You have no alerts.
Header Background Image

Dá o Play

O vapor do banho ainda nublava o espelho, mas não conseguia embaçar a confusão que se instalara no meu peito. Eu saí do banheiro enrolada em um roupão, com a pele ainda sensível e quente pelo toque proibido de Yoongi na garagem, mas assim que meus pés tocaram o tapete do quarto e meus olhos caíram sobre aquela cama, o peso da realidade me esmagou.

Deitei-me, sentindo o perfume do lençol — o mesmo perfume amadeirado e caro que Jungkook exalava. De repente, as lembranças da noite anterior me atingiram com a força de um soco. O modo como ele me segurou no ar, o desespero na voz dele me chamando de sua, a entrega que eu nunca achei que veria… pela primeira vez em dois anos, ele tinha sido meu de verdade.

Mas a que custo?

— Uma noite… — sussurrei para o quarto vazio. — Em setecentos e trinta dias, eu tive você por apenas algumas horas.

Afundei meu rosto no travesseiro, aspirando o cheiro dele e odiando o fato de que meu corpo ainda reagia a isso. A adrenalina com Yoongi era eletrizante, era vingança, era poder. Mas o que eu sentia por Jungkook era uma ferida aberta que se recusava a cicatrizar. Eu sabia que ele ainda amava a ex. Ninguém apaga anos de história com uma noite de sexo intenso, por mais “reivindicador” que ele tenha tentado ser.

Eram apenas 10 horas da manhã. O dia mal tinha começado e eu já me sentia exausta. Eu queria odiá-lo. Queria que o toque de Yoongi tivesse apagado o rastro dele em mim, mas a verdade é que, no escuro do meu subconsciente, eu ainda comparava tudo ao Jungkook.

— Ele só quer o que está perdendo — pensei, apertando o travesseiro contra o peito. — Ele não me ama. Ele ama o controle que tem sobre mim.

Eu tentava apagar o desejo, tentava me convencer de que a madrugada com Yoongi seria o golpe final, mas meu coração covarde ainda buscava o calor daquele homem que, na sala lá embaixo. Se eu cedesse agora, eu voltaria a ser apenas a “cláusula” dele.

O impacto do meu soco contra o concreto da pilastra ecoou pela garagem, uma dor aguda subindo pelo meu braço que, honestamente, era um alívio perto do que eu sentia no peito. Eu estava ofegante, a calcinha de renda ainda amassada na minha outra mão.

— Controle, Jungkook. Controle — sibilei para mim mesmo, fechando os olhos e encostando a testa no frio da coluna.

Ela queria um jogo? Ela queria me mostrar que eu poderia perdê-la? Pois eu ia mostrar a ela que ninguém, absolutamente ninguém, toma o que é meu. Se ela queria ser convencida, eu ia usar todas as armas que eu negligenciei nesses dois anos.

Entrei no SUV, o motor rugindo sob o meu comando. O cheiro de sexo e traição ainda flutuava ali, mas eu o ignorei, focando no que viria a seguir. Antes de engatar a marcha, peguei o celular. Meus dedos voaram pelos contatos até o nome que eu precisava.

— Kim Taehyung — disparei, assim que ele atendeu. Minha voz era puro aço. — Quero que você assuma a guarda da minha mulher agora. E escute bem: em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, deixe o Min se aproximar dela ou entrar na residência. Se ele tentar passar pela porta, tire-o de lá. Está entendido?

A confirmação de Taehyung foi curta e profissional. Desliguei. O Min achava que tinha vencido porque a S/N assinou o cheque dele? Ele esqueceu quem manda nesta porra de cidade.

Saí da garagem fritando os pneus. Eu não ia para o escritório. Eu não ia para a Sun-hee. Eu fui para o único lugar que poderia me ajudar a reconstruir o que eu mesmo destruí.

Parei no mercado de luxo. Caminhei pelos corredores ignorando as pessoas que me reconheciam. Peguei os melhores ingredientes: a carne marmorizada que ela amava, os temperos frescos, o vinho que ela mencionou uma vez, meses atrás, e que eu fingi não ouvir. Eu ia cozinhar para ela. Eu ia mostrar que podia ser o homem que cuida, não apenas o que comanda.

