Capítulo 2 – A Variável Desconhecida
por FanfiqueiraNamjoon não correu. CEOs não correm, a menos que seja um sprint cronometrado para caridade. Eles se movem com propósito. E, neste momento, o propósito de Kim Namjoon era escapar de sua própria segurança. A ironia era uma pilhéria amarga.
Ele virou a esquina, afastando-se da rua lateral, seu ritmo apressado, mas controlado. A adrenalina, que antes ameaçava dominá-lo, agora era convertida em energia fria e calculista. O beijo — a anomalia bizarra e bem-sucedida — havia funcionado. Havia zerado o relógio.
Enquanto caminhava, a pasta de couro fino que carregava parecia queimar em sua mão. Dentro dela não estavam os planos para a próxima aquisição da Phoenix, nem os dados financeiros que valiam bilhões. Dentro estava a prova de uma traição corporativa de alto escalão, o motivo pelo qual ele havia dispensado sua escolta com a desculpa de um encontro urgente com um consultor obscuro, apenas para ser emboscado por seus próprios seguranças, comprados por um rival. Ele estava, literalmente, correndo por sua vida e por seu império.
Flashback: 30 Minutos Antes
Namjoon estava na cobertura do seu complexo, o ar-condicionado ajustado para um frio que combinava com seu humor. A chuva batia ritmicamente contra o vidro, mas dentro, o silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo deslizar das páginas do relatório.
Ele não dormia há quarenta e oito horas. Sua mente, um motor V12 de alta potência, processava cada linha de código, cada transação de shadow banking detalhada naquele documento. A traição vinha de dentro, de um círculo tão íntimo que o choque físico mal superava o intelectual. A pessoa que ele confiava estava orquestrando um golpe para derrubar a Phoenix e vendê-la em pedaços.
Quando seu braço direito, Park, entrou para um check-in de rotina, Namjoon já havia tomado sua decisão.
— Park, preciso de uma janela de dez minutos. Algo confidencial.
— Senhor?
— Os seguranças externos são leais, mas os internos… — Namjoon mal precisou terminar a frase. Seu olhar cortante era suficiente. Ele havia sido traído, e a base de sua segurança estava comprometida. — Diga-lhes que estou encontrando o consultor ‘K.H.’ em um ponto cego, para discutir a fusão com a Quantum. Encontro de última hora, one-on-one. Desligue todos os rastreadores de meu carro e do meu celular, e diga que o celular ficou aqui.
Park, leal até o âmago, assentiu com a expressão tensa. Era um risco insano. Namjoon estava se expondo, mas precisava sair da Phoenix com a prova, sem acionar o alerta vermelho. Se ele chamasse a polícia agora, o traidor destruiria a evidência digital antes que o mandado fosse emitido.
Namjoon desceu pelos fundos, pegou um táxi aleatório e, no momento em que ele entrou na chuva, a armadilha se fechou. Ele viu os carros pretos da sua própria frota cercando o complexo, não procurando por ele, mas por ordens para interceptá-lo. O plano de Park funcionou por cinco minutos, até que o traidor percebeu que a pasta-chave havia sumido.
Ele abandonou o táxi a algumas quadras, escorregando para as ruas laterais. Estava sem telefone, sem proteção, e com a pasta que poderia derrubar toda a estrutura da Phoenix.
Ele estava encurralado.
Em uma rua estreita, com suas vitrines de lojas baratas e pouco movimento, foi um erro de cálculo. Ele esperava um beco de fuga, mas encontrou um obstáculo: ela.
Quando ele colidiu com Yrys, foi como bater em uma parede, não na carne, mas na normalidade dela. Sua tranquilidade sob o guarda-chuva, a música indie que escapava do fone — tudo era um contraste tão forte com o seu caos que o forçou a parar.
Os passos se aproximavam. Ele viu a silhueta dos dois seguranças virando a esquina. Namjoon sabia que, se fosse pego ali, a pasta seria recuperada e ele seria “neutralizado” — ou seja, desacreditado e destruído publicamente.
Seus lábios se moveram antes que sua mente pudesse formular uma estratégia: — Eu… posso ficar aqui por um segundo?
