Capítulo 11 – Mel e Veneno
por FanfiqueiraDá o Play
O som da carne chiando na frigideira tornou-se o ritmo da nossa urgência. O cheiro de alecrim e manteiga queimada misturava-se ao aroma da pele dela, criando um cenário sensorial caótico e inebriante. Eu não ia levá-la para o quarto; eu não conseguia esperar mais nenhum segundo.
Eu a pressionei contra o mármore frio do balcão, minhas mãos subindo pelas suas coxas, afastando o roupão de seda com uma pressa que beirava o desespero. S/N entrelaçou as pernas na minha cintura, puxando-me para mais perto, como se quisesse fundir nossos ossos.
— Esquece o jantar — eu rosnei contra o pescoço dela, deixando marcas que gritavam posse. — Esquece tudo. Olha para mim.
Eu queria que ela visse nos meus olhos que eu sabia. Eu sabia o que ela tinha feito no carro, eu sabia do Min, e mesmo assim, eu a desejava com uma fúria que me assustava. Era uma mistura de amor, ciúme e uma necessidade doentia de apagar qualquer rastro de outro homem de dentro dela.
O mármore gelado contra as minhas costas era o contraste perfeito para o calor do corpo de Jungkook que me esmagava. Eu sentia a dureza dele contra a minha intimidade, pulsando, implorando por entrada. Meus dedos cravaram-se nos ombros dele, rasgando levemente a camisa de seda que ele tinha acabado de vestir.
Eu o beijava com fome, sugando a língua dele, querendo que ele sentisse que eu era um incêndio que ele mesmo tinha começado e que agora não conseguia apagar.
— Então me convence, Jungkook… — sussurrei entre arfares, minha voz carregada de uma malícia que o fazia perder a cabeça. — Me convence de que esse é o único lugar onde eu deveria estar.
Ele não respondeu com palavras. Ele abriu a própria calça com um movimento brusco e, segurando meu rosto com as duas mãos para que eu não pudesse desviar o olhar, ele se enterrou em mim de uma vez.
O encaixe foi perfeito, um choque elétrico que percorreu toda a minha espinha. Ouvi o gemido dela, um som agudo que foi música para o meu ego ferido. Comecei a me mover com estocadas profundas e ritmadas, fazendo o balcão vibrar e os utensílios de cozinha tilintarem ao nosso redor.
Cada movimento era uma pergunta: Quem é o seu dono? Quem te faz gritar assim?
Eu a segurava pela nuca, forçando-a a manter o contato visual enquanto eu a possuía ali, entre o jantar que queimava e a vida que eu estava tentando desesperadamente reconstruir. Eu via o prazer nublar os olhos dela, via o modo como ela apertava os lábios para não gritar o meu nome, e isso só me dava mais sede.
— Você é minha — eu dizia entre dentes, o suor pingando do meu rosto no dela. — No carro, na cama, em qualquer lugar… você sempre vai ser minha, S/N. Entendeu?
O calor era insuportável. Eu sentia que íamos explodir a qualquer momento. S/N começou a quicar no balcão, acompanhando o meu ritmo selvagem, suas unhas cravadas nas minhas costas. O prazer veio como uma avalanche, cegando-nos para tudo o que não fosse aquele contato carnal bruto.
Eu a segurei com força, sentindo o espasmo dela me apertar por dentro, e me deixei ir, descarregando toda a minha fúria e o meu desejo dentro dela, enquanto o alarme de fumaça do fogão começava a apitar baixinho ao fundo, ignorado por ambos.
Ficamos ali, ofegantes, colados um ao outro. Eu encostei minha testa na dela, tentando recuperar o fôlego. Eu a tive. De novo. Mas no fundo da minha mente, eu ainda conseguia ver a calcinha de renda no chão da garagem.
A guerra não tinha acabado. Estávamos apenas em um cessar-fogo perigoso.
O som estridente do alarme de fumaça era o único intruso na bolha de calor que ainda nos envolvia. O cheiro de queimado agora era inegável, uma nuvem cinza começando a se formar perto do teto, mas nada disso parecia real diante do que acabara de acontecer.
Eu ainda estava sentada no balcão, as pernas bambas e o roupão de seda em completo desalinho. Olhei para as panelas destruídas, para a fumaça subindo daquela carne que ele preparou com tanto esmero, e depois olhei para o rosto de Jungkook — suado, com o cabelo bagunçado e os lábios inchados pelos meus beijos.
Uma bolha de riso subiu pela minha garganta, algo leve e genuíno que eu não sentia há uma eternidade.
