Capítulo 15 -Minha Mulher
por FanfiqueiraO ar no corredor do Musikverein estava carregado de uma estática perigosa. Do lado de fora do camarim, a orquestra não havia se dispersado. O Diretor Choi andava de um lado para o outro, ajustando os óculos, enquanto grupos de músicos se amontoavam em círculos sussurrantes. Eles esperavam uma explicação, mas o silêncio absoluto vindo de trás da porta trancada — guardada por dois homens que pareciam estátuas de gelo — alimentava a fogueira dos boatos.
— É muita coincidência, não acham? — o primeiro violoncelista murmurou, cruzando os braços. — Primeiro, o “upgrade” surpresa para o VIP no voo, onde ficaram sozinhos por onze horas. Depois, aquela desculpa esfarrapada de vazamento hidráulico para ela subir para a cobertura com ele…
— E as marcas no pescoço dela? — uma das oboístas interveio, com um sorriso ácido. — Ela diz que foi turbulência, mas eu conheço aquele tipo de “turbulência”. Ele a tirou do palco quase à força agora pouco. Estão lá dentro há quase uma hora.
Hana tentou intervir, mas sua voz foi abafada pelo veneno de outro colega, um violinista que sempre invejou o destaque de Yrys.
— É óbvio o que está acontecendo — ele disse, aumentando o tom o suficiente para que outros ouvissem. — Yrys é talentosa, mas não é a única. Ela está fazendo isso só para garantir que seja a solista principal em Berlim também. Está usando o corpo para comprar o lugar dela no Steinway. Se não fosse por esse “patrocínio” íntimo, ela seria apenas mais uma na fila. Deveríamos estar indignados com essa falta de profissionalismo.
A chave girou na tranca. O som foi como um tiro no corredor silencioso.
Namjoon saiu primeiro. Ele estava impecável, o casaco longo aberto, mas havia algo em sua expressão que fez os músicos recuarem um passo instintivamente. Yrys vinha logo atrás, com o lábio levemente inchado e os olhos baixos, tentando desesperadamente ajeitar a gola do vestido rasgado que ela agora tentava manter fechado com as mãos.
Namjoon parou bruscamente. Ele não precisava de muito para entender o clima; seus ouvidos treinados para detectar dissonâncias haviam captado cada palavra daquele tribunal improvisado.
— ELA É MINHA MULHER! — A voz de Namjoon explodiu pelo corredor, tão potente e autoritária que o Diretor Choi deu um pulo para trás.
O silêncio que se seguiu foi sepulcral. Ninguém ousava respirar.
— E vocês só estão em Viena, pisando neste palco de ouro, por causa dela — Namjoon continuou, caminhando em direção ao violinista que falara por último, encurralando-o contra a parede com apenas o olhar. — A Phoenix Technologies não patrocina orquestras por caridade. Eu patrocinei a existência de vocês para que ela tivesse um cenário à altura do talento dela.
Ele deu um sorriso gélido, que não alcançou seus olhos escuros.
— Então, em vez de destilarem inveja e falarem dela pelas costas, vocês deveriam se ajoelhar e agradecer a ela. Porque se eu decidir que vocês não são mais úteis para o brilho da minha mulher, a turnê acaba aqui, neste exato segundo, e vocês voltam para Seul pagando as próprias passagens.
Yrys sentiu o chão sumir sob seus pés. Seus olhos se arregalaram em choque absoluto, o coração disparando tanto que ela sentiu uma tontura. Ela nunca imaginou que Namjoon fosse expor a situação de forma tão crua e pública. Ele não disse que ela era sua “namorada” ou sua “protegida”. Ele disse “minha mulher”, com a mesma propriedade com que falava de suas empresas.
Ela olhou para os colegas — para Hana, que estava boquiaberta, e para o Diretor Choi, que parecia ter envelhecido dez anos em um segundo. O segredo que ela tentava proteger com mentiras sobre turbulências e reformas de quartos fora pulverizado pela arrogância protetora de Namjoon.
— Namjoon… — ela sussurrou, a voz quase inaudível, puxando levemente a manga do casaco dele.
Ele não se moveu. Ele manteve o olhar fixo no grupo, desafiando qualquer um a proferir mais uma sílaba.
— Diretor Choi — Namjoon disse, sem desviar os olhos do violinista trêmulo. — O ensaio acabou. Leve-os para o hotel. Yrys virá comigo. E se eu ouvir mais um sussurro sobre a integridade dela, a próxima pessoa a ser eliminada deste projeto será quem abriu a boca.
Namjoon segurou a mão de Yrys — os dedos entrelaçados com força — e começou a caminhar em direção à saída, deixando para trás uma orquestra atordoada e a reputação de Yrys permanentemente ligada ao homem que acabara de declarar guerra ao mundo por ela.
O eco das palavras de Namjoon ainda vibrava no corredor do Musikverein quando eles cruzaram a saída lateral. O ar frio de Viena atingiu o rosto de Yrys, mas não foi o suficiente para aplacar o fogo da vergonha e do choque. Ela era “a mulher dele”. O mundo agora sabia.
Namjoon a conduzia com pressa, a mão possessiva em sua cintura, os olhos esquadrinhando a calçada como se cada sombra fosse um inimigo. Os dois SUVs pretos da segurança já estavam com os motores roncando, mas o silêncio da rua foi subitamente rasgado pelo guinchar de pneus.
