Capítulo 17 – Como se nunca tivesse estado aqui
por FanfiqueiraJá era fim de tarde. O relógio marcava pouco depois das seis, e a casa estava silenciosa — quase cúmplice do momento.
Jungkook ainda estava com o rosto colado ao pescoço dela, respirando fundo como se tentasse guardar aquele cheiro e aquela sensação por mais tempo. O coração dele batia forte, mas agora em paz.
Ela o acariciava devagar, os dedos deslizando pelas costas dele, com um carinho tão natural que parecia que já faziam isso há anos.
— Tá viva? — ele murmurou, com a voz sonolenta e um sorrisinho preguiçoso.
— Mais ou menos… acho que você me matou umas duas vezes. — Ela respondeu com um risinho abafado, apertando de leve a cintura dele com as coxas.
Ele riu baixo, levantando o rosto e apoiando a testa na dela.
— Foi vingança… por você ter dormido demais. A gente tem pouco tempo.
— E você quase me fez dormir de novo… pra sempre.
— Mas pelo menos feliz — completou, deixando um beijo lento na ponta do nariz dela, depois outro na bochecha, e outro na testa.
Ela sorriu, virando o rosto pra buscar um beijo nos lábios dele. O beijo foi lento, cheio de silêncio e conexão.
Sem dizer nada, ele se deitou de lado, puxando ela com ele. A envolveu nos braços como se ela fosse parte dele, e ficou ali, com o nariz colado no cabelo dela, os dedos fazendo carinho preguiçoso no braço dela, no quadril, na cintura.
Ela se encaixou perfeitamente no peito dele, sentindo o calor do corpo dele e o coração batendo num ritmo mais calmo agora.
— Sabia que… eu queria exatamente isso hoje? — ela disse, baixinho. — Você. Assim. Aqui.
Ele não respondeu com palavras, só apertou ela mais forte contra si, como se também estivesse tentando guardar aquele instante inteiro dentro do peito. O carinho dele era quase reverente.
Um silêncio confortável tomou conta do quarto. Os dois estavam exaustos, saciados, em paz. E aos poucos, os corpos se renderam ao cansaço.
O sono veio suave, embalado pelo calor do abraço, pelos beijos espalhados entre sorrisos, e por aquela sensação boa de finalmente estar no lugar certo, com a pessoa certa.
A casa estava mergulhada no silêncio. Eram pouco mais de 1h da manhã, e o céu do lado de fora carregava uma escuridão tranquila, pontilhada por poucas estrelas visíveis.
No quarto, apenas a respiração suave deles preenchia o ambiente.
Jungkook foi o primeiro a despertar.
Os olhos se abriram devagar, meio pesados ainda, e ele precisou de alguns segundos pra entender onde estava. Depois, sentiu o calor do corpo dela junto ao seu, o braço dela enlaçado na cintura dele, a perna jogada por cima da dele, e o coração desacelerou.
Ele sorriu. De leve. Quase com um suspiro.
Ficou ali, imóvel por um tempo, apenas observando o rosto dela adormecido tão perto. Os cabelos bagunçados, os lábios entreabertos, a respiração tranquila. Ele passou a ponta dos dedos na bochecha dela com delicadeza, como se estivesse com medo de acordá-la.
— Bonita até dormindo, sabia? — ele sussurrou, quase pra si mesmo, com um meio sorriso cansado.
Mas ela ouviu.
Se remexeu devagar, ainda meio sonolenta, até abrir os olhos e focar nele. Mesmo no escuro, o olhar dela encontrou o dele como se já soubesse exatamente onde ele estaria.
— Você não dorme? — ela perguntou com a voz rouca, puxando ele pra mais perto, a testa encostando no peito dele.
— Dormi… mas acordei. Não queria perder isso — respondeu, baixinho, fazendo carinho nas costas dela com o polegar. — Seu cheiro, sua pele… você.
Ela sorriu, e depois o silêncio veio outra vez. Mas dessa vez, não por falta de palavras — era porque ela precisava organizá-las, deixar o que sentia sair.
