Capítulo 13 – Minha mulher
por FanfiqueiraO jantar terminou, mas o gosto da comida tailandesa já não significava nada. Eu olhei para as embalagens vazias na mesinha de centro e depois para as mãos de Jungkook. Elas estavam estendidas para mim, abertas, esperando que eu as aceitasse.
— Vem, S/N… — ele disse, a voz num tom baixo e aveludado que eu nunca ouvi. — Deixa o resto aí. Eu quero apenas que você descanse. Comigo.
Eu aceitei. Coloquei minha mão na dele e senti o aperto firme enquanto ele me ajudava a levantar do chão. O meu corpo, ainda pesado pela satisfação recente que Taehyung me proporcionara e pelo impacto do sexo no balcão, vacilou por um segundo. Jungkook, interpretando aquilo como cansaço puro, passou o braço pela minha cintura e me puxou para perto.
Caminhamos até o sofá de couro italiano. Ele se sentou primeiro e, com um puxão suave, me acomodou entre suas pernas, fazendo-me apoiar as costas em seu peito. Os braços dele envolveram minha cintura, e ele descansou o queixo no meu ombro.
— Sente como seu coração está acelerado? — ele sussurrou perto do meu ouvido, o hálito quente arrepiando os pelos da minha nuca. — Eu sei que errei. Eu sei que te deixei sozinha. Mas estar assim agora… parece que finalmente estou respirando de novo.
Eu fechei os olhos. O cheiro do perfume de Jungkook era familiar, reconfortante, mas minha mente era um projetor maldito. Eu não conseguia parar de pensar que, do outro lado daquela porta, Kim Taehyung estava de pé, imóvel, com o gosto da minha pele ainda nos lábios.
Jungkook começou a acariciar meus braços com as pontas dos dedos, um carinho lento, quase hipnótico. Ele não fazia ideia de que eu era uma bomba-relógio. Ele achava que aquele jantar no chão e aquela demonstração de afeto estavam limpando o terreno.
— Eu mandei o Min para a guarita externa — ele comentou, a voz vibrando contra as minhas costas. — O Taehyung vai ficar na nossa porta. Ele é o mais leal que eu tenho. Você está segura agora, meu amor.
Eu quase soltei uma risada histérica. Segura. O homem em quem ele mais confiava tinha acabado de me chamar de safada enquanto me possuía com os dedos.
— O Taehyung… é um bom homem, Jungkook — respondi, minha voz saindo num sussurro carregado de uma ironia que ele nunca perceberia. — Ele é muito… eficiente no que faz.
Jungkook apertou o abraço, deixando um beijo na curva do meu pescoço.
— Sim, ele é. Agora, apenas feche os olhos. Vamos ficar assim um pouco. Só nós dois.
O peso do corpo de S/N sobre o meu era a única coisa que me mantinha ancorado à realidade. O silêncio da sala era preenchido apenas pela respiração profunda dela; ela tinha adormecido, finalmente relaxada, depois de um dia que parecia ter durado um século. Eu acariciava seus cabelos, sentindo uma paz que não merecia, acreditando que talvez, só talvez, eu estivesse ganhando a guerra pelo seu coração.
Até que a vibração no meu bolso estraçalhou o momento.
Tentei ignorar, mas o celular insistia. Com cuidado milimétrico para não despertar S/N, deslizei o aparelho para fora. O número desconhecido na tela fez meu estômago revirar: Sun-hee, era obvio que era ela…
Olhei para S/N. Ela parecia tão serena, tão alheia ao veneno que estava prestes a invadir nossa sala. Atendi, levando o telefone ao ouvido oposto ao dela, a voz saindo num sussurro tenso.
— Alô… — eu disse, torcendo para que ela desligasse.
— Jungkook? — A voz dela veio carregada de soluços, aguda e desesperada. Mesmo sem o viva-voz, o silêncio da cobertura tornava cada palavra dela um trovão. — Por que você fez isso comigo? Por que você me apagou da sua vida? Você me largou como se eu fosse nada!
Senti o corpo de S/N dar um leve sobressalto, mas ela continuou imóvel. Meu sangue gelou.
— Sun-hee, agora não é o momento. Eu já te disse, as coisas mudaram — respondi, tentando manter a voz firme, mas sentindo o suor frio brotar na minha nuca.
— Mudaram? — ela gritou, e eu conseguia ouvir o som de algo quebrando do outro lado. — Foi por causa dela, não foi? Daquela sonsa que você chama de esposa! Você passou esse tempo todo me dizendo que ela era apenas um contrato, que você não a tocava! E agora você some? Jungkook, eu estou morrendo… eu não consigo respirar sem você!
Cada palavra dela era uma facada na minha tentativa de redenção. Eu olhava para S/N, sentindo uma vergonha corrosiva. Eu tinha dito exatamente isso para Sun-hee durante meses de negligência com o meu casamento. Eu tinha alimentado esse monstro.
— Chega, Sun-hee! — sibilei, o tom subindo involuntariamente. — Eu estou com a minha mulher. Eu amo a S/N. Eu nunca deveria ter deixado você entrar nas nossas vidas. Não me ligue mais. Nunca mais.
