Capítulo 17 – As Peças do Passado e o Recomeço
por FanfiqueiraO silêncio na pequena quitinete era quebrado apenas pelo ritmo calmo da sua respiração. A sua cabeça descansava no peito de Seokjin, que permanecia imóvel no sofá. O braço esquerdo dele cercava a sua cintura com cuidado, enquanto a mão direita segurava o celular com a luz da tela no mínimo.
Na tela, as notificações não paravam. A agência de investigação enviava atualizações uma atrás da outra.
“Rastreando rotas do interior. Histórico da mãe cobrindo deslocamento para a propriedade familiar. Agentes a caminho.”
Seokjin deslizou o dedo pela tela, os olhos escuros fixos nos documentos antigos digitalizados que começaram a carregar logo em seguida. Era o relatório completo sobre o seu falecido pai.
Ele leu os detalhes, linha por linha. As provas mostravam que, anos atrás, o seu pai orquestrara um boicote silencioso contra a empresa dos Kim. Ele esmagara contratos, vazara dados e chantageara você diretamente com gráficos de perdas que teriam levado Seokjin e o pai dele à falência total.
A tela exibia o histórico de transferências e mensagens da época. Tudo indicava um plano de destruição iminente… até que, abruptamente, o boicote cessou. O seu pai recuou no mesmo dia em que você desapareceu.
A mente de Seokjin disparou no tempo.
Estação de Yeongdeungpo. 06:45 da manhã. O vento congelante. O vapor do trem misturado à neve.
Ele se viu de novo correndo sem casaco, de moletom e camiseta branca, com os pés sem meias e o papel amassado na mão. Lembrou do desespero rasgando sua própria garganta ao perguntar o porquê, e da sua imagem virando de costas, erguendo o queixo com uma postura fria:
“Eu escrevi cada palavra, Seokjin… Eu menti. Palavras na cama são apenas palavras. Elas não pagam as contas de luxo a que estou acostumada. Eu tentei me adaptar à sua vidinha comum, mas a verdade é que eu tenho horror à mediocridade. Cansei de esperar você se tornar alguém grande. Meu pai já é grande. Eu volto para o topo, de onde nunca deveria ter saído.”
Seokjin travou os dedos sobre a tela do celular.
O choque o atingiu com a força de um golpe. Você não o deixou por ambição. Você não o trocou. Você destruiu a si mesma, assumiu o papel de vilã e vestiu uma máscara de crueldade para impedir que o seu pai destruísse a vida dele. Você havia matado o amor dos dois na frente dele para mantê-lo de pé.
Uma lágrima pesada transbordou dos olhos dele e caiu direto na sua testa.
Você deu um salto no colo dele, puxando o ar com força, os olhos se abrindo em pânico ao sair do sono profundo.
— Minjun?! — você gritou, a voz rouca, olhando para os lados. — Onde tá o meu filho?!
— Ei, calma… calma, eu tô aqui — Seokjin a segurou com firmeza pelos ombros, puxando você para mais perto. — Fica calma. Você dormiu porque estava exausta.
— Seokjin… e o meu filho? E a minha mãe?
— Os meus agentes estão em cima. Estão rastreando os passos dela para interceptar os dois com segurança — ele disse, mantendo a voz baixa e calma. — Eu não acionei a polícia. Se alguém tiver que tomar uma decisão legal sobre a sua mãe, essa pessoa é você, não eu. Eu entendo o desespero dela, mas…
Ele parou. Os olhos dele encontraram os seus, carregados de uma dor antiga.
— Por que você não me contou?
Você piscou, o peito subindo e descendo rápido.
— O quê?… Contou o quê, Seokjin?
— Os investigadores me mandaram os arquivos do seu pai — a voz dele embargo e ele deixou a cabeça pender levemente. — As ameaças. Os contratos. A estação de trem… Você se destruiu na minha frente para que o seu pai não acabasse comigo.
O seu ar fugiu dos pulmões. O segredo guardado a sete chaves por anos ruía ali, no meio daquela sala.
— Seokjin… — o seu primeiro soluço escapou, rasgando a sua garganta.
— Me perdoa… meu amor, me perdoa — ele pediu, a voz falhando em meio ao choro, puxando o seu rosto com as duas mãos e colando os lábios nos seus num beijo desesperado.
O beijo começou amargo pelas lágrimas, mas o desespero deu lugar a um incêndio contido por quatro anos. Seokjin a puxou para cima do colo dele, com as suas pernas envolvendo o quadril dele. Ele arrancou a própria blusa, o peito largo subindo rápido, e puxou a sua camisa, a mão quente queimando a sua pele. O toque era urgente, a respiração de vocês se misturando rápida e pesada… até que o celular dele disparou na almofada.