Depois, parei na floricultura.

— As flores mais raras que você tiver — ordenei à florista. — Mas que não tenham cheiro de hospital. Quero algo que exale vida.

Saí de lá com um buquê de orquídeas negras e tulipas vermelhas profundas. Cores de paixão, de perigo, de posse.

Estacionei na garagem novamente. Taehyung já estava lá, uma sentinela silenciosa na porta do elevador. Ele apenas assentiu para mim. O Min não estava em lugar nenhum. Bom.

Subi para a cobertura. O silêncio lá em cima era pesado. Coloquei as sacolas sobre o balcão da cozinha e as flores no vaso de cristal mais caro que tínhamos. Comecei a preparar o jantar. O som da faca batendo na tábua de madeira era rítmico, quase meditativo. Eu estava colocando cada grama do meu arrependimento e do meu desejo naquela comida.

“Ela se sente suja?”, pensei, lembrando da frase dela. “Pois eu vou limpá-la com o meu cuidado até que ela só consiga sentir o meu rastro novamente.”

Enquanto a carne selava na frigideira, soltando aquele aroma intenso, eu olhei para o corredor do quarto. Ela estava lá dentro, sem saber que o jantar que estava sendo preparado era o meu pedido de trégua… ou o início da minha ocupação definitiva.

O aroma de alho tostado e carne selada na manteiga começou a serpentear por baixo da porta do quarto, infiltrando-se nos meus sentidos e arrancando-me do turbilhão de pensamentos sobre Yoongi e o passado. Aquele cheiro… era o meu prato favorito.

Abri a porta lentamente, o roupão de seda deslizando pelos meus calcanhares. Quando cheguei à sala, parei estática.

Jungkook estava na cozinha. Mas não era o Jungkook CEO de terno e olhar de gelo. Ele estava de avental, com as mangas da camisa branca dobradas até os cotovelos, revelando as veias dos braços enquanto mexia em uma panela. A luz da tarde batia nas sacolas de compras em cima do balcão — logotipos de mercados onde ele nunca colocaria os pés.

Ele não viu a calcinha, foi o meu primeiro pensamento. Se tivesse visto, a cozinha estaria em chamas, não exalando esse perfume delicioso.

Respirei fundo, tentando manter minha máscara de indiferença, embora meu coração desse um solavanco com aquela imagem doméstica tão surreal.

— Seus pais estão vindo? — perguntei, a voz saindo um pouco mais trêmula do que eu planejava.

Jungkook parou o que estava fazendo e se virou para mim. O olhar dele não era de fúria, era… algo profundo e suplicante.

— Não — ele respondeu baixo, a voz vibrando no espaço entre nós.

— Ah… então os meus pais estão vindo? — retruquei, cruzando os braços, tentando achar uma justificativa lógica para aquele esforço todo.

Eu a vi parada ali, pequena e magnífica naquele roupão preto, com o cabelo ainda úmido e aquela expressão de dúvida que me partia ao meio. Ela achava que eu só faria algo assim por obrigação social, por causa dos nossos pais, por causa do contrato.

A pergunta dela doeu mais do que o soco na pilastra. Doeu porque mostrava o quão pouco eu dei a ela nesses dois anos para que ela nem cogitasse que eu faria isso apenas por ela.

— Ninguém está vindo, S/N — eu disse, largando a colher de madeira e dando um passo em direção ao balcão, mantendo a distância que ela impôs. — Eu fui ao mercado. Eu escolhi cada coisa nessas sacolas. Eu queria que o cheiro desta casa mudasse. Queria que você sentisse que este lugar é seu, não um cenário de negócios.

Eu a encarei, meus olhos descendo por um segundo para o pescoço dela, sentindo um gosto amargo na boca ao lembrar do que descobri na garagem, mas engoli o orgulho. Eu ia jogar o jogo dela. Se ela queria silêncio sobre o que aconteceu lá embaixo, eu daria silêncio… por enquanto.

— Eu fiz para você — continuei, minha voz saindo rouca. — Porque eu percebi que passei dois anos sendo servido por você, e hoje… hoje eu quero ser aquele que te serve. Senta, por favor. O jantar está quase pronto.

