Capítulo 42 – “Quase desertei”
por FanfiqueiraCafeteria perto da base militar | Final de tarde
O sol dourava suavemente o asfalto quando Jungkook empurrou a porta de vidro da cafeteria e saiu com uma garrafinha de água numa mão e um doce simples na outra. Ao lado, Jimin falava sem parar sobre alguma coisa que provavelmente envolvia um reality show de culinária.
Jungkook nem ouvia direito. Seus olhos tinham sido fisgados por algo no canto do estacionamento.
Um carro parado. Preto. Limpo demais pra estar naquele lugar. Com os vidros escuros, motor ligado. O coração dele bateu estranho.
Por um segundo, ele congelou no lugar.
— Aquele carro ali… — murmurou, franzindo o cenho. — Eu conheço aquele carro.
Ele deu dois passos devagar, o olhar ainda fixo. Só se moveu de verdade quando conseguiu ver a placa.
— Não… — sussurrou, quase sem voz. — Não é possível…
A emoção veio num baque seco no estômago, como um soco carinhoso. O doce escorregou da mão dele.
— Jungkook? — Jimin chamou, parando de andar. — Que foi? Você viu um fantasma?
— Ele tá pálido, mano… — um soldado comentou, virando pra olhar na mesma direção. — O que foi agora?
— Ele bugou… olha isso. — outro soldado deu uma risada, mas logo se calou ao ver a intensidade no rosto do Jungkook.
Jungkook caminhou em direção ao carro, como se estivesse em transe, os olhos arregalados, o peito arfando sem perceber. Ele ainda precisava ter certeza de que não estava imaginando aquilo. As saudades nos últimos dias estavam apertando com mais força — e a mente pregava peças.
Mas então…
O vidro do motorista abaixou devagar.
E ali estava ela.
SN. Com um sorriso travesso no rosto, os olhos brilhando de emoção e nervosismo. Os cabelos estavam presos de forma displicente, como ele adorava, e o perfume dela escapava como uma memória viva no ar.
— Entra! — ela disse, simples e direta, com aquele brilho nos olhos que só ela tinha quando estava aprontando alguma coisa.
Ele olhou ao redor, atordoado. Depois olhou pra ela. Depois pro carro.
— Cê tá brincando comigo… — ele murmurou, com a voz embargada. — Não é possível que você fez isso.
Ela só mordeu o lábio, apontando com o polegar pro banco do passageiro.
— Anda logo, Jungkook. Você tem vinte e três minutos agora.
Ele abriu a porta num movimento rápido, quase tropeçando de pressa.
Entrou, fechou, e por alguns segundos… só ficou ali, encarando ela, sem saber se ria, chorava ou puxava pra um beijo intenso.
— Caralho… — ele murmurou, enfim. — ainda não acredito que você veio aqui.
Dentro do carro, Jungkook parecia tentar se convencer de que aquilo era real. O cheiro do perfume dela, o calor da presença dela, o som suave da respiração nervosa. Tudo aquilo parecia… surreal.
Ele não tirava os olhos dela. Os lábios entreabertos, o olhar vidrado. Ele queria dizer alguma coisa, mas as palavras fugiam, tropeçando nas emoções.
SN, por outro lado, mantinha o foco na estrada, mãos firmes no volante. Ela sabia o que estava fazendo. E sabia o que aquele olhar dele era capaz de provocar. Por isso evitava encontrar seus olhos.
Mas ele não ia deixar barato.
— Você tá mesmo aqui… — ele sussurrou, a voz rouca, baixa, quase reverente. Ele se virou no banco, aproximando o rosto do dela. — Você… veio até mim, amor?
Ela não respondeu de imediato. Continuou encarando o caminho à frente, o maxilar travado, a respiração densa. Só murmurou:
— Não olha assim… Por favor…
— Por quê?
— Porque eu perco o foco. E eu tenho um plano.
Ele sorriu. Um sorriso lento, cheio de malícia e emoção ao mesmo tempo.
