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Antes de começar dá o play!

O interior do Maybach era um santuário de couro napa e silêncio absoluto, interrompido apenas pelo som quase imperceptível dos pneus deslizando pelo asfalto de Seul. Namjoon observava a cidade passar através dos vidros escuros, as luzes de néon se transformando em borrões de cores elétricas. Em sua mão, um tablet exibia os números finais da reestruturação da Phoenix Technologies, mas seus olhos não processavam os dados.

Ele baixou o vidro apenas o suficiente para deixar o ar frio da noite invadir a cabine e acendeu o que prometeu a si mesmo ser o último cigarro do dia. A fumaça subiu, rodopiando no ar antes de ser sugada pelo vácuo.

— A Orquestra Filarmônica de Seul é uma instituição tradicional, senhor — a voz de Park veio do banco da frente, pontual e pragmática. — Estavam à beira de um colapso financeiro para a turnê europeia. A doação da Phoenix foi recebida como um milagre divino. O diretor Choi está ansioso para expressar sua gratidão pessoalmente.

Namjoon soltou a fumaça lentamente. Um milagre divino. Ele sorriu, um gesto frio que não atingia seus olhos. Ele não acreditava em milagres; acreditava em investimentos com retornos garantidos. E o retorno que ele buscava não era publicidade positiva ou isenção fiscal. Era uma resposta.

Uma semana. Ele havia passado sete dias esperando por uma ligação que nunca veio. Sete dias analisando por que uma mulher com um teto gotejante e uma conta bancária comum ignoraria o contato direto do homem mais poderoso do país. A lógica de Namjoon dizia que ela o havia perdido, ou que estava intimidada. Mas o instinto — aquele que o fizera construir um império antes dos trinta — dizia que ela simplesmente havia seguido em frente.

E isso ele não podia permitir. Não antes de entender o porquê.

A busca por Yrys havia se tornado o ponto alto de sua semana, superando as reuniões de conselho e as aquisições hostis. Ela era a anomalia em seu sistema perfeito. A pianista que o beijou sob a chuva para salvá-lo e depois desapareceu como uma nota fantasma em uma partitura.

— Estacione — ordenou Namjoon ao avistar a arquitetura imponente do Salão de Artes de Seul. — Não preciso de escolta na entrada. Quero que pareça… uma visita de um entusiasta das artes.

Ele apagou o cigarro no cinzeiro de cristal do carro. Ajustou as abotoaduras de platina e verificou o nó da gravata. Ele estava entrando em um território onde a força bruta não funcionava, onde a elegância e o tempo eram as moedas de troca. Mas ele ainda era o dono do jogo.

Nos bastidores do Salão de Artes, o ar era denso, carregado com o cheiro de resina, madeira de instrumentos e o perfume caro dos patrocinadores que circulavam por ali. Yrys sentia as mãos levemente frias, um traço de nervosismo que ela geralmente conseguia suprimir com sua disciplina férrea.

A última semana havia sido um turbilhão. Ela finalmente se mudara para o novo apartamento em Seocho-gu. Era pequeno, mas limpo. Não havia goteiras. Não havia o cheiro de mofo. Pela primeira vez em anos, ela se sentia segura. Ela havia conseguido o que queria através de seu próprio suor, suas aulas particulares exaustivas e sua dedicação à orquestra.

Mas, às vezes, no silêncio da noite em sua nova casa, ela olhava para o antebraço. A pele estava limpa, mas a memória do número escrito em tinta preta ainda parecia queimar ali. Ela sentia um vazio estranho. O “homem do guarda-chuva” havia se tornado uma sombra em sua mente. Ela sentia falta não do poder que ele representava — do qual ela nem tinha plena consciência na hora —, mas da intensidade daquele momento. Do beijo que fora uma nota de urgência em sua vida tão metódica.

Yrys, você entra em cinco minutos — sussurrou o assistente de palco.

Ela respirou fundo, fechando os olhos. Inspira em quatro tempos, segura em dois, expira em seis. O ritmo de sua respiração se alinhou com a batida de seu coração. Ela era uma pianista da Filarmônica. Hoje, ela não era a garota do apartamento gotejante. Ela era a artista.

