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Índice do Capítulo

O motor da moto rugiu assim que Jungkook girou a chave, e ela vibrou sob seus corpos, fazendo SN soltar um risinho leve. O vento bateu no rosto dela enquanto ele acelerava, saindo discretamente do prédio como se fosse um fugitivo de filme — e, de certa forma, era mesmo.

Ela segurava firme na cintura dele, os braços entrelaçados ao redor de sua barriga, mas com um carinho quase preguiçoso. Não era força, era vontade de estar perto. O cheiro dele, a sensação do corpo dele tão perto, o calor passando pelo tecido da jaqueta… tudo isso fazia ela sorrir sozinha atrás do capacete.

Jungkook olhou pelo retrovisor e viu o reflexo dela encostando o capacete no seu ombro, colando o rosto ali. Ele sorriu, sentindo a pontada gostosa no peito — aquele tipo de alegria simples que não se explicava. Uma das mãos dele largou o guidão por um segundo e deu um tapinha leve no joelho dela, como um “tá tudo bem aí atrás?”, só pela graça.

Ela respondeu apertando a cintura dele de leve, o que fez ele rir. Dava pra sentir a gargalhada dele vibrando no corpo todo, e só aquilo já era o suficiente pra fazer o coração dela disparar.

A cidade passava ao redor deles, os prédios ficando mais distantes conforme ele tomava um caminho mais tranquilo, com ruas mais abertas e arborizadas. A luz do dia já estava alta, iluminando o céu com aquele tom meio esbranquiçado de meio-dia, mas ali, no meio do movimento e do vento, era como se eles estivessem numa bolha só deles.

Eles não precisavam falar. O silêncio dizia tudo. Ele dirigindo com segurança, às vezes virando levemente o rosto como se quisesse checar se ela ainda estava ali — e ela estava. Colada. Feliz.

Quando finalmente chegaram na frente da casa dele, ela arregalou os olhos atrás do visor. Era a primeira vez que via o lugar, um portão reforçado, algumas câmeras, e um pequeno time de seguranças circulando discretamente.

Assim que pararam na frente da garagem, dois dos seguranças se aproximaram — discretos, mas atentos. Jungkook tirou o capacete e fez um gesto rápido, cumprimentando um deles.

— O Bam tá bem?

— Sim, senhor. Ele tá no quintal dos fundos, descansando. A gente cuidou bem dele.

Jungkook assentiu com um sorrisinho, aliviado. Então olhou pra SN e disse, com os olhos brilhando:

— Vem. Você vai conhecer o meu filho agora.

Ela desceu da moto, ainda um pouco encantada com tudo, tirando o capacete e ajeitando o cabelo bagunçado. Os olhos dele não desgrudaram dela por um segundo.

— Você tá linda com cara de depois da moto. — ele comentou, brincando.

— E você tá todo sexy de piloto. Acho que quero andar de moto com você todo dia.

Ele riu, estendeu a mão pra ela e entrelaçou os dedos.

— A gente anda o quanto você quiser. Mas antes… vem conhecer o Bam. Se ele gostar de você, você tá aprovada.

— E se ele não gostar?

— Ele vai gostar. Ele é esperto.

Ela sorriu. E, de mãos dadas com Jungkook, atravessou o portão rumo a mais um primeiro momento entre eles — agora com uma terceira parte muito importante da história prestes a entrar: um cachorro grandão, protetor e com um coração gigante, pronto pra farejar, aprovar e, com sorte, amar SN tanto quanto Jungkook já estava amando.

Assim que Jungkook abriu a porta de casa e chamou pelo nome, o som de unhas arranhando o chão ecoou do corredor, seguido por patas apressadas e um rabo abanando com força. Bam surgiu animado, parando bruscamente ao ver a figura nova ao lado do dono.

O doberman ficou ali, parado por um segundo, orelhas erguidas e focinho em alerta. Olhou de SN para Jungkook como se dissesse: “E aí, pai? Quem é essa?”

