You have no alerts.
Header Background Image

O som do celular atingindo a madeira do criado-mudo foi o último vestígio de civilidade naquele quarto. Namjoon se lançou sobre Karine com o peso de semanas de contenção, seus corpos colidindo contra o colchão com um baque surdo que parecia ecoar a batida acelerada de seus corações. Ele a beijou com uma fome que não aceitava pausas, as línguas travando uma batalha por domínio, enquanto suas mãos grandes e calejadas de tanto escrever partituras agora escreviam uma nova história na pele dela.

Namjoon interrompeu o beijo por um segundo, a respiração vindo em haustos pesados, os olhos escuros fixos nos dela. Ele se afastou apenas o suficiente para alcançar a gravata de seda preta que descartara minutos antes. Karine o observava, o peito subindo e descendo, a confusão dando lugar a uma antecipação elétrica.

— Eu quero que você se lembre de cada segundo — ele sussurrou, a voz tão grave que parecia vibrar dentro dos ossos dela. — Quero que você sinta que não tem para onde fugir, porque eu não vou deixar você ir a lugar nenhum.

Com uma destreza surpreendente, ele envolveu os pulsos de Karine com a seda, prendendo-os à cabeceira de madeira escura da cama. Não estava apertado o suficiente para machucar, mas o suficiente para que ela sentisse a perda de controle. Namjoon a olhou, um sorriso predatório surgindo nos lábios. Ele levou a mão ao rosto dela, o polegar roçando a bochecha com uma ternura que quase mascarava a luxúria em seus olhos.

O polegar desceu lentamente, pressionando o lábio inferior de Karine, forçando-a a abrir a boca. — Você é tão linda quando está à minha mercê — ele murmurou, a voz carregada de uma safadeza culta, típica de um homem que conhece o poder das palavras e do silêncio.

A mão, que antes acariciava, deslizou para o pescoço dela. Não era um aperto agressivo, mas uma posse firme. Ele sentiu o pulso de Karine galopando sob sua palma. — Sente isso? — ele perguntou, inclinando-se até que seus lábios roçassem o lóbulo da orelha dela. — É o seu corpo reconhecendo o dono.

Ele a penetrou de uma vez, um movimento seco e profundo que fez Karine arquear as costas e soltar um grito que morreu em um suspiro quando ele a beijou novamente. O ritmo era constante, bruto, mas intercalado com palavras de adoração sussurradas, uma mistura de amor e brutalidade, que a levava ao delírio.

Namjoon a desamarrou, mas não para dar liberdade, e sim para mudar o ângulo de sua conquista. Ele a puxou pelos quadris, forçando-a a ficar de quatro no centro da cama imensa. O contraste da pele dela contra os lençóis de fios egípcios era uma obra de arte que ele pretendia desvendar com as mãos.

Ele se posicionou atrás dela, uma das mãos descendo para desferir um tapa estalado em sua nádega direita, o som ecoando no quarto silencioso. — Diz para mim, Karine… quem é que está cuidando de você agora? — ele rosnou, a voz abafada pelo esforço.

Ele a penetrou novamente, desta vez com uma angulação que atingia o ponto mais profundo. Namjoon inclinava-se sobre ela, as mãos espalmadas no colchão, os músculos das costas e dos braços saltando como cordas retesadas sob a luz da lua. Ele era como um arquiteto do prazer, encontrando cada nervo, cada resposta muscular. Ele alternava entre estocadas rápidas e violentas e movimentos lentos e torturantes que faziam Karine implorar por mais.

— Porra, você é tão quente… — ele soltou um palavrão, a cabeça pendendo para trás, os olhos fechados enquanto sentia o aperto úmido dela. — Eu pensei tanto nisso… eu quase enlouqueci imaginando esse aperto.

Ele a puxou pelo cabelo, não com violência, mas para que ela olhasse para trás, para que visse o rosto dele transformado pela luxúria. Ele queria que ela soubesse que aquele homem, o gênio por trás de letras profundas, era o mesmo homem que a estava tratando como sua posse mais valiosa e carnal.

A madrugada já avançava quando Namjoon a puxou para a borda da cama. Ele estava de pé, as pernas firmes no chão, enquanto Karine estava deitada de costas, com as pernas jogadas sobre os ombros dele. Era a posição final, a mais íntima, onde nada ficava oculto.

