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Índice do Capítulo

A mesa da cozinha estava posta de forma simples, mas aconchegante. Pratos fundos com massa quentinha, queijo derretido por cima e manjericão fresco decorando. SN ajeitava o copo de suco ao lado do prato enquanto Jungkook se servia com um sorriso satisfeito.

— Ok, eu admito… — ela disse, encarando a comida. — Você arrasa na cozinha.

— Fala mais alto que eu gravo e mando pra minha mãe. — ele respondeu, já com o garfo na boca. — Ela vive dizendo que eu só sei fazer lámen..

Ela riu.

— Acho que ela ia se orgulhar de ver essa cena agora.

— Principalmente porque você tá aqui comigo. — ele olhou pra ela com aquele sorrisinho meio bobo, meio safado. — Comendo a comida que eu fiz… usando minha roupa.

— Tô praticamente sequestrada, né?

— Sequestrada de luxo. — ele piscou. — Quer mais massa?

— Quero. — ela empurrou o prato de leve pra ele servir. — Só não me faz explodir antes do café da manhã.

Jungkook levantou e serviu mais massa no prato dela com todo cuidado.

— Ah, e falando em manhã… — ele começou, voltando a sentar. — Eu tava pensando… aquele cursinho de coreano que você tava fazendo…

— Sim?

— Cancela.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

— Como assim cancela?

— Eu vou chamar um professor ótimo, particular, só pra você. Um cara de confiança, que ensina muito bem… — ele falou casualmente, dando mais uma garfada.

— Sério?

— Uhum. Mas… — ele parou, fingindo refletir, e olhou pra ela com aquele olhar escuro, lento, cheio de intenções. — Se você não gostar do professor… posso te ensinar eu mesmo.

— Ah, é? — ela ergueu uma sobrancelha, já rindo com malícia.

Ele se inclinou um pouco sobre a mesa, aproximando o rosto do dela, a voz baixa e provocante.

— Posso te ensinar coreano… palavras novas… pronúncia correta… e se quiser, posso incluir umas aulas práticas de… outras coisas também. — ele deu uma piscada, safado. — Tipo… expressões corporais.

Ela engasgou de leve no suco e riu, jogando o guardanapo nele.

— Você é impossível!

— E irresistível. — ele completou, abrindo um sorriso travesso. — Olha só: “보고 싶었어”… sabe o que significa?

— Não… — ela respondeu, rindo. — O quê?

Ele se aproximou mais, e sussurrou:

— “Senti sua falta.” Mas posso ensinar com o corpo também, se quiser sentir melhor…

Ela corou até as orelhas, rindo e cobrindo o rosto.

— Você tá impossível, Jungkook!

— E você adora. — ele respondeu, com um sorriso de canto enquanto comia mais uma garfada, fingindo inocência.

Nesse momento, Bam apareceu novamente na cozinha, ele se enfiou entre as cadeiras, tentando colocar a cabeça no colo da SN.

Ela acariciou as orelhas dele, e Jungkook olhou a cena como se fosse a coisa mais linda — e mais perigosa — do mundo.

— Não acredito que ele veio pedir comida no seu colo de novo.

— Ciuminho, é?

— Óbvio. Sou o alfa dessa casa, não aceito rivalidade emocional com um cachorro de quatro patas.

— Ele só quer carinho.

— Eu também. — Jungkook se inclinou, esticando o braço até alcançar o joelho dela por baixo da mesa. — Mas tô aqui, sendo ignorado.

— Você não é ignorado. — ela disse, sorrindo.

— Então alimenta meu ego. Diz que me ama mais que o Bam.

Ela riu, jogando a cabeça pra trás.

— Tá bom, Jungkook… eu amo mais você que o Bam. Mas só porque você sabe cozinhar e tem um sorriso bonito.

— Sabia que esse sorriso servia pra alguma coisa! — ele comemorou.

Minutos depois…

Quando terminaram de limpar a cozinha, SN colocou o último prato no escorredor e se virou para pegar o pano de prato, mas antes que pudesse alcançá-lo, sentiu as mãos de Jungkook em sua cintura.

— Agora… — ele murmurou perto do ouvido dela, a voz baixa, quente, fazendo-a arrepiar. — Vamos pra sobremesa.

Sem aviso, a pegou no colo, uma risada surpresa escapando dos lábios dela enquanto ela se agarrava ao pescoço dele.

