Capítulo 22 – Um tempo só nosso
por FanfiqueiraOs dois ainda estavam no sofá, os corpos entrelaçados, respirações descompassadas, e sorrisos preguiçosos tomando o lugar dos gemidos que ecoaram minutos antes. Jungkook fazia carinho nos ombros dela com a ponta dos dedos, enquanto a observava como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo.
— Você não faz ideia do quanto eu esperei por isso — ele disse, a voz rouca, ainda afetada pelo que tinham acabado de viver.
— Por isso? — ela provocou, rindo baixo, mordendo o lábio.
— Por você. Por te ter de novo desse jeito, só minha.
Ele beijou o ombro dela e depois subiu com os lábios até o queixo, beijando como se não quisesse parar nunca.
Ela riu, enrolando os dedos nos fios da nuca dele.
— Acha que vai me cansar assim, Jeon Jungkook?
— Cansar você? Amor, eu mal comecei…
Ele a virou devagar e caiu por cima dela de novo, fingindo um ataque de cócegas, mas no fundo apenas querendo ouvir aquele riso que ele tanto amava. Ela chutava leve, tentando fugir, até que os dois pararam, apenas se olhando, respirando devagar.
— E se eu disser que tenho planos pra gente esse fim de semana? — ele murmurou, acariciando a cintura dela.
— Que tipo de planos? — ela perguntou com um sorrisinho curioso.
Ele só respondeu com um beijo na ponta do nariz e um olhar travesso.
DIA ANTERIOR NO QUARTEL
Jungkook ainda estava suado da rotina na cozinha quando o superior comentou sobre a troca de folga com um colega. Assim que ouviu, ele não pensou duas vezes.
— Sim, senhor. Eu troco. Com certeza.
Assim que saiu do alojamento, pegou o celular e foi para um canto mais reservado. Discou direto para um número salvo com um nome especial: “Sossego à beira-rio”.
— Alô? É o Jungkook… A casa ainda tá disponível esse fim de semana?
Minutos depois, após confirmar que a casa estava vazia, ele deu instruções específicas:
— Quero o quarto principal limpo, cama pronta, cobertor extra porque ela sente frio… E enche a cesta com vinho branco, frutas, chocolate amargo, e aquele cobertor grande de piquenique. Ah, e não precisa avisar ninguém que eu estarei lá. Ninguém. Só eu e ela.
Desligou o celular com um sorriso vitorioso no rosto.
DIA ATUAL – CASA DE JUNGKOOK
De volta ao presente, quase à tarde de sexta-feira, ele olhou para ela com um brilho brincalhão.
— Vai se arrumar. Você vai precisar de roupas leves.
— Ué? Por quê?
— Porque esse fim de semana você é só minha. E eu não vou dividir você com absolutamente ninguém.
Antes que ela pudesse reagir, Jungkook a pegou no colo de surpresa, fazendo-a soltar um gritinho entre o riso.
— Jungkook!
— Shhh… — ele a calou com um beijo roubado no corredor até o banheiro.
O som da porta se fechando foi quase abafado pelo toque das bocas se encontrando. Jungkook encostou ela na porta e a beijou com força, como se cada segundo fosse vital. As mãos dele percorriam o corpo dela com propriedade, conhecendo cada curva, cada ponto que a fazia estremecer.
Ele apertou a cintura dela, desceu pelas costas até encontrar a curva da bunda. Um tapa leve. Ardente. Provocante.
— Gostosa demais… — ele sussurrou, rouco, contra os lábios dela.
Ela gemeu baixinho, apertando os ombros dele com as unhas. Ele sorriu contra a boca dela e a ergueu no colo de novo.
Com ela nos braços, ele entrou no box, ligando o chuveiro. A água quente caiu sobre os dois, mas o calor entre seus corpos era mais intenso. Antes que ela dissesse qualquer coisa, ele a inclinou para frente, encaixando-se nela devagar, mas firme.
— Jungkook… — ela arfou.
— Você é perfeita assim. Só minha. Me sente? Hein?
Os movimentos começaram lentos, íntimos. Ele colava a testa na dela, gemendo baixinho. Mas logo a intensidade cresceu. Estocadas mais fortes, mãos firmes na cintura dela, e depois puxando o cabelo molhado para trás.
— Rebola em mim, gostosa… Isso… Assim… Deixa eu te ouvir gemer meu nome.
Ela se apoiava nas paredes do box, tentando manter o equilíbrio, mas a forma como ele falava no ouvido dela, as palavras sujas, os incentivos… Era impossível resistir.
— Mais… — ela gemeu. — Me dá mais.
— Você vai ter tudo, amor. Tudo. Esse fim de semana, você não vai conseguir andar. Vai lembrar de mim em cada passo.
