Capítulo 32 – Quase Te Perdi de Novo
por FanfiqueiraEla ainda tremia entre os braços dele. Chorava baixinho, os olhos inchados e vermelhos, enquanto o carro seguia em silêncio pelas ruas de Seul. A cabeça repousava no peito de Jungkook, que a segurava com uma delicadeza rara, como se temesse que ela se quebrasse de novo.
Os seguranças iam em dois carros: um à frente, outro atrás. A escolta improvisada ajudava a conter o caos, mas o coração de Jungkook estava longe de encontrar paz.
Seus dedos acariciavam os cabelos dela com leveza, enquanto os olhos encaravam o nada, perdido nos próprios pensamentos.
“Eu quase te perdi de novo…”
“E se eu tivesse demorado mais cinco minutos?”
“E se você tivesse ido embora?”
Ele apertou os olhos, tentando conter as lágrimas. Seu maxilar travava com força, e a respiração só se aliviava quando sentia o peito dela subir e descer em seu colo.
— “Você tá comigo agora…” — murmurou, baixo, os lábios encostando nos cabelos dela. — “Eu não vou deixar nada nem ninguém tirar isso de mim.”
SN não respondeu, mas o aperto nos braços dele foi sua resposta.
Quando se aproximaram da casa de Jungkook, o caos já estava formado.
Pessoas, flashes, câmeras.
A imprensa já havia espalhado:
“Jungkook deixa o quartel em plena manhã de segunda para buscar garota misteriosa no aeroporto.”
“Cantor do BTS quebra silêncio e mostra sua prioridade.”
“Soldado Jeon em cena de filme romântico: quem é ela?”
Jungkook olhou pela janela e soltou um suspiro irritado. Ele não queria aquilo agora. Não queria exposição, não queria holofotes. Queria ela. Em paz.
Ele virou o rosto para SN e viu que ela também tinha percebido a movimentação.
Ela se encolheu, assustada.
— “Fica comigo. Só olha pra mim.” — ele sussurrou, com firmeza. — “Eu tô aqui.”
A porta se abriu. Dois seguranças vieram por um lado, um terceiro pelo outro. Jungkook desceu primeiro, segurando firme a mão de SN. Ela hesitou, mas ele puxou com carinho, cobrindo-a com o próprio casaco e abraçando seus ombros, como se dissesse ao mundo inteiro:
“Ela está comigo. E não importa o que digam.”
— “Jungkook! Quem é ela?”
— “É verdade que estão juntos desde o ano passado?”
— “Ela é a garota da foto intima?”
Os gritos invadiam o ar, os flashes cegavam. Mas ele não olhou para nenhum deles. Apenas a levou até dentro de casa, com os olhos fixos nela o tempo inteiro.
Assim que a porta se fechou atrás deles, o mundo todo ficou lá fora.
SN caiu de joelhos, exausta, e começou a chorar silenciosamente. Jungkook a segurou, ajoelhou-se junto e a envolveu com os braços, puxando para si com todo o carinho que havia acumulado durante dias, semanas, anos.
— “Você tá em casa agora, amor.” — ele disse, com a voz embargada. — “Aqui ninguém te machuca. Eu prometo.”
Ela o olhou com os olhos marejados.
— “Eu achei que ia te perder… de novo.”
— “Nunca mais.” — ele respondeu, beijando a testa dela com ternura. — “Agora… você é minha prioridade. Acima de tudo.”
Inicio de tarde…
SN estava encolhida nos braços de Jungkook, adormecida no sofá da sala. Estava exausta. O choro no aeroporto, os flashes, a exposição… tudo tinha drenado cada gota de energia dela.
Jungkook, sentado com ela no colo, a cobria com uma manta leve. Os dedos faziam carinho nos cabelos dela, como quem tenta passar segurança mesmo no silêncio. O som da respiração dela — agora calma — era a única coisa que o tranquilizava um pouco.
Mas o celular dela não parava de vibrar.
Primeiro uma vez.
Depois outra.
E outra.
E outra.
Ele esticou o braço e pegou o aparelho desbloqueado — ela tinha deixado sem senha depois do que aconteceu.
Na tela: ANA LIGANDO…
Jungkook suspirou e atendeu, levando o telefone até o ouvido com cuidado para não acordar SN.
— Alô?
Do outro lado, um silêncio de choque.
— …Quem tá falando? — a voz de Ana soou hesitante.
— É o Jungkook.
Mais silêncio. Ele ouviu um leve engasgo.
— Jungkook… do… do BTS?
— Sim. — ele respondeu com calma. — A SN tá bem. Ela tá aqui comigo agora, mas tá dormindo. Teve dias muito difíceis… e acho que agora finalmente conseguiu descansar.
Ana ficou muda por alguns segundos, depois soltou a respiração devagar.
— Meu Deus… eu… eu tava desesperada. Eu achei que ela tinha sumido, que… sei lá, que algo tinha acontecido. Ela saiu daqui com o rosto destruído. E a Clara e a Yumi… estavam agindo tão estranho… eu não sabia o que pensar.
