Capítulo 9 – O Maestro da Altitude
por FanfiqueiraO suor secava lentamente em seus corpos, mas o calor entre eles permanecia abrasador. Yrys estava exausta; o corpo dela, que nunca havia sido levado a tal extremo, amoleceu contra o peito largo de Namjoon. Ela havia “apagado” por alguns minutos, o rosto escondido na curva do pescoço dele, a respiração pesada e rítmica.
Namjoon, porém, estava longe de dormir. Ele a mantinha abraçada, sentindo o peso dela, a maciez de sua pele e a pulsação ainda acelerada onde seus corpos permaneciam unidos. Ele a observava com uma intensidade possessiva, como se estivesse catalogando cada centímetro daquela mulher que ele finalmente havia reivindicado.
Com um sorriso sombrio e faminto, Namjoon decidiu que o descanso dela havia acabado. Ele começou a se mover. Não com a violência de antes, mas com uma lentidão torturante. Ele empurrou o quadril para cima, uma estocada lenta, profunda e carregada de intenção, sentindo os músculos internos dela reagirem por instinto, mesmo no sono.
Yrys soltou um gemido arrastado contra a pele dele, um som que não era de consciência, mas de puro reflexo sensorial. Ele repetiu o movimento, retirando-se quase completamente apenas para voltar a preenchê-la com uma pressão que parecia tocar sua alma.
— Acorda, Yrys… — ele sussurrou no ouvido dela, a voz rouca e vibrante. — Eu não terminei com você. Temos mais oito horas de céu e eu quero cada minuto delas.
Ela começou a despertar, os olhos nublados abrindo-se devagar, sentindo o preenchimento rítmico e o calor avassalador de Namjoon. Ela tentou focar a visão, mas o prazer que ele estava construindo era como uma névoa.
— Namjoon… — ela murmurou, a voz falha, sentindo-o mover-se dentro dela com uma profundidade que a fazia tremer.
Sem dar tempo para que ela se recuperasse, Namjoon a moveu com autoridade. Ele a tirou do colo e a posicionou de joelhos sobre a poltrona de couro larga, forçando-a a ficar de quatro, de costas para ele. A visão daquelas marcas vermelhas de seus dedos nos quadris dela e o contraste da pele sob as luzes baixas do avião o fizeram perder qualquer resquício de paciência.
Ele se posicionou atrás dela, segurando-a com firmeza pela cintura, e entrou com um único impulso forte que a fez arquear as costas e soltar um grito sufocado.
— Grita, Yrys — ele ordenou, desferindo um tapa firme e sonoro em sua nádega, deixando a marca de sua palma gravada ali. — Grita o meu nome até que suas cordas vocais fiquem tão cansadas quanto os seus dedos depois de um concerto.
Ele começou a foder de forma intensa, um ritmo dominador que fazia a poltrona de luxo ranger levemente. Cada impacto era um lembrete de sua posse. Ele se inclinou sobre as costas dela, segurando os dois punhos de Yrys à frente do corpo dela com uma única mão, enquanto a outra mão se enterrava novamente em seus cabelos, puxando-os para que ela olhasse para o próprio reflexo distorcido na janela escura da cabine.
— Você acha que eu comprei doze passagens de primeira classe por excesso de dinheiro? — ele rosnou contra o ouvido dela, as estocadas tornando-se mais curtas e rápidas, atingindo-a no âmago. — Eu comprei este silêncio para que não houvesse ninguém além de mim para ouvir você implorar. Eu quero ouvir o meu nome saindo da sua boca sem medo, sem a plateia… Só eu e a sua voz quebrada.
— Namjoon! Por favor… Namjoon! — ela gritou, a cabeça jogada para trás, o corpo tremendo sob a força dele.
— Isso… — ele respondeu, aumentando a velocidade, os tapas agora ritmados com cada estocada, criando uma sinfonia de pele contra pele que ecoava na seção vazia do avião. — Sou eu quem te conduz agora. Esquece o Prokofiev. A única música que importa agora é o som de você se perdendo em mim.
Yrys sentiu o clímax chegar como uma onda gigante, impulsionado pela forma possessiva com que ele a tratava. Ela não era mais uma solista; ela era o instrumento dele, vibrando sob cada toque, cada comando, cada movimento de um homem que a queria tão desesperadamente que havia isolado os dois do mundo inteiro a dez mil metros de altura.
