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4 meses antes – Brasil…

O ventilador fazia um barulho irritante enquanto girava no canto do quarto pequeno e quente. Em cima da escrivaninha, uma bagunça organizada: cadernos de anotações, rolos de fitas coloridas, moldes de papel, um tripé improvisado e o celular apoiado contra uma caneca pesada, gravando mais um vídeo de “DIY de Páscoa”.

SN respirou fundo e soltou o ar devagar, tentando disfarçar o cansaço que já doía nas costas. Nos últimos quatro meses, seu ritmo tinha sido quase sobre-humano. Vendia marmitas fitness pela manhã, fazia lembrancinhas temáticas por encomenda à tarde e gravava vídeos à noite. Além disso, editava, respondia parcerias e cuidava das redes sociais praticamente sem parar.

Mas os números cresciam.

O Instagram estava engatando. O TikTok explodira com um vídeo de lembrancinhas para o Dia das Mães. Algumas marcas pequenas começaram a procurar. E, naquele fim de tarde abafado, a notificação que apareceu no celular fez o coração dela parar por dois segundos.

[Email: Proposta de parceria – Marca X de cosméticos coreanos]
“Gostaríamos de fechar uma campanha com você para os próximos três meses, incluindo envios mensais, postagens e reels. Valor total: R$ x.xxx.”

Ela ficou parada. O email parecia mentira. Releu cinco vezes.

— “Mãe!” — gritou, mesmo sabendo que a mãe estava na sala, provavelmente tentando descansar. — “Mãe!”

A mulher apareceu na porta com um olhar cansado, limpando as mãos em um pano de prato.

— “O que foi agora, menina?”

SN virou o celular pra ela, os olhos brilhando.

— “Consegui. Agora vai dar. É a marca que eu tava esperando. Agora eu vou.”

A mãe apenas suspirou, passando as mãos pelo rosto.

— “Você vai mesmo me deixar aqui com tudo nas costas? E sua irmã? Ela ainda precisa de você, SN.”

O sorriso da jovem murchou, e o peito pesou. Ela sabia o que a mãe queria dizer. Sabia que as contas estavam sempre no limite. Sabia o quanto a irmã mais nova dependia de ajuda. Mas também sabia que se ficasse, seus sonhos iriam escorrer por entre os dedos.

— “Mãe… eu amo vocês. Mas eu preciso disso. Eu só vou ficar seis meses. Eu juro que vou fazer valer a pena.”

Houve silêncio. A mãe apenas assentiu, voltando para a sala com os olhos marejados, sem mais uma palavra.

SN virou de costas e continuou dobrando as caixas. Um nó apertado na garganta. Ninguém disse mais nada naquela noite.

Uma semana antes…

As malas estavam abertas sobre a cama. Roupa térmica, casacos pesados, potes com creme de cabelo, adaptadores de tomada, chips de celular e até uma caixa com os últimos pedidos de lembrancinhas que ainda precisava entregar. Ana tinha partido para a Coreia semana passada. As outras duas amigas já estavam no apartamento alugado em conjunto. Ela seria a última a embarcar.

A lista de tarefas estava toda rabiscada com marcações coloridas. Quase tudo pronto.

— “Falta pouco.” — sussurrou, se olhando no espelho com o cabelo preso e os olhos fundos.

Ela mal respirava. Mas a Coreia estava tão perto agora…

Dia do embarque – Aeroporto do Galeão

O Uber parou no terminal internacional. SN desceu com a mochila nas costas e duas malas grandes. O motorista a ajudou com as malas e desejou boa viagem.

Não havia ninguém para abraçá-la.

A mãe não quis ir. Disse que não suportava ver a filha indo embora, ficou em casa com a mais nova. Ela entendeu, mesmo que doesse.

Engoliu o nó na garganta. Seguiu o fluxo de passageiros e despachou as bagagens. Olhou ao redor. Pessoas com famílias, casais se despedindo, crianças chorando, pais dando instruções finais aos filhos. Ela estava sozinha.

Mas pela primeira vez… era a solidão que ela escolheu para viver um sonho.

Pegou o celular e escreveu:
“Partindo agora. Próxima parada: Seul.”

Postou. Guardou o celular. E foi.

Chegada em Seul – Incheon, 6h da manhã

A neve fina ainda caía quando ela saiu do aeroporto. O fuso horário bagunçava o corpo, a cabeça doía e os olhos estavam pesados. Ela pegou o cartão T-Money no terminal, colocou créditos, seguiu o aplicativo… e perdeu o ônibus.

— “Aaaah não, não, não…” — murmurou, olhando o letreiro digital desaparecer na distância.

As malas estavam pesadas. O frio cortava até os ossos. Ela não sabia se ria ou chorava.