E ela sentiu que aquele era o momento.
— Jungkook… — ela começou, com a voz mais baixa ainda. — Eu sei que parece loucura… a gente só se reencontrou agora. Mas… eu preciso te dizer uma coisa.
Ele se afastou só um pouco, olhando dentro dos olhos dela. O olhar dele sério, atento.
— Pode dizer.
Ela respirou fundo.
— Eu te amo. Na verdade… eu sempre te amei. Mesmo quando a gente perdeu contato, mesmo quando eu tentei seguir com outras pessoas… você nunca saiu de mim.
Ele não disse nada de imediato. Apenas a encarava. E ela continuou, como se aquele desabafo precisasse mesmo sair de uma vez.
— Quando eu fiquei sem o meu celular… aquele aplicativo onde a gente falava… eu tentei de tudo pra te encontrar de novo. Eu nunca consegui. E eu juro, eu segui com a vida, eu conheci duas pessoas, tive dois relacionamentos. Mas… — ela engoliu em seco — …ninguém era você. Ninguém fazia meu coração bater desse jeito. Ninguém me fazia sentir viva. Completa. Como eu me sinto agora ou quando conversávamos pelo aplicativo.
Ele ainda estava em silêncio, mas o olhar dele parecia gritar. Ela baixou os olhos, meio nervosa.
— Eu sei que parece exagero… eu sei que parece até imaturo. Mas eu te esperei esse tempo todo, mesmo sem perceber. E agora… com você aqui, comigo… tudo faz sentido. Eu só precisava dizer isso.
Jungkook então respirou fundo. Puxou ela de volta pros braços dele, colando os corpos com força.
— Você acha mesmo que eu ia deixar isso passar? — ele sussurrou, com a voz rouca e pesada de emoção. — Eu procurei você. Eu… nunca parei de pensar em você. Eu me perguntava todos os dias o que tinha acontecido. Por que você sumiu. E eu nunca… nunca esqueci de você.
Ela mordeu os lábios, os olhos marejados.
— Você me amava também?
— Eu te amei desde o primeiro dia em que a gente conversou — ele respondeu com firmeza. — Eu só nunca tive chance de dizer. E quando você sumiu… doeu. Mais do que eu consigo explicar.
Ela o abraçou mais forte, o rosto enterrado no peito dele.
— Agora estamos aqui… — ela sussurrou.
— E agora eu não vou deixar você escapar de novo — ele disse. — Você vai ter que me aguentar pra sempre.
Ela riu entre as lágrimas, levantando o rosto para beijá-lo. Um beijo lento, profundo, cheio de tudo o que não foi dito ao longo dos anos.
E ali, no silêncio da madrugada, entre promessas mudas e carícias sinceras, os dois ficaram abraçados, trocando beijos no rosto, sorrisos bobos, mãos entrelaçadas.
Ainda de madrugada – por volta das 3h20 da manhã
A penumbra suave envolvia o quarto como um cobertor silencioso. A respiração deles estava sincronizada, os corpos colados de lado, mãos entrelaçadas sob o lençol amarrotado.
Depois da confissão, depois das lágrimas baixas e dos beijos carregados de promessa, eles ficaram ali, apenas olhando um para o outro. Mas algo mudou no ar. A intensidade cresceu, e o silêncio se encheu de expectativa.
SN se aproximou primeiro. Tocou o rosto dele com uma ternura quase reverente e o beijou devagar. Mas Jungkook aprofundou o beijo com intensidade, como se colocasse nele anos de ausência, de saudade, de palavras engolidas. As mãos deslizaram pelas costas dela, puxando-a para cima de si.
Os corpos se encaixaram novamente, ainda suados da última entrega, mas com um fogo diferente agora. Um fogo que vinha da alma. Do que foi dito. Do que foi sentido.
Enquanto as bocas se encontravam num beijo longo, molhado e profundo, ele pensava:
“Então era verdade. Ela nunca me esqueceu. Nunca me deixou, mesmo quando o mundo pareceu seguir sem mim.”
