Capítulo 8 – Cativeiro de Luxo
por FanfiqueiraNamjoon não desviou o olhar do dela enquanto estendia a mão e pressionava o botão de chamada. O som do bip eletrônico pareceu uma nota aguda cortando a quietude opressiva da cabine.
Em segundos, a comissária retornou. Ela manteve a cabeça levemente baixa, sentindo a aura de poder absoluto que emanava do homem parado diante da solista.
— Sim, Senhor Kim? — ela murmurou.
Namjoon não se virou para olhar para a funcionária. Ele manteve seus olhos fixos em Yrys, que estava encolhida na poltrona, o peito subindo e descendo com uma respiração curta.
— Não quero ser interrompido — disse Namjoon, a voz fria e desprovida de qualquer emoção. — Pelas próximas quatro horas, ninguém entra nesta seção. Não importa o motivo. Feche as cortinas de isolamento e avise à tripulação que qualquer entrada sem a minha autorização expressa será tratada como uma violação de contrato. Fui claro?
A comissária engoliu em seco. Ela conhecia o peso do nome Kim Namjoon.
— Perfeitamente, senhor. Desejam que eu apague as luzes principais?
— Sim. Agora saia.
A mulher fez uma reverência rápida e retirou-se. O som do trilho da cortina de veludo pesado sendo fechado ecoou como o fechamento de uma tumba de luxo. As luzes da cabine diminuíram até restarem apenas os leds azulados de baixa intensidade no teto, simulando um céu noturno artificial.
O silêncio que se seguiu foi absoluto, interrompido apenas pelo ronco abafado dos motores que pareciam vibrar através do chão, subindo pelas pernas de Yrys.
Namjoon não esperou um segundo.
No momento em que o clique da trava da porta da seção soou, ele avançou o espaço que restava. Ele não pediu permissão; ele simplesmente a tomou.
Suas mãos, grandes e decididas, espalmaram-se contra o encosto de couro da poltrona dela, prendendo-a. Ele inclinou-se e, com uma urgência que parecia ter sido acumulada durante todas as horas em que ele a observou pelas sombras de Seul, ele devorou os lábios de Yrys.
Não foi um início. Foi uma explosão.
O beijo foi faminto, carregado de uma possessividade que não admitia recusa. Namjoon invadiu a boca dela com a língua em um movimento de conquista, enquanto uma de suas mãos subia para a mandíbula dela, forçando-a a inclinar a cabeça para trás para que ele pudesse aprofundar o contato.
Yrys soltou um gemido abafado contra a boca dele. Suas mãos subiram instintivamente para o peito dele, tentando encontrar um apoio ou talvez um espaço para respirar, mas seus dedos acabaram se enterrando no cashmere caro do suéter dele. O cheiro de Namjoon — aquela mistura inebriante de tabaco, sândalo e o calor de um homem que sabia exatamente o que queria — nublou sua mente.
Ela sentiu o corpo dele se pressionar contra o dela, o peso de sua estatura e de sua vontade esmagando qualquer resistência que ela ainda tentasse manter. Era um beijo obsessivo, que buscava não apenas o prazer, mas a rendição total. Ele beijava como se estivesse tentando extrair dela cada segredo, cada nota de Prokofiev, cada pensamento que ela tivera enquanto olhava para a cadeira vazia no auditório.
Namjoon rosnou baixo, um som gutural de satisfação, quando sentiu que ela parou de lutar e começou a retribuir com a mesma intensidade desesperada. Ele a puxou mais para perto, as mãos agora descendo para a cintura dela, apertando a carne sob o tecido com uma força que deixaria marcas.
Ali, isolados do mundo por quilômetros de céu e camadas de privilégio, a máscara do CEO impecável caíra por completo. O que restava era o homem que a seguira no escuro, o homem que comprara o silêncio de um avião inteiro apenas para ouvir o som da respiração dela falhando sob seu toque.
Ele se afastou apenas um milímetro, os lábios ainda roçando nos dela, a voz soando como um trovão distante.