E quando ela estava prestes a gozar, ele parou de novo. Ela arfou, surpresa.
— Agora? — ela murmurou, quase implorando.
Ele se ajoelhou no chão molhado do box, encarando ela com adoração.
— Agora… é minha vez de te devorar.
Com as mãos nas coxas dela, ele a puxou para mais perto. Ela agarrou os cabelos dele imediatamente, gemendo alto conforme ele se dedicava completamente a ela com a boca.
— Isso, amor… Assim…
Ela gozou forte, tremendo nas mãos dele. Ele subiu novamente, sorrindo com os lábios ainda molhados.
— Eu adoro o seu gosto amor, ficaria aqui o dia inteiro — murmurou, roçando os lábios no queixo dela.
Ele a virou de novo de costas, encostando no vidro molhado do box, os olhos de Jungkook brilharam com algo entre fome e adoração. A água morna escorria pelo corpo dela, refletindo na pele como um convite irresistível. Ele a puxou com firmeza e, sem precisar de palavras, a inclinou contra o vidro embaçado do box.
Ela ofegou ao sentir o corpo dele se encaixando no dela. Os movimentos começaram lentos, firmes, intensos — como se ele quisesse decorar cada curva, cada reação, cada suspiro. As mãos dele seguravam sua cintura com força, guiando seus quadris em um ritmo que logo se tornou mais urgente, mais selvagem.
Ela gemia alto, sem medo de ser ouvida. Só os dois. Só aquele calor, aquela necessidade acumulada. Jungkook se inclinava contra ela, o peito colado às suas costas, e murmurava contra seu ouvido com a voz rouca:
— Assim, meu amor… Isso, rebola pra mim… — a mão dele apertou com firmeza a lateral do quadril dela — Eu senti tanto a sua falta… Você não tem ideia do quanto eu esperei por isso.
Ela olhou por cima do ombro, os olhos carregados de desejo, e mordeu o lábio.
— Você tá me enlouquecendo, Jungkook…
Ele sorriu de canto, ofegante, os cabelos molhados grudando na testa. Beijou o ombro dela com ardor, a pele quente contra seus lábios.
— Ainda nem comecei, princesa.
A velocidade aumentou, o som dos corpos se encontrando se misturava aos gemidos, à água caindo e aos sussurros abafados. Ela tentava se apoiar nas paredes do box, as pernas trêmulas, o coração disparado.
Então ele diminuiu o ritmo de repente, a mão escorregando por sua barriga molhada até chegar entre suas pernas. A forma como ele a tocou fez seu corpo estremecer inteiro, a cabeça tombando pra trás.
— Você gosta disso, né? — ele perguntou, provocando, com a boca colada ao pescoço dela. — Você gosta de ser minha, de verdade.
— Sim… — ela gemeu alto, quase implorando.
E ele ficou ali, movendo os dedos com precisão, saboreando cada reação dela, enquanto a outra mão segurava firme sua cintura para ela não desabar. A sensação tomou conta dela, e ela quase se perdeu.
Mas antes que pudesse se entregar, ele parou de novo.
Ela protestou com um suspiro manhoso e virou-se para encará-lo, o rosto corado, os olhos brilhando.
— Por quê? — ela perguntou entre risos e suspiros.
Ele se ajoelhou diante dela, a respiração acelerada, os olhos escuros subindo por seu corpo como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.
— Porque eu quero te ver explodir nos meus braços… e sentir você inteira. De novo. E de novo.
Ela agarrou os cabelos dele assim que os lábios tocaram sua pele. Os joelhos dela cederam e ele a segurou com firmeza. Ela se contorcia de prazer, guiando os movimentos dele, a respiração descompassada. Ele a olhava, mesmo ali, totalmente entregue, como se ela fosse tudo.
E quando ela chegou lá, o grito abafado ecoou entre os dois. Ele a abraçou com força, rindo baixinho, orgulhoso, e beijou suas coxas com carinho.
— Você é perfeita… minha perdição.
Ela puxou ele para cima, os lábios encontrando os dele novamente. Beijaram-se como se não existisse tempo, como se tudo naquele mundo estivesse congelado só para eles. Quando ele a virou de novo, encostando-a no vidro, ela apenas sorriu, pronta.
As mãos dele seguraram firme sua cintura enquanto seus quadris voltavam a se encontrar com os dela, em estocadas que começavam lentas, profundas, cheias de intenção. O som abafado dos corpos se chocando preenchia o banheiro, se misturando aos gemidos abafados e à respiração entrecortada.
