Capítulo 7 – A Gramática da Carne
por FanfiqueiraO silêncio na biblioteca tornou-se tão espesso que era possível ouvir o som das páginas dos livros antigos se contraindo com o frio. Karine estava estática. Seus olhos castanhos, arregalados, viajavam do sorriso de covinhas para os olhos que ela chamara de “umidade depois da chuva”, e então para o porte físico do homem à sua frente.
As peças do quebra-cabeça, que antes pareciam pertencer a jogos diferentes, colidiram com uma força violenta.
— Você… — a voz dela era um sopro, quase inaudível.
Namjoon deu um passo curto, a expressão suavizando para algo carregado de um remorso genuíno. Ele sabia que o choque dela era profundo, uma desorientação de quem acaba de descobrir que a realidade é muito mais fantástica do que a ficção.
— Eu sinto muito, Karine — ele começou, a voz baixa e ressonante. — Sinto muito por ter deixado o Minho resolver tudo naquele dia na ciclovia. Eu queria ter descido daquela bicicleta, queria ter visto se seu joelho estava bem com meus próprios olhos, mas o medo de ser descoberto me covardizou. Eu quase te atropelei… e desde aquele segundo, eu não consegui tirar o susto dos seus olhos da minha cabeça.
Karine sentiu um calafrio percorrer sua espinha. O ciclista. O homem do café. O dono do Rapmon. O palestrante. O autor das notas. Eram todos a mesma alma. A mesma geometria de ombros largos e pensamentos profundos. Ela estava imóvel, como se seus pés tivessem criado raízes no carpete da biblioteca. Ela não gritou, não correu, não desmaiou; ela apenas existia naquele vácuo de informação.
Namjoon observou a imobilidade dela. Ele não queria apressá-la, mas a necessidade de proximidade era como uma força gravitacional. Ele deu um passo. Ela não recuou. Ele deu outro, diminuindo a distância até que o calor que emanava de seu sobretudo azul pudesse ser sentido por ela.
— Eu tentei ser apenas o homem do livro porque eu queria que você se apaixonasse pela minha mente antes de se assustar com o meu nome — ele sussurrou, agora tão perto que ela precisava inclinar a cabeça para trás para encará-lo. — Eu queria saber se a “linguagem silenciosa” que eu sentia entre nós era real ou apenas um poema que eu inventei sozinho.
Ele levantou a mão devagar, um movimento hesitante, testando o espaço. Quando seus dedos longos e quentes finalmente tocaram o contorno do rosto de Karine, a pele dela pareceu despertar de um transe. O toque de Namjoon foi o interruptor que religou seus sentidos.
Ela piscou, a respiração finalmente escapando de seus pulmões em um suspiro trêmulo. Ela olhou nos olhos dele — não do ídolo, não do estranho, mas do homem que conhecia seus silêncios.
— Namjoon… — ela sussurrou.
Para ele, ouvir seu nome sair dos lábios dela daquela forma — sem o sufixo formal, sem o peso da fama, apenas como um reconhecimento de alma — foi o sinal verde que ele esperava há semanas.
Namjoon não esperou mais. Ele inclinou o rosto e selou a distância entre eles.
O beijo não foi um toque suave de despedida; foi uma colisão de saudades acumuladas. Ele a beijou com uma intensidade avassaladora, as mãos subindo para emoldurar o rosto dela com uma urgência quase possessiva. Ele devorou os lábios de Karine, explorando cada curva com uma fome que dizia tudo o que as notas no livro não tinham conseguido expressar.
Karine, finalmente saindo do transe, soltou um som baixo na garganta e correspondeu. Suas mãos subiram para o peito dele, agarrando o tecido do sobretudo azul-petróleo, puxando-o para mais perto, como se quisesse fundir-se àquela realidade impossível. O gosto dele era de café e de algo puramente Kim Namjoon — quente, profundo e inebriante.
O silêncio da biblioteca, antes sagrado e intocável, tornou-se o cenário de uma tempestade sensorial. Namjoon não era mais o líder comedido que escolhia cada palavra com precisão; ele era um homem movido por um desejo que fervilhava sob a superfície há semanas de encontros interrompidos.
Ele intensificou o beijo, inclinando o corpo para frente até que os calcanhares de Karine batessem na base da estante de madeira maciça. O impacto suave foi o gatilho para que o fôlego dela falhasse. Com um movimento ágil e protetor, ele deslizou uma das mãos para a nuca dela, garantindo que ela estivesse amparada contra os livros, enquanto a outra mão descia firme para a cintura dela, puxando-a para cima, tentando eliminar qualquer milímetro de ar que ainda teimasse em existir entre seus corpos.
Karine sentia o cheiro das páginas antigas misturado ao perfume amadeirado dele. Seus dedos se enterraram nos cabelos da nuca de Namjoon, puxando-o com a mesma urgência. O beijo tornou-se mais profundo, mais exploratório — uma conversa frenética onde as línguas buscavam respostas que as palavras nunca alcançariam.
— Eu não conseguia mais… — Namjoon murmurou contra os lábios dela, a voz uma oitava mais grave, falhando pela falta de ar. Ele distribuiu beijos curtos e febris pelo canto da boca de Karine, descendo pela linha do maxilar até encontrar o ponto sensível logo abaixo da orelha dela. — Você não tem ideia de quantas vezes eu fechei os olhos naquele estúdio e imaginei exatamente esse momento.
Karine soltou um suspiro pesado, a cabeça pendendo para trás, oferecendo mais espaço para que ele a explorasse. O calor que emanava dele atravessava suas roupas, fazendo-a estremecer.
