O Dia em Que Ele Perdeu o Controle
por FanfiqueiraEnquanto ainda se recuperava, o corpo sensível e o coração acelerado, SN ouviu batidas suaves — mas insistentes — na porta.
— Você… você sabe que dá pra te ouvir do meu quarto, né? — a voz de Beddy veio carregada de provocação. — Você tá fazendo isso de propósito? Posso entrar?
Jungkook, que estava em uma chamada de vídeo com SN, congelou. O rosto dele mudou na hora. O maxilar se contraiu, os olhos escureceram e o silêncio dele por alguns segundos foi como o prenúncio de uma tempestade.
— Não, você não pode entrar — ele respondeu, a voz grave, controlada… mas claramente tomada pelo ciúmes. — E, sim, eu ouvi o que você fez. Não gosto disso.
“Esse idiota tá testando meus limites.”
Ele passou a mão pelo cabelo, o olhar fixo na tela onde via SN, tentando conter a fúria que já crescia como uma chama dentro do peito.
— Você sabe que é só minha, SN, certo? — ele sussurrou na ligação, a voz firme, mas vulnerável de um jeito possessivo, como se precisasse que ela dissesse isso só pra ele, ali e agora.
SN respondeu sem hesitar, com a expressão séria:
— É claro que sou só sua, amor.
E virou-se para a porta, falando alto o suficiente para que Beddy ouvisse.
— Beddy… você sabe que eu tenho namorado.
Mas a resposta dele veio como uma facada.
— Mas ele não tá aqui… Mas eu tô.
Os olhos de Jungkook se arregalaram por um segundo antes de se estreitarem em puro ódio. Seus punhos se fecharam tão forte que os nós dos dedos ficaram brancos.
— Que droga você quer dizer com isso? — ele rosnou, a voz baixa, mas carregada de ameaça. — Você acha que só porque eu não tô aí, pode falar desse jeito com a minha namorada?
“Esse desgraçado quer ver até onde pode ir. Ele não vai.”
Jungkook respirou fundo, tentando conter o impulso de quebrar o celular em pedaços.
— SN, me diz que você vai resolver isso agora.
Ela franziu a testa com raiva, determinada.
— Vou resolver de uma vez por todas. Espera aí.
Ela deixou o celular sobre a cama, a câmera ainda aberta, e foi até a porta. Jungkook não conseguia ver, apenas ouvia. E foi então que tudo aconteceu de forma rápida demais.
O som claro e molhado de um beijo forçado encheu o ambiente. Jungkook congelou. Depois, a voz de Beddy:
— Que saudade que eu tava de te ouvir gemendo assim…
O mundo de Jungkook parou. Ele se levantou bruscamente, o celular quase escorregando da mão. O peito dele subia e descia com violência, a respiração engasgada em raiva. “Não. NÃO.”
Mas então…
PÁ!
O som seco de um tapa forte ecoou no quarto. A linha ficou em silêncio por alguns segundos, mas o barulho foi claro.
— SN?! — a voz dele saiu desesperada, carregada de fúria e dor. — SN, fala comigo!
Ele apertava o celular contra o rosto como se isso fosse levá-lo até ela.
“Eu devia estar aí. Eu devia ter impedido isso.”
O silêncio era cortante. Só se ouvia a respiração de Jungkook, pesada, cheia de tensão. A mandíbula dele estava completamente travada.
— O que tá acontecendo?! — ele repetiu, mais baixo agora, mais ameaçador. — Fala comigo.
— O que você pensa que tá fazendo? — SN disse, com a voz afiada, o olhar em chamas.
Beddy, ainda atordoado pelo tapa que levou, tentou justificar:
— Pensei que tinha aberto pra eu entrar…
— Em que momento eu deixei isso claro pra você? — SN rebateu, firme. — Eu tenho namorado, Beddy!
— Pensei que queria ajuda pra terminar isso… igual mês passado. Eu te ouvi… desse mesmo jeitinho. E quando entrei, você sentou em mim…
Jungkook sentiu um frio na espinha ao ouvir aquilo. A mandíbula dele travou, os olhos escureceram numa fúria contida.