— Olha para mim — ele comandou, as mãos segurando as coxas dela com uma força que deixaria marcas. — Eu quero ver o momento em que você se perde.

Ele começou a fodê-la com uma cadência implacável. O impacto dos corpos era rítmico, um som de carne com carne que se misturava aos gemidos descontrolados de Karine. Namjoon estava no seu limite; o suor escorria por seu peito, brilhando como prata. Ele era uma mistura perfeita de romantismo — beijando os pés dela, as panturrilhas, subindo até as coxas — e de uma bruteza necessária que a fazia sentir-se viva.

De repente, em meio a uma estocada particularmente forte e profunda, um estalo seco e violento ecoou. A base da cama cedeu de um lado com um estrondo metálico.

Karine soltou um grito de susto, mas Namjoon sequer hesitou. Ele apenas ajustou o equilíbrio, mantendo-a firme entre seus braços, e continuou a penetrá-la com ainda mais vigor, ignorando o fato de que o móvel de luxo agora estava inclinado e destruído sob eles.

— Que se foda a cama — ele rosnou contra os lábios dela, os olhos faiscando de uma possessividade absoluta. — Eu disse que ela ia quebrar.

O clímax veio como uma explosão de supernovas. Karine sentiu as paredes internas contraírem-se em um espasmo infinito, e Namjoon, sentindo o abraço final dela, soltou um urro gutural, despejando-se profundamente, preenchendo-a enquanto ambos desabavam sobre os lençóis bagunçados e a estrutura arruinada.

Eles ficaram ali, entrelaçados, o cheiro de sexo e suor flutuando no ar frio do quarto. Namjoon a abraçou, o queixo apoiado no topo da cabeça dela, a mão descendo para acariciar o ventre de Karine em um gesto de ternura pós-tempestade.

— Eu avisei — ele sussurrou com uma risadinha rouca, as covinhas aparecendo na penumbra. — Amanhã vai chegar a outra espero que ela aguente mais do que uma noite com você.

O quarto principal era agora um cenário de guerra sensorial: lençóis de seda revirados, o perfume amadeirado de Namjoon misturado ao rastro doce de Karine, e a estrutura de madeira de design internacional cedida em um ângulo que denunciava a fúria do que acabara de acontecer.

Namjoon soltou uma risadinha anasalada, sentindo o peso do corpo de Karine relaxar completamente contra o seu. Ele depositou um beijo demorado no ombro dela, onde a marca de sua posse ainda estava rosada.

— Vem aqui, pequena… — ele sussurrou, a voz ainda rouca e falha. — Essa estrutura não vai nos deixar descansar em paz, e eu não pretendo te soltar pelos próximos dez anos, no mínimo.

Com uma facilidade impressionante, Namjoon se levantou, a nudez imponente banhada pela luz da lua que filtrava pelas cortinas. Ele a pegou no colo com cuidado, aninhando-a contra o peito largo. Karine, em um estado de exaustão deliciosa, apenas envolveu o pescoço dele com os braços, escondendo o rosto na curva de seu ombro.

Ele caminhou pelo corredor silencioso da cobertura até o quarto de hóspedes, um ambiente minimalista e impecavelmente arrumado que, em poucos segundos, seria invadido pelo calor deles. Namjoon a deitou nos lençóis frescos e logo se acomodou atrás dela, puxando o edredom pesado de plumas para cobri-los.

— Tá confortável? — ele perguntou, colando o peito nas costas dela e entrelaçando suas pernas.

— Hmm… — Karine murmurou, a voz arrastada pelo sono que vinha como uma maré. — Parece que eu estou flutuando. O que foi que você fez comigo, Namjoon?

Ele sorriu na penumbra, sentindo o cheiro do cabelo dela. — Eu só li as entrelinhas, Karine. Tudo o que eu fiz foi traduzir o que a gente vinha escrevendo em silêncio.

Houve um momento de silêncio, apenas o som das respirações tentando encontrar um compasso único.

— Eu ainda não consigo acreditar que era você… o tempo todo — ela disse, os olhos já fechados, sentindo a mão grande dele acariciar seu braço em movimentos circulares. — O cara da biblioteca, o dono do livro… o líder que todo mundo ama…

— Esquece o líder agora — ele pediu, a voz carregada de uma ternura profunda. — Aqui, nesse quarto, sou só o cara que quase te derrubou na ciclovia e que não vê a hora de te levar pra ver o pôr do sol, mas dessa vez sem máscaras.