Jungkook apertou o telefone com um pouco mais de força, controlando a raiva que ainda pulsava dentro dele sempre que lembrava daquelas duas.
— Ela contou tudo pra mim. Eu sei o que fizeram. Mas agora ela tá segura. Comigo.
Ana não conseguiu conter a emoção. A voz embargou do outro lado da linha.
— Eu só queria saber se ela tava bem… Eu sou amiga dela de verdade, sabe? Eu jamais faria aquilo.
— Eu acredito em você. — ele respondeu. — Quando ela acordar, eu peço pra te ligar. E… obrigado. Por se preocupar com ela de verdade.
— Cuida dela, por favor. — Ana disse, num sussurro sincero.
— Com a minha vida. — ele prometeu, antes de encerrar a ligação e deixar o celular de lado.
Ele olhou para SN, que dormia profundamente, os traços mais leves, os lábios entreabertos.
Jungkook inclinou-se e beijou sua testa com carinho, murmurando baixinho:
— Agora ninguém mais vai te machucar… eu juro por tudo.
Minutos depois…
Jungkook observava SN ainda dormindo, aconchegada no sofá, os traços mais calmos agora. Os cabelos bagunçados caíam sobre o rosto e ela se movia suavemente, ressonando em um sono profundo — finalmente livre da ansiedade das últimas horas.
Ele pegou o celular, silencioso para não acordá-la, e foi até a varanda, onde dois dos seguranças o esperavam discretamente à vista da rua, mantendo a vigilância.
— Hyung… — chamou em voz baixa, ao segurança mais velho.
— Sim, senhor?
— Consegue trazer algo leve pra almoço? Nada pesado, ela mal comeu desde ontem. Alguma coisa reconfortante… talvez sopa de arroz, bibimbap leve, chá quente… essas coisas.
— Pode deixar. Volto em vinte minutos. — o homem assentiu, saindo com discrição.
Jungkook voltou para dentro, fechando a porta devagar e voltou para o sofá, agachando-se em frente a ela.
— Amor… — chamou com a voz baixa, acariciando o rosto dela.
SN franziu levemente a testa, as pálpebras se movendo.
— Hmm…
— Já tá na hora de acordar um pouquinho. — ele sussurrou, deslizando os dedos pela lateral do rosto dela até os cabelos. — Eu pedi almoço. Nada demais… só o suficiente pra você recuperar suas forças.
Ela entreabriu os olhos, e os encarou por um momento, confusa.
— A gente… tá onde?
— Em casa. — ele sorriu. — Na minha casa.
SN piscou algumas vezes, como se o sono ainda estivesse nublado pela dor do que aconteceu.
— E… você tá aqui. Mesmo depois de tudo…
— Eu tô. — ele tocou o nariz no dela com um carinho infinito. — Eu viraria o mundo de cabeça pra baixo se fosse preciso pra te deixar segura.
Ela inspirou fundo, e Jungkook viu quando os olhos dela marejaram.
— Eu achei que… — a voz falhou.
— Eu sei. Eu também. Mas acabou. Agora você tá comigo.
Ela não respondeu — apenas fechou os olhos e se permitiu deitar a cabeça no peito dele, ouvindo seu coração bater forte e estável.
Jungkook a envolveu nos braços e a manteve ali por alguns minutos, embalando o momento como se fosse um refúgio.
Depois de um tempo, ele se levantou com cuidado.
— Vamos… vem. Vou te ajudar a se lavar um pouquinho. Se sentir melhor. Enquanto o almoço não chega.
— Eu não sei o que seria de mim sem você. — ela sussurrou, com a voz embargada.
— Você nunca mais vai precisar descobrir. — ele respondeu, dando um beijo na testa dela.
Pegou a mão dela, guiando até o banheiro com a calma de quem cuida de algo frágil e precioso.
Ali, enquanto a água esquentava e o vapor preenchia o ar, Jungkook retirou lentamente o casaco que ela ainda usava, depois a ajudou a tirar a blusa, fazendo tudo com calma, carinho — e sem segundas intenções. Naquele momento, tudo o que ele queria era cuidar.
— Vamos começar com um banho quentinho, depois um almoço gostoso. Depois… o mundo pode esperar. — ele disse, com um sorriso de canto.
Que homem maravilhoso serio, sem palavras
A Ana coitada toda perdida no meio do tiroteio
Depois de tanta humilhação no Brasil, ainda passar por isso num país diferente, sozinha é assustador
Ah ele é muito precioso, da pra ver o quanto ela é importante pra ele
[quote]— Com a minha vida. — ele prometeu, antes de encerrar a ligação e deixar o celular de lado.
O homem é completamente apaixonada, arriado, rendido a ela
[quote]— “Eu achei que ia te perder… de novo.” — “Nunca mais.” — ele respondeu, beijando a testa dela com ternura. — “Agora… você é minha prioridade. Acima de tudo.”
Se ela n ficar com esse homem, eu fico
Kkkkkkkkkkkkkk
— “Você tá em casa agora, amor.” — ele disse, com a voz embargada. — “Aqui ninguém te machuca. Eu prometo.”
O cuidado dele com ela, é a coisa mais linda