Ele viu a confusão e a curiosidade nos olhos dela. A testa franzida, o cenho franzido, a avaliação rápida e imparcial de uma estranha. Ela notou o perigo e, em vez de fugir, puxou um fone de ouvido para ele. Isso não era lógica; era um ato de bondade impulsiva.
Então, veio o absurdo: a sugestão do beijo.
Namjoon, o Mestre Estrategista, congelou. Ele, que havia planejado a rota de fuga mais complexa de sua carreira, estava sendo salvo por um clichê de comédia romântica.
Quando ela o agarrou e o beijou, o choque o desarmou. O mundo se reduziu ao calor úmido de seus lábios, ao cheiro de chuva e ao toque inesperadamente firme de seus dedos em sua gola. Ele não estava beijando uma estranha; ele estava se escondendo em uma ação pública de intimidade, um disfarce perfeito.
Ele se obrigou a corresponder, sentindo a adrenalina subir de novo, agora misturada com uma eletricidade diferente, algo que não sentia desde a adolescência. Era confuso, intenso e, acima de tudo, eficaz. O desinteresse dos seguranças, o alívio que se seguiu, tudo provou que a intuição de Yrys era mais poderosa do que sua logística de bilionário.
Agora, a quarteirões de distância, Namjoon estava em uma praça, sentando em um banco encharcado. Ele havia ligado para Park através de um telefone descartável, dando as coordenadas para um ponto de coleta discreto. O alívio de estar seguro era imenso, mas havia um novo problema, um que ele não conseguia quantificar ou resolver com um algoritmo.
Yrys.
Ele olhou para seu antebraço, lembrando que havia escrito seu número pessoal no antebraço dela. Ele havia escrito aquilo num impulso desesperado, mas agora, o número era a âncora para a única anomalia daquele dia infernal.
Por que logo um beijo?
Essa era a pergunta que um homem de sua estatura não conseguia responder. Ele estava acostumado a transações, a motivações claras: dinheiro, poder, influência. Yrys agiu por um senso de justiça aleatório ou por um impulso travesso, sem pedir nada em troca.
— Ela me viu como um homem assustado debaixo de um guarda-chuva — ele murmurou para a chuva.
A humildade dessa percepção era quase dolorosa. Ele, Kim Namjoon, o pilar de um império, reduzido à vulnerabilidade em segundos. E ela, a anônima com o guarda-chuva, havia restaurado seu poder com um simples beijo.
Ele discou o número em seu celular novo e criptografado que Park acabara de lhe entregar. Ligação rápida, apenas para confirmar o registro. A linha existe. O nome no registro era irrelevante, mas a conexão estava lá.
Yrys se afastou do local do beijo, sentindo o calor do contato em seus lábios e o peso da caligrafia de Namjoon em seu antebraço. Ela fechou o guarda-chuva, dobrando-o com a mesma precisão que usava para fechar uma partitura. Sua mente, treinada em anos de dedicação ao piano, entendia o mundo por meio de pausas, respirações e notas que não precisavam ser ditas em voz alta. Aquele beijo era uma nota estranha e fortíssimo em sua vida de pianíssimo.
Ela tentou caminhar, mas seu coração ainda batia em ritmo de presto agitato.
Ao virar a esquina para a sua rua, Yrys parou. A calma da chuva havia dado lugar a um novo e mais prosaico pesadelo.
O bairro, mais antigo e com infraestrutura precária, não aguentou o volume da precipitação. A sarjeta estava transbordando, e a rua havia se transformado em um rio lamacento. Ela morava no primeiro andar de um pequeno prédio alugado, e a água já batia na porta de entrada do condomínio.
“Não, não, não,” ela murmurou, largando o guarda-chuva e apressando o passo.
Ela subiu os lances de escada rapidamente. Ao chegar na porta do seu pequeno apartamento, o cheiro de mofo e umidade a atingiu. Ela abriu a porta e o coração afundou.
Havia uma poça escura no meio da sala.
Yrys olhou para cima. Uma goteira persistente, resultado de anos de negligência do proprietário, havia cedido. Uma fina mas constante chuva caía do teto, bem em cima da área que ela usava para guardar suas partituras e, pior, perto da sua estante onde ficavam seus cadernos de anotações e alguns livros antigos.
O instinto de Namjoon era lidar com traição e bilionários. O instinto de Yrys era salvar sua vida cultural e o que restava de seu depósito de segurança.