Ao entrar no palco, o aplauso da plateia foi como uma onda de calor. As luzes eram tão brilhantes que o público era apenas uma massa escura e indistinguível. Ela se sentou ao piano de cauda, sentindo o marfim das teclas sob as pontas dos dedos. O silêncio que se seguiu foi absoluto — a pausa antes do início da criação.

Ela começou o concerto. A peça era o Concerto para Piano No. 2 de Rachmaninoff. Era uma música de luta, de superação, de uma beleza que doía.

No início, ela estava imersa em sua técnica, garantindo que cada legato fosse perfeito. Mas, durante o segundo movimento, seus olhos, por um breve segundo, focaram na primeira fila, em um camarote lateral que deveria estar vazio, mas que agora estava ocupado.

Seu coração falhou uma batida.

Lá estava ele. Kim Namjoon.

Ele não estava mais molhado ou ofegante. Ele usava um terno de três peças em tom azul-meia-noite que parecia brilhar sob a luz indireta. Ele estava sentado com as mãos entrelaçadas sobre o colo, a postura impecável de um monarca. Seus olhos não estavam na orquestra; eles estavam nela. Fixos. Devoradores.

A música de Yrys mudou instantaneamente. O pianíssimo que ela deveria sustentar ganhou uma cor mais sombria. O solo que se seguiu não foi apenas técnico; foi uma resposta. Ela tocou com uma ferocidade que nunca havia demonstrado nos ensaios. Cada nota era um grito, uma pergunta dirigida àquele homem que ousara invadir seu santuário artístico. A orquestra pareceu subir de volume para acompanhá-la em um crescendo avassalador.

Ela podia sentir o olhar dele como uma pressão física. Era como se ele estivesse tocando sua pele através do som. Quando ela terminou o último acorde, o silêncio durou três segundos antes que a plateia explodisse.

Yrys levantou-se, curvando-se, mas seus olhos nunca deixaram o camarote. Namjoon não aplaudiu imediatamente. Ele apenas se levantou, lentamente, mantendo o contato visual. Ele deu um único aceno de cabeça, um reconhecimento de que ele havia ouvido cada palavra que ela dissera através do piano.

Dez minutos após sair do palco, Yrys ainda estava tentando controlar o tremor em suas mãos. Ela estava no camarim quando o Diretor Choi entrou, o rosto radiante, quase suando de excitação.

Yrys! Maravilhosa! Incrível! — Ele gesticulava freneticamente. — Você não vai acreditar. Nosso novo benfeitor, o homem que acabou de salvar nossa turnê pela Europa, está aqui. Ele quer conhecer a solista da noite. Ele foi… muito específico.

Yrys sentiu um calafrio. — O patrocinador da Phoenix Technologies?

— Sim! O próprio CEO Kim Namjoon. Ele está na minha sala. Venha, venha, não podemos deixá-lo esperando. É uma oportunidade única para sua carreira!

Ela não teve escolha. Seguiu o diretor pelos corredores acarpetados até a sala da presidência. Quando as portas de carvalho se abriram, o ambiente parecia ter sua própria atmosfera.

Namjoon estava sentado na cadeira principal da mesa do diretor, uma posição que ele ocupava com uma naturalidade assustadora. Ele segurava uma xícara de café, observando o vapor subir. Quando ela entrou, ele não se levantou imediatamente. Ele apenas a estudou, desde o penteado preso até os sapatos de concerto.

— Obrigado, Diretor Choi — disse Namjoon, sua voz um barítono profundo que pareceu vibrar no peito de Yrys. — Gostaria de discutir os detalhes do patrocínio e da performance privada com a Senhorita Yrys. A sós.

O diretor, sem hesitar, fez uma reverência e saiu, fechando a porta atrás de si.

O silêncio na sala era pesado. Yrys permaneceu de pé, mantendo a postura ereta que o piano lhe ensinara.

— Você toca com muita raiva para alguém que acabou de se mudar para um apartamento melhor — disse Namjoon, finalmente, colocando a xícara sobre a mesa.