— Acho… que queimamos o almoço… — eu disse, deixando escapar o meu primeiro sorriso sincero em meses.
Quando vi aquele sorriso, meu coração fez algo que eu não sabia ser possível: ele parou e acelerou ao mesmo tempo. Não era o sorriso irônico que ela usou na sala, nem o sorriso de poder que ela deve ter dado para o Min. Era o sorriso da minha S/N. A mulher que, por um segundo, esqueceu que me odiava.
Eu ri também, um som rouco e meio sem jeito, enquanto me afastava para desligar o fogo e abafar a panela com uma tampa.
— É… definitivamente — respondi, abanando o ar com a mão antes de me virar novamente para ela.
Eu a observei ali, sentada no mármore, as marcas das minhas mãos ainda sumindo de suas coxas. A calcinha de renda que eu escondi no bolso do meu paletó, deixado na entrada, pareceu pesar uma tonelada naquele momento. O sorriso dela era tão puro que, por um instante, eu quis acreditar que nada mais tinha acontecido. Que o mundo era apenas nós dois e uma cozinha cheia de fumaça.
Mas eu sabia que o relógio estava correndo. Taehyung estava lá fora, o Min estava à espreita, e a madrugada seria o teste final para saber se esse sorriso era um recomeço ou apenas o último adeus antes dela me destruir.
Aproximei-me dela novamente, ficando entre suas pernas abertas, e coloquei minhas mãos em seu rosto, polegares acariciando suas bochechas rosadas.
— O almoço foi um desastre — sussurrei, encostando meu nariz no dela, ignorando o cheiro de queimado e focando apenas no cheiro de nós dois. — Mas eu pediria o cardápio inteiro do melhor restaurante da cidade se isso garantisse que você continuaria sorrindo assim para mim.
Eu estava sendo sincero. Eu daria tudo. Mas, enquanto eu a olhava, uma pergunta queimava na minha alma: Será que ela vai sorrir assim para ele hoje à noite?
O sorriso que estava nos meus lábios segundos atrás murchou, substituído por uma pontada de amargura que subiu pela garganta. A realidade daquela penthouse luxuosa, das roupas de grife e do contrato de casamento parecia pesar toneladas novamente.
— Você pode nunca ter reparado… mas eu nunca liguei para dinheiro ou luxo — eu disse, minha voz perdendo o calor e voltando a ficar gélida.
Desviei o olhar do dele, focando em um ponto qualquer na cozinha moderna e impessoal. A imagem de Sun-hee veio à minha mente como um fantasma insistente.
— Quem gosta dessas coisas é o seu amor… a mulher que você nunca quis deixar.
O silêncio que se seguiu foi cortante. O clima de intimidade que tínhamos construído no balcão evaporou, deixando apenas as cinzas do almoço queimado e a verdade nua entre nós. Jungkook tentou falar, ele abriu a boca como se fosse protestar, mas eu não dei espaço.
— Eu… bom — pigarrei, sentindo o nó na garganta apertar. — Acho melhor eu ir para o quarto.
As palavras dela foram como chicotadas. Eu ainda sentia o calor do corpo dela nas minhas mãos, o gosto dela na minha boca, mas em um segundo ela se distanciou quilômetros. O golpe foi certeiro: ela me lembrou de que, por dois anos, eu a fiz se sentir como a “outra” na própria casa, enquanto protegia alguém que só se importava com o status que eu podia dar.
— S/N, espera… — eu disse, estendendo a mão para tocá-la, mas ela já estava descendo do balcão, fechando o roupão com dedos ágeis e decididos.
Eu queria dizer que Sun-hee era o passado. Queria gritar que o luxo não significava nada se ela não estivesse aqui para gastá-lo comigo. Mas como eu poderia convencê-la, se eu passei setecentos dias provando o contrário?
Antes que ela pudesse dar o segundo passo em direção ao corredor, minha mão se fechou em seu pulso. Não com força, mas com uma insistência desesperada. Puxei-a de volta, não para o balcão, mas para o meu peito, envolvendo sua cintura com meus braços e prendendo-a ali, onde ela podia ouvir meu coração martelando contra as costelas.
— S/N, para. Por favor, olha para mim — pedi, minha voz rouca, quase um súplica. — Você tem razão sobre o passado. Eu fui um idiota completo. Eu negligenciei o que era real por uma ilusão de segurança que nunca me deu o que você me deu em apenas uma noite.
Encostei minha testa na dela, forçando-a a sentir minha respiração errática.
— A Sun-hee não é o meu amor. Ela nunca foi o que você é. Eu só… eu demorei para entender que o que eu precisava não era de alguém que massageasse meu ego com luxo, mas de alguém que me incendiasse como você faz.