Ela gozou gritando o nome dele, as unhas arranhando o couro da poltrona, enquanto Namjoon, com um rosnado de pura satisfação animal, entregou-se logo em seguida, prendendo-a contra o assento e garantindo que ela sentisse cada gota de sua rendição.
O silêncio que se seguiu ao clímax era denso, interrompido apenas pelo som das respirações pesadas que tentavam encontrar um ritmo comum. Namjoon a envolveu em seus braços, sentindo o corpo de Yrys ainda vibrar com os espasmos da entrega. Com um movimento cuidadoso, mas carregado daquela força inerente que ele possuía, ele a ajeitou em seu colo, sentando-se na poltrona.

Yrys acomodou-se de lado, as pernas pendendo sobre as dele, a pele colada e úmida de suor. Ela deitou a cabeça naquele peitoral que parecia um escudo de mármore quente, sentindo as batidas do coração dele — potentes, constantes, como o bumbo de uma orquestra.
— Namjoon… — ela murmurou, a voz rouca e carregada de uma exaustão deliciosa. Ela ergueu o rosto levemente, depositando beijos molhados e preguiçosos sobre a pele do peito dele, sentindo o gosto salgado de sua pele. — Eu toco piano sentada… se você continuar assim, nem sentar eu vou conseguir mais.
Namjoon soltou uma risada baixa, um som vibrante que reverberou diretamente contra o rosto de Yrys. Ele não se afastou; pelo contrário, apertou o braço ao redor da cintura dela, puxando-a para ainda mais perto, se é que isso era possível.
Ele inclinou a cabeça, apoiando o queixo no topo da cabeça dela, e seus dedos começaram a traçar caminhos lentos pelas costas nuas de Yrys, parando exatamente onde as marcas de suas mãos estavam mais vívidas.
— Então eu terei que comprar um banco mais macio para você em Viena — ele respondeu, a voz tingida de uma arrogância possessiva que agora soava quase carinhosa. — Ou talvez… eu devesse apenas te carregar até o palco.
Ele se afastou um pouco para olhá-la nos olhos. O brilho predatório de antes havia se suavizado para algo mais profundo, mas não menos intenso. Ele segurou o queixo dela com o polegar e o indicador, forçando-a a encarar o sorriso de lado que ele exibia.
— Você reclama, Yrys, mas seus dedos não pararam de me pedir por mais um segundo sequer. Se você não conseguir sentar, é apenas um lembrete físico de quem esteve com você a dez mil metros de altura.
Ele desceu o olhar para os lábios inchados dela e suspirou, um som que misturava desejo e uma estranha paz que só ela parecia proporcionar.
— Descanse agora — ele ordenou, mas dessa vez o tom era suave, quase um acalanto. — Temos algumas horas de paz antes de Berlim. Eu vou estar aqui. Eu não vou a lugar nenhum.
Ele a beijou na testa, um gesto de proteção que contrastava com a brutalidade de minutos atrás. Yrys fechou os olhos, sentindo os dedos longos de Namjoon — os dedos de um homem que sabia exatamente como destruir e reconstruir uma mulher — acariciando seu cabelo até que o sono a levasse novamente, protegida no centro daquela tempestade chamada Kim Namjoon.
É isso, ele me desmontou tal qual um Peugeot em uma oficina clandestina de bairro (Desmanche): Cm pressa e sem cuidado
Q?De novo? Me dx dormir, cara, q fogaréu é esse??
Q sabor
Que homem, Senhor
— Acorda, Yrys… — ele sussurrou no ouvido dela, a voz rouca e vibrante. — Eu não terminei com você. Temos mais oito horas de céu e eu quero cada minuto delas.
Yrys vai conseguir nem andar kkkkkkkk
— Você reclama, Yrys, mas seus dedos não pararam de me pedir por mais um segundo sequer. Se você não conseguir sentar, é apenas um lembrete físico de quem esteve com você a dez mil metros de altura.
Não sei quem tá mais entregue dos dois kkk
A fome dele insaciável kkkkk haja prikito
Valha meu deus, esse homem é meticuloso
Noossa que triste ein, não poder sentar de tanto que deu kkkkk