Capítulo 13 – Café sob Custódia
por FanfiqueiraNamjoon a carregou para o quarto principal da cobertura com uma reverência que contrastava com a brutalidade das horas anteriores. Yrys era um peso suave e quente em seus braços, envolta na toalha felpuda como se fosse o tesouro mais frágil de sua vasta coleção. O movimento rítmico de Namjoon, somado ao cansaço acumulado de um voo transoceânico e de horas de prazer ininterrupto, foi o nocaute final para a pianista.
Ao ser depositada sobre os lençóis de seda egípcia, ela mal teve forças para abrir os olhos. Namjoon sentou-se ao lado dela, seus dedos grandes e firmes traçando um caminho suave pela bochecha dela, descendo até a linha da mandíbula. Ele a acariciou com uma paciência quase hipnótica, observando como a respiração dela se tornava profunda e pesada.
Yrys apagou. Não foi um sono comum; foi uma rendição absoluta do corpo e da mente à presença dele.
Namjoon permaneceu ali por alguns minutos, apenas observando o rastro de suas mãos na pele dela. Mas o silêncio da cobertura foi quebrado pela vibração persistente de seu telefone sobre o mármore da mesa de cabeceira. A luz do visor cortava a penumbra, anunciando que o mundo real exigia o seu retorno.
Ele levantou-se silenciosamente, a nudez de seu corpo refletindo a luz pálida do amanhecer que começava a tocar Viena. Ele caminhou até a imensa parede de vidro da suíte, afastando a cortina leve o suficiente para observar a arquitetura clássica da cidade. Com o laptop sob o braço e o telefone no ouvido, ele se tornou novamente o homem que o mundo temia.

A ligação foi atendida no primeiro toque. Era seu braço direito em Seul.
— Relatório — Namjoon ordenou, a voz gélida, desprovida de qualquer traço da ternura que mostrara a Yrys momentos antes.
— Senhor, o caos na Phoenix Technologies escalou. A invasão aos servidores que detectamos no início da semana não foi um ataque isolado de hackers. O código fonte do novo software de defesa foi comprometido.
Namjoon apertou o telefone contra o ouvido, os olhos fixos em um prédio neoclássico do outro lado da rua, mas sua mente estava a milhares de quilômetros dali. Ele se lembrou da brecha que encontrara: alguém de dentro, alguém que conhecia os protocolos de criptografia dele, havia aberto a porta.
— E quanto ao vazamento para a imprensa? — Namjoon perguntou.
— Conseguimos conter os tabloides econômicos por enquanto, mas as ações começaram a oscilar. Há rumores de uma tentativa de aquisição hostil por parte do grupo Kang. Eles estão aproveitando sua ausência para semear a desconfiança entre os acionistas.
Namjoon soltou um riso seco, desprovido de humor. Eles achavam que ele estava vulnerável porque estava em Viena. Eles achavam que ele estava distraído.
— Deixe-os acreditar que o trono está vazio — Namjoon disse, a voz subindo de tom, carregada de uma autoridade letal. — Quero que você execute o protocolo de contramedida ‘Sombra’. Se o grupo Kang comprar uma única ação a mais, eu quero que o sistema deles entre em colapso total em seis horas.
Ele desligou o telefone e abriu o laptop, os dedos voando pelas teclas enquanto códigos complexos preenchiam a tela. Ele resolveu o que faltava: rastreou a assinatura digital do infiltrado. Era um dos seus diretores de tecnologia. A demissão e a ruína financeira do homem seriam assinadas antes que o café da manhã fosse servido.
Mas ainda faltava resolver o motivo por trás do ataque. Namjoon sabia que isso não era apenas dinheiro. Era pessoal. Era um aviso.
Ele olhou por cima do ombro para a cama, onde Yrys dormia, alheia ao fato de que estava no centro de um furacão. O ataque à sua empresa era uma tentativa de ferir seu império, mas Namjoon sabia que, se descobrissem que Yrys era seu único ponto cego, ela seria o próximo alvo.
— Eles querem o caos — ele sussurrou para o vidro frio da janela. — Eu vou dar a eles o apocalipse.
Namjoon fechou o laptop. O problema corporativo estava sob controle, por enquanto, mas o jogo em Viena acabara de ficar muito mais perigoso. Ele não estava ali apenas para um concerto; ele estava ali para garantir que ninguém tocasse naquilo que era dele.
Ele voltou para a cama e deitou-se ao lado de Yrys, sem fechar os olhos. O império estava em chamas, mas ali, no silêncio daquela cobertura, ele era apenas um homem protegendo sua única fraqueza.
O salão do café da manhã do Hotel Imperial era uma visão de esplendor austríaco sob a luz pálida das nove da manhã. O teto adornado com afrescos e as mesas cobertas por linhos impecáveis contrastavam com a energia inquieta dos músicos da Filarmônica de Seul.
As mesas estavam fartas: geleias de frutas silvestres, pães artesanais ainda quentes, queijos alpinos e o aroma penetrante do café vienense. Mas, apesar do luxo, o clima era de uma curiosidade latente.
— Vocês viram o corredor hoje cedo? — cochichou o primeiro violoncelista, servindo-se de uma fatia de Sacher Torte. — Tentei ir até o lobby para comprar um jornal e fui parado por dois homens de terno cinza. Só me deixaram passar quando mostrei o crachá da orquestra.
— Eu também percebi — Hana respondeu, os olhos correndo pelo salão. — Há seguranças em cada canto, inclusive nas saídas de emergência. E todos parecem… bem, armados.
