Capítulo 37 – Antes que o Sol Leve Você
por FanfiqueiraEles estavam agarrados na cama, os corpos ainda colados sob os lençóis bagunçados. A luz do abajur seguia acesa, lançando sombras suaves pela parede. O quarto ainda carregava o cheiro quente deles — de suor e desejo.
Ela estava aninhada contra o peito dele, os lábios pressionados contra a pele quente, sentindo o batimento forte do coração de Jungkook sob sua boca.
— Promete que vai me foder gostoso amanhã antes de sair… — ela murmurou, com a voz rouca de sono e desejo. — Quero você… Quero lembrar como você me faz gozar cada vez que fechar os olhos.
Ela deslizou um beijo molhado no mamilo dele e sorriu contra o peito, provocando.
Jungkook soltou um gemido baixo, quase um rosnado, e a puxou com força mais pra cima, fazendo o corpo dela deslizar sobre o dele.
— Você tem noção do que tá dizendo? — ele murmurou no ouvido dela, o tom baixo, carregado, intenso. — Tá brincando com fogo, meu amor…
A mão dele escorregou pelas costas nuas dela, descendo lentamente até a parte mais baixa das costas, apertando, marcando com os dedos.
— Você quer que eu te deixe com o corpo inteiro lembrando de mim… antes de eu sair pela manhã? — ele perguntou, colando a boca na orelha dela, mordendo de leve. — Eu posso fazer isso. Te deixar mancando, tremendo, implorando por mais.
Ela gemeu baixinho, arrepiada.
— É isso que você quer, né? — ele continuou, roçando os lábios no pescoço dela, descendo até a curva entre ombro e clavícula. — Que eu te marque. Que eu te mostre que é minha… Só minha.
Ela o agarrou pela nuca e sussurrou no ouvido dele:
— Quero que você me use amanhã como se fosse a última vez.
Os olhos dele escureceram de puro desejo. Ele virou o rosto e colou os lábios nos dela com força, num beijo urgente, faminto, cheio de promessa.
— Você me provoca desse jeito e acha mesmo que eu vou conseguir dormir?
Ela riu contra a boca dele, atrevida.
— Dorme, Jungkook… e sonha comigo… pelada, de quatro, gemendo seu nome…
Ele rosnou de novo, os olhos se fechando como se tentasse conter o instinto.
— Você é um perigo. — ele murmurou, apertando a cintura dela com força. — Mas amanhã… amanhã eu vou te fazer lembrar exatamente de quem é que manda.
Ela mordeu o lábio e murmurou:
— Promete?
Ele a virou devagar na cama, cobrindo o corpo dela com o seu, e sussurrou contra os lábios:
— Eu prometo… e você vai implorar pra eu não parar.
Eles se olharam intensamente por alguns segundos, o ar denso entre eles. Depois, ele a beijou com ternura, mas com uma malícia deliciosa que só ele sabia dosar. Quando o beijo acabou, deitou-se ao lado dela, puxando-a contra o peito outra vez.
— Agora dorme, minha delícia. — ele murmurou. — Porque amanhã… você vai acordar gritando meu nome.
Ela sorriu sonolenta, os olhos se fechando devagar, e respondeu com um sussurro:
— Mal posso esperar.
E, com os corpos entrelaçados e os desejos guardados para o amanhecer, eles finalmente adormeceram.
Amanhecer – Casa de Jungkook
O quarto ainda estava em silêncio, exceto pela respiração ritmada de quem dormia profundamente.
Jungkook já estava acordado.
De olhos abertos, ele observava o corpo dela colado ao seu — as pernas entrelaçadas nas dele, o rosto aninhado em seu peito, e a mão dela… ainda pousada ali, no abdômen dele, como se não quisesse deixá-lo ir.
Mas ele lembrava da última coisa que ela disse antes de dormir.
Do jeito que ela murmurou contra sua pele.
Do beijo quente no peito e das palavras que fizeram o sangue dele ferver mesmo na madrugada.