Pegou o próximo ônibus, mas se perdeu ao trocar de linha. Tentou usar o tradutor, mas a internet caiu. Finalmente, depois de quase 3 horas, encontrou o prédio.

O elevador estava quebrado. Subiu de escada. Quarto andar.

Quando colocou a chave no trinco, o coração acelerou.

A porta se abriu. Escuro. Vazio.

— “Ninguém em casa…”

Soltou as malas no chão. O apê era simples, mas fofo. Uma sala com sofá, uma cozinha compacta, um banheiro apertado e dois quartos minúsculos e um maiorzinho. As camas estavam arrumadas. O aquecedor ligado.

Ela largou o casaco, deitou-se no chão da sala de braços abertos e riu sozinha.

— “Eu consegui.”

Mesmo cansada, esfomeada e meio perdida, ela conseguiu.

Ela continuava deitada no chão frio da sala, rindo sozinha. O silêncio do apartamento só aumentava a sensação de que aquilo era real. Estava mesmo na Coreia. Depois de meses se matando de trabalhar, dormindo mal, chorando de cansaço… estava ali.

De repente, os olhos marejaram. Não pela solidão. Era alívio.

Ela sentou-se devagar, abraçando os próprios joelhos e encarando as malas ao lado da porta.

Pegou o celular e foi direto no grupo das amigas, o “COREIAAAA🔥”:

SN:
Acabei de chegar.
O elevador tava quebrado, tive que subir tudo com as malas kkkkkk
Tô VIVA.
Apart vazio, alguém esqueceu de mim? 😭

Ana:
AAAAA MEU DEUS TU CHEGOU 😭😭😭
Que horas tu chegou?? A gente saiu pra comer, achei que tu ia demorar mais!!

Clara:
MANAAAAAAAAAA
QUE ÓDIO DE TER SAÍDO JUSTO AGORA 😭
Mas juro que a gente volta voando! Pega fôlego aí hahaha

Ana:
Te amamos, bem-vinda ao novo mundo 💖
Depois vem encontrar a gente!!!

SN sorriu, o peito apertado de amor pelas amigas. Foi na galeria do celular e tirou uma selfie ali mesmo na sala, ainda com os olhos úmidos e o nariz vermelho do frio.

Mandou a foto para a mãe no WhatsApp com uma mensagem simples:

SN:
Oi mãe…
Cheguei bem.
O voo foi tranquilo e o apê é do jeitinho que falei.
Espero que esteja tudo bem aí…
Te amo, tá?

Nenhuma resposta imediata. Ela mordeu o lábio, sentindo o coração dar uma leve apertada. Mas preferiu não insistir. Talvez a mãe ainda estivesse magoada.

Levantou-se, respirou fundo e puxou as malas para o quarto que seria seu. A cama estava feita, havia um cobertor dobrado e uma pequena escrivaninha no canto. Tudo simples, mas tão cheio de significado.

Abriu as malas, mas não teve forças pra arrumar nada ainda. Pegou uma toalha, roupas limpas, entrou no banheiro e deixou a água quente escorrer pelo corpo. Lavou o rosto, os cabelos, respirou fundo, tentando absorver cada segundo.

Ela estava mesmo ali.

Alguns minutos depois…

Ao sair do banheiro com a toalha no corpo, os cabelos pingando e os pés descalços no piso gelado do quarto, SN ouve o som das notificações seguidas. Vai até o celular e vê as mensagens no grupo:

Ana:
Tamo num lugar MARA que tu vai amar
Tem tipo uns pratos tradicionais e deliciosos.

Clara:
Manda mensagem quando estiver pronta, vou mandar localização!!

Ana:
Te esperando, mulher
Se apressa pq tem gente bonitA aqui 👀

Yumi:
Gente bonita mesmo.
Incluindo garçons HAHAHHAHA

Localização compartilhada:📍한옥 다이닝 – Restaurante discreto perto do Han River

SN riu e soltou um “ai meu Deus” baixinho. O nervosismo com a nova cidade ainda estava presente, mas era ofuscado pela empolgação. Ajeitou a toalha, pegou uma muda de roupa, foi até o espelho, olhou seu reflexo e falou baixinho:

— “Vamos viver isso direito.”

Ela sai do quarto já vestida, o cabelo ainda úmido e preso em um coque rápido. Pega o celular, o casaco, um cachecol e a chave do apê. Tranca a porta e desce as escadas com um friozinho no estômago.

Alguns quarteirões do restaurante …

SN andava apressada, apertando a bolsa contra o corpo. A calçada estava movimentada, o frio cortava os dedos mesmo com as luvas e, no fundo, ela só queria chegar logo no restaurante para reencontrar as meninas. O mapa no celular mostrava que faltavam só dois quarteirões.