Ela jogou a bolsa e a chave, o celular caindo em cima do sofá. O terno caro de Namjoon, o mistério e a adrenalina do beijo, tudo foi imediatamente substituído pela urgência doméstica.
Ela correu para o banheiro, pegou todas as toalhas que tinha — as melhores, as mais macias que ela só usava quando a mãe vinha visitá-las — e as atirou na poça d’água para conter a inundação.
Em seguida, ela moveu os móveis mais leves, tentando afastar a estante. O esforço físico, incomum para seus braços treinados em delicados movimentos sobre o piano, a fez ofegar.
Ela pegou um balde de plástico na cozinha e o colocou diretamente sob a goteira. O som da água pingando ritmicamente no balde era um tempo forçado, mas inegavelmente estressante.
Ela estava encharcada, suada e exausta. Seus braços doíam, e o cheiro de umidade era insuportável.
Foi só depois de uma hora de limpeza e contenção, quando ela estava no chão, limpando o resíduo de gesso do teto, que ela se permitiu parar. Ela respirou fundo, tentando acalmar a mente. Disciplina.
Ela finalmente se levantou e foi para o banheiro. Precisava de um banho quente, desesperadamente.
No banheiro, ela tirou a blusa encharcada e se virou para a pia. A pele do seu antebraço estava manchada de lama, poeira e talvez um pouco de gesso. Sem pensar, agindo no piloto automático da exaustão, ela pegou o sabonete líquido de frutas cítricas — seu favorito — e esfregou vigorosamente o antebraço e as mãos.
Esfrega. Enxágua. Esfrega de novo. Ela queria se livrar da sujeira.
Ela saiu do banho, o corpo relaxado, a mente quase em branco. O alívio era tanto que o estresse do dia corporativo e a goteira pareciam distantes.
Foi só quando vestiu o roupão felpudo e estava prestes a pegar o celular que ela teve um flash do beijo, do aperto no pulso, da caligrafia.
Yrys levou o pulso à luz. A mancha de caneta-tinteiro de Namjoon, o número de telefone que valia um império, havia sumido completamente. Não estava borrado. Havia se dissolvido na água e no sabonete.
Ela sentiu o estômago revirar.
— Eu não anotei. — O sussurro dela era quase inaudível.
Em sua busca disciplinada por ordem e limpeza após o caos da goteira, ela havia apagado o único vestígio da sua aventura.
Yrys sentou-se na cama, olhando para o teto gotejante, a certeza dolorosa se instalando. O homem alto de ombros largos que a havia convidado para o seu mundo de poder, e ela, a pianista de orçamento apertado, havia literalmente lavado a chance de o encontrar de novo.
O dia seguinte.
Namjoon estava de volta ao comando. Os traidores estavam sendo metodicamente desmantelados, os advogados corporativos da Phoenix agindo com a precisão de cirurgiões. Ele estava na sala de reuniões de volta ao topo, mas sua mente não estava 100% lá.
Ele olhou para o relógio. 10:00h. O horário em que ele imaginou que ela ligaria.
Talvez ela esteja ocupada.
12:30h. Almoço de negócios. Ele segurava o celular sob a mesa, esperando o toque.
Talvez ela espere até a noite, quando estiver mais calma.
17:00h. O fim do dia de trabalho. A frustração começou a se instalar. Não era o orgulho do CEO ferido; era a confusão do cientista que não consegue resolver uma equação. Ele havia dado a ela o passe livre para o mundo dele — um número de telefone que valia mais do que o PIB de muitos países. Ele havia oferecido qualquer coisa.
Por que ela não ligou?
Ele olhou pela janela, a chuva havia parado, deixando o céu limpo. Ele se lembrava da textura da gola de sua camisa, do cheiro de chuva e do toque inesperado. A imagem dela, com o cenho franzido e o sorriso atrevido, estava fixada em sua memória.
No segundo dia, a irritação se transformou em obsessão suave.
Durante uma reunião com o conselho, enquanto discutia a reestruturação de um braço da empresa, Namjoon fez uma pausa. Seu olhar se moveu para o celular. Nada.
