Capítulo 17 – A Obra-Prima Inacabada
por FanfiqueiraA semana na vila de Grinzing passou como um borrão de segurança máxima e perfeição artística. Sob o olhar vigilante de Namjoon, que raramente saía do seu lado, Yrys transformou seu medo em uma interpretação visceral de Prokofiev. Quando finalmente chegou o dia do ensaio geral no Musikverein, o clima era drasticamente diferente.
O teatro estava cercado. Seguranças da Phoenix flanqueavam cada entrada, mas dentro da Grande Sala de Ouro, o silêncio era de respeito, não de medo. Quando Yrys subiu ao palco, a orquestra parou.
O violinista que havia liderado os insultos no corredor deu um passo à frente, com o instrumento em mãos e a cabeça baixa.
— Yrys… — ele começou, a voz instável. — Antes de começarmos, eu queria pedir desculpas. O que dissemos… o que eu disse… foi fruto de uma inveja mesquinha. Ver o que você enfrentou naquela tarde, e como Namjoon-ssi moveu o mundo para nos proteger, nos fez perceber que você não é apenas a solista. Você é a alma deste projeto.
Hana se aproximou, colocando a mão no ombro de Yrys. — Estamos com você. Esqueça o que passou. Amanhã, Viena vai saber quem é Yrys.
Yrys sentiu um nó na garganta. Ela olhou para o fundo do teatro e viu Namjoon. Ele apenas assentiu, um gesto sutil de aprovação. O “campo de caça” dele agora estava limpo, e o palco era dela novamente.
O dia da apresentação chegou com uma aura de evento histórico. A imprensa mundial cobria a “Noite da Fênix”. Yrys estava impecável: um vestido de seda vermelho-profundo que parecia flutuar ao redor dela, os cabelos presos em um coque clássico que revelava seu rosto sereno e determinado. Suas únicas joias eram um par de diamantes que Namjoon lhe dera naquela tarde — um símbolo de que ela era o seu tesouro mais precioso.
Quando ela tocou a primeira nota, o mundo parou.
Não era apenas técnica; era o som de alguém que conheceu o abismo e sobreviveu. A orquestra, motivada pelo senso de culpa e gratidão, tocou com uma precisão que jamais haviam alcançado.
Ao final do concerto, o Musikverein não apenas aplaudiu; o público se levantou em uma ovação que durou dez minutos. Flores choveram no palco.
No coquetel de gala após o concerto, realizado nos salões dourados do teatro, o Diretor Choi não conseguia conter o sorriso. Ele estava cercado por empresários e diretores de grandes casas de ópera.
— Diretor Choi! — exclamou o representante da Filarmônica de Berlim. — O que vimos hoje foi histórico. Queremos fechar uma residência para a sua solista na próxima temporada.
— E Londres? — interrompeu outro, da Royal Albert Hall. — O contrato para o verão já está pronto, só precisamos da assinatura de Kim Namjoon.
Namjoon apareceu ao lado de Yrys, a mão possessiva contornando a cintura dela, marcando seu território diante dos magnatas da música.
— Os convites são tentadores — Namjoon disse, a voz grave e calma. — Mas a agenda de Yrys é algo que discutiremos com calma. Ela é a solista principal do mundo agora, mas continua sendo a minha solista.
Ele se inclinou para o ouvido de Yrys, ignorando os flashes das câmeras ao redor. — Você ouviu o que eles disseram? Berlim, Londres, Paris… eles querem a sua música. Mas eles não sabem que, para cada palco que você conquistar, eu vou comprar a cidade inteira só para garantir que você esteja segura.
Yrys sorriu, os olhos brilhando. O medo da “gaiola de ouro” havia se transformado na segurança de ser amada por um imperador. — Para onde vamos depois, Namjoon? — ela perguntou.
— Para onde você quiser, meu diamante — ele respondeu, beijando a mão dela enquanto o mundo assistia, invejando a mulher que domou o homem que ninguém conseguia parar.
Um ano depois do triunfo em Viena, o mundo ainda ecoava o nome de Yrys, mas a vida dentro da cobertura em Seul havia ganhado um ritmo diferente. O silêncio dos ensaios exaustivos fora substituído pelo planejamento cuidadoso de uma nova vida. Yrys estava no quarto mês de gestação, e a transição da solista impecável para a mulher que carregava o herdeiro de um império não estava sendo tão harmoniosa quanto uma partitura de Mozart.
Yrys estava parada diante do espelho de corpo inteiro no closet. Ela usava apenas uma lingerie de seda, observando as mudanças que a ciência não conseguia ocultar: a curva suave do ventre que começava a aparecer, os seios mais pesados, as coxas que ela jurava estarem mais grossas. Para alguém que viveu sob a disciplina rígida dos palcos, onde cada milímetro de postura contava, aquela perda de controle sobre o próprio corpo era aterrorizante.