— Bam, essa é a SN. — Jungkook falou baixo, mas com um sorriso no rosto. — Ela é especial, viu?

Bam deu mais um passo, farejando o ar em direção a ela, ainda curioso. SN, mesmo com um friozinho na barriga, agachou devagar, estendendo a mão e sorrindo.

— Oi, Bam… — ela falou com voz mansa. — Então você tem a cara do seu pai.

Bam se aproximou, cheirou a mão dela com atenção, depois subiu o focinho até o rosto dela, examinando tudo como um segurança particular. Por um instante, ficou sério. Quase cerimonioso. Mas então… começou a abanar o rabo.

— Awnnnn… — SN riu baixinho.

Em segundos, ele se animou de vez: deu dois pulinhos leves em cima dela, colocou as patas nas pernas dela e começou a lamber seu rosto com entusiasmo, o rabo batendo com tanta força que quase derrubava um dos vasos ao lado da porta. SN soltou uma gargalhada surpresa, caindo sentada no chão com ele praticamente deitado no colo dela, completamente entregue.

— Ei, calma! — ela ria, tentando conter as lambidas. — Aprovada ou não, hein?

Jungkook observava a cena com os olhos brilhando de orgulho e carinho.

— Aprovada. Com honras. Ele só faz isso com quem ele gosta de verdade. — disse ele, agachando-se ao lado dela e passando a mão nas costas do Bam.

— Então quer dizer que conquistei o mais difícil, né?

— Exatamente. Agora só falta me conquistar de vez. — ele brincou, lançando um olhar malicioso enquanto puxava uma mecha do cabelo dela de leve.

— E quem disse que eu não já conquistei?

Ele riu, inclinando-se pra dar um beijinho rápido no rosto dela, mesmo com Bam ainda todo agitado entre os dois.

— Vem, vamos comer.

SN levantou com dificuldade, com Bam ainda tentando subir no colo dela. Jungkook o chamou com um assovio e o guiou em direção à área externa, onde ele podia ficar com os seguranças um tempo, enquanto eles iam matar a fome.

Mas ela olhou pra trás uma última vez e viu Bam parado na porta, observando os dois irem pra cozinha, o rabo ainda balançando. E naquele instante, ela teve certeza: tinha conquistado não só o dono… mas também o melhor amigo dele.

Assim que entraram na cozinha, SN olhou em volta, curiosa. Era grande, iluminada, moderna… e completamente a cara dele.

— Uau… você cozinha aqui mesmo ou só tira foto fingindo que cozinha? — ela provocou, se encostando no balcão, braços cruzados e aquele sorriso safado no canto da boca.

Jungkook arqueou uma sobrancelha, abrindo a geladeira.

— Você duvida de mim? Eu sou um homem de muitos talentos, SN.

— Ah, isso eu sei… — ela sussurrou, mordendo o lábio.

Ele fingiu ignorar o comentário, pegando algumas coisas para preparar algo rápido: ovos, arroz já pronto em uma panela elétrica, alguns legumes.

— Senta aí, vou fazer algo rápido. — disse ele, apontando para o balcão central.

— Você vai cozinhar mesmo?

— Claro. Você quer comer ou não?

Ela sorriu, subindo no balcão de mármore com as pernas balançando, observando ele cortar legumes com habilidade. Mas a camiseta cinza larga que ele usava — a mesma da noite anterior — marcava os músculos das costas, e isso começou a distrair mais do que qualquer comida.

SN se aproximou devagar, escorregando pelo balcão até ficar atrás dele, e passou os braços pela cintura dele, colando o rosto em suas costas.

— Tá… mas eu posso beliscar outra coisa enquanto espero?

Ele parou por um segundo, a faca ainda na mão, e riu.

— SN…

— O quê? — ela fingiu inocência, os dedos passeando lentamente por baixo da camiseta dele. — Tá tudo tão… apetitoso.