Eu queria que ela visse o esforço nas minhas mãos, que talvez estivessem um pouco trêmulas. Eu queria que ela esquecesse o toque do Min, nem que fosse pelo tempo de uma refeição. Eu estava lutando pela alma da minha esposa, e a cozinha era o meu novo campo de batalha.

A minha mente era um campo de batalha, gritando avisos desesperados, lembrando-me de cada negligência, de cada “eu te amo” que ele reservou para outra e da calcinha que era um rastilho de pólvora lá embaixo. Saia daí, S/N. Não seja fácil. Lembre-se do que você sentiu no sofá.

Mas o meu corpo… o meu corpo era um traidor.

Quando percebi, meus pés já tinham ignorado a cadeira. Eu não queria comida. Eu não queria o conforto de um prato bem feito. Eu queria o homem que, por trás daquele avental e daquela fachada de arrependimento, ainda era o único capaz de fazer meu sangue ferver de um jeito que beirava a agonia.

Envolvi o pescoço dele com meus braços, sentindo o calor da pele da sua nuca e a textura da camisa de seda. Jungkook congelou por um segundo, o choque evidente em suas pupilas dilatadas, mas eu não dei tempo para ele processar. Eu o puxei para um beijo.

Foi um beijo carregado de tudo o que estava entalado: o ódio, a carência de dois anos e o desejo selvagem que a noite anterior tinha apenas despertado. Minha língua buscou a dele com uma urgência que dizia que eu não me importava com o jantar, com os pais, ou com o mundo lá fora. Eu só queria sentir o gosto dele, o cheiro de tempero misturado ao perfume amadeirado que era a minha perdição.

Minhas mãos se enterraram nos cabelos da nuca dele, puxando-o para mais perto, querendo fundir nossos corpos ali mesmo, contra o balcão da cozinha.

O mundo desapareceu. O som da carne fritando na panela tornou-se um ruído branco diante do estrondo que o meu coração dava no peito. No momento em que os lábios dela tocaram os meus, a calcinha de renda na garagem, o rosto do Min, a fúria… tudo foi incinerado por um desejo cego.

Eu a segurei pela cintura com uma força quase bruta, puxando-a para cima, fazendo-a sentar no balcão de mármore entre os ingredientes do jantar. Minhas mãos subiram pelas coxas dela, por baixo do roupão de seda, buscando desesperadamente o contato da pele.

— S/N… — eu gemi contra a boca dela, minha voz soando como um animal ferido. — Você não tem ideia do quanto eu te quero.

Eu não sabia se ela estava fazendo aquilo para me perdoar ou para me destruir de vez, mas eu não me importava. Se aquele beijo era uma armadilha, eu estava entrando nela de olhos abertos e agradecendo. Eu a beijava como se minha vida dependesse de cada fôlego dela, minhas mãos mapeando o corpo que eu quase perdi.

O jantar podia queimar. A casa podia cair. Naquele momento, a única coisa que importava era que ela tinha voltado para os meus braços, mesmo que fosse apenas para me incendiar antes da queda.

29 Comentários

Aviso! Seu comentário ficará invisível para outros convidados e assinantes (exceto para respostas), inclusive para você, após um período de tolerância. Mas se você enviar um endereço de e-mail e ativar o ícone de sino, receberá respostas até que as cancele.
  1. Marcela
    Feb 6, '26 at 9:51 pm

    — Eu fiz para você — continuei, minha voz saindo rouca. — Porque eu percebi que passei dois anos sendo servido por você, e hoje… hoje eu quero ser aquele que te serve. Senta, por favor. O jantar está quase pronto.

    Um corno conformado e amoroso kkkkkkk

  2. Marcela
    Feb 6, '26 at 9:52 pm

    — Kim Taehyung — disparei, assim que ele atendeu. Minha voz era puro aço. — Quero que você assuma a guarda da minha mulher agora. E escute bem: em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, deixe o Min se aproximar dela ou entrar na residência. Se ele tentar passar pela porta, tire-o de lá. Está entendido?

