Capítulo 38 – Antes de Partir, Me Marca
por FanfiqueiraO corpo de Jungkook já mal respondia. A exaustão pulsava nos músculos, a respiração desacelerava a cada minuto. Mas ele ainda se forçava a manter os olhos abertos, porque ela estava ali. Dormindo sobre o peito dele, como se tivesse nascido pra caber exatamente naquele espaço.
O coração dele batia lento, mas firme, como se dissesse:
“Dois meses… só dois. E depois é só ela.”
Ele beijou o topo da cabeça dela mais uma vez. A pele quente, o cheiro do cabelo, o peso gostoso daquele corpo colado ao dele. Era tudo o que ele queria levar na memória quando acordasse.
E então, finalmente, fechou os olhos.
05h28.
Trriim… Trriim…
O alarme tocou, baixo, mas insistente.
Jungkook abriu os olhos devagar, piscando contra a pouca luz que começava a invadir o quarto pelas frestas da janela.
O braço ainda estava em volta dela. Ele deslizou com cuidado, tentando não acordá-la. A olhou por alguns segundos.
“Ela tá dormindo tão bem… não vou acordar. Não agora.”
Ele saiu da cama pé ante pé. Pegou a toalha, entrou no banheiro e ligou o chuveiro. A água morna caiu no corpo ainda pesado, e ele fechou os olhos.
“Últimos 60 dias. Depois disso, nunca mais esse vai e volta. Nunca mais ter que deixar ela dormindo sozinha…”
Quando saiu do banho, já secando os cabelos, viu a farda pronta sobre a poltrona. Vestiu com calma, sem pressa. Era estranho: quanto mais ele se arrumava, mais parecia se afastar dela. Mas era só mais uma partida. Não o fim.
Antes de sair do quarto, se aproximou da cama. Observou o rosto dela mais uma vez, depois abaixou, encostando os lábios no ombro descoberto dela e murmurou só para ele:
— Volto pra você.
E saiu em silêncio.
Na cozinha, minutos depois…
Jungkook ligou o fogão, separou ovos, manteiga, pão e frutas o café da manhã favorito dela. Deixou o café coando enquanto Bam se enroscava em volta dos pés dele. O cachorro sempre sabia quando ele ia partir.
— Vai dar tudo certo, amigo. Cuida da mamãe por mim, tá? — Jungkook disse, abaixando-se pra fazer um carinho entre as orelhas de Bam.
Do outro lado da casa, o barulho de uma porta se abrindo, passos apressados…
No andar de cima…
Ela acordou de repente. A cama estava fria. O cheiro dele ainda ali, mas o corpo não.
O peito apertou. Sentou-se num pulo, os olhos vasculhando o quarto.
— Jungkook? — chamou, a voz já com um tom de desespero.
Viu que a farda não estava mais na poltrona. O celular dele também não.
— Não… não pode ser… ele foi… ele foi sem se despedir… — murmurou, já com a garganta ardendo.
Levantou de um salto, saiu do quarto, correndo pelos corredores do andar de cima. Desceu um lance de escadas. Nada. Silêncio.
— JUNGKOOK?! — gritou, a voz ecoando pelos andares.
A angústia subiu como um nó na garganta. As lágrimas começaram a escorrer quando ela desceu pro andar de baixo, os pés descalços batendo nos degraus.
— Você não pode ter feito isso comigo… — disse, correndo por mais um corredor. Nada.
Foi quando Bam apareceu. Saltando animado, se enfiando no meio do caminho, chamando a atenção dela com patinhas agitadas e latidos baixos.
Ele andava alguns passos, olhava pra trás, como se dissesse: Vem… vem, ele tá aqui…
Ela limpou o rosto com a manga da blusa, tremendo. Seguiu o cachorro.
E foi quando desceu o último lance de escadas… e ouviu.
— Ei! Ei, o que aconteceu?! — a voz de Jungkook veio alto, da cozinha.
Ela virou o corredor correndo, e o viu.
Ele estava ali.
Farda completa. Cozinhando. Uma expressão confusa e preocupada no rosto ao ouvir ela gritando. E quando os olhos dela encontraram os dele… o mundo colapsou.
Ela se jogou nos braços dele com tudo, agarrando a nuca dele com força, o corpo colado ao dele com desespero e alívio.
— Você tá aqui… você tá aqui… — repetia, soluçando e beijando o pescoço dele.
— Ei… calma, calma. Tô aqui, amor… tô aqui. Nunca ia embora sem me despedir de você. Nunca. — ele disse, abraçando forte, enterrando o rosto no cabelo dela.
— Eu achei que… que você tinha ido… — ela soluçava.
— Shhh, não. Calma. Eu tava preparando café pra gente… — ele acariciou as costas dela, tentando acalmar.
Mas o toque virou aperto.
O beijo virou necessidade.
Ela puxou a farda dele com força, os lábios encontrando os dele com pressa, os dentes roçando, a língua buscando mais. Jungkook respondeu na mesma intensidade, as mãos indo direto pra cintura dela, levantando do chão sem esforço.
O corpo dela já estava colado ao dele, os lábios puxando os dele com sede, fome, desespero. O gosto de sal das lágrimas ainda recentes misturava-se ao calor dos beijos, e cada toque, cada suspiro, parecia dizer “não me esquece”.