“Promete que vai me fuder amanhã antes de sair…”
A respiração dele ficou mais pesada só de lembrar.
Ele se mexeu devagar, passando os dedos com cuidado pelos cabelos dela, afastando-os do rosto com carinho. Então, com a palma da mão, desceu pela curva das costas, até a cintura, onde puxou o corpo dela mais contra o dele, fazendo-a gemer baixinho, ainda adormecida.
— Hora de cumprir promessa, meu amor… — ele murmurou rouco, os lábios roçando no lóbulo da orelha dela, fazendo-a arrepiar.
Ela se remexeu um pouco, ainda sonolenta, os olhos abrindo devagar.
— Hm…? — murmurou, com a voz rouca de sono. — Já…?
Ele pressionou o quadril contra o dela, devagar, deixando claro que não tinha pressa. Que ia fazer como ela pediu. Que ia marcar aquele amanhecer.
— Você lembra o que pediu ontem à noite? — ele sussurrou no ouvido dela, a voz mais grave, carregada de malícia.
Ela abriu um sorriso preguiçoso, provocante, mesmo ainda meio dormindo.
— Lembro… — respondeu, já roçando o corpo no dele, como se o corpo dela respondesse antes da mente. — Vai me deixar guardar você em mim… antes de ir?
— Não vou só deixar… — ele murmurou, deslizando os dedos pela coxa dela, puxando devagar para cima de si. — Eu vou te fazer implorar pra eu atrasar a saída da base.
Ela riu, mas era um riso abafado, entregue, já ofegante com os beijos que ele passou a distribuir pelo pescoço, pela clavícula, descendo com a boca e com a mão explorando sua pele quente.
— Quero que lembre do meu toque o dia inteiro… do jeito que eu te faço gozar… do jeito que você geme só pra mim.
Ela soltou um suspiro tremido ao sentir a mão dele se encaixando entre as coxas dela, provocando com lentidão e intenção. Ele a mantinha ali, presa contra si, os corpos encaixados perfeitamente. O calor, a tensão, os toques…
— Você é minha. — ele rosnou contra a pele dela. — E eu vou te fazer lembrar disso com cada centímetro do seu corpo.
Ela gemeu, arqueando o quadril contra ele, pedindo mais com o toque e com os olhos.
As mãos dele exploravam cada curva — com intensidade, com domínio. Ele não estava ali apenas para dar prazer. Estava para marcar presença. Para lembrá-la que ele era o único capaz de fazê-la sentir daquela forma.
Beijos molhados pela barriga. Mordidas pela parte interna da coxa. Sussurros provocantes enquanto ele dizia:
— Quero ouvir. Quero você dizendo que sou o único que consegue te deixar assim… implorando pelo meu toque.
Ela respondeu com gemidos, ofegos, palavras que se embaralhavam entre suspiros e desejo. Quando ele a penetrou, ele a penetrou com força, e a intensidade tomou conta da manhã silenciosa.
A cada movimento firme, ele a fazia gritar o nome dele. A cada estocada profunda, um novo arrepio. A cada sussurro no ouvido dela, mais um fio de sanidade se perdia.
— Isso, grita o meu nome. — ele disse, com a respiração pesada, os olhos fixos nos dela. — Quero ouvir você me implorando. Mostra que é minha. Toda minha.
E ela mostrava. Nos gemidos abafados. Nos olhos fechados. Nas unhas marcando suas costas. Na forma como os corpos se fundiam como se fossem feitos pra aquele encaixe.
No ápice, quando o prazer explodiu entre os dois, ela gritou o nome dele com força — e Jungkook, ao ouvir, sorriu contra os lábios dela antes de sussurrar, ainda dentro dela:
— É assim que eu gosto. Você… desfeita por mim. Com o meu nome sendo tudo o que você consegue lembrar.
Ainda ofegantes… Jungkook ainda estava sobre ela, o corpo colado ao dela, o rosto enterrado no pescoço úmido de suor e gemidos abafados.
