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Índice do Capítulo

Jungkook tentava se acalmar respirando fundo, foi aí que ele sentiu…

Um cheiro no ar. Algo suave, quente… familiar.

Comida.

Ele se levantou devagar, como se os sentidos tivessem pregado uma peça. E conforme se aproximava da escada, o aroma ficava mais forte.

Caldo quente. Gergelim torrado. Alho refogado. Arroz recém-feito.

O coração dele deu um salto. E quando desceu o último degrau, parou.

Parou por completo.

Ali estava ela.

De costas pra ele, com uma blusa dele cobrindo parte das coxas, o cabelo preso num coque frouxo, uma colher na mão e o vapor subindo da panela. A mesa montada, cheia de pratos tradicionais.

Ele ficou imóvel.

Parecia uma miragem.

A mulher que ele achou que só existia no sonho… estava ali, em carne, osso e cheiro de lar.

Ela se virou, sorrindo, como se nada demais tivesse acontecido.
— Bom dia… Tá com cara de quem viu um fantasma.

Foi como um estalo.

Ele correu até ela. Sem pensar. Sem falar.

Simplesmente a envolveu nos braços com força, como se precisasse sentir a pele dela contra a dele pra ter certeza de que era real.

Ela soltou um pequeno riso, surpresa com a intensidade.
— Oi… Jungkook?

Ele a beijou. Um beijo urgente, carregado de alívio, medo e amor.

— Você tava aqui esse tempo todo? — ele murmurou contra a boca dela, os olhos ainda fechados. — Eu achei… achei que você tinha ido embora. Que eu tinha sonhado tudo. Que nada tinha acontecido de verdade.

Ela segurou o rosto dele com carinho, passando o polegar pela bochecha.
— Eu só desci pra preparar o café da manhã. Queria te surpreender. Você realmente achou que eu ia embora?

Ele encostou a testa na dela.
— Eu me desesperei. Quando não te achei em lugar nenhum, e o celular tava descarregado, e… — suspirou. — Eu achei que tinha te perdido de novo.

— Nunca mais — ela disse, com firmeza. — Você não vai me perder. Não mais.

Ele sorriu, aliviado, e a beijou de novo. Um beijo mais doce agora, mais calmo.

— Tem arroz branco, sopa de doenjang, frango com gergelim, ovos e kimchi — ela disse, apontando pra mesa. — E eu deixei o chá de cevada aquecendo, caso você prefira algo leve.

— Você é um sonho mesmo. Mas um que eu vou agarrar e não soltar nunca mais — ele brincou, puxando-a pra perto mais uma vez.

— Vai se arrumar. Já são quase 6h. E você ainda precisa comer.

Ele assentiu e subiu, o sorriso ainda nos lábios, como se o mundo finalmente tivesse entrado nos eixos.

Jungkook entrou no quarto e fechou a porta devagar. Caminhou até o armário e puxou a farda com cuidado, passando os dedos pelo tecido como se ela carregasse algum tipo de peso invisível.

Colocou a farda sobre a cama e seguiu para o banheiro, tirando a roupa enquanto a água esquentava. Quando a água quente caiu sobre seus ombros, ele fechou os olhos e deixou que o vapor levasse embora o que restava da tensão.

“Eu achei que tinha perdido ela de novo. Que ia acordar sozinho, como sempre. Mas agora… agora é diferente.”

Secou-se rapidamente e voltou para o quarto. Vestiu a farda com a precisão de sempre, mas os pensamentos ainda estavam nela.

“Ela tava ali, preparando o café. Usando minha camiseta. Sorrindo como se o mundo não estivesse prestes a mudar de novo. Como se a gente ainda tivesse tempo.”

Passou o cinto, ajeitou os botões, pegou o relógio de pulso e checou a hora.

“Ainda dá tempo de vê-la mais um pouco antes de sair. Mesmo que seja só por dez minutos… já vale.”

Jungkook desceu as escadas com passos firmes, mas o coração acelerado. A farda marcava seu corpo com perfeição — os ombros largos, a postura reta, o olhar focado. Mas assim que viu SN parada perto da bancada, de costas, distraída com algo no fogão, toda aquela rigidez se dissolveu por dentro.

 Mas assim que viu SN parada perto da bancada, de costas, distraída com algo no fogão, toda aquela rigidez se dissolveu por dentro

Ele se aproximou em silêncio.