Ele se virou, a expressão fingindo repreensão, mas os olhos brilhando.

— Você vai me fazer queimar os ovos.

— Melhor os ovos do que a nossa fome. — ela respondeu, e o puxou para um beijo.

Foi quente, envolvente, cheio de fome. Ela se inclinou contra o balcão, e ele a segurou pela cintura, colando seus corpos. As mãos dele passeavam por baixo da blusa dela, e ela puxava os fios da nuca dele com desejo.

Em segundos, ele a ergueu com facilidade e a colocou sentada no balcão novamente, colando seus quadris entre as pernas dela. As mãos apertavam sua cintura com firmeza, e os beijos desceram pelo pescoço, fazendo-a arfar e segurar seus ombros com força.

Ela riu baixinho.

— A gente vai mesmo transar na sua cozinha?

— Só se você deixar.

— Eu já deixei, você só não percebeu ainda.

Ele mordeu de leve o queixo dela e deslizou a mão por entre suas pernas. Ela gemeu baixo, se arqueando um pouco. Mas foi nesse exato momento que a máquina de arroz soltou um “BIP!” alto e insistente, chamando a atenção dos dois.

— Sério? — Jungkook suspirou, encostando a testa na dela. — Até o arroz tá contra mim hoje?

SN começou a rir, cobrindo o rosto com as mãos.

— Isso foi muito anticlimático!

— Ele claramente não quer que você seja alimentada por outra coisa primeiro.

Ela bateu de leve no ombro dele, ainda rindo, e ele se afastou, pegando a espátula com um suspiro dramático.

— Tá bom. A gente come. Comida, dessa vez. — disse ele, piscando.

— Por enquanto. — ela respondeu, ainda sentada no balcão, sorrindo para ele como se já estivesse planejando o que viria depois.


7 Comentários

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  1. Marcela
    Mar 31, '26 at 5:34 pm

    [quote]Eles não precisavam falar. O silêncio dizia tudo. Ele dirigindo com segurança, às vezes virando levemente o rosto como se quisesse checar se ela ainda estava ali — e ela estava. Colada. Feliz.

    O clima de amor no ar

  2. Marcela
    Mar 31, '26 at 5:35 pm

    [quote]— Vem. Você vai conhecer o meu filho agora.

    Primeiro tinha que ter a aprovação do filho, claro kkkk

  3. Marcela
    Mar 31, '26 at 5:37 pm

    [quote]Em segundos, ele se animou de vez: deu dois pulinhos leves em cima dela, colocou as patas nas pernas dela e começou a lamber seu rosto com entusiasmo, o rabo batendo com tanta força que quase derrubava um dos vasos ao lado da porta. SN soltou uma gargalhada surpresa, caindo sentada no chão com ele praticamente deitado no colo dela, completamente entregue.

    Conquistou o pai e o filho kkk
    Tá tudo certo

  4. Marcela
    Mar 31, '26 at 5:39 pm

    [quote]— Eu já deixei, você só não percebeu ainda.

    A casa vai virar um parque de “diversões”

  5. Iasmine
    Apr 19, '26 at 3:18 pm

    Eles não precisavam falar. O silêncio dizia tudo. Ele dirigindo com segurança, às vezes virando levemente o rosto como se quisesse checar se ela ainda estava ali — e ela estava. Colada. Feliz.

    Muito cena de filme romântico dona autora

  6. Iasmine
    Apr 19, '26 at 3:19 pm

    Mas ela olhou pra trás uma última vez e viu Bam parado na porta, observando os dois irem pra cozinha, o rabo ainda balançando. E naquele instante, ela teve certeza: tinha conquistado não só o dono… mas também o melhor amigo dele.

    É mulher o mais difícil é conquistar o amigo do dono

  7. Iasmine
    Apr 19, '26 at 3:20 pm

    — Eu já deixei, você só não percebeu ainda.

    Pronto agora tá assanhadissima kkkkkk

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