Ela jogou a cabeça para trás, os cabelos úmidos escorrendo pelas costas, e soltou um gemido que ecoou contra os azulejos. Ele se inclinou mais sobre ela, sussurrando rouco, a voz carregada de desejo:
— Isso… assim, porra… — a mão dele desceu, espalmando-se em sua barriga, puxando-a contra ele. — Rebola em mim, do jeitinho que só você sabe…
Ela obedeceu sem pensar, guiada pelo instinto, pelo calor que queimava dentro dela. Rebolava e se movia, criando fricção perfeita, sentindo-o todo dentro de si, cada vez mais fundo. O prazer era intenso demais, uma chama incontrolável.
— Jungkook… — ela gemeu, quase implorando, sentindo o corpo estremecer.
Ele mordeu o lábio ao ouvir seu nome dito daquela forma. Aumentou o ritmo, as estocadas ficando mais rápidas, mais fortes. Ele estava descontrolado, perdido no corpo dela, como se fosse o único lugar do mundo onde ele pudesse existir.
— Tá tão apertadinha… tão perfeita pra mim. — ele sussurrou, rouco, enquanto sua mão subia para puxar os cabelos dela, inclinando sua cabeça para o lado. — Eu esperei tanto por isso, baby… você não faz ideia do quanto eu pensei em ter você assim de novo.
Ela respondeu com um gemido alto, sentindo o mundo girar, os músculos se contraindo em antecipação. As estocadas dele vinham com precisão, fundo demais, bom demais.
— Aaaah, Jungkook… eu tô… — ela quase não conseguia formar palavras.
— Goza pra mim, amor… — ele incentivou, entre uma estocada e outra, com os lábios colados à orelha dela. — Quero sentir você perdendo o controle. Goza sendo só minha.
Ela obedeceu ao corpo, que implorava para se soltar. O clímax veio como uma onda avassaladora, rasgando gemidos da garganta dela, fazendo seu corpo inteiro tremer. E ele sentiu cada contração dela, cada arrepio — e foi o suficiente.
— Merda… — ele grunhiu, afundando ainda mais dentro dela com algumas estocadas finais, mais lentas e carregadas, até que seu corpo também se desfizesse no prazer.
Ele se manteve ali, colado nela, respirando com dificuldade, o queixo apoiado em seu ombro enquanto os dois tentavam se recuperar. As mãos escorregaram para os quadris dela, segurando com carinho, como se não quisesse deixá-la escapar nunca mais.
Um silêncio pesado de prazer preenchia o banheiro, apenas o som da água e das respirações misturadas ali, no calor do pós.
Jungkook se inclinou e beijou o ombro dela devagar.
— Eu não quero sair daqui nunca mais. — murmurou, com um sorrisinho preguiçoso.
Ela riu, ofegante, apoiando-se contra o vidro. — Então me prende aqui. A culpa vai ser sua se eu nunca mais voltar pra civilização.
Ele sorriu, ainda dentro dela, e roçou o nariz em sua nuca.
— Não se preocupa. — sussurrou. — Esse fim de semana… você é só minha.
O chuveiro agora corria morno, com a água caindo tranquila pelos corpos deles. Dessa vez, sem pressa. Jungkook e SN finalmente tomavam um banho de verdade, entre beijos longos e olhares apaixonados. A espuma se misturava aos risos, às mãos deslizando carinhosamente. Ele lavava os cabelos dela com delicadeza, enquanto ela passava as mãos por seu peitoral, rindo ao ver que ele arrepiava com o toque.
— Você é muito sensível aqui, sabia? — ela comentou, beijando seu peito.
— Só com você. — ele respondeu com um sorriso travesso, inclinando-se para beijar o topo da cabeça dela.
Saíram do banho ainda entre carícias, usando toalhas. Jungkook amarrou a dele na cintura e pegou outra para secar os cabelos, enquanto ela se sentava na cama, penteando os fios com os dedos.
— Se a gente demorar mais aqui, não saímos nunca. — ela provocou, arqueando a sobrancelha.
— E quem disse que isso seria ruim? — ele rebateu, sorrindo, mas acabou concordando e foi até o closet.
Vestiram-se confortáveis, ainda cheios de sorrisos e pequenos toques. Jungkook usava uma camiseta simples, preta, e calça larga. SN vestia um moletom oversized que ele adorava nela, com shorts curtos por baixo. Ele olhou para ela, encantado, e comentou:
— Você fica linda até com a minha roupa velha. Isso devia ser proibido.
Ela riu, jogando uma almofada nele.
Pouco depois, pegaram as chaves, a carteira e seguiram para buscar o Bam. O cachorro ficou eufórico ao vê-los, correndo em círculos, latindo de felicidade e pulando neles como se fosse a melhor notícia do mundo — e, para ele, era.
— Acha que ele sabe que vai viajar? — ela perguntou, sorrindo ao se agachar para fazer carinho no bam.
— Eu falei pra ele mais cedo. — Jungkook respondeu, sério, mas com um sorriso nos olhos.
— Ah claro, ele entende tudo, né? — ela debochou, rindo.