— Um plano, é?
Ela apenas assentiu.
— E esse plano envolve… o que eu tô pensando?
— Segura mais cinco minutos. — Ela piscou. — A gente tá quase lá.
Ele se ajeitou no banco, com as mãos inquietas. Os dedos tremiam um pouco, a adrenalina explodindo. Ele não conseguia parar de olhar pra ela — o jeito que a boca dela se contraía, a forma como o pescoço pulsava, os ombros à mostra.
— Você tá linda pra caralho… — ele soltou, quase num lamento. — Eu juro… tô passando mal.
Ela riu de leve, finalmente virando o rosto pra ele por um segundo.
— Se você continuar falando assim, a gente não vai chegar onde precisa.
— Então pisa, por favor. Pisa fundo.
Ele apoiou o cotovelo no encosto do banco e ficou ali, hipnotizado, enquanto o carro serpenteava discretamente por uma rua mais afastada, saindo dos arredores da base. SN manobrava com precisão, determinada, como quem já tinha feito aquele trajeto várias vezes na cabeça.
Quando o prédio apareceu diante deles, discreto, elegante, escondido por uma fileira de árvores… Jungkook arregalou os olhos.
— Espera. Você trouxe a gente pra um hotel?
Ela apenas sorriu e estacionou.
— Um lugar reservado. Sem câmeras. Sem perguntas. Só… nós dois.
Ele engoliu em seco.
SN pegou um pequeno papel dobrado no console central, ao recepcionista que sorriu discretamente ao ler o código e indicou a garagem privativa. Tudo já estava reservado com antecedência.
Jungkook ficou com os olhos brilhando, o corpo inteiro fervendo em expectativa. Quando ela voltou e encontrou o olhar dele, ela soube: ele já estava em chamas.
— Não acredito que você fez isso — ele murmurou, a voz abafada pela emoção. — Você me sequestrou mesmo…
— Você não faz ideia do que ainda vou fazer com você — ela respondeu, deslizando a chave do quarto entre os dedos.
Ele a puxou de leve pela cintura, encostando o corpo dela ao próprio, e a encarou de perto, como se quisesse memorizar cada segundo.
— Você vai me matar hoje, SN.
Ela sorriu.
— Vai ser uma boa morte, Jeon.
Eles entraram no elevador. E quando as portas se fecharam, com um estalo suave… a respiração dos dois já estava descompassada.
Elevador privativo | Hotel reservado – 18 minutos restantes
Assim que as portas se fecharam, o clique do isolamento soou como um gatilho. Jungkook não hesitou.
Avançou sobre ela como um animal faminto — os braços a envolveram pela cintura com força e urgência, colando seu corpo ao dele. A boca encontrou a dela sem pedir permissão, num beijo denso, desesperado, cheio de saudade e fogo represado. As mãos grandes desceram pelas costas, sem qualquer cerimônia, apertando firme as curvas que ele sentiu falta em cada noite desde que se separaram.
Ela tentou respirar — falhou.
— Jungkook… — ela gemeu, quase em protesto, mas os olhos diziam o contrário.
Ele murmurou contra a boca dela:
— Não fala meu nome assim… — e a mordiscou no queixo, descendo pela linha do maxilar até o pescoço. — Não depois de tanto tempo sem te tocar.
As mãos dele já estavam sob o vestido, subindo com pressa, explorando pele, calor, rendas. O quadril dele colado ao dela denunciava tudo o que ele estava sentindo — duro, pulsante, latejando de desejo.
— Você tem noção do que me fez, aparecendo desse jeito? — ele sussurrou, a respiração quente no ouvido dela. — Você quer me enlouquecer?
Ela soltou um riso nervoso, os dedos cravando nos ombros dele, já desabando contra a parede espelhada do elevador.
— Se isso é loucura… eu também tô dentro.
