Capítulo 4 – A Dissonância do Controle
por FanfiqueiraO Salão de Artes de Seul, durante o dia, tinha uma alma diferente. Sem o brilho das joias da elite ou o murmúrio da plateia ansiosa, o auditório principal era uma caverna de silêncio e sombras. Mas para Yrys, aquele silêncio havia se tornado sufocante.
Ela estava no palco há três horas. O suor frio descia por suas têmporas, e a ponta de seus dedos ardia contra o marfim das teclas. O ensaio deveria ser rotineiro, uma preparação técnica para a turnê europeia, mas a presença constante na quinta fila transformava cada nota em um campo minado.
Kim Namjoon estava lá. De novo.
Ele não dizia uma palavra. Não interrompia. Ele apenas se sentava no centro exato da imensidão vazia, com as pernas longas cruzadas e um tablet esquecido no colo. Ele não parecia o CEO ocupado de um conglomerado tecnológico; ele parecia um predador paciente, alguém que tinha todo o tempo do mundo para ver sua presa cansar.
Yrys tentou focar na partitura de Liszt. Ela precisava da precisão de um cirurgião para o La Campanella, mas o olhar de Namjoon era como uma mão invisível em seu ombro, puxando sua concentração para longe. Ela sentia o peso da atenção dele em cada movimento de seus braços, em cada respiração que ela tentava compassar.
Dó sustenido. Mi. Ré.
Sua mão direita vacilou. Um semitom abaixo. Uma nota falsa, pequena, mas que soou como um tiro de canhão no auditório silencioso.
Yrys parou abruptamente. O silêncio que se seguiu foi pior que o erro. Ela fechou os olhos, as mãos tremendo levemente sobre o colo. Ela nunca errava aquela transição. Nunca.
— O compasso quarenta e dois — a voz de Namjoon ecoou, vinda da escuridão. Não era um grito, mas o barítono profundo preencheu o espaço com uma autoridade que a fez estremecer. — Você hesitou na mudança de oitava. O brilho da nota se perdeu porque você estava… distraída.
Yrys girou no banco do piano, a respiração curta.
— É difícil não se distrair quando o meu “patrono” age como um carcereiro — ela disparou, a voz ecoando com uma coragem que ela não sentia de verdade. — Você tem uma empresa para gerir, Senhor Kim. Por que está perdendo seu tempo aqui, assistindo a um ensaio técnico?
Namjoon levantou-se lentamente. A luz fraca do palco atingia apenas metade de seu rosto, conferindo-lhe uma aura quase sobrenatural. Ele caminhou até a borda do palco, olhando para ela de baixo para cima.
— Eu não considero “perda de tempo” garantir que o meu investimento mais valioso esteja mantendo a integridade — ele disse, a voz suave, mas carregada de uma intenção cortante. — Se você erra uma nota simples em um auditório vazio, como espera sustentar a pressão em Berlim?
— Eu não erro em Berlim — ela retrucou, levantando-se. — Eu erro aqui porque você está invadindo o meu espaço. A música exige entrega, e eu não posso me entregar enquanto sinto que estou sendo… auditada.
Namjoon apoiou os braços no palco, inclinando-se para frente. O cheiro de sândalo e poder a atingiu novamente, nublando seus sentidos.

— Talvez você devesse aprender a tocar sob pressão, Yrys. O mundo lá fora não é silencioso. — Ele a estudou por um momento, um brilho de divertimento sombrio em seus olhos. — Termine o ensaio. Temos um compromisso à noite. O Diretor Choi quer discutir o itinerário da turnê. E eu faço questão da sua presença.
Ele se virou e saiu, os passos ecoando rítmicos contra o piso de madeira. Yrys ficou ali, sozinha no palco, sentindo que sua sanidade estava sendo metódica e elegantemente desmantelada por um homem que tratava a vida como uma partitura que ele mesmo tinha escrito.
Mais tarde naquela noite…
O restaurante ficava no sexagésimo andar de um arranha-céu de vidro no centro de Seul. Não havia outras mesas ocupadas; Namjoon não apenas reservara um lugar, ele havia comprado o silêncio do estabelecimento para aquela noite. A vista da cidade lá embaixo era um mar de luzes trêmulas, mas dentro daquele ambiente minimalista e luxuoso, o ar parecia rarefeito.