E então a envolveu por trás, os braços deslizando pela cintura dela com um carinho desesperado, possessivo, quase como se dissesse “minha” apenas com o gesto.

— Achei que ainda dava tempo pra isso — murmurou contra o pescoço dela, a voz grave e rouca do jeito que fazia a pele dela arrepiar inteira.

SN soltou um leve suspiro, surpresa e risonha, os dedos ainda segurando a colher. Mas ele não deu espaço. O corpo colado ao dela, as mãos apertando devagar sua cintura, como se tentasse memorizar cada curva de novo. O cheiro dela subiu como perfume proibido — um misto de pele quente, shampoo e saudade.

Ela inclinou um pouco o rosto pra ele, sorrindo sem virar completamente.

— Só dez minutos, soldado?

— Dez minutos podem salvar minha vida — respondeu, com aquele sorriso de canto e um brilho maroto nos olhos.

Ele a virou devagar, puxando-a pela cintura até ficarem frente a frente. Os olhares se cruzaram. Os rostos próximos demais. SN segurou a farda dele na altura do peito, os dedos apertando o tecido com uma certa urgência.

E então ele a beijou.

Não com pressa, mas com fome. Com desejo contido. Com saudade dos próximos dias. Um beijo lento, molhado, profundo — daquele tipo que faz o tempo parar, que diz tudo que as palavras não dão conta.

As mãos dele passearam pela cintura, subiram pelas costas dela, explorando como se estivessem partindo para uma guerra. E talvez estivessem.

Ela mordeu o lábio quando ele se afastou um pouco, os olhos escuros encarando os dela, e o sorriso safado dela escapou no exato momento em que ele passou o polegar pelo canto da boca dela.

Jungkook ainda a segurava colado ao seu corpo, o uniforme impecável contrastando com o calor que emanava do toque dela. O cheiro do café da manhã pairava no ar, mas naquele instante, o aroma mais forte era o dela, grudada nele, com os olhos brilhando e o sorriso safado escondido nos lábios.

SN deslizou as mãos pelo peitoral dele, sentindo a textura do tecido rígido da farda.
— Você fica indecente de tão gostoso assim… — sussurrou, encarando o pescoço dele com uma fome que não tinha nada a ver com comida.

Ele sorriu de canto, aquele sorriso sacana e perigoso que ela conhecia tão bem, e abaixou o rosto até encostar os lábios no ouvido dela

Ele sorriu de canto, aquele sorriso sacana e perigoso que ela conhecia tão bem, e abaixou o rosto até encostar os lábios no ouvido dela.
— E você tá me provocando desde que me deu bom dia com esse shortinho e essa boca… — murmurou, com a voz baixa e arrastada. — Quer me fazer perder o horário, é isso?

Ela deu uma risada abafada, colando o corpo no dele de novo.
— Só um pouquinho… Não vai fazer mal, vai?

As mãos dele escorregaram até a bunda dela, puxando-a com mais força, o quadril pressionando o dela sem disfarce. A bancada da cozinha estava logo atrás e, num movimento rápido, ele a fez sentar ali, abrindo espaço entre as pernas dela com o próprio corpo. SN gemeu baixinho com o toque dele na coxa exposta.

— Você tem noção do quanto eu te quero agora? — Jungkook perguntou, a voz grave, olhando direto nos olhos dela.
Ela assentiu devagar, mordendo o lábio.
— Tenho. E não tá ajudando nada com essa farda…

Ele soltou uma risada rouca e encostou a testa na dela.
— Então faz alguma coisa quanto a isso, antes que eu tome essa decisão por você.

SN puxou ele pela gola da farda e o beijou — profundo, quente, desesperado. “O beijo dizia tudo: o quanto sentiu falta, o quanto queria mais tempo, o quanto odiava que ele tivesse que partir de novo.”

As mãos dele correram pelas costas dela, os dedos explorando como se tentassem memorizar cada curva. Os beijos desceram pelo pescoço, mordiscando ali com carinho e desejo, enquanto ela gemia baixinho e se agarrava a ele.

— A gente vai se atrasar — ela sussurrou, quase sem fôlego.
— E daí? — ele respondeu entre beijos. — Por você, eu sumia desse mundo por umas horas.

“O clima tá pegando fogo… e ele ainda diz isso desse jeito? Meu Deus…”

O clima ia ficando mais intenso, os corpos mais colados, os suspiros mais pesados. Mas então, o alarme do fogão tocou, interrompendo a tensão do momento. Os dois se entreolharam e riram, ofegantes, os olhos brilhando de desejo e carinho.