Um sedã cinza, de vidros escuros e placa adulterada, surgiu do nada, subindo a calçada em um ângulo fechado para bloquear o caminho de Namjoon e Yrys.
— CHÃO! — Namjoon rugiu, reagindo em uma fração de segundo.
Ele não apenas a empurrou; ele envolveu o corpo de Yrys com o seu, usando o próprio peso para derrubá-la atrás de uma pilastra de pedra do teatro. O impacto foi seco, e Yrys sentiu o cheiro de asfalto e o perfume caro de Namjoon enquanto ele a prensava contra o chão, protegendo a cabeça dela com as mãos grandes.
O que se seguiu foi um borrão de violência coreografada. Os seguranças de Namjoon, que até então pareciam apenas figurantes de luxo, transformaram-se em máquinas de combate.
O primeiro segurança de Namjoon não hesitou. Ele jogou o SUV da Phoenix contra a lateral do sedã cinza, um impacto de metal contra metal que fez faíscas voarem e o vidro do carro suspeito estilhaçar.
Três homens saltaram do sedã. Eles estavam armados com bastões táticos e o que pareciam ser armas de choque de alta voltagem. Era um comando de extração do Grupo Kang.
Yrys, com o rosto colado ao peito de Namjoon, ouviu o som seco de disparos abafados. Os seguranças de Namjoon utilizavam silenciadores, movendo-se com uma precisão cirúrgica. Um dos agressores foi atingido no ombro, caindo antes mesmo de conseguir armar o bastão.
Um segundo agressor conseguiu contornar o carro e avançou em direção ao casal. Namjoon, sem soltar Yrys, sacou uma pistola compacta de um coldre oculto em seu paletó. Ele não disparou, mas usou a base da arma para golpear o rosto do homem que se aproximava, um estalo de osso quebrando que fez Yrys fechar os olhos com força.
O combate durou menos de sessenta segundos. Os seguranças de Namjoon dominaram os atacantes, imobilizando-os no chão gelado de Viena com os braços torcidos e joelhos nas costas.
Namjoon levantou-se lentamente, puxando Yrys junto com ele. Ele não parecia abalado; parecia enfurecido. A máscara de CEO havia caído totalmente, revelando o homem que comandava um império.
— Verifiquem os telefones deles. Quero saber quem deu a ordem de aproximação direta — Namjoon ordenou aos seguranças, sua voz soando como o gume de uma navalha.
Ele se virou para Yrys, que estava trêmula, o vestido agora sujo de poeira e o cabelo desfeito. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, ignorando o sangue alheio que manchava o punho de sua camisa branca.
— Você está ferida? Olhe para mim, Yrys! — Ele exigiu, a respiração pesada.
— O que foi isso… quem são eles? — ela conseguiu balbuciar, o choque finalmente dando lugar ao pânico.
— Isso foi o Grupo Kang tentando pegar o que é meu — Namjoon rosnou, puxando-a para dentro do SUV que permanecia intacto. — Mas eles cometeram um erro fatal. Eles acharam que eu jogaria pelas regras em solo estrangeiro.
O carro arrancou em alta velocidade, deixando para trás o rastro de destruição na frente do Musikverein. Namjoon trancou as portas e puxou Yrys para o seu colo, abraçando-a com uma força que quase machucava, como se temesse que ela evaporasse.
— Viena não é mais um palco para você, Yrys — ele sussurrou contra o ouvido dela, enquanto o comboio cortava o trânsito austríaco. — Agora, é o meu campo de caça. E eu vou garantir que nenhum deles reste para contar a história.
[quote]— E as marcas no pescoço dela? — uma das oboístas interveio, com um sorriso ácido. — Ela diz que foi turbulência, mas eu conheço aquele tipo de “turbulência”. Ele a tirou do palco quase à força agora pouco. Estão lá dentro há quase uma hora.
Ele tava acertando as notas dela, ué
[quote]— ELA É MINHA MULHER! — A voz de Namjoon explodiu pelo corredor, tão potente e autoritária que o Diretor Choi deu um pulo para trás.
Em claro e bom som UUULHUUUL
Goxto assim kkkk
[quote]Um sedã cinza, de vidros escuros e placa adulterada, surgiu do nada, subindo a calçada em um ângulo fechado para bloquear o caminho de Namjoon e Yrys.
E não é que ele tava certo? Ele sabia bem que algo poderia acontecer e aconteceu
Já dizia Joerge e Matheus” Deixe o povo falar” kkk
[quote]Ele não apenas a empurrou; ele envolveu o corpo de Yrys com o seu, usando o próprio peso para derrubá-la atrás de uma pilastra de pedra do teatro. O impacto foi seco, e Yrys sentiu o cheiro de asfalto e o perfume caro de Namjoon enquanto ele a prensava contra o chão, protegendo a cabeça dela com as mãos grandes.
Ele colocou o próprio corpo pra proteger ela, nem pensou duas vezes :O PASSADA
Foram 11h muito bem aproveitadas
Aaaaaaaa
Minha reputação:”( Ah, q se dane
E q fique bem claro
Joga msm na cara , Nam
Sempre um otario pra querer puxar o tapete ne
Pqp matou todo mundo agora.. minha mulher, ta doido não é nem namorada é logo mulher
Nossa ele almoçou, lanchou e jantou agora pqp que climao
Mexeram com o cara errado.. agora ele vai ate o inferno pra caçar esse povo