Yrys chegou vestindo um terninho de veludo preto, simples mas elegante, tentando manter sua fachada de profissionalismo. O Diretor Choi já estava lá, rindo de algo que Namjoon dizia.
— Ah, Yrys! — o Diretor Choi levantou-se, radiante. — Estávamos apenas começando. O Senhor Kim tem ideias fascinantes para a abertura em Viena.
A conversa fluiu de forma técnica durante a entrada. Namjoon agia como o CEO perfeito: educado, perspicaz, com um conhecimento assustadoramente profundo sobre a história da música clássica. Yrys começou a relaxar, achando que talvez tivesse exagerado em sua paranoia. Talvez ele fosse apenas um homem de negócios intenso.
Mas então, o celular de Choi vibrou. O diretor franziu o cenho ao ler a mensagem.
— O quê? Agora? — Choi olhou para Namjoon, apologético. — Senhor Kim, mil perdões. Houve um problema na alfândega com os instrumentos que deveriam ser enviados amanhã. É uma emergência logística, eu preciso atender a essa chamada e talvez ir até o depósito.
Namjoon apenas deu um sorriso discreto e sutil, e então acenou com a cabeça, a expressão calma, quase piedosa.

— Os negócios vêm primeiro, Diretor. Não se preocupe. A Senhorita Yrys e eu terminaremos de alinhar os detalhes. O Park pode providenciar um carro para levá-lo onde for necessário.
— Você é um cavalheiro, Senhor Kim! Yrys, por favor, anote as sugestões dele.
Antes que Yrys pudesse protestar, Choi havia saído. O silêncio que caiu sobre a mesa foi imediato e pesado como chumbo. Ela olhou para a porta, depois para Namjoon. Ele não parecia surpreso. Ele nem sequer fingia estar.
— O Park é muito eficiente em criar “emergências logísticas” quando eu peço — disse Namjoon, sua voz agora desprovida de qualquer tom corporativo. Ele se recostou na cadeira, observando-a com uma intensidade que a fez querer se encolher. — Agora, sem diretores ou partituras entre nós… vamos falar sobre a verdade, Yrys.
Yrys colocou os talheres de lado, o apetite desaparecendo instantaneamente.
— Você armou isso. Tudo isso.
— Eu criei uma oportunidade — corrigiu ele. — Você tem fugido de mim desde aquela noite na chuva. Não me ligou, fugiu da minha presença no palco, e agora tenta se esconder atrás de um “profissionalismo” que nós dois sabemos que é uma mentira.
— Eu não estou mentindo sobre nada — ela mentiu, o coração martelando contra as costelas.
Namjoon inclinou-se para frente, a luz das velas refletindo em seus olhos escuros.
— Não? — ele estendeu a mão sobre a mesa, não para tocá-la, mas para cercar o espaço onde as mãos dela estavam. — Então me diga, com toda a sua honestidade de artista: por que você me beijou daquele jeito? Por que salvou um homem que você nem conhecia e depois, quando ele lhe deu as “chaves” em suas mãos, você simplesmente ignorou?
Yrys sentiu a sanidade vacilar. Ela não podia dizer que tinha perdido o número. Não podia admitir que sua vida era tão comum e caótica que um sabonete tinha apagado uma grande “oportunidade”. O orgulho dela era a única coisa que lhe restava diante de tanta opulência.
— Foi um impulso — ela disse, a voz fria. — Eu vi um homem em perigo e agi. O beijo foi o disfarce mais eficiente. Não significou nada, Senhor Kim. Foi uma performance. E eu não liguei porque não tenho interesse no que o seu mundo tem a oferecer. Eu gosto da minha vida. Eu gosto da minha independência.
Namjoon sorriu, mas não era um sorriso gentil. Era o sorriso de alguém que tinha acabado de encontrar a rachadura no muro.
— Independência? — ele repetiu, a palavra soando como um insulto em sua boca. — Você toca em uma orquestra que eu mantenho viva. Cada nota que você toca agora tem o meu selo de aprovação. Você não é independente, Yrys. Você está apenas tentando me convencer de que não quer o que eu posso te dar.
— E o que você acha que eu quero? — ela desafiou, os olhos brilhando com lágrimas de raiva.