— Eu pensei que você fosse um fantasma — ela sussurrou, a voz embargada enquanto sentia os lábios dele pressionarem a pele quente de seu pescoço. — Um sonho que eu mesma tinha escrito no meu caderno.
Namjoon voltou a subir, encontrando os olhos dela por um breve segundo antes de atacar seus lábios novamente. Ele a pressionou com mais força contra a estante; o som do couro do sobretudo azul-petróleo rangendo contra a madeira era o único ruído além da respiração descompassada de ambos.
— Eu sou real, Karine — ele disse entre beijos, a respiração batendo quente no rosto dela. — E eu esperei… Deus, como eu esperei para te ter assim. Do meu jeito. Sem câmeras, sem máscaras, sem o mundo olhando. Só você e o peso de tudo o que eu senti enquanto te via de longe.
A mão dele, que antes estava na cintura, subiu devagar, a palma roçando na lateral da costela dela, sentindo o coração de Karine galopando sob o tecido do moletom. Ele estava faminto por ela, pela sua reação, pelo modo como ela se moldava perfeitamente ao seu abraço. A fome dele era intelectual, poética, mas naquele momento, era puramente física.
Karine, movida por uma audácia que nem ela sabia que possuía, enlaçou o pescoço de Namjoon e o trouxe de volta para um beijo profundo, as línguas se entrelaçando com uma urgência que beirava o desespero.
Namjoon sentiu o sangue latejar nas têmporas. O desejo era uma fera faminta dentro dele, rugindo para que ele simplesmente rasgasse as camadas de tecido que os separavam e a possuísse ali mesmo, sobre o mármore frio, cercados por versos que não chegavam aos pés da realidade daquele momento. No entanto, sua natureza protetora e o hábito de manter o controle falaram mais alto por um segundo. Ele desacelerou o beijo, a respiração vindo em soluços ruidosos, tentando afastar o rosto apenas alguns centímetros para recuperar a sanidade.
— Karine… — ele murmurou, a voz quebrada, os olhos nublados pela luxúria. — Se eu não parar agora… eu não vou conseguir parar depois. E aqui não é o lugar que você merece.
Mas Karine não queria saber de lógica ou de lugares ideais. Ela queria o homem à sua frente, o dono das palavras que a incendiaram. Com um olhar fixo e desafiador, ela ignorou o recuo dele. Ela pegou a mão direita de Namjoon, aquela mão grande e firme que ele usava para escrever e gesticular, e a trouxe até seus lábios.
Seus olhos não deixaram os dele por um segundo. Primeiro, um selinho casto na palma da mão. Depois, um beijo demorado e molhado que fez Namjoon estremecer da cabeça aos pés. E então, com uma lentidão torturante, ela abocanhou os dedos dele, sentindo a textura da pele dele contra sua língua, sugando levemente enquanto mantinha o contato visual intenso.
Namjoon soltou um rosnado baixo, a mão esquerda apertando a prateleira de livros atrás dela com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Sua resistência estava se esfarelando. Ele nunca tinha visto esse lado dela — uma entrega tão crua, tão absoluta.
— Você tem ideia do que está fazendo comigo? — ele arquejou, a voz falhando.
Como resposta, Karine soltou a mão dele e a guiou para baixo. Ela não hesitou ao levar os dedos longos de Namjoon para dentro do cós elástico de sua calça de moletom.
O contato foi imediato. Namjoon sentiu o calor úmido, a evidência líquida de que o desejo dela era tão devastador quanto o dele. Seus dedos encontraram a seda da calcinha dela, completamente encharcada, e o choque térmico — a pele fria dele contra a febre dela — fez com que ele fechasse os olhos com força, a cabeça pendendo para trás em um gemido de pura agonia e prazer.
A máscara de líder comedido caiu por terra. Naquele momento, não havia Kim Namjoon do BTS, não havia biblioteca, não havia perigo. Havia apenas a realidade tátil e visceral de Karine sob seu toque, chamando-o para um abismo do qual ele não tinha a menor intenção de fugir.
— Merda, Karine… — ele sussurrou, a voz carregada de uma promessa perigosa enquanto ele voltava a olhar para ela, os olhos agora escuros como uma noite sem estrelas.
Continua…
Ela estava passada, chocada
Foi um enorme prazer me apaixonar pela sua mente
Meu sonho cheirar esse cangote
Isso é poesia pura (¬‿¬) ✍︎
Solta esse leão logo Namjoon
Ooooh “aquela mão” eu preciso dessa mão no meu pescoço
Isso aí garota, faz seu nome
Karine, finalmente saindo do transe, soltou um som baixo na garganta e correspondeu. Suas mãos subiram para o peito dele, agarrando o tecido do sobretudo azul-petróleo, puxando-o para mais perto, como se quisesse fundir-se àquela realidade impossível. O gosto dele era de café e de algo puramente Kim Namjoon — quente, profundo e inebriante.
Eita gosto bom, hein?
— Merda, Karine… — ele sussurrou, a voz carregada de uma promessa perigosa enquanto ele voltava a olhar para ela, os olhos agora escuros como uma noite sem estrelas.
Ele amando a atitude dela kkk
Oposto de mim,pq já teria gritado,surtado,desmaiado, chorado kk
Quero esse homem pra mim
Depender de mim,não pararia nunca
Saí daí, Karine .Nãaaaaaaaaaao
Mais que safada essa karine
Rapaaaaiz que issooo
Uma safada ela kkkkkk
E como…
E é isso.Um bj da Anitta
Mal sabe ele q td Namutted é apaixonada pela mente dele