— Jungkook! — ela riu, os braços ao redor dele. — Você é doido!

— Doido por você. — ele respondeu, já atravessando o corredor com passos firmes, Bam os seguindo animado.

Assim que chegaram ao quarto, Jungkook fechou a porta com o pé, sem soltar ela por um segundo sequer.  Ele a deitou devagar sobre a cama, mas manteve o corpo sobre o dela, sem deixar nenhum espaço entre os dois.

Os olhos dele ardiam de desejo, mas também de carinho. Um fogo contido, pronto pra explodir.

— Sabe qual é a melhor parte da sobremesa? — ele perguntou, os dedos deslizando por baixo da blusa que ela usava. — É quando ela é servida quente… e bem devagar.

Ela mordeu o lábio inferior, sentindo o toque dele subir pelas laterais do corpo.

— E qual parte eu sou?

— A mais gostosa. — ele sussurrou antes de beijar o pescoço dela, com vontade.

Os beijos foram descendo pelo colo, pela clavícula, enquanto as mãos dele exploravam cada curva. A forma como ele a tocava era intensa, possessiva, como se estivesse saboreando cada segundo.

Ela se contorcia sob ele, gemendo baixo, os dedos se enroscando nos fios escuros do cabelo dele enquanto ele a provocava com a língua, os lábios e as mãos.

— Você sabe que isso vai ser devagar hoje, né? — ele murmurou, agora com os lábios colados ao abdômen dela. — Quero ouvir cada som que você fizer… sentir você inteira se desmanchando por mim.

Ela tentou protestar, mas ele sorriu contra a pele dela, subindo novamente até o rosto dela para um beijo lento, profundo, molhado.

— Fica quietinha… — ele sussurrou entre um beijo e outro. — É a minha vez de me deliciar.

Ele a virou de lado, colando o corpo por trás, uma das mãos em sua coxa, puxando-a devagar até sentir a pele nua contra ele. Os beijos agora eram na nuca, atrás da orelha, provocando suspiros. Cada toque deixava um rastro de fogo, cada palavra dele era um sussurro de puro desejo.

— Tão linda… meu amor.

A respiração dos dois se misturava no quarto, os corpos se moldando como se fossem feitos um pro outro. Ele a virou novamente, deitando por cima, os quadris pressionando os dela com precisão.

— Se prepara… porque essa sobremesa vai durar até você pedir por mais.

Ela fechou os olhos, sentindo os arrepios subirem pelas costas conforme os dedos dele traçavam caminhos pelo seu corpo. Era como se ele soubesse exatamente onde tocar. Não havia pressa. Apenas intenção.

A palma da mão dele subiu devagar pela cintura, contornando as curvas, e seus lábios se moveram até a curva do pescoço dela, beijando ali com devoção. O calor da boca dele fazia contraste com a pele fria, e a sensação a fazia suspirar mais fundo.

— Jungkook… — ela chamou baixo, quase como um pedido.

Ele levantou o rosto, os olhos escuros e fixos nos dela. Se aproximou até seus narizes se tocarem, até que ela sentisse o hálito quente dele contra a boca.

— Fala pra mim… o que você quer agora? — ele provocou, com um leve sorriso no canto dos lábios, o polegar acariciando a pele logo abaixo do seio dela, fazendo o ar escapar do peito dela em um gemido abafado.

Ela não conseguiu responder. Apenas o puxou pela nuca, colando seus lábios nos dele com fome, como se aquele beijo pudesse dizer tudo o que ela não conseguia colocar em palavras.

O beijo foi lento, profundo, cheio de desejo. As línguas se tocavam com um ritmo que aumentava aos poucos, como uma dança íntima e perfeitamente sincronizada. As mãos dele agora deslizavam pelas costas dela, puxando-a mais para perto, encaixando os corpos com precisão.

Ele a puxou para cima, sentando com ela no colo, os braços ao redor de sua cintura, os rostos colados, as respirações pesadas. Ela passava os dedos pelos cabelos dele, e ele respondia com beijos quentes pelo maxilar e pela linha do pescoço.

A fricção entre os corpos era inevitável. As mãos, inquietas. Os sussurros, abafados por beijos. E naquele momento, tudo o que existia era o calor, a pele, o toque e o arrepio.

Ele a deitou novamente, dessa vez por cima, a testa colada na dela, o olhar cheio de desejo e ternura.

