Capítulo 3 – Prazer em te Destruir
por FanfiqueiraO toque de Sun-hee no braço de Jungkook foi o golpe de misericórdia na cena, mas não em mim. Ela se inclinou, possessiva, o rosto vitorioso brilhando sob as luzes da boate, agindo como se tivesse recuperado o que era dela por direito.
Eu observei a cena com uma calma que beirava o cruel. Jungkook estava estático, o corpo rígido como uma estátua de gelo prestes a rachar, enquanto o olhar dele ainda tentava, desesperadamente, perfurar a minha indiferença.
— Viu só, Namjoon? — eu disse, voltando minha atenção para o homem ao meu lado, ignorando completamente a existência de Sun-hee. — Eu disse que o amor era uma coisa fascinante de se ver… especialmente quando ele é tão público.
Namjoon soltou uma risada baixa, uma vibração que ressoou contra o meu ombro. Ele passou o braço pela minha cintura, me puxando para mais perto, o calor do seu corpo agindo como um insulto silencioso ao frio que Jungkook sempre me ofereceu.
— Realmente, S/N — Namjoon respondeu, os olhos fixos em Jungkook com um desafio latente. — Mas eu prefiro o tipo de fogo que não precisa de plateia.
Eu olhei para o casal à minha frente. Sun-hee sorria, mas Jungkook… Jungkook parecia estar em seu próprio inferno pessoal. A mão dele tremia levemente ao lado do corpo, e eu soube que ele estava sentindo cada grama da humilhação que eu carreguei sozinha naquele penthouse por dois anos.
— Felicidades aos noivos — debochei, o sorriso de canto idêntico ao que ele costumava usar para me calar. — Vamos, Namjoon? Este lugar ficou subitamente… tedioso.
Eu queria afastar Sun-hee. Eu queria gritar que ela não significava nada diante do vazio que se abria no meu peito ao ver S/N se afastar. Mas eu estava paralisado. O abraço de Sun-hee parecia uma corrente, me prendendo à imagem de homem infiel que eu mesmo cultivei.
— Jungkook, deixe eles — Sun-hee sussurrou, a voz dela agora parecendo o som de unhas em um quadro negro. — Vamos voltar para o camarote.
Eu não conseguia tirar os olhos das costas de S/N. O modo como ela caminhava, a mão de Namjoon espalmada na base da coluna dela… aquilo estava me matando. Ver a “minha” esposa sendo conduzida por outro, enquanto eu estava ali, sendo “marcado” por um passado que, de repente, parecia cinza e sem vida.
— Solte-me — eu disse, a voz gélida, desprendendo meu braço do toque de Sun-hee com uma brutalidade que a fez recuar, assustada.
Eu não era mais o dono do jogo. Eu era apenas um espectador assistindo à mulher que eu desprezei incendiar o meu mundo e caminhar sobre as cinzas sem olhar para trás.
O ambiente mudou drasticamente. O caos da pista de dança foi substituído pelo isolamento acústico e o luxo discreto do camarote privado de Namjoon. Ali, o cheiro de cigarro eletrônico e uísque caro flutuava no ar, e a iluminação em tons de âmbar criava sombras que pareciam acolher minha desolação.
Namjoon me conduziu até um sofá de couro profundo. Ele não foi invasivo; manteve uma distância respeitosa, mas seus olhos não saíram do meu rosto por um segundo sequer. Ele parecia ler as rachaduras na minha máscara de mármore que Jungkook nunca se deu ao trabalho de notar.
— Você está bem? — A voz dele era um barulho grave, uma nota baixa que vibrou no meu peito, desarmando o resto da minha pose.
Respirei fundo, sentindo o ar entrar trêmulo nos meus pulmões. Meus dedos ainda formigavam com a adrenalina do confronto, e a imagem de Jungkook, estático e derrotado lá embaixo, lutava espaço com a dor da traição que eu acabara de presenciar. Forcei um sorriso — um gesto frágil, mas teimoso.
— Não — confessei, e minha voz saiu mais quebrada do que eu pretendia. — Mas vou ficar.
Namjoon serviu duas doses de um destilado escuro, observando a mulher à sua frente como se ela fosse o enigma mais fascinante que já cruzara seu caminho. Ele conhecia a reputação de Jungkook — um homem que tratava tudo como uma transação comercial — mas ver o que ele estava desperdiçando era quase ofensivo.
— Você não precisa fingir aqui, S/N — ele disse, estendendo o copo para ela. — O palco ficou lá embaixo. O que você fez lá… foi uma declaração de guerra. E homens como o Jeon não sabem lidar com guerras que não podem vencer com dinheiro.
Ele sentou-se na poltrona oposta, cruzando as pernas com elegância. Havia algo de protetor em seu olhar, mas também uma faísca de interesse predatório. Ele viu a força dela, mesmo no momento de maior fragilidade.
— Deixe que ele queime no próprio gelo por uma noite — Namjoon continuou, a voz suave e perigosa. — Enquanto isso, eu posso te oferecer algo que ele nunca soube dar: atenção absoluta.