Senti o corpo dela tenso contra o meu, a resistência vibrando em cada músculo, mas eu não a soltei.
— Esquece o quarto. Esquece o que queimou ali no fogão — continuei, baixando o tom, buscando os olhos dela. — Vamos fazer o seguinte: eu vou pedir aquela comida tailandesa que você adora daquele lugar simples que você sempre quis ir e eu nunca te levei. Nada de pratos caros, nada de vinhos de mil dólares. Só a gente. Aqui no chão da sala, se você quiser.
Dei um beijo leve em sua têmpora, sentindo o cheiro do banho dela misturado ao rastro do que acabamos de fazer.
— Fica comigo. Sem Sun-hee, sem contrato, sem passado. Só nós dois, tentando descobrir quem somos quando não estamos tentando nos ferir. O que você me diz? Eu peço o almoço e a gente assiste a qualquer filme idiota que você escolher até a madrugada chegar.
As palavras dele eram mel e veneno ao mesmo tempo. Ele estava fazendo exatamente o que eu desejei por dois anos: sendo presente, sendo vulnerável, sendo meu. O convite para um almoço simples, sem a pompa que ele tanto prezava, era o maior sinal de rendição que Jungkook já tinha dado.
Mas o peso do plano com Yoongi queimava na minha mente. Se eu ficasse, se eu aceitasse aquele almoço no chão da sala, como eu olharia para o segurança Min na madrugada? Como eu seguiria com a vingança se o “vilão” da minha história estava ali, segurando-me como se eu fosse a única coisa preciosa no mundo?
— Você realmente quer ficar em casa? — perguntei, minha voz mal saindo de um sussurro, enquanto meus dedos hesitavam sobre os braços dele. — Sem luxo? Sem distrações?
— Só você e eu, S/N — ele afirmou, selando a promessa com um beijo casto nos meus lábios. — É tudo o que eu quero agora.
Ela vai precisar de muito mais que isso pra esquecer os 2 anos que foi humilhada
Exatamente isso . Mais acho que vai da certo as investidas dele
Ele complicando todos os planos de vingança.. agora ele vai fazer de tudo pra ela não seguir adiante.. céuuuus!!
[quote]O mármore gelado contra as minhas costas era o contraste perfeito para o calor do corpo de Jungkook que me esmagava. Eu sentia a dureza dele contra a minha intimidade, pulsando, implorando por entrada. Meus dedos cravaram-se nos ombros dele, rasgando levemente a camisa de seda que ele tinha acabado de vestir. [/quote
Ok ok ok… o que foi isso?! “Sentia a dureza dele… implorando por entrada!!!”
Fico como assim?? Depois disso…
SN que difícil né?!
Ele sabe SN… e está furioso… e essa fúria é demostrada com muito prazer!!! Ai que delícia viu!!! Kkkk
Que visão é essa?! Eu até parei de respirar por alguns segundos…
Quanta fome esse homem tem viu?!
SN, aproveita esse banquete!!! Kkk
Jk tem a senha kkkkk
Vamos ver se ela vai aceitar
O plano é bom. Mas o que ela realmente quer?
Ela que se sentir viva, desejada… Sentir coisas que o marido negou ela por dois anos..
Ela quer a vinganca?
Ou quer tentar algo com ele dessa vez
Cada movimento era uma pergunta: Quem é o seu dono? Quem te faz gritar assim?
Pra queeeee perguntar isso? Vai escutar o que não quer kkkk
ele não dizia nada… era o ato em si…
Eu queria que ela visse nos meus olhos que eu sabia. Eu sabia o que ela tinha feito no carro, eu sabia do Min, e mesmo assim, eu a desejava com uma fúria que me assustava. Era uma mistura de amor, ciúme e uma necessidade doentia de apagar qualquer rastro de outro homem de dentro dela.
Mas é um corno manso, viu KKKKK
Fica comigo. Sem Sun-hee, sem contrato, sem passado. Só nós dois, tentando descobrir quem somos quando não estamos tentando nos ferir. O que você me diz? Eu peço o almoço e a gente assiste a qualquer filme idiota que você escolher até a madrugada chegar.
EU QUERO ESSEE HOMEM PRA MIIIIM
Muié,eu não tiraria o olho desse homem
Amo e odeio a possessividade desse homem
Odeio,pq é exatamente assim,os interrogatórios acabam com qualquer momento bons
Ela ama pesar o clima kk
Isso ai,investe no simples e delicado que dá certo
Não gosto de AGORA,depois só se lasca