Namjoon entrou no closet, abotoando os punhos de sua camisa social. Ele parou ao ver a cena, seus olhos escurecendo ao observar a silhueta dela.
— Você está demorando, Yrys. O jantar com os investidores da fundação começa em trinta minutos — ele disse, a voz calma, mas firme.
— Eu não vou — ela disparou, a voz embargada. — Nada serve. Eu pareço… eu não pareço eu mesma.
Namjoon caminhou até ela, tentando colocar as mãos em seus ombros, mas Yrys se esquivou bruscamente, as lágrimas finalmente vencendo a barreira de seus olhos.
— Não me toque, Namjoon! Você está apenas sendo educado porque eu estou carregando seu filho.
— Yrys, do que você está falando? — Ele franziu o cenho, a confusão nublando sua expressão habitualmente impenetrável.
— Olha para mim! — ela gritou, apontando para o próprio reflexo. — Eu dei uma pausa na minha carreira, eu não sinto mais meus dedos ágeis, e agora meu corpo mudou completamente! Eu perdi a minha cintura, perdi a minha elegância… Como você ainda consegue dizer que se sente atraído por mim? Como você ainda me olha desse jeito quando eu me sinto um desastre deformado? Você é um homem que pode ter qualquer modelo impecável do mundo, e agora está preso a uma versão grávida e emocional de uma pianista que nem toca mais!
O silêncio que se seguiu foi denso. Namjoon não recuou. Pelo contrário, ele deu um passo à frente, fechando a distância entre eles com uma autoridade que a fez parar de respirar por um segundo. Ele agarrou a cintura dela com firmeza, forçando-a a ficar de frente para o espelho, prendendo-a contra o seu corpo.
— Você quer saber como eu ainda me sinto atraído? — Ele rosnou baixo, os lábios roçando a orelha dela, os olhos fixos no reflexo de ambos. — Yrys, eu passei muito tempo admirando a perfeição técnica de cada nota que você tocava. Mas nada que você já executou no palco chega perto da beleza do que você está fazendo agora.
Ele deslizou uma das mãos pelo abdômen dela, espalmando-a sobre a leve saliência do ventre com uma reverência quase religiosa.
— Você acha que eu quero uma modelo impecável? Modelos são descartáveis, Yrys. O que eu tenho aqui… — ele apertou a cintura dela, sentindo a maciez da nova forma — … é a prova de que eu venci. Você está carregando a única coisa no mundo que é metade eu e metade você. Esse corpo não está “deformado”. Ele está se moldando para o maior espetáculo da nossa vida.
Ele a virou de frente para ele, segurando o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a encarar a verdade nos olhos dele.
— Você está mais cheia, mais quente e, se quer saber a verdade acadêmica da coisa, você nunca esteve tão desejável. Eu não vejo “falhas”, Yrys. Eu vejo a minha mulher se tornando algo sagrado. E se você acha que eu perdi o interesse… — ele a puxou para um beijo bruto, possessivo, que carregava todo o desejo que ele vinha tentando conter para não cansá-la — … eu posso cancelar o jantar agora mesmo e passar as próximas cinco horas provando o quanto você está errada.
Yrys soluçou, mas desta vez foi de alívio. Ela escondeu o rosto no peito dele, sentindo o coração de Namjoon bater forte e constante.
— Eu só tenho medo de me perder — ela sussurrou.
— Você nunca vai se perder — Namjoon prometeu, beijando o topo da cabeça dela. — Porque eu sou o mestre dessa casa, e eu decidi que você é a obra-prima, não importa o movimento da sinfonia em que estejamos. Agora, coloque aquele vestido esmeralda que eu comprei. Quero que todos vejam que o meu maior investimento está florescendo da maneira mais magnífica possível.
Namjoon estava no centro do quarto, ajustando o relógio, quando Yrys finalmente saiu. Ela não usava o vestido esmeralda que ele havia escolhido. O tecido de seda caríssimo estava jogado sobre a poltrona, um lembrete cruel de que o corpo de Yrys não aceitava mais as medidas de apenas um mês atrás.
Em vez disso, ela vestia um robe de seda champagne, longo e fluido, que ela mantinha fechado com as mãos trêmulas. Seus olhos estavam vermelhos, e a maquiagem, embora impecável, não conseguia esconder a fragilidade de sua expressão.
— Ele não fechou, Namjoon — ela disse, a voz pequena, carregada de uma derrota que partiu o peito do homem mais poderoso de Seul. — O vestido esmeralda… o zíper parou no meio das minhas costas. Eu me sinto… eu me sinto um fracasso.
Namjoon jogou o relógio sobre a cama e caminhou até ela. Ele não disse “não seja boba” ou “é normal”. Ele simplesmente parou diante dela, a presença dele preenchendo o espaço, e deslizou as mãos para os laços do robe.