Mês passado…?
A respiração ficou pesada. Os nós dos dedos ficaram brancos de tanto apertar o celular. Ele fechou os olhos por um segundo, tentando conter a explosão de sentimentos que crescia dentro do peito.
“Que porra ele tá falando, SN?” — a voz dele saiu baixa, grave, carregada de tensão. Ele precisava ouvir da boca dela que aquilo era mentira. Que Beddy estava distorcendo os fatos. Porque, se não fosse…
Ele engoliu seco, sentindo o peito apertar. Ele confiava nela. Mas aquele filho da puta estava tentando quebrar essa confiança.
— Beddy! — SN gritou, os olhos marejados de raiva. — Mês passado eu tava solteira! Agora eu tô namorando e você deveria respeitar isso! Quer saber… pra mim já chega. Eu vim te ajudar com sua mãe porque amo ela, mas você passou de todos os limites!
Ela pegou as coisas rapidamente, incluindo o telefone com a videochamada com Jungkook, caminhando em direção à porta.
— E… eu te disse que o que houve mês passado jamais aconteceria novamente. Eu era apaixonada por você… é claro que eu ia cometer uma burrice daquela.
Jungkook permaneceu em silêncio por um instante, assistindo tudo pela tela do celular. O maxilar ainda travado, os olhos semicerrados, mas agora a tensão tinha um quê de alívio.
“Ela tá pondo um ponto final. Ela escolheu a mim.”
— Vem pra casa — ele disse, a voz firme, mas havia urgência. — Agora.
— Ei… não vai — Beddy tentou alcançá-la — Me desculpa. SN… Quase não passa táxi por aqui… deixa eu te levar, pelo menos?
Jungkook ouviu aquilo e apertou o telefone com mais força, o olhar fixo na tela.
“Você não vai entrar no carro dele.” — a voz dele soou firme, possessiva. — Eu estou indo te buscar.
— Não preciso da sua carona — SN bufou, ainda irritada. — Eu me viro.
Ela olhou para a tela:
— Amor, não precisa, eu—
— Tô indo — Jungkook a interrompeu. — Me espera aí, mas longe dele.
Ele não confiava em Beddy nem por um segundo. E não ia deixar SN sozinha naquela situação. Ele já sabia onde ela estava. Por segurança, havia instalado um aplicativo de rastreio no celular dela.
Ela tentava se afastar, mas Beddy ainda insistia, bloqueando parcialmente a saída, tentando se justificar, até que Jungkook chegou.
Ele pegou o exato momento em que Beddy dizia:
— Foi tão incrível aquele dia… que pensei que você quisesse repetir. Foi ali que percebi que te amo.
Jungkook não hesitou. Num instante, já estava diante de Beddy, a expressão carregada de fúria.
— Você tá falando sério agora? — a voz dele era baixa, mas carregada de ameaça. — Depois de tudo, você ainda tem a cara de pau de dizer isso?
— Calma, cara. Eu só— — Beddy tentou se defender.
— Ela disse que não. Você ouviu, não ouviu? — Jungkook se aproximou mais, o peito inflando. — Se encostar nela de novo, ou tentar qualquer coisa, eu juro que vai se arrepender.
SN tocou o braço de Jungkook, tentando acalmá-lo.
— Vamos, amor. Eu só quero sair daqui.
Ele olhou pra ela, o olhar suavizando por um instante. Mas antes de virar, lançou um último olhar para Beddy.
— Se afasta dela. Acabou.
Sem esperar resposta, segurou a mão de SN e a guiou até o carro.
Já dentro do carro, SN puxou o rosto dele pra perto. Jungkook encostou a testa na dela.
— Obrigada por me buscar, amor. E… desculpa por isso tudo.
Jungkook suspirou, fechando os olhos por um instante antes de falar:
— Você não tem que pedir desculpa. Não fez nada de errado.
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, os polegares acariciando sua pele com delicadeza.
— Só de pensar no que ele tentou fazer… Eu juro, SN, se ele tivesse encostado mais uma vez…
Respirou fundo, tentando se conter.