O Diretor Choi, sentado à cabeceira com a família, tentava manter a compostura enquanto cortava uma salsicha Frankfurter para o filho. — É Viena, pessoal. Uma cidade de diplomatas e eventos de alto risco. O patrocínio da Phoenix é de elite, é natural que a segurança acompanhe o nível do investimento. Vamos focar no Musikverein amanhã. O ensaio de hoje é crucial.
Lá em cima, na cobertura, o clima era de um embate silencioso. Namjoon estava parado junto à porta, já vestido com um terno escuro sob medida, o rosto uma máscara de frieza absoluta após as notícias da madrugada.
— Você não vai descer, Yrys. O café será servido aqui — ele sentenciou, os olhos fixos na tela do celular que não parava de receber dados criptografados.
Yrys, terminando de abotoar um vestido de gola alta que escondia perfeitamente o pescoço, mas não o cansaço em seus olhos, parou diante dele. — Se eu ficar trancada aqui, Namjoon, os boatos no saguão vão se transformar em certezas. Eu sou a solista. Se eu não aparecer para o café com o grupo, o Diretor Choi vai subir aqui pessoalmente. É melhor descermos.
Namjoon soltou um suspiro pesado, uma vibração de irritação e possessividade. Ele sabia que ela tinha razão estrategicamente, mas seu instinto de proteção — agora amplificado pela ameaça do Grupo Kang — gritava para mantê-la sob chave.
— Dez minutos — ele cedeu, a voz rouca. — Comemos, mostramos que você está “bem” e voltamos. Não saia do meu campo de visão, nem por um segundo.
Eles desceram com quinze minutos de atraso. Quando as portas do elevador se abriram e eles entraram no salão, o tilintar dos talheres pareceu diminuir por um segundo. Namjoon caminhava com uma mão levemente apoiada na base das costas de Yrys, um gesto que parecia cavalheirismo para os leigos, mas que ela sentia como uma amarra de posse.
— Bom dia a todos — Yrys disse, forçando um sorriso enquanto se sentava à mesa com Hana e os outros músicos.
Namjoon não se sentou imediatamente. Ele permaneceu de pé, trocando um olhar rápido e imperceptível com um dos seguranças posicionados perto da janela. O homem assentiu levemente. O perímetro estava seguro.
— Finalmente a nossa estrela acordou! — Hana brincou, embora seus olhos estivessem fixos na forma como Yrys se sentava com cautela. — Dormiu bem na cobertura?
Yrys sentiu o rosto esquentar e buscou a xícara de chá. — Sim, é muito silencioso lá em cima. Deu para descansar o suficiente para o ensaio.
— O hotel é incrível, não é? — comentou um dos violinistas, tentando quebrar o gelo. — Alguns de nós já fomos até a Catedral de Santo Estêvão agora às sete da manhã. Viena é mágica, mas a segurança desse lugar dá um frio na espinha. Parece que estamos protegendo o presidente.
Namjoon, que agora tomava um café preto em pé ao lado da mesa, comentou com uma indiferença calculada: — A Phoenix Technologies não tolera imprevistos. A segurança é para garantir que nada, absolutamente nada, interfira na performance de amanhã. Aproveitem o conforto.
Enquanto os músicos conversavam sobre a acústica do Musikverein e o medo de errar as notas de Prokofiev, Yrys sentiu o olhar de Namjoon queimando o topo de sua cabeça. Ele não estava ouvindo a conversa sobre música; ele estava monitorando cada pessoa que entrava no salão, cada garçom que se aproximava da mesa.
Para a orquestra, era apenas uma estadia luxuosa e um pouco rígida. Para Namjoon, aquele café da manhã era uma operação tática de cobertura.
— O ensaio geral começa em uma hora — o Diretor Choi anunciou, levantando-se. — Yrys, espero que seus dedos estejam ágeis. O mundo estará assistindo amanhã.
Namjoon inclinou-se sobre Yrys, a mão apertando o ombro dela por cima do tecido do vestido. — Vamos. O tempo de socialização acabou, Yrys levantou-se, sentindo os olhares curiosos de Hana e das outras mulheres seguindo-os.
[quote]Yrys apagou. Não foi um sono comum; foi uma rendição absoluta do corpo e da mente à presença dele.
Foi MT pressão kkkk a coitada cansou
[quote]Ele olhou por cima do ombro para a cama, onde Yrys dormia, alheia ao fato de que estava no centro de um furacão. O ataque à sua empresa era uma tentativa de ferir seu império, mas Namjoon sabia que, se descobrissem que Yrys era seu único ponto cego, ela seria o próximo alvo.
Ele sabia que se descobrissem, ia acabar sobrando pra ela
[quote]Ele voltou para a cama e deitou-se ao lado de Yrys, sem fechar os olhos. O império estava em chamas, mas ali, no silêncio daquela cobertura, ele era apenas um homem protegendo sua única fraqueza.
O verdadeiro império dele, agora é ela
]Namjoon inclinou-se sobre Yrys, a mão apertando o ombro dela por cima do tecido do vestido. — Vamos. O tempo de socialização acabou, Yrys levantou-se, sentindo os olhares curiosos de Hana e das outras mulheres seguindo-os.
Tudo milimetricamente estudado por ele, pra n da merda
“Descansar, né? Q o cara n é de ferro”
Q visão eu tive, minha gnt,q visão
O ponto cego sou eu e ele o abismo?Chocada, q plot °●°
Maravilhosamente
Agora ele é o último romântico kkkkk
Esse homem é muito fodão, inteligente pra caramba
Todo mundo ja bem desconfiado do que esta rolando entre os dois, alias ta na cara ne kkkkk
Meu deus kkkkkk ele agindo igual um marido possessivo