Karine soltou um suspiro longo, relaxando cada músculo sob o toque dele. — Combinado… Namu…

O apelido carinhoso, dito naquele tom sonolento e íntimo, fez o coração de Namjoon dar um salto. Ele apertou o abraço, sentindo a respiração dela se tornar lenta e profunda, sinal de que o sono finalmente a levara. Ele ficou ali por algum tempo, observando o perfil dela na escuridão, processando a sorte de ter encontrado alguém que se apaixonara por sua mente antes de conhecer sua glória.

Lentamente, o cansaço do dia exaustivo e da noite frenética também o atingiu. Namjoon fechou os olhos, permitindo que o silêncio da cobertura de Hannam-dong o envolvesse, dormindo com o sorriso de covinhas ainda desenhado no rosto, sabendo que, ao acordar, a poesia não estaria mais apenas no papel, mas dormindo em seus braços.

19 Comentários

Aviso! Seu comentário ficará invisível para outros convidados e assinantes (exceto para respostas), inclusive para você, após um período de tolerância. Mas se você enviar um endereço de e-mail e ativar o ícone de sino, receberá respostas até que as cancele.
  1. Karine do Nam
    Mar 5, '26 at 9:15 pm

    — Eu quero que você se lembre de cada segundo — ele sussurrou, a voz tão grave que parecia vibrar dentro dos ossos dela. — Quero que você sinta que não tem para onde fugir, porque eu não vou deixar você ir a lugar nenhum.

    Não quero ir pra nenhum lugar msm

  2. Karine do Nam
    Mar 5, '26 at 9:16 pm

    A mão, que antes acariciava, deslizou para o pescoço dela. Não era um aperto agressivo, mas uma posse firme. Ele sentiu o pulso de Karine galopando sob sua palma. — Sente isso? — ele perguntou, inclinando-se até que seus lábios roçassem o lóbulo da orelha dela. — É o seu corpo reconhecendo o dono.

    Au au

  3. Karine do Nam
    Mar 5, '26 at 9:27 pm

    A madrugada já avançava quando Namjoon a puxou para a borda da cama. Ele estava de pé, as pernas firmes no chão, enquanto Karine estava deitada de costas, com as pernas jogadas sobre os ombros dele. Era a posição final, a mais íntima, onde nada ficava oculto.

    Kkkk gostei disso “nada ficava oculto”

  4. Karine do Nam
    Mar 5, '26 at 9:29 pm

    De repente, em meio a uma estocada particularmente forte e profunda, um estalo seco e violento ecoou. A base da cama cedeu de um lado com um estrondo metálico.

    Kkkkkkkkkk não acredito

  5. Karine do Nam
    Mar 5, '26 at 9:30 pm

    — Que se foda a cama — ele rosnou contra os lábios dela, os olhos faiscando de uma possessividade absoluta. — Eu disse que ela ia quebrar.

    Tu já tava sabendo q a cama não valia nada né kkkkk

  6. Karine do Nam
    Mar 5, '26 at 9:34 pm

    — Vem aqui, pequena… — ele sussurrou, a voz ainda rouca e falha. — Essa estrutura não vai nos deixar descansar em paz, e eu não pretendo te soltar pelos próximos dez anos, no mínimo.

    Pequena? Onnww ( ;∀;)

  7. Karine do Nam
    Mar 5, '26 at 9:38 pm

    Ele sorriu na penumbra, sentindo o cheiro do cabelo dela. — Eu só li as entrelinhas, Karine. Tudo o que eu fiz foi traduzir o que a gente vinha escrevendo em silêncio.

    Ai eu amo as falas dele (♡‿♡)

  8. Marcela
    Mar 5, '26 at 11:35 pm

    [quote]— Eu quero que você se lembre de cada segundo — ele sussurrou, a voz tão grave que parecia vibrar dentro dos ossos dela. — Quero que você sinta que não tem para onde fugir, porque eu não vou deixar você ir a lugar nenhum.