Ele atendeu sem desfazer o contato, ouvindo a voz do agente do outro lado.
Ao desligar, os olhos dele brilhavam.
— Encontraram eles. Encontraram o nosso filho!
— Meu Deus! — você puxou o ar, pulando do colo dele.
Vocês dois se vestiram no piloto automático, o coração quase saindo pela boca. Ao chegarem no carro e abrirem a porta do SUV dele, você parou. O banco traseiro e o porta-malas estavam entulhados de balões coloridos, caixas enormes de brinquedos e dois bolos confeitados.
— Seokjin… eu não vou nem conseguir sentar aí dentro! — você exclamou.
Ele olhou para o carro, visivelmente perdido na própria eufória. No mesmo segundo, olhou para a calçada e acenou para três crianças que passavam de bicicleta.
— Ei! Venham cá! — ele chamou, pegando duas caixas grandes e um dos bolos e entregando para elas. Antes de entregar o último brinquedo, ele virou para você com o rosto sério: — Você acha que ele vai gostar de mim se eu levar esse aqui?!
Você soltou uma risada no meio do choro, balançando a cabeça.
— Ele vai te amar de qualquer jeito, seu bobo. Não precisa disso tudo!
Ele abriu espaço como pôde, sentou no banco do motorista e pisou no acelerador.
Na estrada de acesso à antiga fazenda, a sua mãe caminhava rápido puxando o menino pela mão. Ao ouvir o barulho do motor e ver o SUV encostar no acostamento, ela estancou. Mas quando o veículo parou e ela viu o interior atulhado de balões e brinquedos, a expressão dela mudou para um choque de pura confusão.
Mesmo assim, ela puxou o menino para trás das pernas. Mas ao ver você descendo da porta do passageiro, a postura dela cedeu.
O garotinho se soltou da mão dela e soltou um grito:
— Mamãe!
Você se ajoelhou no asfalto, abraçando o seu filho com força, cobrindo o rosto dele de beijos enquanto o choro lavava o seu rosto. Seokjin se ajoelhou ao seu lado na mesma hora, os braços largos envolvendo vocês dois, beijando a cabeça do menino com os olhos vermelhos.
O garotinho piscou, olhando para o rosto de Seokjin:
— O chefe malvado gosta de mim? Ele não vai mais fazer você trabalhar até de noite?
Você e Seokjin soltaram uma risada curta e emocionante juntos. Seokjin segurou as mãozinhas dele:
— Não. A sua mamãe nunca mais vai precisar trabalhar se ela quiser, e vocês nunca mais vão ficar longe um do outro.
O menino deu um pulo, jogando os braços ao redor do pescoço de Seokjin:
— Você é a melhor pessoa do mundo! Você me deu o melhor presente, que é a minha mamãe!
Você olhou para os dois, o peito apertado de amor:
— Quer outro presente, meu amor?
O menino tombou a cabeça:
— Você achou o meu papai?
— Achei, meu amor — você respondeu, sorrindo entre as lágrimas.
Seokjin olhou para o garoto, a voz dando uma leve tremida:
— O que… o que você acha de… eu ser o seu papai?
O garotinho franziu o cenho, analisando Seokjin de cima a baixo com um ar desconfiado:
— Mas… eu ainda vou conseguir achar o meu papai de verdade?
— Ele é o seu papai de verdade, meu amor — você explicou, carinhosa.
Os olhos do menino se arregalaram e ele começou a pular na estrada:
— Eba! Eu tenho um papai! Mas ó… só com uma condição! Você não pode roubar a minha mamãe de mim!
Seokjin deu uma risada gostosa, puxando o menino para o alto:
— Negócio fechado.
Na hora de voltar para o carro, o menino olhou para dentro do veículo e arregalou os olhos com a quantidade de balões e presentes:
— Mamãe! É festa de quem?! De quem é essa festa?!
Seokjin olhou pelo retrovisor enquanto ligava o motor:
— É sua! É toda sua! Eu não sabia do que você gostava, mas agora a gente vai numa loja e você pode escolher o que quiser.
— Não mima ele desse jeito, Seokjin! — você protestou, rindo.
ele se virou para trás e piscou para o menino, cochichando um segredo baixinho que fez o garoto gargalhar.
A sua mãe entrou no banco de trás em silêncio. Durante o trajeto, ela olhou para Seokjin pelo espelho e falou com a voz baixa e humilde:
— Me desculpa… Eu… Eu só estava com medo de perder o meu neto.
— Tá tudo bem — Seokjin respondeu com firmeza e gentileza. — Eu entendo. A partir de hoje eu cuido de vocês.