Ele a virou com firmeza, prensando-a contra o espelho, as mãos agarrando seus quadris com fome. A boca dele encontrou o ombro nu, beijando e mordendo, os dedos dela escorregaram até os botões da camisa que ele usava por cima da camiseta da base, tentando abrir sem rasgar.
— Tira isso — ela ordenou, entre um suspiro e outro.
— Tira você — ele respondeu, encarando-a pelo reflexo no espelho. — Quero ver você se despir pra mim aqui.
Ela começou a levantar o vestido, sem tirar os olhos dele. Jungkook lambeu os lábios, encarando com luxúria pura. A visão das coxas, da calcinha de renda colada à pele, fez um grunhido escapar dele.
E então, com um ding suave — as portas se abriram.
Ele congelou, os olhos arregalados, achando que tinham parado num andar errado, que alguém veria aquilo.
Mas não.
Era o quarto.
A suíte inteira se abriu diante deles como um santuário do prazer: luzes baixas, lençóis escuros de algodão egípcio, pétalas discretas no canto da cama, um espelho gigante à esquerda, e um aroma leve de baunilha no ar.
Jungkook piscou, ofegante, ainda com o corpo colado ao dela.
— Você alugou… isso tudo?
Ela apenas assentiu, o peito subindo e descendo rápido.
Ele a olhou — uma vez — e foi como se algo nele explodisse.
— Eu vou acabar com você aqui dentro — ele disse, a voz baixa, arrastada, completamente tomada pelo desejo. — Vai ser você implorando pra parar, e ainda assim… eu não vou parar.
Ela mordeu o lábio. Os olhos dela faiscavam.
— Então fecha a porta, Jeon. O tempo tá passando.
Jungkook chutou a porta com o pé, e ela se fechou com um estalo.
Assim que a porta bateu, Jungkook a empurrou contra ela com o corpo inteiro, colando os lábios nos dela com brutalidade deliciosa. O beijo foi molhado, barulhento, com a língua dele invadindo sem permissão, como se quisesse lembrar cada canto da boca dela — e ela permitiu tudo. Gemia contra a língua dele, arranhava os braços fortes por cima da camisa apertada.
— Vira — ele ordenou, com a voz rouca e firme.
Ela virou de costas, sentindo os dedos dele descerem com precisão até o zíper do vestido. Um som seco de deslize, e o tecido caiu até os tornozelos com facilidade.
Ele deu um passo pra trás.
— Fica assim.
Ela obedeceu, com o corpo exposto apenas pela calcinha rendada preta e os seios parcialmente cobertos pelos cabelos que caíam pelas costas. O olhar dele devorava.
— Puta merda… — ele murmurou, ofegante. — Você quer que eu enlouqueça de verdade, né?
Ele chegou por trás, colando o corpo ao dela, o volume na calça pressionando suas nádegas. Desceu as mãos pela cintura, explorando as curvas que ele conhecia como território sagrado. Depois se abaixou devagar, a boca passeando pela pele da lombar, até a lateral do quadril, beijando, mordiscando.
— Quero ouvir você pedir — ele disse, baixo. — Quero você me chamando de tudo o que quiser agora.
Ela gemeu, apoiando as mãos na parede.
— Jungkook… por favor…
— Por favor o quê?
Ela virou o rosto, ofegando:
— Me fode. Agora.
Ele soltou uma risada seca, cheia de tesão. Em dois movimentos, abaixou a própria calça e cueca, libertando o membro já duro, pesado. Encostou-se de novo nela, fazendo questão de passar a glande entre as coxas dela, devagar, deixando-a sentir o quanto ele a queria.
— Cê lembra o que me prometeu na câmera ontem? — ele sussurrou no ouvido dela. — Que ia me deixar usar você quando eu voltasse.
Ela mordeu o lábio, arfando, ainda mais excitada com a lembrança.
— Tudo seu — ela disse. — Usa tudo, Jungkook… agora.