— Diga — ele ordenou, a respiração quente contra o rosto dela. — Diga que você não consegue mais fingir que eu não existo.
Yrys sentiu o ar retornar aos pulmões de forma abrupta quando Namjoon se afastou apenas alguns centímetros. Ela estava ofegante, a pele do pescoço ainda latejando onde os lábios dele haviam estado. Por um segundo, a pianista disciplinada tentou reassumir o controle. Ela levou as mãos trêmulas ao decote do terninho, tentando fechar o tecido, e abriu a boca para dizer algo—qualquer coisa—que pudesse restaurar sua dignidade.
— Namjoon… pare. Isso é… você não pode simplesmente… — a voz dela saiu falha, sem autoridade.
Ele não respondeu com palavras. Ele apenas a observou com um olhar sombrio e predatório, ignorando completamente o início do protesto dela.
Com uma agilidade que desmentia seu porte imponente, Namjoon levantou-se da poltrona. Antes que Yrys pudesse entender o que estava acontecendo, ele a pegou pela cintura e a ergueu da poltrona dela como se ela não pesasse mais do que uma de suas partituras.
Yrys soltou um arquejo de surpresa, suas mãos agarrando-se aos ombros dele para não cair. Em um movimento fluido, Namjoon sentou-se na poltrona dela e a posicionou sobre o seu colo, de frente para ele. Suas pernas se entrelaçaram, e a proximidade tornou-se absoluta.
Com uma das mãos, ele alcançou o console lateral e pressionou o comando manual. A porta deslizante da suíte privativa fechou-se com um clique metálico e surdo, selando o mundo exterior. Agora, eles não estavam apenas em uma cabine vazia; eles estavam em um casulo de dois metros quadrados, a dez mil metros de altura.
— Proteste o quanto quiser, Yrys — ele murmurou, a voz agora tão baixa que era quase um vibração contra o peito dela. — Mas faça isso enquanto olha nos meus olhos e me diz que o seu coração não está batendo no mesmo ritmo que o meu.
Ele não esperou pela resposta. Sua mão grande subiu pela nuca dela, os dedos se enterrando com força nos cabelos soltos, forçando-a a olhar diretamente para ele.
“Você passou anos sendo a solista perfeita, a garota que segue cada nota e cada tempo. Mas aqui em cima, não há partitura. Não há regras. Só há o que eu sinto quando te toco… e o que você sente quando finalmente para de lutar contra o óbvio.”
Ele deslizou a outra mão pelas costas dela, puxando-a para que não houvesse um milímetro de espaço entre seus corpos. Ele começou a traçar círculos lentos na base da coluna dela, um toque que fazia o corpo de Yrys estremecer violentamente.

Namjoon inclinou-se, roçando o nariz no dela, antes de descer para o lóbulo da orelha dela, onde sussurrou:
— Eu não te trouxe para a primeira classe para conversarmos sobre Viena. Eu te trouxe aqui porque eu precisava ver você desmoronar para mim. Só para mim.
Yrys sentiu a última barreira de sua sanidade se fragmentar. O cheiro dele, a firmeza de suas pernas sob as dela, a autoridade em sua voz… tudo nela gritava para que ela se perdesse naquele homem. Ela soltou um suspiro rendido, escondendo o rosto no pescoço dele, enquanto suas mãos paravam de tentar se recompor e passavam a explorar a linha forte dos ombros de Namjoon.
Dentro daquele casulo de luxo, a dez mil metros de altura, o mundo exterior — as luzes de Seul, a orquestra, a carreira e a lógica — deixou de existir. O único som era a vibração constante das turbinas, que parecia pulsar em sincronia com o sangue nas veias de Yrys.
Sentada no colo dele, Yrys sentiu o calor de Namjoon atravessar as camadas de tecido, mas era o olhar dele que mais a queimava. A mão dele, ainda enterrada em seus cabelos, puxou sua cabeça levemente para trás, forçando um contato visual que ela não podia mais evitar.