SN apertou as mãos dele contra o rosto e sorriu, ainda um pouco abalada, mas firme.
— Ei… Eu tô aqui, com você. É isso que importa.
Jungkook assentiu lentamente, os olhos ainda preocupados.
— Nunca mais quero te ver numa situação assim, tá?
Ele a puxou devagar e selou os lábios dela num beijo demorado, profundo, como se dissesse você é minha. E eu vou te proteger sempre.
— Eu… nunca te vi perder a cabeça assim… Fiquei preocupada — disse SN, olhando para ele com o semblante calmo, mas atento.
Jungkook fechou os olhos por um instante, ainda respirando fundo para se acalmar. “Eu também nunca me senti assim antes…” A mão dele apertava levemente o volante, a mandíbula ainda tensa.
— Só de imaginar ele te tocando, te desrespeitando desse jeito, eu… — ele parou por um momento, tentando encontrar as palavras certas — SN, você é minha. Eu te amo. E ver alguém ultrapassando esse limite… me deixa fora de mim.
Ele olhou para ela com os olhos ainda intensos, mas agora mais suaves, mais vulneráveis.
— Desculpa se te assustei. Eu só… Não suporto a ideia de alguém te machucar, de qualquer jeito.
Ele segurou a mão dela com firmeza, levando até os lábios e depositando um beijo ali, com carinho.
— Você ficou com medo de mim?
A voz dele saiu mais baixa, carregada de preocupação. SN olhou para ele com ternura, balançando a cabeça levemente.
— Só tive medo de você se complicar… De vocês brigarem e alguém gravar — disse ela, beijando o braço dele com um toque suave.
A viagem seguiu silenciosa depois disso, com os dedos entrelaçados sobre o banco. SN acabou adormecendo no meio do caminho — o corpo cansado e a cabeça apoiada no vidro. Eram duas horas até a casa de Jungkook, e ele dirigia com cuidado, lançando olhares para ela de tempos em tempos, com um meio sorriso no rosto.
Quando o carro parou suavemente, SN acordou aos poucos, piscando devagar e olhando ao redor.
— Amor… você não ia me levar pra casa? — perguntou, vendo que estavam dentro da garagem dele.
Jungkook sorriu suavemente, ainda com a chave do carro na mão.
— Eu te trouxe pra cá porque você estava exausta, e achei melhor te deixar descansar aqui — respondeu, passando a mão pela testa, como se afastasse a tensão da noite. — Eu sei que você queria voltar pra casa, mas eu não me senti bem em te deixar sozinha depois de tudo o que aconteceu.
Ele se inclinou e, com delicadeza, desfez o cinto de segurança dela.
— Vai ser mais seguro, e você vai descansar melhor aqui — completou, com um sorriso protetor, esperando que ela entendesse sua decisão.
SN riu baixinho, os olhos ainda um pouco sonolentos, mas o sorriso travesso já se formando em seus lábios.
— Descansar? Sei… Sei bem qual descanso você quer me dar essa madrugada… — provocou, saindo do carro com um sorrisinho no canto da boca.
Jungkook arqueou uma sobrancelha, divertido, e saiu atrás dela com aquele olhar de desafio que só ele sabia fazer.
— Eu sabia que você ia perceber — disse, sorrindo de lado. — Mas você merece descansar também… mesmo que eu tenha outros planos.
Ele se aproximou, passando a mão com suavidade pelas costas dela, guiando-a até a porta de casa.
— Vamos lá, você vai descansar aqui, mas com certeza não vai ser uma noite comum.
Já dentro da casa, ele preparou algo rápido para ela comer enquanto SN tomava banho. Quando ela saiu do banheiro, os cabelos ainda úmidos e o rosto relaxado, ele já a esperava com uma camiseta dele separada para ela vestir.
Pouco depois, ela se deitou e ele se juntou a ela na cama, se encaixando atrás de seu corpo com os braços envolvendo sua cintura. Falaram baixinho por um tempo, apenas trocando palavras suaves, até o cansaço vencê-los e ambos adormecerem entrelaçados.