— Eu vou cuidar de você… — ele disse baixinho, enquanto os corpos começavam a se mover juntos com uma sintonia. — Até você esquecer do mundo inteiro… e só lembrar de mim.

O ritmo entre eles se intensificava, mas ainda era cheio de cuidado. Os corpos se encaixavam com perfeição.

A pele quente contra pele, o som abafado dos beijos molhados, das respirações entrecortadas e dos suspiros baixos preenchiam o ambiente. Os olhos dele percorriam o rosto dela como se estivesse tentando decorar cada detalhe, cada expressão que nascia do prazer que ele proporcionava.

Os quadris dele se moviam com firmeza, mas sem pressa. Ele queria que ela sentisse tudo. Cada toque. Cada entrada. Cada segundo. Suas mãos deslizavam pelas costas dela, segurando firme, como se precisasse ancorar-se nela para não perder o controle.

Ela arqueava o corpo em resposta, sentindo os dedos dele se apertarem mais contra sua pele, como se não quisesse deixá-la escapar jamais. Um gemido baixo escapou dos lábios dela, e Jungkook fechou os olhos, com o som que tanto gostava de ouvir.

— Isso… assim mesmo — ele murmurou contra a boca dela. — Você é perfeita… assim… 

Ela puxou o rosto dele para si, beijando-o com urgência, com entrega. Os dedos se entrelaçaram nos cabelos da nuca dele, enquanto as pernas se fechavam ao redor da cintura dele, puxando-o mais, querendo mais.

E ele deu.

Os movimentos ficaram mais intensos, mais profundos. O som dos corpos se encontrando se misturava ao som dos suspiros abafados. Ela sentia o mundo girar ao redor deles, as paredes desaparecerem, e tudo se concentrar naquele momento.

O corpo dela começou a estremecer, a tensão crescendo a cada segundo, o prazer se acumulando até que não havia mais como conter. Ela apertou os ombros dele, os olhos se cerrando, e então gemeu baixo, sentida, com os lábios encostados ao pescoço dele.

— Jungkook…

— Vai… — ele disse rouco, a voz falhando entre um gemido e outro. — Eu tô com você. Sente… deixa vir.

E veio.

O ápice dela a atravessou com força, fazendo os músculos se contraírem, o corpo tremer, e a respiração falhar. E Jungkook, sentindo a reação dela, não resistiu por muito mais tempo.

Os olhos dele estavam fechados, a boca entreaberta. O corpo inteiro tenso. Os movimentos ficaram mais profundos, mais ritmados, até que, com um gemido rouco e abafado contra o ombro dela, ele também se entregou, deixando o clímax o atravessar por inteiro.

Naquele instante, o tempo pareceu parar.

Jungkook ofegava, ainda dentro dela, o rosto escondido no pescoço dela, os braços ao redor do corpo quente e úmido dela, como se ele não quisesse deixá-la escapar jamais.

Depois de alguns segundos, ele ergueu o rosto, encostou a testa na dela, ainda ofegante, os olhos escuros fixos nos dela.

— Eu sou louco por você… — sussurrou, num tom rouco e sincero. — E eu nunca mais vou deixar ninguém tirar você de mim.

Ela sorriu, ainda sem conseguir dizer nada, apenas sentindo. Tudo. A presença dele. O calor. A promessa muda entre os dois.

E ali, nos braços um do outro, eles ficaram e adormeceram. 

4 Comentários

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  1. Marcela
    Apr 21, '26 at 8:33 pm

    [quote]— Agora… — ele murmurou perto do ouvido dela, a voz baixa, quente, fazendo-a arrepiar. — Vamos pra sobremesa.

    A melhor parte é a sobremesa, sempreee

  2. Marcela
    Apr 21, '26 at 8:32 pm

    [quote]— “Senti sua falta.” Mas posso ensinar com o corpo também, se quiser sentir melhor…

    Ele perdeu o controle total hahaha

  3. Marcela
    Apr 21, '26 at 8:31 pm

    [quote]— Posso te ensinar coreano… palavras novas… pronúncia correta… e se quiser, posso incluir umas aulas práticas de… outras coisas também. — ele deu uma piscada, safado. — Tipo… expressões corporais.

    As aulas práticas de outras coisas, ia ser o foco kkkkkkk

  4. Marcela
    Apr 21, '26 at 8:23 pm

    [quote]— Tô praticamente sequestrada, né?

    Ia querer ser resgatada mais nunca kkkkkkkkkkk

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