Ele segurou ela pela cintura e penetrou devagar, mas com firmeza. Ela arfou alto, os dedos arranhando a parede, o corpo se arqueando pra recebê-lo inteiro. Ele começou com movimentos fundos, calculados, que a deixavam trêmula. A cada estocada, a palma dele batia na pele nua dela, fazendo um som obsceno ecoar no silêncio quente do quarto.
— Olha isso… — ele gemeu, segurando firme a base do próprio membro e assistindo enquanto entrava e saía dela. — Você tá me engolindo inteira… caralho…
Ela gemeu alto, jogando a cabeça pra trás, os quadris acompanhando o ritmo dele.
— Mais, Jungkook… Por favor.
Ele a puxou de volta pela nuca e virou-a de frente, sem sair de dentro. Pegou pelas coxas e a ergueu como se ela não pesasse nada, levando até a cama. Deitou com ela por cima e voltou a estocar com força, os corpos suando e se chocando. Ela montava nele com vontade, os seios saltando com cada movimento, os olhos colados nos dele.
— Você gosta assim? Hein? — ele perguntava entre gemidos. — Gosta de me ver enlouquecido por você?
Ela gemeu um “sim” com os olhos fechados, mas ele segurou o queixo dela.
— Me olha quando gozar — ele ordenou, com os dentes à mostra. — Me encara. Quero ver sua cara de tesão me dando tudo.
E ela gozou assim: montada nele, os olhos nos olhos dele, os lábios entreabertos e um gemido agudo saindo direto do fundo da garganta. Ele a segurou com força e gozou logo depois, enterrado até o fundo, soltando um grunhido rouco que fez a espinha dela vibrar.
Ficaram ali, colados, suados, respirando como se tivessem corrido quilômetros.
Ela sorriu, ofegante.
— Isso foi… mais do que eu imaginava.
Ele lambeu o próprio lábio inferior, ainda dentro dela, e sorriu de volta.
— E ainda faltam… — ele olhou pro relógio — onze minutos.
Ela riu, surpresa.
— Acha que dá tempo de mais uma?
Ele a puxou pra um beijo feroz.
— Não tenho escolha. Quero você gemendo meu nome até eu sair por aquela porta.
— Não acredito que você realmente veio até aqui só pra isso… — ele murmurou, com um tom rouco, os olhos fechados.
— Não foi só pra isso. — Ela sorriu, beijando o peito suado dele. — Também vim pra isso aqui.
Ela se ajeitou e mordeu de leve o mamilo dele, fazendo-o arfar. Depois subiu com beijos molhados até o pescoço e sussurrou:
— Mas confessa… você ficou doido quando me viu naquele carro, né?
— Fiquei doido quando te vi. — ele gemeu, puxando-a de volta pro colo com facilidade.
Ela soltou uma risadinha provocante e, sem esperar permissão, montou nele de novo. O membro dele já estava rígido, como se a pausa tivesse sido apenas um intervalo técnico. Ela o encaixou dentro dela devagar, soltando um suspiro rouco quando ele a preencheu por completo mais uma vez.
— Caralho… — ele murmurou, trincando os dentes. — Você não cansa?
— Não quando é de você.
Ela começou a se mover, quicando devagar, de forma ritmada, os olhos nos dele. Ele segurava firme suas coxas, puxando a bunda dela contra o próprio quadril a cada descida, incentivando o ritmo com pequenos estalos de pele contra pele.
— Isso, porra… assim mesmo… — ele gemia, a cabeça tombada pra trás. — Me usa, amor… me faz esquecer que eu tenho que voltar pra base.
Ela mordeu o lábio, rebolando com mais intensidade.
E foi nesse momento que o celular dele, jogado no chão, começou a vibrar.
— Ah, não… — ele resmungou, entre gemidos.
— Deixa… — ela pediu, sem parar.
Mas a vibração insistente se repetiu. E de novo. E de novo.
Ele se esticou com uma das mãos e pegou o celular, sem tirar os olhos dela. Quando olhou o visor, bufou.