— Você está mentindo! — ela soluçou, a voz distorcida pelo choro histérico. — Você vai voltar correndo quando perceber que ela nunca vai te amar como eu amo! Você é meu, Jungkook!
Desliguei o celular com força, o coração batendo na garganta. Joguei o aparelho no tapete, longe de nós, como se estivesse descartando uma arma do crime. Voltei a abraçar S/N, apertando-a contra mim, querendo protegê-la de um passado que eu mesmo trouxe para dentro de casa.
— S/N… — sussurrei contra o topo da cabeça dela, sem saber se ela ouvia. — Me perdoa. Por favor, me perdoa.
O silêncio que se seguiu ao estalo do celular contra o tapete era denso, carregado com o resíduo da histeria de Sun-hee. Eu sentia o peito de Jungkook subir e descer de forma errática atrás de mim; ele estava apavorado, como uma criança que tenta esconder um vidro quebrado antes que os pais cheguem.
Mas o vidro já estava estraçalhado. E os cacos estavam cravados no meu peito.
Eu tentei. Juro que tentei manter a respiração pesada, o corpo mole e a expressão vazia de quem vaga em sonhos. Mas ouvir aquelas palavras — não um “hoje não”, mas um “nunca mais” — agiu como um bisturi na minha armadura. E quando ele sussurrou o meu nome, pedindo um perdão que ele nem sabia se eu podia conceder, a barreira cedeu.
Uma lágrima única, quente e pesada, traiu meus olhos fechados. Ela escorreu lentamente pela minha bochecha, traçando um caminho úmido até molhar o braço de Jungkook que me envolvia. Meus lábios, num reflexo de mágoa infantil e dor profunda, contraíram-se num biquinho involuntário que eu não consegui conter.
Eu não era mais a femme fatale que dominava seguranças na garagem ou no quarto; naquele segundo, eu era apenas a mulher que esperou dois anos para ouvir uma verdade que chegou tarde demais.
Eu estava imóvel, rezando para que ela não tivesse ouvido nada, quando senti a umidade na minha pele. Olhei para baixo e meu coração despencou. S/N não estava dormindo. A lágrima brilhava sob a luz suave da sala, e aquele biquinho nos lábios dela… era a visão mais dolorosa que eu já tive. Era a prova de que eu a tinha quebrado por completo.
— S/N… — minha voz falhou, um fio de som desesperado.
Eu a apertei mais forte, enterrando meu rosto no vão do seu pescoço, sentindo o tremor que começou a percorrer o corpo dela.
— Você ouviu, não foi? — Minha voz saiu embargada. — Por favor, não acredita no que ela disse sobre o passado… acredita no que eu disse agora. Eu a expulsei da minha vida. Eu escolhi você. Eu sempre deveria ter escolhido você.
Abri os olhos, a visão turva pelas lágrimas que agora vinham em sequência. Eu não me virei para encará-lo. Continuei ali, aninhada no peito do homem que me destruiu com negligência e agora tentava me curar com palavras.
O “eu te amo” dele ecoava como música, mas os gritos da Sun-hee sobre como ele dizia que eu era “apenas um contrato” eram o ruído que não me deixava aproveitar a melodia.
— “Nunca mais”, Jungkook? — perguntei, minha voz saindo rouca, abafada pelo choro contido. — Você realmente disse isso? Ou é apenas porque agora você sabe que eu posso ir embora?
Eu queria acreditar. Uma parte de mim queria virar, beijá-lo e esquecer que Yoongi e Taehyung existiam. Mas a outra parte… a parte que ainda sentia o gosto amargo da negligencia, das humilhações de ser apernas um contrato e ela ser a amada…
— Você me ama agora, Jeon? — Repeti, finalmente me virando nos braços dele, os olhos vermelhos fixos nos dele, que estavam inundados de culpa. — Ou você só está tentando retomar o controle que perdeu?
— Jungkook? — A voz dela veio carregada de soluços, aguda e desesperada. Mesmo sem o viva-voz, o silêncio da cobertura tornava cada palavra dela um trovão. — Por que você fez isso comigo? Por que você me apagou da sua vida? Você me largou como se eu fosse nada!
Amante não tem lar kkkkkk ( n resisti)
Ou ele diz que sempre a amou, ou perde pra sempre
ele faz melhor
Não quer dizer que falar eu sempre te amei, vai fazer ela aceitar tudo o que ele fez
Ainda é um momento de reencontro dele
Mdsss, é agora ou nunca
Fala a coisa certa homem, pelo o amor de Deus
Um surto novo a cada capítulo
O desespero da amante kkkkkk mais tbm perder um gato desse seria desesperador mesmo! Kkkkkk
Agora é a hora da verdade.. o que ele disser agora vai definir tudo
Agora ou nunca em Jk!!! Fale o que sente, se não vai perder a SN pra sempre!!!
Xeque-mate Jk!!! Pois ela pode ir embora, então valorize!!!
O choro veio né SN?! Não tem como evitar!!! Muitas coisas passando na sua cabeça!!!
Rapaz meia noite te conto uma coisa kk
Nem te conto,o que ele pode fazer com aquelas grandes mãos kk
Porque você é um nada
Acorda Muié
Até que enfim,honrou as calças
Aaaaahhhhh