— Tá vendo? Até o destino tenta impedir a gente — ele brincou, encostando a testa nela de novo.

Ela passou o dedo pela bochecha dele, com um carinho leve.
— Vai comer antes que seu superior te ligue mandando voltar voando. Mas quando você voltar, Jeon Jungkook… a gente termina essa conversa.

Ele arqueou uma sobrancelha.
— Conversa? Foi isso que a gente começou?

Ela sorriu, pegando os pratos.
— Bom… depende do ponto de vista.

Jungkook mantinha os olhos fixos nela, sentada à mesa, comendo devagar e sorrindo entre uma garfada e outra. A visão parecia um sonho. Por mais que seu corpo estivesse ali, com os cotovelos apoiados na madeira escura da bancada, seu coração vagava por tudo que tinham vivido nas últimas horas.

Parecia loucura pensar que havia reencontrado o amor da sua vida quase por acidente — literalmente. Desde o instante em que a quase atropelou, o mundo pareceu parar. E agora ela estava ali, com os olhos brilhando de sono e amor, falando baixinho:

— O arroz tá perfeito…

Ele mal conseguia focar nas palavras. A cabeça estava cheia de flashes: os beijos desajeitados na cozinha, os risos abafados no sofá, o calor dos corpos entrelaçados no chuveiro, a forma como ela se encaixava perfeitamente em seus braços como se tivesse sido feita para ele. E ela dizendo que o amava.
“Ela disse que me ama…”
Aquilo ainda reverberava em seu peito, como um eco.




8 Comentários

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  1. Iasmine
    Apr 20, '26 at 9:15 am

    Ele mal conseguia focar nas palavras. A cabeça estava cheia de flashes: os beijos desajeitados na cozinha, os risos abafados no sofá, o calor dos corpos entrelaçados no chuveiro, a forma como ela se encaixava perfeitamente em seus braços como se tivesse sido feita para ele. E ela dizendo que o amava. “Ela disse que me ama…” Aquilo ainda reverberava em seu peito, como um eco.

    Deve ser louco falar que ama a pessoa que tu conversa so na Internet logo no primeiro encontro

  2. Iasmine
    Apr 20, '26 at 9:13 am

    SN puxou ele pela gola da farda e o beijou — profundo, quente, desesperado. “O beijo dizia tudo: o quanto sentiu falta, o quanto queria mais tempo, o quanto odiava que ele tivesse que partir de novo.”

    Eles estão vivendo um romance bem intenso ne, mas tbm mil anos de espera

  3. Iasmine
    Apr 20, '26 at 9:12 am

    SN deslizou as mãos pelo peitoral dele, sentindo a textura do tecido rígido da farda. — Você fica indecente de tão gostoso assim… — sussurrou, encarando o pescoço dele com uma fome que não tinha nada a ver com comida.

    Eu também acho que ele fica indecente assim kkkkk

  4. Iasmine
    Apr 20, '26 at 8:59 am

    De costas pra ele, com uma blusa dele cobrindo parte das coxas, o cabelo preso num coque frouxo, uma colher na mão e o vapor subindo da panela. A mesa montada, cheia de pratos tradicionais.

    Achei que tava delulando junto com ele lkkkk

  5. Marcela
    Mar 31, '26 at 8:44 pm

    [quote]Ele arqueou uma sobrancelha. — Conversa? Foi isso que a gente começou?

    Uma conversa PROFUNDA

  6. Marcela
    Mar 31, '26 at 8:42 pm

    [quote]Ele sorriu de canto, aquele sorriso sacana e perigoso que ela conhecia tão bem, e abaixou o rosto até encostar os lábios no ouvido dela. — E você tá me provocando desde que me deu bom dia com esse shortinho e essa boca… — murmurou, com a voz baixa e arrastada. — Quer me fazer perder o horário, é isso?

    Vai ser por uma ótima causa

  7. Marcela
    Mar 31, '26 at 8:39 pm

    Ele assentiu e subiu, o sorriso ainda nos lábios, como se o mundo finalmente tivesse entrado nos eixos.

    O sorriso de felicidade, em saber que o amor da sua vida tava ali.

  8. Marcela
    Mar 31, '26 at 8:33 pm

    [quote]Ali estava ela.

    Que ódio kkkkk
    Mas ainda bem que não foi só um sonho

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