Yrys franziu o cenho. — Você andou me vigiando?

— Eu andei procurando por uma resposta — ele se levantou, caminhando lentamente ao redor da mesa. Ele era muito mais alto de perto, uma presença que parecia ocupar todo o oxigênio da sala. — Eu dei a você o meu número pessoal. Algo que ministros e magnatas matariam para ter. E você o ignorou.

Ela recuou um passo quando ele parou a poucos centímetros dela. — O.. o que?

Ele inclinou a cabeça. — Por que você não ligou? Medo? Ou apenas… desinteresse?

A confusão de Yrys era uma névoa espessa, abafando os sons do auditório que ainda ecoavam em sua mente. Ela o encarava, tentando conciliar a imagem do homem vulnerável sob a chuva com essa versão implacável, envolta em um terno que provavelmente custava mais do que o seu novo apartamento.

— Eu… eu não entendo — ela começou, a voz oscilando entre a indignação e o torpor. — Como você sabia sobre a minha casa? Como sabia que eu estava aqui? O patrocínio… isso não pode ser apenas uma coincidência.

Namjoon deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles até que Yrys pudesse sentir o calor emanando de seu corpo e o aroma de sândalo e tabaco caro. Ele não vacilou. Seus olhos eram poços escuros de intenção oculta, mas sua expressão permanecia uma máscara de indiferença corporativa.

— O mundo dos grandes negócios é menor do que você imagina, Senhorita Yrys — ele disse, a voz baixa e aveludada, carregada de uma autoridade que a fazia querer recuar e, ao mesmo tempo, permanecer exatamente onde estava. — A Filarmônica de Seul estava procurando um salvador. Eu estava procurando um lugar para diversificar os ativos da Phoenix. O fato de você ser a solista… — ele fez uma pausa deliberada, permitindo que o silêncio preenchesse o espaço entre eles — …digamos que foi uma surpresa conveniente.

Yrys apertou as mãos contra o tecido do vestido de gala. Conveniente. Ela não acreditava nele. A lógica de pianista, acostumada a padrões e sequências, dizia que havia fios invisíveis sendo puxados.

— Você disse que eu mudei para um lugar melhor — ela insistiu, ignorando a provocação sobre o número ignorado. Ela ainda não conseguia admitir que o perdera; a humilhação de ter “lavado” a sua chance era um segredo que guardaria a sete chaves. — Como Kim Namjoon, o CEO que mal tem tempo para dormir, saberia o endereço de uma pianista de segundo escalão?

Namjoon soltou um suspiro curto, quase um riso contido. Ele caminhou até ela, parando tão perto que a ponta de seus sapatos de verniz quase tocava os dela.

— Eu sou um homem meticuloso, Yrys. Eu não assino cheques de milhões de wons sem saber exatamente onde meu capital está sendo aplicado — ele disse, os olhos fixos nos lábios dela por um segundo antes de voltarem para os seus olhos. — Eu costumo fazer uma auditoria completa em tudo o que coloco o meu nome. Gosto de saber se os meus… ativos… estão em segurança. Se estão em um ambiente que favoreça a produtividade. Um teto gotejante é um risco para a saúde e para o talento. Eu simplesmente protegi o meu investimento.

— Eu não sou um investimento — ela retrucou, o fôlego curto.

— Tudo é um investimento — ele rebateu prontamente. — A música, a orquestra… você. Especialmente você. Eu não gosto de ver potencial sendo desperdiçado em bairros que não condizem com a qualidade da nota que ouvi esta noite.

Yrys sentiu o sangue subir pelo pescoço. Era uma mistura de fúria e uma excitação perigosa que ela não queria nomear. Ele estava mentindo. Ele estava fingindo que tudo aquilo era um subproduto de sua “meticulosidade empresarial”, uma coincidência logística. Mas o brilho em seus olhos quando ele mencionou o número não utilizado dizia o contrário. Ele estava ferido em seu orgulho, e isso o tornava perigoso.

— Você está dizendo que patrocinou uma turnê inteira pela Europa apenas para verificar se eu tinha recebido seu contato? — ela desafiou, tentando manter a voz firme.