Ele engatou a marcha e acelerou. Em vez de pegar a rota para o seu antigo bairro, ele seguiu direto pela avenida principal.
— Eu estou vendo uma casa enorme para a gente — ele disparou, empolgado.
— Eba! Eu quero um cachorro! — o menino gritou do banco de trás.
Você olhou para a janela e percebeu que ele tinha acabado de passar direto pela entrada que dava caminho a sua rua.
— Seokjin, você não vai nos levar pra casa?
— Naquilo lá? Não — ele cortou, decidido. — Vocês vêm comigo.
— Mas as nossas roupas, as coisas do menino…
— Amanhã eu mando buscar tudo o que vocês quiserem — ele explicou, os olhos brilhando ao olhar para você rapidinho. — Já pensei numa casa de seis quartos.
Você arregalou os olhos:
— Seis quartos, Seokjin?! Ficou louco?
— Um escritório pra mim, porque vou despachar da empresa direto de casa a partir de agora. Uma brinquedoteca, o quarto da sua mãe, o nosso quarto, o quarto dele…
Ele continuou desfiando a lista sem parar, com um sorriso enorme no rosto. Você encostou a cabeça no banco, observando aquele homem falante e apaixonado ao seu lado. A dor dos últimos quatro anos parecia ter se dissolvido no ar, dando lugar ao início de tudo o que vocês deveriam ter vivido desde o começo.

[quote]O choque o atingiu com a força de um golpe. Você não o deixou por ambição. Você não o trocou. Você destruiu a si mesma, assumiu o papel de vilã e vestiu uma máscara de crueldade para impedir que o seu pai destruísse a vida dele. Você havia matado o amor dos dois na frente dele para mantê-lo de pé.
Exatamente Jin, ela fez merda? FEZ,
MAS, ela te ama muito
[quote]— Os investigadores me mandaram os arquivos do seu pai — a voz dele embargo e ele deixou a cabeça pender levemente. — As ameaças. Os contratos. A estação de trem… Você se destruiu na minha frente para que o seu pai não acabasse comigo.
Se ela tivesse contado, tinha evitado todo esse sofrimento
[quote]O beijo começou amargo pelas lágrimas, mas o desespero deu lugar a um incêndio contido por quatro anos. Seokjin a puxou para cima do colo dele, com as suas pernas envolvendo o quadril dele. Ele arrancou a própria blusa, o peito largo subindo rápido, e puxou a sua camisa, a mão quente queimando a sua pele. O toque era urgente, a respiração de vocês se misturando rápida e pesada… até que o celular dele disparou na almofada.
A fome tá grande, hein, Seokjin??
4 anos esperando ter ela de novo ( Homem pra casar) *-*
[quote]— Ele vai te amar de qualquer jeito, seu bobo. Não precisa disso tudo!
Nunca pensei que iria ficar feliz em ver o Seokjin sendo feliz com outra mulher (QUE NAO FOSSE EU) AAFFFF
[quote]— Você é a melhor pessoa do mundo! Você me deu o melhor presente, que é a minha mamãe!
Que FOFINHOOO AAA
[quote]— Mamãe! É festa de quem?! De quem é essa festa?!
Kkkkkkkkkkkkkkkkk pensei a msm coisa, Minjun
[quote]— Tá tudo bem — Seokjin respondeu com firmeza e gentileza. — Eu entendo. A partir de hoje eu cuido de vocês.
EU CUIDO DE VOCEEEEES *-* EU VOU MORRER DE AMOR POR ESSE HOMEM
QUERO UM DESSE JA, AGORA
Você encostou a cabeça no banco, observando aquele homem falante e apaixonado ao seu lado. A dor dos últimos quatro anos parecia ter se dissolvido no ar, dando lugar ao início de tudo o que vocês deveriam ter vivido desde o começo.
É SN, no seu caso, os humilhados foram EXALTADOS (COM LETRAS GRANDES )KKKKKKKK
Paah toma aí toda a verdade… celoco so bomba
To gag, ele logo tasco um beijo nela. Pqp ele tava se segurando
Porra escritora cortou o clima po
Você não quer me assumir não seokjin? Eu tbm quero mais trabalhar
O pobii do menino recebendo a notícia assim kkkkkkk
Puta que la merda.. onde eu encontro um desses?
Eu amo que ele nem perguntou se ela queria voltar ele so ta seguindo o baile kkkkkkk
Gostei desse final em escritora!!! Kkkk
Que lindooo !!! Eu imagino o Jin sendo pai de verdade!!! Fofo
A saudade batendo forte e o fogo também kkkk
Apertou meu coração aqui, depois a revelação… ui ui!!!
Já imaginei o Jin falando: 7 quartos para 7 filhos que vamos ter