    Falando desse jeito, a pessoa esquece ate o seu nome kkkk

  9. Marcela
    Mar 5, '26 at 11:59 pm

    [quote]Ele se posicionou atrás dela, uma das mãos descendo para desferir um tapa estalado em sua nádega direita, o som ecoando no quarto silencioso. — Diz para mim, Karine… quem é que está cuidando de você agora? — ele rosnou, a voz abafada pelo esforço.

    E cuidando MT bem, por sinal haha

  10. Marcela
    Mar 6, '26 at 12:01 am

    [quote]— Que se foda a cama — ele rosnou contra os lábios dela, os olhos faiscando de uma possessividade absoluta. — Eu disse que ela ia quebrar.

    Ele sabia bem o que tava fazendo, já sabia que ia precisar de outra

  11. Marcela
    Mar 6, '26 at 12:08 am

    [quote]— Hmm… — Karine murmurou, a voz arrastada pelo sono que vinha como uma maré. — Parece que eu estou flutuando. O que foi que você fez comigo, Namjoon?

    Ele só deu um calmante natural
    Kkkkkkkkkkkk( n resisti)

  12. Iasmine
    Mar 6, '26 at 10:08 pm

    — Eu quero que você se lembre de cada segundo — ele sussurrou, a voz tão grave que parecia vibrar dentro dos ossos dela. — Quero que você sinta que não tem para onde fugir, porque eu não vou deixar você ir a lugar nenhum.

    Eitaa quando o cara fala isso, pode se preparar que o babado vai ser louco

  13. Iasmine
    Mar 6, '26 at 10:09 pm

    Ele se posicionou atrás dela, uma das mãos descendo para desferir um tapa estalado em sua nádega direita, o som ecoando no quarto silencioso. — Diz para mim, Karine… quem é que está cuidando de você agora? — ele rosnou, a voz abafada pelo esforço.

    A dualidade desse homem me impressiona pqp

  14. Iasmine
    Mar 6, '26 at 10:10 pm

    — Que se foda a cama — ele rosnou contra os lábios dela, os olhos faiscando de uma possessividade absoluta. — Eu disse que ela ia quebrar.

    É, ele avisou mesmo.. mas a gente não tava botando fé kkkkk

  15. Iasmine
    Mar 6, '26 at 10:11 pm

    O apelido carinhoso, dito naquele tom sonolento e íntimo, fez o coração de Namjoon dar um salto. Ele apertou o abraço, sentindo a respiração dela se tornar lenta e profunda, sinal de que o sono finalmente a levara. Ele ficou ali por algum tempo, observando o perfil dela na escuridão, processando a sorte de ter encontrado alguém que se apaixonara por sua mente antes de conhecer sua glória.

    Aaah que romance, tão fofos quando tão dormindo kkkkkk

  16. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Apr 22, '26 at 2:04 am

    Com uma destreza surpreendente, ele envolveu os pulsos de Karine com a seda, prendendo-os à cabeceira de madeira escura da cama. Não estava apertado o suficiente para machucar, mas o suficiente para que ela sentisse a perda de controle. Namjoon a olhou, um sorriso predatório surgindo nos lábios. Ele levou a mão ao rosto dela, o polegar roçando a bochecha com uma ternura que quase mascarava a luxúria em seus olhos.

    Acho que já deu, Namjoon, chega de palha assada

  17. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Apr 22, '26 at 2:05 am

    O polegar desceu lentamente, pressionando o lábio inferior de Karine, forçando-a a abrir a boca. — Você é tão linda quando está à minha mercê — ele murmurou, a voz carregada de uma safadeza culta, típica de um homem que conhece o poder das palavras e do silêncio.

    Uma safadeza oculta kkkk

  18. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Apr 22, '26 at 2:07 am

    — Eu avisei — ele sussurrou com uma risadinha rouca, as covinhas aparecendo na penumbra. — Amanhã vai chegar a outra espero que ela aguente mais do que uma noite com você.

    Droga, eu consigo ouvir a risada

  19. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Apr 22, '26 at 2:10 am

    ²

    — Eu ainda não consigo acreditar que era você… o tempo todo — ela disse, os olhos já fechados, sentindo a mão grande dele acariciar seu braço em movimentos circulares. — O cara da biblioteca, o dono do livro… o líder que todo mundo ama…

    Realmente, que sorte desgraçad4

Nota