Namjoon arqueou uma sobrancelha, um gesto de puro controle.

— Eu estou dizendo que a Phoenix Technologies apoia as artes. Se isso me colocou na mesma sala que a mulher que me deve uma explicação, considero um bônus de mercado — ele estendeu a mão, não para tocá-la, mas para pegar uma mecha de cabelo que havia escapado do penteado dela, enrolando-a entre os dedos com uma lentidão possessiva. — Você ainda não me respondeu, Yrys. Por que o silêncio? O que houve com o número no seu braço?

Yrys sentiu a garganta secar. Ela não podia dizer a verdade. Não podia dizer que o caos da sua vida humilde — os baldes, as toalhas, o sabonete barato — tinha apagado o rastro dele.

— Eu… eu decidi que não era apropriado — ela mentiu, sustentando o olhar dele. — Somos de mundos diferentes, Senhor Kim. Eu sou uma pianista tentando sobreviver. Você é… o abismo. Eu apenas escolhi não pular.

Namjoon soltou a mecha de cabelo, o rosto voltando àquela frieza calculista. Ele deu um passo para trás, recuperando sua aura de CEO intocável, mas a tensão na sala ainda era elétrica.

— Uma escolha prudente — ele disse, com um tom que sugeria que ele não acreditava em uma única palavra. — Mas eu não gosto de ser ignorado. E agora que sou oficialmente o patrono desta orquestra, você descobrirá que o abismo tem o hábito de olhar de volta. E ele é muito persistente quando encontra algo que deseja… auditar.

Ele caminhou até a porta de carvalho, parando com a mão na maçaneta.

— Prepare-se para a turnê, Senhorita Yrys. Estarei acompanhando cada ensaio. De perto. Quero garantir que meu investimento não sofra mais nenhuma… anomalia.

Ele saiu sem olhar para trás, deixando Yrys sozinha com o som do próprio coração batendo como um metrônomo descontrolado. Ela olhou para o próprio antebraço, onde a pele estava limpa, mas onde a presença dele parecia ter deixado uma marca invisível e permanente. O jogo havia apenas começado, e ela acabara de perceber que Namjoon não jogava para perder.

13 Comentários

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  1. Sra. Kim (Karine)
    Jan 2, '26 at 9:43 pm

    — Obrigado, Diretor Choi — disse Namjoon, sua voz um barítono profundo que pareceu vibrar no peito de Yrys. — Gostaria de discutir os detalhes do patrocínio e da performance privada com a Senhorita Yrys. A sós.

    Essa voz de barítono me pega ‍‍

  2. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Jan 16, '26 at 10:02 pm

    Oi, Nam, q saudade

    1. Marcela
      @SNdoNamjoon(YrysV)♡Feb 21, '26 at 1:09 am

      — Eu estou dizendo que a Phoenix Technologies apoia as artes. Se isso me colocou na mesma sala que a mulher que me deve uma explicação, considero um bônus de mercado — ele estendeu a mão, não para tocá-la, mas para pegar uma mecha de cabelo que havia escapado do penteado dela, enrolando-a entre os dedos com uma lentidão possessiva. — Você ainda não me respondeu, Yrys. Por que o silêncio? O que houve com o número no seu braço.

      Isso tudo só pra saber o pq ela não ligou pra ele, aí aí

  3. Marcela
    Feb 21, '26 at 1:03 am

    — Yrys! Maravilhosa! Incrível! — Ele gesticulava freneticamente. — Você não vai acreditar. Nosso novo benfeitor, o homem que acabou de salvar nossa turnê pela Europa, está aqui. Ele quer conhecer a solista da noite. Ele foi… muito específico.

    ” Ele quer conhecer a solista da noite”
    Sei muito bem o que ele quer kkk

  4. Marcela
    Feb 21, '26 at 1:12 am

    — Uma escolha prudente — ele disse, com um tom que sugeria que ele não acreditava em uma única palavra. — Mas eu não gosto de ser ignorado. E agora que sou oficialmente o patrono desta orquestra, você descobrirá que o abismo tem o hábito de olhar de volta. E ele é muito persistente quando encontra algo que deseja… auditar.