Ele pigarreou. — E quanto ao novo contrato de segurança? Quero a equipe A, totalmente externa. E… Park. — Ele chamou seu assistente, mantendo a voz profissional, mas com uma intensidade oculta. — Quero que você prepare uma rota de teste. A rota que usei na noite de quarta-feira. Faça-a todos os dias, exatamente à mesma hora, na próxima semana. Monitore o tráfego de pedestres. Quero um relatório detalhado de quem estava naquela rua.
Park, sem questionar a ordem bizarra que envolvia o CEO refazer o trajeto de sua quase-queda, apenas anotou com a cabeça.
— Sim, senhor.
Namjoon se recostou. Ele estava buscando uma coincidência, uma repetição, um sinal. Ele sabia que estava sendo irracional, usando recursos da Phoenix para um capricho pessoal, mas Yrys era a única variável não resolvida de seu pesadelo, e ele não conseguia seguir em frente sem fechar o ciclo.
Três dias se passaram. Nada.
Ele já havia refeito o trajeto duas vezes, saindo do carro escuro e caminhando, olhando para o local exato onde se encontraram. O lugar era genérico. Ela havia desaparecido, como se fosse parte da névoa.
Namjoon começou a sentir um vazio estranho. Ele estava acostumado a vencer, a conseguir o que queria. Ele era Kim Namjoon. Ele tinha dado a ela o bilhete premiado, o acesso total. O fato de ela não ter feito nada era mais intrigante do que se ela tivesse pedido um milhão de wons.
Ele pegou o telefone e, quebrando suas regras de discrição, ligou para uma de suas conexões mais obscuras.
— Quero o histórico de localização de telefones celulares que estiveram perto desta coordenada na noite de quarta-feira, entre 22:15 e 22:30. Filtre por números desconhecidos para as principais empresas de Seul. Concentre-se em números com tráfego de rede incomum no momento. É urgente.
Ele estava determinado. Yrys havia salvado sua vida e, agora, ele precisava encontrá-la, nem que fosse apenas para acalmar a tempestade que ela havia iniciado em sua mente lógica.
Do outro lado da cidade…
Três dias depois do beijo e da goteira, Yrys havia voltado à sua rotina implacável, a única coisa que a mantinha sã e a movia em direção ao seu objetivo. O incidente de Namjoon era agora um flash persistente que a atingia em momentos de silêncio.
Sua vida era dividida em duas rotinas, ambas essenciais para seu sonho de independência:
A Pianista Professora
Yrys dedicava as manhãs e inícios de tarde à sua clientela mais rentável: as famílias ricas do centro de Seul, que queriam que seus filhos fossem prodígios.
Ela estava em uma mansão no exclusivo distrito de Gangnam, dando aula para o filho de um diplomata. Ela ensinava a precisão das escalas, a delicadeza do rubato. A diferença de classes era gritante; ela, viajando de ônibus e metrô; eles, cercados por luxo e seguranças discretos.
Ao final da aula, a mãe do aluno a pagou em dinheiro.
Yrys desceu à rua e, sentada em um banco de parque discreto, abriu seu caderninho de anotações. Era um diário de progresso financeiro. Ela marcou o valor recebido e, com a ponta da caneta, calculou a coluna final. O sorriso que se abriu era de pura satisfação.
“Meta: Apartamento (3 anos) – Saldo Atual: 97%.”
Ela estava a três por cento de realizar seu sonho: comprar um apartamento próprio, sem goteiras, em uma área mais central, que reduzisse o tempo de viagem para o trabalho e a orquestra. Era a sua liberdade. Ela era disciplinada por uma razão.
Com o dinheiro em mãos, ela entrou em um banco e fez um depósito imediato. Ela não podia se dar ao luxo de distrações. O dinheiro iria para o fundo do apartamento.
Ela também separou uma quantia menor. Pegou o celular e fez duas transferências internacionais: para a mãe e para a irmã no Brasil. Era um ritual semanal.
“Boa filha, boa irmã. É a única melodia que importa agora,” ela pensou, sentindo a satisfação silenciosa do dever cumprido.
A Artista da Orquestra Filarmônica
À noite, Yrys ia para o Teatro da Orquestra Filarmônica. Ela havia conquistado uma vaga como pianista iniciante, um trampolim para uma carreira séria. O salário era modesto, mas o prestígio era incomensurável. Ela entendia a orquestra como um organismo vivo, onde ela era apenas uma célula, mas crucial.