— Então não vamos a lugar nenhum — ele sentenciou.
Com um movimento lento, Namjoon desfez o nó. O robe deslizou pelos ombros de Yrys, revelando-a por inteiro sob a luz quente dos lustres de cristal. Ela tentou cobrir o ventre com as mãos, mas ele as segurou, levando-as para trás das costas dela e prendendo-as com uma só mão, forçando-a a se exibir para ele.
— Olhe para o que você está chamando de fracasso — ele rosnou, a voz vibrando de uma luxúria que Yrys não via há semanas. — Essas curvas… essa plenitude… você não faz ideia do que isso faz com a minha mente, não é?
Ele se ajoelhou diante dela, o rosto ficando na altura do ventre levemente arredondado. Namjoon depositou um beijo demorado ali, a pele quente dele contrastando com a suavidade de Yrys.
— Eu não quero investidores hoje. Eu quero a minha mulher.
Ele se levantou, a respiração pesada, e a pegou no colo, levando-a para a imensa cama de dossel. Ele a deitou entre os travesseiros, desfazendo-se da própria camisa com uma urgência que Yrys reconheceu instantaneamente. Não era o desejo protocolar de um marido; era a fome de um predador que ainda via nela a sua presa mais valiosa.
A transa foi diferente de tudo o que haviam vivido. Não havia a pressa da guerra ou o medo da perda, mas havia uma profundidade nova, uma adoração que beirava o sagrado. Namjoon explorou cada milímetro do corpo dela com as mãos e os lábios, demorando-se nas áreas que Yrys tentava esconder.
Ele beijou a lateral de seus quadris, o peso de seus seios, a curva de sua cintura que agora se fundia ao ventre. Cada toque era uma afirmação. Cada gemido que ele arrancava dela era uma prova de que o poder de sedução de Yrys não residia na magreza de uma solista, mas na alma da mulher que ele escolhera para ser sua.
— Sinta como eu te quero — ele sussurrou, penetrando-a com uma lentidão torturante, os olhos fixos nos dela para garantir que ela não perdesse um segundo daquela entrega. — Você é mais do que qualquer palco, Yrys. Você é a minha vida.
Yrys se agarrou aos ombros dele, as pernas envolvendo a cintura de Namjoon, sentindo-se preenchida não apenas pelo corpo dele, mas por uma certeza que nenhuma insegurança poderia apagar. O prazer veio em ondas, calmas e profundas, culminando em um ápice que os deixou ofegantes e abraçados, o suor colando suas peles enquanto o telefone de Namjoon, ignorado no chão, vibrava com chamadas perdidas do mundo exterior.
Ali, no silêncio da cobertura, Namjoon provou que, embora o corpo dela estivesse mudando para gerar uma nova vida, o lugar dela como a soberana absoluta de seu desejo permanecia intocado.

[quote]— Yrys… — ele começou, a voz instável. — Antes de começarmos, eu queria pedir desculpas. O que dissemos… o que eu disse… foi fruto de uma inveja mesquinha. Ver o que você enfrentou naquela tarde, e como Namjoon-ssi moveu o mundo para nos proteger, nos fez perceber que você não é apenas a solista. Você é a alma deste projeto.
Olhaa rpz, ele mudou de ideia rápido, né?
Agora ela é a alma do projeto kkkkkk aí ai
— Eu não vou — ela disparou, a voz embargada. — Nada serve. Eu pareço… eu não pareço eu mesma.
Nada serve, nada fecha… É desse jeitinho kkkk
— Você acha que eu quero uma modelo impecável? Modelos são descartáveis, Yrys. O que eu tenho aqui… — ele apertou a cintura dela, sentindo a maciez da nova forma — … é a prova de que eu venci. Você está carregando a única coisa no mundo que é metade eu e metade você. Esse corpo não está “deformado”. Ele está se moldando para o maior espetáculo da nossa vida.
As palavras que toda mulher grávida merecia ouvir *-*
[quote]Ele beijou a lateral de seus quadris, o peso de seus seios, a curva de sua cintura que agora se fundia ao ventre. Cada toque era uma afirmação. Cada gemido que ele arrancava dela era uma prova de que o poder de sedução de Yrys não residia na magreza de uma solista, mas na alma da mulher que ele escolhera para ser sua.
Um homem de vdd
Ama ela e demostra isso de todas as formas possíveis. Sem medo, sem vergonha.
É querido, ela é só a mulher do CEO hahahah
Esse homem é um furacão como pode kkkk
Ah a crise existencial na gestação é real demais, essas mudanças no corpo é a pior parte
Isso, cola em mim, Nam
Soberana absoluta, gostei
Toda gravidinha deveria ser o centro do universo do parceiro, como ele trata ela é incrível
Uuuui ,nossa, Nam
Aaaaaaaaaaa