    Declaração de corno 3.0 kkkkk

  3. Marcela
    Feb 6, '26 at 9:54 pm

    — Kim Taehyung — disparei, assim que ele atendeu. Minha voz era puro aço. — Quero que você assuma a guarda da minha mulher agora. E escute bem: em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, deixe o Min se aproximar dela ou entrar na residência. Se ele tentar passar pela porta, tire-o de lá. Está entendido?

    O querido já gosta de arriscar, né?

  4. Marcela
    Feb 6, '26 at 9:56 pm

    Saí de lá com um buquê de orquídeas negras e tulipas vermelhas profundas. Cores de paixão, de perigo, de posse.

    Um homem apaixonado kkkk

  5. Marcela
    Feb 6, '26 at 9:59 pm

    — Kim Taehyung — disparei, assim que ele atendeu. Minha voz era puro aço. — Quero que você assuma a guarda da minha mulher agora. E escute bem: em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, deixe o Min se aproximar dela ou entrar na residência. Se ele tentar passar pela porta, tire-o de lá. Está entendido?

    O querido já gosta de contar com a sorte kkkkk

  6. Marcela
    Feb 6, '26 at 10:00 pm

    Saí de lá com um buquê de orquídeas negras e tulipas vermelhas profundas. Cores de paixão, de perigo, de posse.

    Um homem apaixonado kkkk

  7. Sheila
    Feb 6, '26 at 11:29 pm

    Minhas mãos se enterraram nos cabelos da nuca dele, puxando-o para mais perto, querendo fundir nossos corpos ali mesmo, contra o balcão da cozinha.

    Não aguentou né S/N?! Mas quem resiste ao JK?! Principalmente vendo-o de avental cozinhando pra vc… que inveja!!!

  8. Sheila
    Feb 6, '26 at 11:33 pm

    Foi um beijo carregado de tudo o que estava entalado: o ódio, a carência de dois anos e o desejo selvagem que a noite anterior tinha apenas despertado. Minha língua buscou a dele com uma urgência que dizia que eu não me importava com o jantar, com os pais, ou com o mundo lá fora. Eu só queria sentir o gosto dele, o cheiro de tempero misturado ao perfume amadeirado que era a minha perdição.

    “ A minha língua buscou o dele com urgência…”
    Nossa que delícia de sensação!!!
    “Sentir o gosto dele…”
    Só quero!!!!kkkk

  9. Nathy
    Feb 6, '26 at 11:59 pm

    Falem o que quiser, mas o amo o Jk

    1. Luana
      @NathyFeb 7, '26 at 10:43 am

      Eu tbm amoooo…. Perdoaria muito fácil esse gato kkkkk

  10. Nathy
    Feb 7, '26 at 12:00 am

    Era o meu sonho, este homem cozinhar pra mim

    1. Luana
      @NathyFeb 7, '26 at 10:43 am

      Meu sonho tbm .

  11. Nathy
    Feb 7, '26 at 12:00 am

    Q homem senhor, que homeeeeeeeem!!

  12. IASMINE
    Feb 7, '26 at 12:05 am

    Quando percebi, meus pés já tinham ignorado a cadeira. Eu não queria comida. Eu não queria o conforto de um prato bem feito. Eu queria o homem que, por trás daquele avental e daquela fachada de arrependimento, ainda era o único capaz de fazer meu sangue ferver de um jeito que beirava a agonia.

    A paixão avassaladora deles é surreal

  13. IASMINE
    Feb 7, '26 at 12:06 am

    O jantar podia queimar. A casa podia cair. Naquele momento, a única coisa que importava era que ela tinha voltado para os meus braços, mesmo que fosse apenas para me incendiar antes da queda.

    Ele se entregou real

  14. Luana
    Feb 7, '26 at 10:41 am

    Impressionante como homem gosta de competição! Só ver que outros querem oque é dele rapidinho se arrepende kkkk

  15. Anne
    Feb 7, '26 at 1:57 pm

    O jantar podia queimar. A casa podia cair. Naquele momento, a única coisa que importava era que ela tinha voltado para os meus braços, mesmo que fosse apenas para me incendiar antes da queda.