O despertador tocou alto na manhã seguinte.
Jungkook acordou com um suspiro pesado, esticando o braço para desligar o som irritante. Ele olhou para o lado e viu SN ainda dormindo tranquilamente, os lábios entreabertos e o rosto sereno. Sorriu, acariciando os cabelos dela com carinho, tentando não fazer barulho.
“Queria ficar aqui mais tempo…”
Ele se levantou devagar, vestiu-se com cuidado e antes de sair, escreveu um bilhete e deixou sobre a mesa ao lado da cama:
“Vou voltar logo. Aproveite um pouco mais de descanso, amor.”
Com um último olhar demorado, ele saiu da casa. E mesmo indo para o trabalho, a mente dele já contava as horas para voltar.
SN acordou quando ele já estava prestes a sair pela porta do quarto.
— Eeeei… cadê meu beijo? — disse ela com a voz sonolenta, os olhos ainda semicerrados.
Jungkook parou na hora. Virou-se com um sorriso nos lábios e caminhou de volta até ela. Se agachou ao lado da cama, acariciou seu rosto com delicadeza e a beijou demoradamente, com a suavidade de quem não queria partir.
— Bom dia, princesa… Desculpa, estava indo embora correndo — murmurou ele, com o olhar brilhando de carinho. — Agora você tem o seu beijo, ok?
SN, ainda meio preguiçosa, sorriu e puxou ele pela camiseta, fazendo com que ele caísse de leve sobre a cama.
— Eu quero um beijo direito, amor — disse ela, antes de colar os lábios nos dele num beijo profundo, intenso, cheio de saudade, como se quisesse prender ele ali por mais alguns minutos.
Jungkook riu baixinho no meio do beijo, surpreso com o gesto, mas logo envolveu o corpo dela nos braços com força e desejo. Retribuiu o beijo com a mesma paixão, os lábios se movendo com vontade, os dedos deslizando pelas costas dela.
— Eu te amo — murmurou ele entre os beijos, ofegante, ainda com um sorriso encantado. — Mas eu realmente preciso ir… ou vou me atrasar.
SN fez um bico irresistível, encarando-o com um olhar manhoso.
Jungkook soltou uma risada baixa ao ver a expressão dela.
— Ah, esse biquinho… — ele disse, acariciando a bochecha dela com o polegar. — Não dá pra resistir.
Ele se aproximou e beijou a testa dela com carinho.
— Prometo que depois do trabalho a gente vai ter mais tempo juntos. Vai ser só você e eu, ok?
Ele se levantou devagar, ainda relutante em sair de perto dela, mas antes de ir, roubou mais um beijo suave dos lábios dela.
— Te amo… você… — disse SN, rindo ao mesmo tempo, os olhos brilhando com ternura. — Você é o amor da minha vida.
Jungkook sorriu, o coração apertado de tanto amor.
— Eu também te amo… mais do que você imagina — respondeu ele, passando os dedos pelos cabelos dela com cuidado. — E eu sou o cara mais sortudo do mundo por ter você ao meu lado.
Ele a beijou novamente, desta vez mais breve, mas com sentimento.
— Agora eu vou trabalhar… mas já tô com saudade. Fica bem, tá?
SN assentiu com a cabeça, a voz doce:
— Vou pra casa já já.
Jungkook pegou as chaves e olhou mais uma vez para ela, como se quisesse gravar aquela imagem na mente.
— Cuide-se. E me avisa quando chegar, ok? Te amo, SN.
Ele deu um último beijo na testa dela e, enfim, saiu.
SN ficou ali, deitada, abraçando o travesseiro dele com um sorriso bobo no rosto.
“Ele tem esse poder… de me fazer sentir amada até quando tá indo embora.”
Ela sabia que o dia seria um pouco mais vazio sem ele, mas também sabia que aquele amor era forte o suficiente pra preencher qualquer ausência.
Gente eu não consigo beijar ninguém sem escovar dos dentes antes kkkkk
Preciso dele… Jk lindooo!!! Eu imagino ele exatamente assim!!! Fofo!!!