Capítulo 9 – A Sentença de Renda Preta
por FanfiqueiraA porta do quarto se fechou com um clique suave, mas para mim, soou como um tiro de misericórdia. Fiquei parado na cozinha, a mão ainda tocando o lugar onde os dedos dela — tão doces, tão gélidos — haviam acabado de deslizar. O silêncio da penthouse, que antes eu chamava de paz, agora parecia um peso físico sobre os meus ombros.
Caminhei até a varanda e apoiei as mãos no parapeito, olhando para a imensidão de Seoul. Eu era o dono de tudo aquilo, mas sentia que não possuía nada. S/N tinha mudado. A mulher que antes implorava por um olhar meu agora me tratava com uma condescendência que me deixava em carne viva.
— “Suja da caminhada”… — repeti as palavras dela em um sussurro, sentindo um nó na garganta.
Eu sentia que estava recuperando o terreno. Eu apaguei a Sun-hee, salvei o número dela, estava pronto para implorar se fosse preciso. Mas havia algo no brilho dos olhos de S/N, uma autoconfiança selvagem que não condizia com a esposa ferida de ontem. Ela parecia… saciada.
Pensei em ir até o banheiro. Pensei em invadir o chuveiro, tomá-la nos braços e provar que eu era o único homem da vida dela. Mas as palavras dela me detiveram: “Você vai ter que se esforçar muito”. Eu não queria mais forçá-la; eu queria que ela me desejasse como desejou o Namjoon naquela boate.
O dia passou como um borrão. Tentei trabalhar, mas as planilhas se transformavam em imagens dela. Decidi que precisava sair, espairecer, talvez comprar algo que a fizesse sorrir de verdade. Peguei as chaves do meu SUV.
Desci pelo elevador privativo, sentindo uma ansiedade estranha. Ao chegar na garagem, vi Yoongi parado perto da guarita. Ele me cumprimentou com a mesma postura rígida de sempre, mas houve algo no modo como ele não sustentou meu olhar por mais de dois segundos que me fez franzir o cenho.
— Tudo em ordem por aqui, Min? — perguntei, abrindo a porta do carro.
— Tudo sob controle, senhor Jeon. Uma manhã… movimentada — ele respondeu, a voz mais grave que o normal.
Entrei no SUV. O cheiro de couro novo que eu tanto gostava parecia misturado a algo mais. Um perfume familiar, mas com um rastro de algo… Ajustei o banco, sentindo o corpo tenso. Eu estava prestes a dar a partida quando algo no chão, brilhou sob a luz fluorescente da garagem.
Inclinei-me para o lado, meus dedos tateando o carpete escuro. Senti uma textura macia, fina. Puxei.
Meu coração parou.
Entre meus dedos estava uma calcinha de renda preta. A minha respiração ficou curta. Eu conhecia aquela peça. Era a mesma que eu vi sob o vestido dela ontem à noite. O tecido ainda carregava o perfume dela, mas havia outra marca ali… uma umidade que não deveria estar no meu carro se ela tivesse apenas “caminhado”.
Olhei pelo retrovisor para o Segurança Min, que permanecia imóvel lá fora. Depois olhei para o elevador que levava à minha cobertura.
O mundo ao meu redor começou a girar. A “doçura” dela na cozinha, o “banho” por se sentir suja… a peça de quebra-cabeça que faltava se encaixou com uma violência brutal. Minha esposa não tinha ido caminhar. Ela tinha transformado o meu carro, o meu território, no cenário da minha maior humilhação.
Apertei a renda na mão até meus nós dos dedos ficarem brancos. Eu queria subir e gritar, mas uma parte de mim — a parte que agora temia S/N — percebeu que eu não era mais o predador naquela casa. Eu era a presa.
O sangue subiu para a minha cabeça com tanta força que minha visão latejou em vermelho. Eu segurava aquele pedaço de renda preta como se fosse o coração arrancado da minha própria dignidade. O cheiro de S/N estava ali, mas o rastro do que aconteceu naquele banco… aquele cheiro de sexo recente e suor que não era meu… era um insulto que eu não podia engolir.
Soquei o volante com a mão livre, um estrondo que ecoou na cabine blindada, e saí do carro como um animal enfurecido.
Yoongi estava parado a poucos metros, a expressão impassível de quem treinou a vida inteira para esconder emoções. Mas, quando ele me viu avançar com a calcinha pendurada entre meus dedos, um brilho de reconhecimento — e uma audácia sombria — cruzou seus olhos.