— Diga — ele sussurrou contra seus lábios. — Diga o que você estava pensando enquanto olhava para aquela poltrona vazia.
Yrys fechou os olhos por um segundo, sentindo a derrota mais doce de sua vida.
— Eu odiei… — ela começou, a voz falhando, as mãos agora agarrando o suéter de cashmere dele com força. — Eu odiei cada segundo daquele silêncio. Eu tentava tocar, Namjoon, mas cada nota do Prokofiev parecia um grito direcionado a você. Eu não conseguia dormir sem sentir o fantasma das suas mãos em mim. Eu estava ficando louca.
Namjoon soltou uma lufada de ar, um som que misturava triunfo e uma necessidade bruta. Ele não esperou mais.
Suas mãos grandes desceram para os botões do terninho de veludo de Yrys. Ele os abriu um a um com uma precisão impaciente, como se estivesse abrindo a embalagem de um instrumento precioso. Quando o tecido se abriu, revelando a pele pálida e a lingerie de renda fina, Namjoon parou por um segundo. Seus olhos percorreram o corpo dela com uma adoração possessiva, como se estivesse memorizando cada detalhe.
— Você é mais bonita do que qualquer melodia que eu já tenha ouvido — ele murmurou, a voz rouca.
Ele deslizou o terno pelos ombros dela, deixando-o cair no chão da cabine. Em seguida, as mãos de Yrys, agora movidas por um desejo que ela não tentava mais esconder, subiram para a barra do suéter de Namjoon. Ela o ajudou a tirá-lo, revelando o tronco largo e definido, a pele quente que emanava o cheiro inebriante que a perseguia.
Namjoon não parou. Ele a ergueu levemente para remover o restante das barreiras entre eles. A cada centímetro de pele revelada, ele deixava um rastro de beijos — nos ombros, na curva da cintura, na pele macia do abdômen.
— Eu passei noites imaginando esse momento — ele confessou contra a pele dela, a mão agora explorando a linha de sua coxa com uma firmeza que a fazia arfar. — Imaginei você sob mim, sem nada entre nós além da verdade.
Quando ambos estavam finalmente despidos de suas máscaras e roupas, a intimidade na cabine tornou-se densa, quase palpável. Namjoon a puxou de volta para o seu colo, mas desta vez a pele com pele criou um curto-circuito em seus sentidos.
Yrys jogou a cabeça para trás quando sentiu os dentes dele roçarem levemente em seu ombro, enquanto as mãos de Namjoon vagavam por cada curva de seu corpo, como se ele estivesse compondo uma sinfonia tátil. Ele a conhecia agora; não apenas como a pianista famosa, mas como a mulher que tremia sob seu comando.
— Você sente isso? — ele perguntou, colando o rosto ao dela, o suor começando a brilhar em seus corpos sob a luz azulada. — Isso não é um “erro tático”, Yrys. Isso é o que acontece quando o abismo finalmente encontra o que procurava.
Yrys sorriu entre gemidos, suas mãos explorando os músculos das costas dele, puxando-o para mais perto, querendo fundir-se àquela força. Ela se perdeu no ritmo dele, no peso de sua obsessão e na doçura de sua entrega.
As luzes azuis da cabine criavam sombras dramáticas sobre o relevo dos músculos de Namjoon, transformando a suíte privativa em um cenário de luxúria crua. O zumbido do avião era apenas um metrônomo distante para o som rítmico e visceral dos corpos que se chocavam com uma urgência acumulada por semanas de repressão.
Namjoon a segurou pela cintura, os dedos se enterrando na pele macia de seus quadris com uma força que deixaria marcas permanentes, e a guiou para que ela cavalgasse sobre ele. Quando ele a penetrou completamente, um grunhido gutural escapou da garganta dele, um som de triunfo e alívio.
— Isso… — ele rosnou, a voz vibrando profundamente contra o abdômen dela. — Cavalga para mim, Yrys. Mostra o quanto você me queria.