— Muito mais do que parece — disse, e o cachorro latiu, como se confirmasse.
Com o Bam no banco de trás, seguiram para a casa dela. Por sorte, nenhuma das amigas estava ali — Ana, Clara e Yumi tinham saído para explorar mais da cidade, deixando o apartamento vazio. SN subiu rapidamente, pegou uma mochila com roupas, necessaire, alguns cosméticos, remédios, pijamas e algumas peças íntimas que ela tentou esconder, mas Jungkook viu de relance e lançou um olhar safado que a fez corar.
— Não olha! — ela resmungou, envergonhada.
— Difícil não olhar pra algo que eu sei que vou tirar depois. — ele sussurrou no ouvido dela, antes de pegar a alça da mochila e ajudá-la a carregar.
Ela desceu com ele, o coração batendo mais rápido. Ainda parecia surreal. O mundo inteiro podia estar em movimento, mas ela estava ali, vivendo um sonho com o homem que tanto admirava — e agora, amava.
Eles entraram no carro novamente e seguiram para o refúgio à beira do rio. Era uma casa de madeira charmosa, rodeada por árvores, com um deque de frente para a água. O sol já se aproximava do fim da tarde, pintando o céu com tons de laranja e dourado.
— Nossa… — ela suspirou, ao ver o lugar.
— Gostou? — ele perguntou, abrindo o portão com o controle remoto.
— É perfeito.
Ele estacionou, pegou as mochilas, soltou o Bam para correr pelo gramado, e depois abriu a porta. A casa já estava arrumada, como ele tinha pedido. Velas aromáticas discretas, uma cama enorme com lençóis limpos, uma playlist baixa tocando no fundo. Havia até um pequeno cesto com comidinhas e bebidas que ele mandou prepararem.
— Então… esse fim de semana é nosso. Literalmente. Ninguém sabe que estamos aqui. Nem meus pais, nem Hyung, nem os meninos… só o segurança de plantão. — ele falou, olhando pra ela.
Ela se aproximou e o abraçou.
— Então é o nosso segredo. Como tudo isso tem sido.
— O melhor segredo que eu já tive. — ele murmurou, beijando sua testa.
Horas depois, os dois estavam sentados no deque da casa, de frente para o rio, com cobertas sobre as pernas e canecas de chocolate quente.
— Vamos cantar alguma coisa? — ela perguntou, empolgada.
— Tá me pedindo pra trabalhar nas minhas folgas? — ele fez drama, mas já estava pegando o violão que tinha levado no porta-malas.
Ele começou a tocar, a voz suave preenchendo o ar enquanto ela acompanhava rindo e batendo palmas. Cantaram “Euphoria”, depois “Still With You”, e então ele tocou uma música aleatória que inventou ali na hora só pra ela, com a letra mais boba e apaixonada possível.
— “Você tem cheiro de casa e gosto de paz…” — ele improvisou, e ela riu.
— Isso foi péssimo.
— Mas fez você rir. Missão cumprida. — ele disse, orgulhoso.
Depois dançaram de bobeira na sala, com Bam correndo entre eles, atrapalhando a coreografia que ele inventava. SN tentava seguir, mas acabava gargalhando e tropeçando.
— Você dança bem, mas precisa de aulas comigo. — ele disse, puxando ela pela cintura.
— Jura que vai me dar aula particular?
— Só se for muito particular. — sussurrou no ouvido dela, fazendo-a rir e esconder o rosto no peito dele.
O clima era leve, perfeito. Um fim de semana só deles, longe de tudo. Naquele instante, nada importava além dos dois e daquele lugar onde o amor podia ser vivido em silêncio, com liberdade.
O poobi kkkkkk cantando nas folgas
Valha meu senhor haja prikito pra aguentar esse homem
Poxa amor que atencioso da sua parte
[quote]O clima era leve, perfeito. Um fim de semana só deles, longe de tudo. Naquele instante, nada importava além dos dois e daquele lugar onde o amor podia ser vivido em silêncio, com liberdade.
Esses momentos são perfeitos *-*
[quote]— Difícil não olhar pra algo que eu sei que vou tirar depois. — ele sussurrou no ouvido dela, antes de pegar a alça da mochila e ajudá-la a carregar.
Já viu tudo que tinha que ver msm kkkkk
[quote]— Não se preocupa. — sussurrou. — Esse fim de semana… você é só minha.
Vai ser o dia todo, todo o dia kkk
[quote]— Quero o quarto principal limpo, cama pronta, cobertor extra porque ela sente frio… E enche a cesta com vinho branco, frutas, chocolate amargo, e aquele cobertor grande de piquenique. Ah, e não precisa avisar ninguém que eu estarei lá. Ninguém. Só eu e ela.
Vai pedir ela em namoro?? Será ???