A orquestra estava em intensa preparação para a sua próxima grande apresentação: um concerto de gala no Salão de Artes de Seul, o local mais requintado e prestigiado da cidade. O concerto seria em duas semanas.
O Maestro estava exigente, mas havia um foco especial em Yrys. Ela estava aprendendo uma peça complexa que exigia não apenas técnica, mas alma. Durante o ensaio, ela fechou os olhos, imersa na música, deixando a melodia apagar o som da goteira, da chuva e dos flashes de Namjoon.
Ela estava ganhando destaque. Sua precisão e sua paixão natural estavam sendo notadas pelos músicos mais antigos. O anonimato era seguro, mas o destaque era necessário para progredir.
No final daquela semana, Yrys recebeu uma ligação de seu corretor de imóveis.
— Senhorita Yrys, o financiamento foi aprovado! E com seu último depósito, você tem o suficiente para o apartamento no distrito de Seoch-gu!
Yrys quase deixou o celular cair. Ela havia conseguido. O Adagio da sua vida estava prestes a se concretizar.
Ela assinou os documentos no dia seguinte. Seu antigo apartamento, com a goteira e o mofo, seria em breve uma memória. Ela estava no centro de Seul, perto de tudo, conquistando a independência que havia lutado tanto para alcançar.
A apresentação de gala em duas semanas não seria apenas um concerto; seria a celebração silenciosa de sua nova vida.
Namjoon (Dias 7-10)
Namjoon estava na sala de segurança de sua mansão, olhando para um mapa de Seul com Park. O estresse de uma semana de batalhas corporativas estava cobrando seu preço, mas o verdadeiro cansaço vinha da busca fracassada por Yrys.
— Senhor, filtramos o tráfego de rede. Identificamos cinquenta e três dispositivos móveis naquela área, naquele momento exato, sem histórico de contato corporativo. Um desses dispositivos, pertencente a uma tal de Yrys, mostrou uma anomalia. Tráfego de dados quase zero por três minutos. Como se a pessoa estivesse com o telefone esquecido. Ela é uma pianista da Orquestra Filarmônica de Seul. Endereço residencial e de trabalho confirmados.
Namjoon se inclinou. O nome. Yrys. A pianista.
— Por que ela não ligou? — Ele murmurou para si mesmo.
Park hesitou. — Ela provavelmente… estava ocupada com uma vida mais importante para ela do que o senhor. — Park corrigiu-se rapidamente, evitando o tom de ofensa.
Namjoon não se ofendeu. Ele sorriu, um sorriso sombrio de satisfação.
— Ela é a anomalia. É ela. Park, eu quero que compre um ingresso em meu nome, irei a esse concerto.
Por que ela é esperta kkkkk
Um romance clichê
Ai droga, eu gostei da história kkkk
KKKKKKKKKKK
Yrys levou o pulso à luz. A mancha de caneta-tinteiro de Namjoon, o número de telefone que valia um império, havia sumido completamente. Não estava borrado. Havia se dissolvido na água e no sabonete.
Foi triste, apagou foi tudo
Ele pigarreou. — E quanto ao novo contrato de segurança? Quero a equipe A, totalmente externa. E… Park. — Ele chamou seu assistente, mantendo a voz profissional, mas com uma intensidade oculta. — Quero que você prepare uma rota de teste. A rota que usei na noite de quarta-feira. Faça-a todos os dias, exatamente à mesma hora, na próxima semana. Monitore o tráfego de pedestres. Quero um relatório detalhado de quem estava naquela rua.
Esperar pra que, ne? A curiosidade de saber quem ela era e o pq n ligou, foi mais forte que ele
Namjoon se inclinou. O nome. Yrys. A pianista.
Pronto, descobriu o que queria kkkk
O nome e onde achar ela
Ela tava totalmente alheia do que tava rolando kkkkk
Mas que situação a escrito te colocou Yris kkkkk
Se eu te contar menino o que aconteceu com a coitada tu ia ficar besta
Um homem com dinheiro e poder é outros 500 ne
Nossa que determinação e persistência… admirável!!! Kkk
Bingo!!! Achou o que queria né?! Agora segura esse homem!!! Kkkk
Que não queria o que?!
Infelizmente os imprevistos da vida atrapalham as coisas… mas tudo vai mudar!!! Creio eu!!! Kkkk