Jungkook a carregou até o sofá, e o corpo dela caiu ali como se fosse o único lugar possível no mundo naquele momento. Ele tirou o cinto com um movimento automático, os dedos tremendo de tensão. Nem se preocupou em tirar tudo — rasgou os botões da camisa, puxando a parte de cima da farda até os ombros, deixando o peito nu colado ao dela.
As mãos dele estavam firmes, como se cada centímetro do corpo dela fosse precioso demais pra deixar passar despercebido.
Ela arfava, os olhos colados aos dele, as pernas já enroscadas ao redor da cintura dele mesmo com as roupas no caminho. Ela puxou a blusa que vestia — a mesma dele — por cima da cabeça com pressa, e os olhos de Jungkook se incendiaram.
— Você é minha… minha. — ele murmurou, colando os lábios no pescoço dela com um beijo molhado, possessivo, enquanto suas mãos já desciam pelo corpo dela, arrastando com força as peças de roupa que ainda restavam.
Ela gemia baixo, os dedos fincados nos ombros dele, e a respiração de ambos já se misturava como se fossem um só corpo.
Quando finalmente os dois estavam pele contra pele, ele se encaixou sobre ela, olhando fundo, com os olhos escuros. O peito subia e descia descompassado.
— Fala pra mim… me pede pra te foder, como me pediu de madrugada. — ele disse, a voz rouca, grave, carregada de urgência.
— Me fode, me fode do jeito que só você sabe fazer. — ela respondeu, e não havia hesitação alguma.
Ele se moveu então. Devagar no começo, só pra sentir…
O calor do corpo dela, o encaixe perfeito, o som do sofá rangendo sob os dois. E ela… ela arfava a cada investida, os olhos fechando, a boca entreaberta, o nome dele escapando como um sussurro:
— Jungkook…
Ele segurou os quadris dela com força, os movimentos se tornando intensos, profundos, quase desesperados. A cabeça baixa, os lábios colados ao ombro dela, os dentes tocando a pele em uma mordida leve, mas marcada. As mãos dele subiam pelas costelas, firmavam no pescoço, no queixo, e os olhos dele voltavam a encontrar os dela — ardendo, famintos.
— Olha pra mim… — ele disse, a respiração falhada. — Me olha enquanto eu te faço lembrar… quem fode gostoso assim.
Ela o olhou. Com os olhos úmidos, a boca entreaberta, o corpo inteiro entregue.
E ele a tomou com ainda mais intensidade.
As estocadas dele ficaram mais firmes, profundas, e os gemidos dela se transformaram em suspiros altos, carregados. Um ritmo frenético. Os dois se agarrando como se aquilo fosse a última chance de sobreviverem um ao outro. Como se precisassem daquele momento pra continuar respirando depois.
Ela dizia o nome dele entre gemidos, entre súplicas, e ele a incentivava:
— Fala meu nome… mais alto… deixa o mundo inteiro saber de quem você é. — ele rosnava contra a boca dela.
— Jungkook… Jungkook… — ela repetia, entre ofegos e gemidos sufocados.
Ele segurava os quadris dela com força, os dedos cravados como se tentasse segurá-la ali pra sempre. A farda ainda em parte sobre o corpo dele, bagunçada, suada, marcada por aquele momento que era mais do que físico.
A tensão dentro dela começou a se acumular, como uma onda crescendo, prestes a explodir. E ele sentiu.
— Deixa vir… goza pra mim. — ele sussurrou, os olhos cravados nos dela. — Me sente. Sente tudo.
E ela sentiu.
O corpo inteiro dela tremeu, o prazer explodindo em ondas, os músculos se contraindo, o grito preso na garganta escapando abafado no ombro dele. Ela agarrou os cabelos da nuca dele, puxando, enquanto se desfazia nos braços dele.
E ele… veio junto.
Os gemidos roucos, o corpo inteiro tenso, os olhos fechados com força. Ele se entregou dentro dela como se estivesse deixando tudo ali.
Por longos segundos, o mundo parou.
Ofegantes, colados, trêmulos, eles ficaram ali. Ele ainda dentro dela. O suor escorrendo pelas costas. As mãos entrelaçadas. O som das respirações pesadas preenchendo o ambiente.
Jungkook encostou a testa na dela. Beijou o nariz. O canto da boca. A bochecha ainda molhada de lágrimas.
— Eu te amo. — ele murmurou, quase sem voz.
— Eu sei… eu te amo mais.
E naquele instante… não havia despedida.
Apenas um amor tão forte que nem dois meses seriam capazes de apagar.
[quote]O corpo dela já estava colado ao dele, os lábios puxando os dele com sede, fome, desespero. O gosto de sal das lágrimas ainda recentes misturava-se ao calor dos beijos, e cada toque, cada suspiro, parecia dizer “não me esquece”.
Com esses dois, tem tempo ruim n
[quote]— Você é minha… minha. — ele murmurou, colando os lábios no pescoço dela com um beijo molhado, possessivo, enquanto suas mãos já desciam pelo corpo dela, arrastando com força as peças de roupa que ainda restavam.
Chama os bombeiros, que eles estão pegando fogooo
[quote]— Me fode, me fode do jeito que só você sabe fazer. — ela respondeu, e não havia hesitação alguma.
Fogooo no parquinhoooo
[quote]Apenas um amor tão forte que nem dois meses seriam capazes de apagar.
Cada dia desses dois meses, vai ser uma eternidade para esses dois