— É o Jimin…
— Ignora.
— Se eu ignorar mais uma, ele aparece aqui com a polícia.
Ela riu, ainda montada, os movimentos mais lentos, provocativos. Ele atendeu.
— Alô?
— Mano?! Onde você tá?! Já passou do tempo, o instrutor tá procurando todo mundo! O soldado Kim disse que você sumiu e ninguém te acha! — Jimin falava tão rápido que nem respirava.
Jungkook engoliu seco, tentando manter a voz firme.
— Tô… tô voltando já. Só tive que… resolver uma coisa.
Ela não parou. Ao contrário. Aproveitou que ele estava distraído e intensificou os movimentos, cavalgando com vontade, os seios balançando, as mãos apoiadas no peito dele. A expressão de Jungkook se contorceu de prazer — e desespero.
— Resolveu o quê? Cê foi sequestrado por um caminhão de proteína? Mano, a coisa vai ficar feia! Eu tô tentando ganhar tempo, mas ele tá querendo teu fígado!
Ela estava gostando daquilo. Muito. Então mordeu o lábio e se inclinou até o ouvido de Jungkook, sussurrando:
— Se ele desligar, vou gozar em você e fazer você gozar comigo, agora…
Ele tentou balançar a cabeça em reprovação, mas ela passou a rebolar de um jeito lento e profundo, que fazia o membro dele estremecer lá dentro. Ele mordeu a língua pra não gemer.
— Cê tá me ouvindo? — Jimin insistia. — Jungkook?
Ela sorriu, maliciosa, e deslizou a língua pela clavícula dele.
— Jungkook… — gemeu baixo, em seu ouvido. — Me enche, por favor…
Ele segurou firme a cintura dela e, num impulso, empurrou com força pra baixo, fazendo com que ela o engolisse inteiro de uma vez. Ela soltou um gemido agudo e, sem querer, deixou escapar:
— J-Jimiiin…!
O silêncio no telefone foi imediato.
Jungkook arregalou os olhos, mas já era tarde.
— …Oi? — disse a voz do outro lado, agora completamente confusa. — Ahn… que porra foi isso?!
— Merda. — Jungkook fechou os olhos, pressionando o celular contra o peito. — Merda, merda, merda…
— Era… era a SN? Cês tão transando enquanto eu tô aqui tentando salvar tua bunda?!?!!
— Desliga… — ela pediu entre risos e gemidos, sem parar os movimentos.
Jungkook levou o celular de volta ao ouvido, já ofegante:
— Desculpa, hyung… a gente se fala depois…
E desligou.
Ela caiu em gargalhadas, ainda montada, ainda cavalgando, e ele apenas a puxou para um beijo feroz, invertendo a posição com uma pegada dominante.
— Agora você vai se foder por me atrapalhar com o Jimin — ele sussurrou, antes de afundar de novo dentro dela.
Pouco tempo depois…
A respiração ainda estava descompassada, o corpo colado ao dela, e o suor secando devagar sobre a pele marcada. Mas, depois do que tinham acabado de fazer, não havia muito tempo para contemplações românticas.
— Droga, eu tô muito ferrado… — Jungkook murmurou, com a testa encostada no ombro dela, tentando recuperar o fôlego. — Mas valeu cada segundo. Cada. Porra. De. Segundo.
Ela riu, preguiçosa, beijando o canto da boca dele.
— Anda, vai. Se veste antes que Jimin apareça com o exército inteiro.
— Isso seria hilário se não fosse possível. — Ele se levantou de supetão, já procurando a camiseta jogada em algum canto. — Onde… cadê minha calça?
Ela ainda estava deitada, o lençol subindo só até a cintura, assistindo à cena com um sorriso encantado. Ele rodava o quarto quase pelado, o cabelo bagunçado, o corpo inteiro com marcas dela. E mesmo na correria, ele parecia brilhar.