    Ele está tão desesperado por ela

  16. Anne
    Feb 7, '26 at 1:57 pm

    Que qualquer migalha que ela de. Já é suficiente para incendiar tudo

  17. Anne
    Feb 7, '26 at 1:58 pm

    — Kim Taehyung — disparei, assim que ele atendeu. Minha voz era puro aço. — Quero que você assuma a guarda da minha mulher agora. E escute bem: em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, deixe o Min se aproximar dela ou entrar na residência. Se ele tentar passar pela porta, tire-o de lá. Está entendido?

    Só ele que pensa que o Kim vai afastar os dois

  18. Anne
    Feb 7, '26 at 1:58 pm

    Talvez pela pegue o Kim também

  19. THAMIRIS
    Feb 17, '26 at 6:33 pm

    Ela queria um jogo? Ela queria me mostrar que eu poderia perdê-la? Pois eu ia mostrar a ela que ninguém, absolutamente ninguém, toma o que é meu. Se ela queria ser convencida, eu ia usar todas as armas que eu negligenciei nesses dois anos.

    Isso meu jovem,vai ao jogo

  20. THAMIRIS
    Feb 17, '26 at 7:50 pm

    — Kim Taehyung — disparei, assim que ele atendeu. Minha voz era puro aço. — Quero que você assuma a guarda da minha mulher agora. E escute bem: em hipótese alguma, sob nenhuma circunstância, deixe o Min se aproximar dela ou entrar na residência. Se ele tentar passar pela porta, tire-o de lá. Está entendido?

    Kk,o próximo a comer a mulher dele kkk
    Entregando a mulher de bandeja

  21. THAMIRIS
    Feb 17, '26 at 7:53 pm

    Estacionei na garagem novamente. Taehyung já estava lá, uma sentinela silenciosa na porta do elevador. Ele apenas assentiu para mim. O Min não estava em lugar nenhum. Bom.

    Kk,isso não é um bom sinal kk

  22. THAMIRIS
    Feb 17, '26 at 7:56 pm

    Eu a vi parada ali, pequena e magnífica naquele roupão preto, com o cabelo ainda úmido e aquela expressão de dúvida que me partia ao meio. Ela achava que eu só faria algo assim por obrigação social, por causa dos nossos pais, por causa do contrato.

    Desse jeito
    Quando a esmola é muito,o cego desconfia

  23. THAMIRIS
    Feb 17, '26 at 7:58 pm

    Mas o meu corpo… o meu corpo era um traidor.

    Kk, é sempre assim

  24. THAMIRIS
    Feb 17, '26 at 7:59 pm

    Envolvi o pescoço dele com meus braços, sentindo o calor da pele da sua nuca e a textura da camisa de seda. Jungkook congelou por um segundo, o choque evidente em suas pupilas dilatadas, mas eu não dei tempo para ele processar. Eu o puxei para um beijo.

    Eita Sn,aí também já é fogo no c*

  25. Karine
    Mar 7, '26 at 3:49 pm

    “Ela se sente suja?”, pensei, lembrando da frase dela. “Pois eu vou limpá-la com o meu cuidado até que ela só consiga sentir o meu rastro novamente.”

    Cinico tbm, não era melhor ter mudado pelo amor do que pela dor?

  26. Karine
    Mar 7, '26 at 3:52 pm

    Eu queria que ela visse o esforço nas minhas mãos, que talvez estivessem um pouco trêmulas. Eu queria que ela esquecesse o toque do Min, nem que fosse pelo tempo de uma refeição. Eu estava lutando pela alma da minha esposa, e a cozinha era o meu novo campo de batalha.

    Golpe baixo, JungKook cozinheiro

  27. Karine
    Mar 7, '26 at 3:55 pm

    Eu não sabia se ela estava fazendo aquilo para me perdoar ou para me destruir de vez, mas eu não me importava. Se aquele beijo era uma armadilha, eu estava entrando nela de olhos abertos e agradecendo. Eu a beijava como se minha vida dependesse de cada fôlego dela, minhas mãos mapeando o corpo que eu quase perdi.

    Aayy papii

Nota

Você não pode copiar conteúdo desta página