    A possessividade pairando no ar

  5. Iasmine
    Feb 25, '26 at 10:53 pm

    — A Orquestra Filarmônica de Seul é uma instituição tradicional, senhor — a voz de Park veio do banco da frente, pontual e pragmática. — Estavam à beira de um colapso financeiro para a turnê europeia. A doação da Phoenix foi recebida como um milagre divino. O diretor Choi está ansioso para expressar sua gratidão pessoalmente.

    Caraca ele fez ate investimento na orquestra

  6. Iasmine
    Feb 25, '26 at 10:54 pm

    A música de Yrys mudou instantaneamente. O pianíssimo que ela deveria sustentar ganhou uma cor mais sombria. O solo que se seguiu não foi apenas técnico; foi uma resposta. Ela tocou com uma ferocidade que nunca havia demonstrado nos ensaios. Cada nota era um grito, uma pergunta dirigida àquele homem que ousara invadir seu santuário artístico. A orquestra pareceu subir de volume para acompanhá-la em um crescendo avassalador.

    Imagina o cara que tu beijou aparece pra te ver tocando

  7. Iasmine
    Feb 25, '26 at 10:55 pm

    — O mundo dos grandes negócios é menor do que você imagina, Senhorita Yrys — ele disse, a voz baixa e aveludada, carregada de uma autoridade que a fazia querer recuar e, ao mesmo tempo, permanecer exatamente onde estava. — A Filarmônica de Seul estava procurando um salvador. Eu estava procurando um lugar para diversificar os ativos da Phoenix. O fato de você ser a solista… — ele fez uma pausa deliberada, permitindo que o silêncio preenchesse o espaço entre eles — …digamos que foi uma surpresa conveniente.

    Chamou de surpresa conveniente puta merda

  8. Iasmine
    Feb 25, '26 at 10:56 pm

    — Prepare-se para a turnê, Senhorita Yrys. Estarei acompanhando cada ensaio. De perto. Quero garantir que meu investimento não sofra mais nenhuma… anomalia.

    Jesus amado, agora Yris que lute com esse homem totalmente obcecado

  9. Sheila
    Mar 11, '26 at 8:51 pm

    — Prepare-se para a turnê, Senhorita Yrys. Estarei acompanhando cada ensaio. De perto. Quero garantir que meu investimento não sofra mais nenhuma… anomalia.

    Uau!!! Que homem imponente!!! Gostei!!! Kkkk

  10. Sheila
    Mar 11, '26 at 8:52 pm

    — Eu… eu decidi que não era apropriado — ela mentiu, sustentando o olhar dele. — Somos de mundos diferentes, Senhor Kim. Eu sou uma pianista tentando sobreviver. Você é… o abismo. Eu apenas escolhi não pular.

    O mentira farrapada!!! Mas admiro tentar escapar desse homem…kkkk

  11. Sheila
    Mar 11, '26 at 8:54 pm

    — Eu sou um homem meticuloso, Yrys. Eu não assino cheques de milhões de wons sem saber exatamente onde meu capital está sendo aplicado — ele disse, os olhos fixos nos lábios dela por um segundo antes de voltarem para os seus olhos. — Eu costumo fazer uma auditoria completa em tudo o que coloco o meu nome. Gosto de saber se os meus… ativos… estão em segurança. Se estão em um ambiente que favoreça a produtividade. Um teto gotejante é um risco para a saúde e para o talento. Eu simplesmente protegi o meu investimento.

    Louco para beija-la!!! Mas não vai ser tão fácil assim?! Eu acho né ?! Kkkk

  12. Sheila
    Mar 11, '26 at 8:56 pm

    Ele não estava mais molhado ou ofegante. Ele usava um terno de três peças em tom azul-meia-noite que parecia brilhar sob a luz indireta. Ele estava sentado com as mãos entrelaçadas sobre o colo, a postura impecável de um monarca. Seus olhos não estavam na orquestra; eles estavam nela. Fixos. Devoradores.

    Imagina vê-lo ali elegante e te observando… que loucura!!! Desmaiaria!!! Kkkk

Nota

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