Eu estava parado do lado de fora daquela cortina de veludo. O som do meu próprio sangue latejando nas têmporas abafava a música da balada. Eu sentia o peso do olhar dos seguranças de Namjoon sobre mim, mas não me importava.
Minhas mãos estavam fechadas em punhos, as unhas cravando na palma. O desdém que eu sentia por S/N havia sido substituído por uma necessidade doentia e urgente de arrancá-la daquele lugar. A ideia de que ela estava lá dentro, com as defesas baixas, deixando outro homem ver o que eu negligenciei por dois anos, me deixava louco.
Eu não sentia mais o “tédio”. Eu sentia um incêndio.
— S/N! — rosnei, minha mão agarrando o tecido da cortina, pronta para rasgá-la. — Saia daí agora. Nós vamos para casa.
Eu sabia que estava perdendo a razão. Eu sabia que estava agindo como o homem que jurei nunca ser. Mas vê-la caminhar para longe de mim, protegida pelos braços de outro homem, foi como ver minha vida inteira ser reduzida a cinzas.
O som da voz de Jungkook cortando o veludo da cortina me atingiu como um choque elétrico. Ele estava ali, exigindo, ordenando, como se eu ainda fosse uma propriedade esquecida em seu inventário. Um sobressalto percorreu meu corpo, mas não foi de medo — foi o estalo final de algo que se quebrou para nunca mais ser consertado.
Olhei para Namjoon. Ele estava calmo, uma fúria silenciosa e elegante emanando de sua postura enquanto ele observava a cortina tremular com a presença de Jungkook do outro lado. Meu coração batia na garganta.
— Namjoon… — sussurrei, minha voz carregada de uma audácia que eu desconhecia. — Você… se importaria se eu te usasse um pouco?
Um sorriso lento e perigoso desenhou-se nos lábios de Namjoon. Ele inclinou a cabeça, os olhos escurecendo com uma mistura de diversão e desejo predatório.
— S/N… — ele murmurou, a voz como um trovão distante. — Você pode me usar à vontade. Eu sou seu para o que você quiser fazer.
Com um impulso de coragem cega, eu me levantei. Ignorei o copo de uísque, ignorei as batidas do meu próprio peito e montei no colo de Namjoon. Senti o calor dos seus músculos sob a seda do meu vestido e a firmeza de suas mãos que, instantaneamente, encontraram minha cintura.
— S/N! ABRA ESSA PORTA AGORA! — O grito de Jungkook do lado de fora foi o sinal.
Eu o ataquei. Meus lábios colidiram com os de Namjoon em um beijo faminto, barulhento e desesperado. Eu queria que ele ouvisse. Eu queria que o som da minha entrega a outro homem fosse a última coisa que Jungkook processasse antes de entrar no seu inferno pessoal.
— EU DISSE PARA SAIR DAÍ! — Gritei, minha mão puxando o veludo com tanta força que o trilho gemeu.
Eu entrei. A luz âmbar do camarote me atingiu, mas o que paralisou meus pulmões foi a cena no centro da sala. S/N, a minha esposa, estava montada no colo de um homem como se ele fosse o seu mundo. As pernas dela envolviam o quadril dele, e os braços dela rodeavam o pescoço dele com uma urgência que ela nunca teve por mim.
O som era insuportável: o estalo úmido do beijo deles, a respiração pesada que não era de medo, mas de prazer. As mãos de Namjoon estavam por baixo do vestido dela, os dedos largos apertando a pele da sua bunda com uma possessividade que fez meu sangue ferver até evaporar.
— Tire as mãos… dela… — minha voz falhou, transformando-se em um sussurro quebrado.
Ela não parou. S/N nem sequer olhou para trás. Ela continuou a beijá-lo, gemendo baixo contra a boca dele, enquanto Namjoon, por cima do ombro dela, me encarou. Ele não tinha medo. Ele tinha um sorriso de vitória nos olhos enquanto continuava a acariciá-la por baixo da roupa na minha frente.
Naquele momento, eu entendi. Ela não era mais minha. E o “tédio” que eu tanto pregava tinha acabado de se tornar a minha pior tortura.
É isso aí !!! Deixa ele no inferno pessoal
Boa usar o Nan agora. Aproveitar bastante
Pior que consegui ouvir a risada do divo
A sun-hee achando que tinha ganho a batalha. Perdeu até o pouco que tinha
Q constrangedor,Jungkook
Aaaaahhhhhhh,divouuu
A proposta da querida
Meu amigo ela tá calvagando no Nanjoon,tu acha que ela se importa contigo
Palmas para Namjoon ele foi sensacional
Pois agora deixe ele com o gosto amargo da perda
Ai já era
Aproveita esse homem, mulheeerrr!!
Meu sangue tbm ferveu
A que se faz a que se paga!
Eu não queria ter que fazer isso, JK, mas foi você quem pediu