Ela enfiou a mão na bolsa para pegar o fone. Deixou o celular escorregar um pouco, quase caindo no chão. Foi instintivo — ela deu um passo para a rua sem olhar, os olhos presos na tela, no desespero de não deixar o aparelho cair.

E então… veio o som.

Um freio estridente. Pneus deslizando. O assobio seco do ar sendo cortado com força. E a visão de uma moto vindo direto em sua direção.

Tudo parou.

Seu coração subiu pela garganta. O tempo desacelerou. Ela só teve tempo de prender a respiração antes de ver o corpo do motociclista inclinando com perfeição, desviando dela com precisão sobre-humana. A moto derrapou de lado, deslizando a centímetros de onde ela estava.

Quando finalmente tudo ficou em silêncio, ela percebeu que não tinha se mexido. Estava parada no meio da rua. Inteira. Viva.

— “Aish…” — ouviu uma voz abafada vindo do capacete, baixa, mas cheia de tensão.

O motociclista desceu da moto num movimento ágil, o corpo imponente dentro da jaqueta escura. Abriu os zíperes com pressa e se aproximou dela com firmeza, mas sem agressividade.

— “Você tá bem?!”

A voz saiu abafada, mas havia algo nela… Quente. Preocupado.

Ela piscou rápido, surpresa. O rosto dele estava completamente coberto pelo capacete escuro. Mas os ombros largos, a postura, o jeito de falar… tudo parecia um pouco surreal.

— “Sim, sim! Me desculpa! Foi totalmente culpa minha!” — disse rápido, envergonhada, ajeitando o casaco com as mãos trêmulas.

Ele se aproximou um pouco mais, ainda com a mão levemente estendida, como se pronto para segurá-la se ela vacilasse.

— “Tem certeza? Quer sentar? Você pode ter se machucado e nem percebeu ainda…”

SN balançou a cabeça com um sorriso frágil.

— “Não… tá tudo bem, de verdade.” — Ela deu um passo pra trás, se curvando em sinal de respeito. — “Foi distração minha… eu nem vi que já era rua. Eu sou muito desligada às vezes. Mas… você tá bem? Podia ter caído!”

Ele riu suavemente e assentiu.

— “Eu tô acostumado com situações assim… mas você me assustou.”

Ela mordeu o lábio, desconcertada, baixando o olhar.

— “Desculpa mesmo. Juro que foi sem querer.”

Houve um breve silêncio entre os dois. E, de repente, SN sentiu uma estranha familiaridade no ar. Algo no tom de voz dele… na gentileza contida, na maneira como hesitava antes de falar.
Parecia alguém que ela já tinha ouvido antes.

O motoqueiro hesitou, como se prestes a dizer algo mais, mas parou.

— “Se tiver certeza que tá tudo certo, posso pelo menos pegar seu número? Caso sinta alguma dor depois, eu me responsabilizo.”

Ela deu um sorriso genuíno, mesmo ainda com o coração disparado.

— “Não precisa… sério. E obrigada por ter desviado. Eu teria me machucado feio se não fosse ágil. Mas…” — SN olhou para o outro lado da rua, sentindo a timidez tomar conta. — “…vou indo. Obrigada de novo, mesmo.”

Ela se curvou rapidamente e saiu andando apressada. Mas, ao virar a esquina, ainda com o coração agitado, ela sussurrou para si mesma:

— “Aquela voz…”

Ela parou por um instante, com a mão no peito.

— “Será que…?”

Ela engoliu em seco, sentindo uma mistura de emoção.

Mas sacudiu a cabeça. Seria muita coincidência, não?
Ainda assim… o coração insistia em não desacelerar.

15 Comentários

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  1. Marcela
    Mar 1, '26 at 3:01 pm

    [quote]O silêncio que se seguiu foi pesado como chumbo. A mãe suspirou, passando as mãos pelo rosto cansado, e a sombra da mágoa cruzou seu olhar. — Você vai mesmo me deixar aqui com tudo nas costas? E sua irmã? Ela ainda precisa de você, SN.

    Um balde de água fria :/

    1. SNdoNamjoon(YrysV)♡
      @MarcelaMar 31, '26 at 4:19 am

      SN respirou fundo, sentindo o ar quente queimar seus pulmões. Suas costas doíam com uma pontada constante, reflexo de um ritmo de vida que beirava o sobre-humano. A rotina era um ciclo implacável: marmitas fitness pela manhã, encomendas de lembrancinhas à tarde e a vida digital à noite. Ela era roteirista, editora, cozinheira e vendedora.

      A Barbie profissões kkk

  2. Marcela
    Mar 1, '26 at 3:07 pm

    [quote]Houve uma pausa. SN sentiu algo elétrico no ar. Aquele tom de voz… a cadência das palavras, o jeito de hesitar… era uma frequência que ela reconhecia de algum lugar profundo de sua memória.