Ela tremia levemente, ainda sensível, ainda com os músculos pulsando. Jungkook percebeu — e diminuiu o ritmo até parar completamente, mantendo-se ali, dentro dela, apenas sentindo o calor da intimidade que compartilhavam.
— Meu amor… — ele murmurou, com a voz rouca e baixa, como quem tem medo de quebrar aquele instante com qualquer palavra errada. — Você tá bem?
Ela assentiu, respirando fundo, os dedos passeando devagar pelos cabelos da nuca dele.
— Tô… mais do que bem. — sussurrou, os olhos ainda fechados. — Você acabou comigo…
Ele sorriu, beijando o ombro dela com devoção.
— Missão cumprida então… — disse contra a pele, antes de deslizar para o lado e puxá-la pra cima dele, acomodando-a em seu peito como se ela pertencesse ali — exatamente ali.
O silêncio foi preenchido apenas pelo som do coração dele, que ainda batia acelerado sob a orelha dela. Ele passava a mão devagar pelas costas dela, numa carícia leve e repetitiva, quase hipnótica.
— Eu marquei você toda… — ele falou baixinho, quase orgulhoso. — Agora é impossível alguém te olhar e não saber que você é minha.
Ela riu fraco, ainda mole, abraçada a ele como se o corpo não fosse dela.
— Vai se achar agora, Jeon?
— Já me acho, desde o momento que você entrou na minha vida. — respondeu com um sorriso provocante, antes de beijar o topo da cabeça dela. — Mas posso me achar mais, se você repetir que me ama.
Ela suspirou, fechando os olhos.
— Eu te amo, Jungkook. E não é só por como você me faz gozar gostoso, tá? — provocou de leve, dando um beijo demorado no peito suado dele. — É por isso… e por todo o resto.
Ele riu, apertando a cintura dela com mais força.
— Eu te amo mais. Até quando você me provoca. Até quando me quebra por dentro… e me reconstrói só de olhar.
Ela ergueu o rosto, os olhos castanhos encontrando os dele com aquele brilho suave e cheio de carinho. Ele a olhou como se estivesse decorando cada detalhe, cada expressão pós-clímax, cada traço de mulher que era só dele.
— Eu queria não precisar ir hoje… — ele confessou, passando os dedos pela bochecha dela. — Mas prometo que volto pra você. E vou deixar tudo certo aqui pra você. Ninguém encosta. Ninguém incomoda. Só descansa. E me espera.
Ela assentiu, os olhos começando a pesar de novo. O corpo exausto…
— Se você prometer me acordar de novo assim… — ela murmurou, já com a voz se arrastando pelo sono. — Eu te espero a vida inteira.
Jungkook sorriu, puxando o edredom para cobrir os dois e a abraçando ainda mais forte.
— Dorme, minha garota. Dorme com meu nome nos lábios. Que eu volto… e te faço lembrar de mim de novo. Vou te marcar todinha…
E ela adormeceu ali, nos braços do homem que a marcou como ninguém.
Jungkook fechou os olhos em seguida, a respiração calma, o corpo quente. E antes de cair no sono leve de quem só tinha um pouco mais de tempo antes de voltar à base, ele beijou a testa dela e sussurrou:
— Minha mulher…
[quote]— Promete que vai me foder gostoso amanhã antes de sair… — ela murmurou, com a voz rouca de sono e desejo. — Quero você… Quero lembrar como você me faz gozar cada vez que fechar os olhos.
Essa n perde tempo msm, tá de parabéns kkkk
[quote]— Quero que você me use amanhã como se fosse a última vez.
Eiiita que era tudo que o JK queria ouvir
[quote]— Eu marquei você toda… — ele falou baixinho, quase orgulhoso. — Agora é impossível alguém te olhar e não saber que você é minha.
Marcando território, literalmente
[quote]— Eu queria não precisar ir hoje… — ele confessou, passando os dedos pela bochecha dela. — Mas prometo que volto pra você. E vou deixar tudo certo aqui pra você. Ninguém encosta. Ninguém incomoda. Só descansa. E me espera.
A promessa mais lindaaa