— Tá ali, ó — ela apontou com o queixo, rindo —, no abajur. Não me pergunta como.
— Esse abajur vai precisar de terapia. — Ele pegou a calça e começou a se vestir, vestindo uma peça e puxando ela pra um beijo entre cada movimento. — Amor… vem, se veste logo. Anda.
Ela se sentou, pegando a calcinha que estava pendurada no espelho e a blusa dele que usava antes de tirarem tudo. Ele não resistiu: ajoelhou no colchão e puxou o rosto dela pelas bochechas, dando um selinho fofo, seguido de outro, e mais outro, enquanto ela tentava colocar a calcinha com uma mão só.
— A gente se superou hoje… — ele disse, com os olhos brilhando. — Eu tô surtando por dentro, mas meu coração tá leve. Você faz isso comigo, sabia?
Ela segurou o rosto dele nas mãos e encostou a testa na dele.
— Então volta logo, tá? Em segurança.
— Sempre por você.
Ele colou mais um beijo demorado, dessa vez mais doce, e saiu finalmente do quarto puxando a mochila com o fôlego que restava.
Poucos minutos depois | Corredores da base militar – Jungkook correndo
Enquanto descia pelos corredores tentando parecer minimamente apresentável, ele ligou para Jimin. A chamada foi atendida no primeiro toque.
— Achei que você tinha morrido, seu desgraçado! — Jimin gritou do outro lado.
— Relaxa, hyung! Tô a caminho. Consegui sair a tempo.
— Sair a tempo? Você já deveria estar aqui há meia hora!
— E eu estaria, se não fosse por você ligando no meio da melhor foda da minha vida.
— Aaaaaaah! Cala a boca! Eu ainda tô tentando desouvir aquela merda!
Jungkook gargalhou, finalmente entrando nos alojamentos.
— Foi sem querer… ela gemeu o seu nome. Achei que você ia gostar.
— EU VOU TE MATAR. Literalmente. Mas vou fazer isso depois do café, porque… né… já que você comprou tudo, eu não queria desperdiçar.
Jungkook arqueou a sobrancelha, ainda ofegante.
— Que história é essa de “comprou tudo”?
— Você acha mesmo que eu deixei você escapar sem um plano de cobertura? Eu disse pro chefe que você tinha ido buscar provisões, e que ia trazer café pra toda a equipe.
— Jimin… você é um gênio.
— E você vai pagar cada centavo, entendeu? Com juros. A mesa tá lotada aqui. Café, donuts, pão, frutas… você virou o papai noel fora de época. Só falta chegar com gorro e sinos.
Jungkook entrou no banheiro, lavando o rosto com água fria.
— Tudo bem. Eu pago com o que for. Mas a cobertura ficou perfeita.
— Só não faz ela gemer meu nome de novo, caralho. Tô traumatizado.
Jungkook gargalhou alto.
— Relaxa, hyung. Da próxima vez, eu coloco seu nome como código.
— Desliga antes que eu peça pra transferirem você pra Coreia do Norte
Jungkook desligou rindo, e olhou o reflexo no espelho. Ainda tinha marcas dela no pescoço. Ainda sentia o cheiro dela no corpo. Mas também sentia a alma preenchida de novo.
Ele estava inteiro. Por causa dela.
E agora… era hora de sobreviver até o próximo encontro. Ou pelo menos tentar…
[quote]— Foi sem querer… ela gemeu o seu nome. Achei que você ia gostar.
Kkkkkkkkkkkk aaaai é foda
[quote]— J-Jimiiin…!
Não, ele não fez isso não, né? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
SN pegou um pequeno papel dobrado no console central, ao recepcionista que sorriu discretamente ao ler o código e indicou a garagem privativa. Tudo já estava reservado com antecedência.
Ela pensou em cada detalhe
[quote]— Cê tá brincando comigo… — ele murmurou, com a voz embargada. — Não é possível que você fez isso.
A querida é ousada. Essa é das boas