sentimentos…
Você revirou os olhos, mas não conseguiu conter o riso. Era impossível não rir quando ele estava tão feliz, tão desarmado.
Depois de terminarem o jantar entre risadas e as piadas ruins de Seokjin, você se levantou para preparar o banho. No banheiro, a água quente batendo no fundo da banheira criava uma nuvem densa de vapor que embaçava o espelho e deixava a pele úmida antes mesmo de entrar na água. O cheiro de eucalipto e cedro dos sais de banho que ele gostava logo tomou conta do espaço pequeno.
Seokjin apareceu na porta, já sem a camisa e com o cinto da calça social desprendido. Ele parecia exausto, os ombros largos caídos pelo peso das responsabilidades da empresa, mas o olhar que ele te deu era puramente carente. Ele entrou na água soltando um suspiro alto, fechando os olhos enquanto os músculos relaxavam sob o calor.
— Vem aqui — ele pediu, a voz baixa, estendendo a mão molhada em sua direção.
Você não hesitou. Deixou o roupão cair no chão e entrou na banheira à frente dele, sentindo o choque térmico gostoso da água na pele. Seokjin imediatamente te puxou para trás, fazendo você se sentar entre as pernas dele, as costas coladas no peito quente. As mãos dele, grandes e firmes, começaram a massagear seus ombros, subindo para a nuca e enterrando os dedos nos seus cabelos úmidos.
— Eu passei o dia todo pensando em como eu queria estar exatamente assim com você — ele sussurrou perto do seu ouvido, distribuindo beijos molhados pelo seu pescoço, o que te fez arrepiar instantaneamente.
A saída do banho foi rápida, movida por uma urgência que o relaxamento da água não conseguiu apagar. Ele mal esperou vocês se secarem direito. No quarto, com as luzes apagadas e apenas a claridade da rua entrando pela fresta da cortina, ele te guiou até a cama.
O peso do corpo de Seokjin sobre o seu era reconfortante. Ele não tinha pressa, mas seus movimentos eram decididos. Quando ele te beijou, não foi um selinho de boa noite; foi um beijo faminto, a língua dele explorando a sua com uma intensidade que fazia seu baixo ventre latejar. Você sentia as mãos dele percorrendo suas coxas, subindo até sua cintura e apertando a carne ali com força, deixando claro o quanto ele te desejava.
Cada toque era acompanhado por uma respiração pesada contra sua pele. Quando ele finalmente se uniu a você, o ritmo foi constante e profundo. Seokjin mantinha os olhos fixos nos seus, as mãos entrelaçadas nas suas em cima do travesseiro, querendo ver cada reação sua. Os gemidos dele eram baixos, roucos, chamando seu nome entre dentes enquanto ele buscava o próprio prazer em sincronia com o seu.
Quando o fôlego finalmente voltou ao normal, ele se deitou de lado, te puxando para o abraço dele. Você encostou a orelha no peito dele, ouvindo o coração ainda acelerado voltando ao ritmo natural. O braço dele era pesado sobre sua cintura, te mantendo presa ali, como se ele tivesse medo de que você rolasse para fora da cama no meio da noite.
Ele cheirava a banho e a suor recente, um cheiro que para você era o melhor do mundo. Os dedos dele brincavam com as pontas dos seus dedos, traçando o caminho das suas veias no braço.
— Só faltam alguns meses — ele murmurou, a voz já arrastada pelo sono, referindo-se à data do casamento que vocês planejavam. — Eu não vejo a hora de te chamar de minha esposa oficialmente, de manhã, à tarde e à noite.
Ele depositou um último beijo demorado no topo da sua cabeça antes de se acomodar melhor.
— Eu vou cuidar de você. De tudo. Você nunca vai precisar se preocupar com nada, eu prometo.
Você sentiu um aperto doce no peito, sorrindo contra a pele dele enquanto o sono vencia. Vocês adormeceram assim, com os pés entrelaçados e a certeza de que aquele apartamento era o lugar mais seguro do mundo.
— Só faltam alguns meses — ele murmurou, a voz já arrastada pelo sono, referindo-se à data do casamento que vocês planejavam. — Eu não vejo a hora de te chamar de minha esposa oficialmente, de manhã, à tarde e à noite.
A sorte da gata ️
— Eu vou cuidar de você. De tudo. Você nunca vai precisar se preocupar com nada, eu prometo.
Um homem apaixonado é outra coisa, né? Kkk
Jin é um romântico incrível
Eles se dão tão bem
Aconteceu algo tão ruim para eles se separarem?
Siim, vai sair logo…
Tudo bem planejado
Nem isso,fará ele ficar feio
Esse homem deve ser um pecado pela manhã
Risada de vidro kkkk
As piadas sem graças de tiozão
Era só um desse que eu queria nessa vida
Tipo de homem,que está em extinção