    Ela nem imaginava quem era

  3. Iasmine
    Mar 3, '26 at 10:51 am

    O mundo ao redor de SN silenciou. Ela releu o valor cinco vezes, sentindo as mãos tremerem. Era o passaporte. O bilhete de saída daquela realidade cinzenta.

    Finalmente a bichinha vai conseguir realizar o sonho

  4. Iasmine
    Mar 3, '26 at 10:53 am

    O silêncio que se seguiu foi pesado como chumbo. A mãe suspirou, passando as mãos pelo rosto cansado, e a sombra da mágoa cruzou seu olhar. — Você vai mesmo me deixar aqui com tudo nas costas? E sua irmã? Ela ainda precisa de você, SN.

    Chega a ser triste ser a salvadora da família, o alicerce

  5. Iasmine
    Mar 3, '26 at 10:55 am

    Após três horas de erros, trocas de linhas de metrô e um elevador quebrado no prédio final, ela finalmente colocou a chave no trinco. O apartamento estava escuro e vazio. As amigas haviam saído.

    Isso aqui claramente seria eu kkkkk não tem uma vez que eu não passe uns perrengue nesse nível kkkkkk

  6. Iasmine
    Mar 3, '26 at 10:56 am

    Ela se curvou e saiu andando rápido, o coração martelando contra as costelas. Ao dobrar a esquina, longe do alcance da luz da moto, ela parou e levou a mão ao peito. — Aquela voz… — sussurrou para o vento frio. — Será que…?

    Acho incrível que assim que colocou os pés na Coreia, o caminho deles ja se cruzaram kkkkk

  7. Sheila
    Mar 5, '26 at 7:31 pm

    O homem desceu da moto com agilidade. A jaqueta escura e a postura imponente davam a ele uma aura de autoridade e mistério. Ele se aproximou rápido. — Você está bem?! — a voz era quente, vibrante, atravessada por uma preocupação genuína.

    Que isso SN?! Que visão dos Deuses!!! E com essa voz!!! Que emoção!!!

  8. Sheila
    Mar 5, '26 at 7:33 pm

    — Se tiver certeza de que está tudo certo, posso pelo menos pegar seu número? — ele perguntou, com uma gentileza contida. — Caso sinta alguma dor depois, eu me responsabilizo.

    Olha o cuidado desse homem!? No primeiro dia na Coreia, já encontra o amor de adolescente… e melhor… é o Jk!!! Kkkk

  9. Sheila
    Mar 5, '26 at 7:35 pm

    Ela sacudiu a cabeça, tentando afastar a ideia absurda. Seria uma coincidência impossível. Mas, por mais que tentasse se acalmar, seu coração insistia em dizer que aquele encontro não tinha sido apenas um acidente. Era o início de algo que ela ainda não conseguia nomear.

    Como pode existir essa conexão?! Todo pensativo, mas no fundo ele sabe que é a SN!!! Que amor lindo!!!

  10. Sheila
    Mar 5, '26 at 7:37 pm

    O homem soltou um riso suave, um som que pareceu vibrar no peito de SN de uma forma inexplicável. — Estou acostumado com isso… mas você me deu um susto.

    Como poder ser tão pítico esse Jk?!
    Acostumando a cair!? Lindo esse homem!!!

  11. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 31, '26 at 4:21 am

    O silêncio que se seguiu foi pesado como chumbo. A mãe suspirou, passando as mãos pelo rosto cansado, e a sombra da mágoa cruzou seu olhar. — Você vai mesmo me deixar aqui com tudo nas costas? E sua irmã? Ela ainda precisa de você, SN.

    Começou a chantagem emocional, a pronto

  12. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 31, '26 at 4:22 am

    — Se tiver certeza de que está tudo certo, posso pelo menos pegar seu número? — ele perguntou, com uma gentileza contida. — Caso sinta alguma dor depois, eu me responsabilizo.

    Nunca pensei q seria tão fácil conseguir o número de Jeon Jungkook kkk

  13. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 31, '26 at 4:23 am

    SN sorriu, mas a timidez a venceu. — Não precisa… sério. Obrigada por ter desviado, você salvou minha vida. Mas… preciso ir. Minhas amigas estão esperando. Obrigada de novo.

    Aff, n precisa??Sabe qts MATARIAM pra ter contato cm JK??Decepcionante, eu jamais recusaria

  14. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 31, '26 at 4:24 am

    Ela sacudiu a cabeça, tentando afastar a ideia absurda. Seria uma coincidência impossível. Mas, por mais que tentasse se acalmar, seu coração insistia em dizer que aquele encontro não tinha sido apenas um acidente. Era o início de algo que ela ainda não conseguia nomear.

    Ouça o coração

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