“E agora que ela está aqui… Como eu vou embora? Como deixo tudo isso de novo e vou praquele lugar onde ela não pode estar comigo?”
Ela também pensava, enquanto apertava os dedos contra os braços dele:
“Como eu consegui viver tanto tempo sem isso? Sem ele? Como eu vou respirar sem esse toque, sem esse olhar que me atravessa inteira?”
“Eu perdi tanto tempo, mas agora… eu quero tudo. Ele. Nós. E pra sempre.”
O beijo virou carícia, a carícia virou gemido abafado, e logo o quarto mergulhou em um novo momento de prazer. Não foi tão urgente quanto antes, mas foi cheio de significado. Como se cada movimento dissesse:
— Você é meu. Você sempre foi.
E depois disso, os dois caíram no sono, ainda abraçados, ela com o rosto no pescoço dele e ele com o braço protetor sobre a cintura dela.
Aproximadamente 5h25 da manhã
O som do despertador cortou o silêncio da madrugada.
Jungkook acordou com um sobressalto, os olhos abrindo devagar. O corpo ainda pesado, os músculos doloridos de um descanso mal dormido — mas foi a ausência dela que o atingiu primeiro.
O lado da cama estava liso. O travesseiro, intacto. O lençol ainda preso, como se ninguém tivesse deitado ali.
Ele sentou devagar, confuso. Olhou ao redor, os olhos percorrendo o quarto em busca de qualquer vestígio dela.
Nada.
Nenhuma roupa jogada, nenhum sapato, nenhum perfume no ar. Como se ela nunca tivesse estado ali.
Um frio percorreu a espinha dele.
“Não… não pode ser. Não agora. Não depois de tudo o que a gente viveu essa noite.”
Ele se levantou num impulso. Abriu o closet. Vasculhou o banheiro. Chegou até a sala.
— SN? — chamou, a voz baixa, trêmula.
Silêncio.
Foi até a porta de entrada. Trancada. Nenhum sinal de movimento.
— SN?! — repetiu, agora mais alto, a ansiedade começando a apertar o peito.
Voltou correndo pro quarto e pegou o celular, tentando abrir o aplicativo de mensagens. Mas a tela se apagou de imediato.
Descarregado.
— Merda… — murmurou, conectando o cabo no carregador ao lado da cama. Olhou para o nada, sentindo o estômago afundar.
“Não era real. Eu sonhei. Eu desejei tanto que minha cabeça criou tudo aquilo. A confissão. O beijo. Ela aqui comigo. Eu só… imaginei.”
Ele sentou na beirada da cama, a respiração pesada. Passou a mão pelos cabelos, desesperado.
“Como eu pude ser tão idiota? Era óbvio que era bom demais pra ser verdade.”
— Mas pelo menos feliz — completou, deixando um beijo lento na ponta do nariz dela, depois outro na bochecha, e outro na testa.
Vai morrer feliz e leve kkkkk
[quote]— Você acha mesmo que eu ia deixar isso passar? — ele sussurrou, com a voz rouca e pesada de emoção. — Eu procurei você. Eu… nunca parei de pensar em você. Eu me perguntava todos os dias o que tinha acontecido. Por que você sumiu. E eu nunca… nunca esqueci de você.
Depois de tanto tempo, o sentimento só fez aumentar
— E agora eu não vou deixar você escapar de novo — ele disse. — Você vai ter que me aguentar pra sempre.
Aaaaaah, que fofinhoo
[quote]“Não era real. Eu sonhei. Eu desejei tanto que minha cabeça criou tudo aquilo. A confissão. O beijo. Ela aqui comigo. Eu só… imaginei.”
Oooii? Não tou crendo nisso :O
[quote]“Como eu pude ser tão idiota? Era óbvio que era bom demais pra ser verdade.”
Tudo isso foi só um sonho? AAAAAAAH não
Que romântico gente uauuu
Oooown que fofo tbm amava ela
Ta brincando comigo ne? Isso tudo so foi sonho? Que???