Yrys arqueou as costas, as mãos espalmadas contra o peito largo de Namjoon enquanto começava a se mover. O ritmo era frenético, uma composição de prazer que a fazia perder o fôlego. A cada movimento descendente, Namjoon subia o quadril com uma força bruta, encontrando-a no meio do caminho com uma precisão devastadora.
— Mais rápido — ele ordenou, a mão subindo para a nuca dela e se fechando em um punhado firme de seus cabelos. Ele puxou a cabeça dela para trás, forçando-a a expor a garganta, enquanto a outra mão desferia um tapa estalado e firme em sua nádega direita, o som ecoando na cabine fechada.
O choque da dor leve misturado ao prazer intenso fez Yrys soltar um grito agudo, que ele abafou imediatamente ao puxá-la para baixo e cravar os dentes no ombro dela. Com ela inclinada sobre ele, seus seios balançavam ao ritmo da cavalgada, batendo contra o rosto de Namjoon. Ele não perdeu tempo; abocanhou um mamilo rígido, sugando-o com uma fome possessiva, enquanto sua mão livre apertava o outro seio com uma luxúria que a fazia ver estrelas.
A temperatura na cabine subiu drasticamente. O suor brilhava em seus corpos, agindo como lubrificante enquanto o atrito se tornava mais intenso. Namjoon, em um movimento de puro domínio, segurou-a pelos quadris e a manteve paralisada por alguns segundos no ponto mais alto, apenas para admirá-la, antes de puxá-la de volta com tudo.
— Minha solista… — ele sussurrou, a voz carregada de uma obsessão sombria. — Minha anomalia.
Ele então mudou o jogo. Segurando-a com firmeza, ele começou a estocar de baixo para cima com uma violência controlada, atingindo-a com uma profundidade que a fazia perder a fala. Yrys sentia cada centímetro dele, a rigidez e a força de um homem que não estava apenas transando, mas reivindicando cada fibra do seu ser.
Ela se agarrou aos ombros dele, as unhas cravando-se na pele das costas de Namjoon, deixando rastros vermelhos que ele mal sentia, perdido que estava no calor do corpo dela. Os gemidos dela eram agora barulhentos, preenchendo o vácuo da primeira classe, uma melodia de entrega total que ele regia com mãos de ferro.
O clímax veio como um crescendo de uma orquestra completa. Namjoon a puxou para um beijo final, sufocando os gritos dela enquanto ele se derramava dentro dela com uma força que a fez tremer por vários minutos. Ele a abraçou contra o peito, os corações batendo no mesmo ritmo frenético, enquanto o avião continuava sua jornada silenciosa sobre o oceano.
A aura desse hômi intimida msm
Lascou
Fds, vou atacar
— Proteste o quanto quiser, Yrys — ele murmurou, a voz agora tão baixa que era quase um vibração contra o peito dela. — Mas faça isso enquanto olha nos meus olhos e me diz que o seu coração não está batendo no mesmo ritmo que o meu.
A vontade que ele tava nela, n tá escrito
— Eu odiei… — ela começou, a voz falhando, as mãos agora agarrando o suéter de cashmere dele com força. — Eu odiei cada segundo daquele silêncio. Eu tentava tocar, Namjoon, mas cada nota do Prokofiev parecia um grito direcionado a você. Eu não conseguia dormir sem sentir o fantasma das suas mãos em mim. Eu estava ficando louca.
Exatamente o que ele queria ouvir
— Não quero ser interrompido — disse Namjoon, a voz fria e desprovida de qualquer emoção. — Pelas próximas quatro horas, ninguém entra nesta seção. Não importa o motivo. Feche as cortinas de isolamento e avise à tripulação que qualquer entrada sem a minha autorização expressa será tratada como uma violação de contrato. Fui claro?
Já deixou bem claro o que ia acontecer ali
Eitaaa porra aqui ele botou o pau na mesa
Ele tava guardando isso ha muito tempo
Era isso que ele queria ouvir sim
Meu deus esse homem tava sedento