— QUE PORRA É ESSA, MIN?! — berrei, jogando o tecido de seda no peito dele.
A calcinha deslizou pelo terno preto dele e caiu no chão da garagem. Yoongi nem sequer piscou. Ele olhou para a peça aos seus pés e depois voltou a me encarar, sustentando o meu olhar de um jeito que nenhum funcionário jamais ousaria.
— Parece uma peça de roupa íntima, senhor Jeon — ele respondeu, a voz tão calma que parecia uma navalha cortando minha pele. — Talvez a sua esposa tenha deixado cair.
Avancei e agarrei a gola do terno dele, prensando-o contra a coluna de concreto da garagem. Yoongi era forte, mas minha fúria me dava uma força desumana.
— Não brinca comigo! — rosnei, meu rosto a centímetros do dele. — Eu senti o cheiro, Min. Eu vi como ela chegou lá em cima. Você fodeu a minha esposa no meu carro? No MEU carro, por baixo do meu nariz?!
Yoongi deu um sorriso de canto, um gesto carregado de um desprezo que me desarmou. Ele não tentou se soltar; ele simplesmente me olhou com pena.
— Você está preocupado com o carro, Jungkook? — ele perguntou, abandonando o “senhor”. — Você deveria estar preocupado com o fato de que ela precisou vir até a garagem para encontrar o que você não deu a ela em dois anos.
— Você é um homem morto — eu disse, minha voz falhando pela raiva. — Eu vou acabar com a sua carreira, eu vou acabar com a sua vida. Você está demitido! Saia daqui agora antes que eu chame a polícia!
Yoongi soltou uma risada baixa e rouca. Ele levou as mãos às minhas, retirando-as da sua gola com uma facilidade que mostrava quem realmente tinha o controle físico ali.
— Demitido? — Ele se ajeitou, limpando o terno onde eu o havia tocado. — S/N já me disse que você tentaria isso. Mas sabe de uma coisa? Ela é quem assina os cheques da administração da casa agora. Ela me contratou pessoalmente para a “segurança privada” dela.
Ele deu um passo à frente, invadindo o meu espaço pessoal, os olhos fixos nos meus.
— Você pode ter o nome no contrato de casamento, Jungkook. Mas sou eu quem ela chama quando quer se sentir viva. Sou eu quem ela vai visitar na madrugada enquanto você dorme o sono dos ignorantes lá em cima.
Eu recuei, atordoado. A traição era profunda, coordenada. Minha esposa e meu segurança estavam jogando um jogo onde eu era apenas o peão sendo humilhado.
— Saia da minha frente — sussurrei, sentindo as lágrimas de ódio queimarem meus olhos.
— Como desejar, senhor — Yoongi disse, voltando à sua postura profissional, mas com um brilho de vitória. Ele se abaixou, pegou a calcinha de S/N do chão e a estendeu para mim. — Tome. Acho que você vai querer guardar isso para lembrar do que acontece quando se deixa um tesouro desses desprotegido.
Ele se virou e caminhou em direção à guarita, deixando-me ali, sozinho na garagem, segurando a prova da minha derrota.
— Você está preocupado com o carro, Jungkook? — ele perguntou, abandonando o “senhor”. — Você deveria estar preocupado com o fato de que ela precisou vir até a garagem para encontrar o que você não deu a ela em dois anos.
Uma tapa sem mão na cara do JK
PQP mais humilhado impossível
Como desejar, senhor — Yoongi disse, voltando à sua postura profissional, mas com um brilho de vitória. Ele se abaixou, pegou a calcinha de S/N do chão e a estendeu para mim. — Tome. Acho que você vai querer guardar isso para lembrar do que acontece quando se deixa um tesouro desses desprotegido.
Eu tô chocada, passada KKKKKKKKKK
Uma pequena lembrancinha kkkk
Pqp, era pra humilhar o homem assim mesmo?
Ansiosa para os próximos capítulos! KKKKKKKKK
Quem não da assistência perde pra concorrência Jk
Ainda foi lá e esfregou na cara dele a calcinha
Mais uma humilhação para ele
Deu um tapa de “calcinha” nele. Segurança privada dela. Hahaha
Cheio de esperança. Mal sabia ele hahaha
Já avisei que vai dá merda
Bem movimentada
Que sabooooor
Ah jura?!!Não me diga ?!kkkk
Terminou de matar kk
Eguassssa, essa doeu na alma
Como é sínico kkk
Kkkkkkkk corno
Cínicoo kkkk
Kkkkkkkk muito bom