— Você quer ser vista — ele disse, a voz baixando para um sussurro perigoso. — Você quer que alguém entenda a fúria que você coloca naquele piano. E você quer saber o que aconteceria se você parasse de lutar contra o abismo e simplesmente se deixasse cair.
Ele se levantou e caminhou até o lado dela. Yrys ficou imóvel, como se estivesse sob um feitiço. Namjoon colocou a mão no encosto da cadeira dela, inclinando-se até que seus lábios estivessem perto de sua orelha.
— Eu poderia te dar o mundo, Yrys. Poderia fazer de você a pianista mais famosa de sua geração. Poderia tirar cada preocupação financeira da sua vida para que você só vivesse para a sua arte. Mas, em troca, eu quero a verdade. Quero saber o que aconteceu com aquele número. E quero saber se aquele beijo foi realmente apenas uma “performance”.
Ele tocou levemente o antebraço dela, o local exato onde o número estivera escrito. O toque foi elétrico, um contraste violento com o frio do restaurante.
— Você está perdendo o controle, Yrys — ele murmurou. — Eu sinto o seu pulso. Ele está em um presto frenético. Sua disciplina está desmoronando, e a única razão pela qual você não admite é porque tem medo de que, se o fizer, nunca mais consiga voltar para a sua vidinha segura e medíocre.
Yrys levantou-se abruptamente, afastando a cadeira com um estrondo. Ela estava ofegante, a mente em um turbilhão. Ele estava certo. Ela estava perdendo a sanidade. O mundo dele era magnético e terrível, e a presença dele estava consumindo cada centímetro de sua identidade.
— Eu preciso ir — ela disse, a voz embargada.
— O guarda-chuva está na recepção — disse Namjoon, voltando à sua calma glacial, como se não tivesse acabado de incendiar o mundo dela. — O Park vai te levar para casa. Pense no que eu disse. A turnê começa em breve, e eu estarei lá, em cada cidade, em cada hotel, em cada concerto. Você não tem para onde fugir, Yrys. O meu investimento é de longo prazo.
Ela saiu do restaurante quase correndo, o som dos próprios passos ecoando como uma nota falsa que se recusava a parar de soar. Enquanto entrava no elevador, ela viu o próprio reflexo no espelho: as bochechas coradas, o olhar selvagem. Ela estava se tornando uma anomalia em seu próprio sistema, e Kim Namjoon era o maestro que estava conduzindo sua ruína.
Socorrooooooo,Nam assistir uma apresentação dessa eu tremo toda
kkkk né?!
[quote]— O Park é muito eficiente em criar “emergências logísticas” quando eu peço
Sabia que tinha sido ele…
kkkkkk
Papo de desocupado kkkkk
Bem psicopata do jeito que ela gosta kkkkk
Poderosa
Chick ela ne
Esse homem sabe tudo que cérebro atraente
Nossa, precisa aomilhar?
Certeza que ela tava usando um perfume de feromônio kkkkk
Kkkkkk
[quote]Ele não dizia uma palavra. Não interrompia. Ele apenas se sentava no centro exato da imensidão vazia, com as pernas longas cruzadas e um tablet esquecido no colo. Ele não parecia o CEO ocupado de um conglomerado tecnológico; ele parecia um predador paciente, alguém que tinha todo o tempo do mundo para ver sua presa cansar.
Era suficiente pra tirar o foco dela
[quote]— Talvez você devesse aprender a tocar sob pressão, Yrys. O mundo lá fora não é silencioso. — Ele a estudou por um momento, um brilho de divertimento sombrio em seus olhos. — Termine o ensaio. Temos um compromisso à noite. O Diretor Choi quer discutir o itinerário da turnê. E eu faço questão da sua presença.
Tocar sob pressão do olhar dele
Haha
— Você está perdendo o controle, Yrys — ele murmurou. — Eu sinto o seu pulso. Ele está em um presto frenético. Sua disciplina está desmoronando, e a única razão pela qual você não admite é porque tem medo de que, se o fizer, nunca mais consiga voltar para a sua vidinha segura e medíocre.
Ela tá perdendo e ele já perdeu, só n percebeu ainda
Jesus amado o que um sumiço apos o beijo não faz com o homem
P@#ta que pariu sacanagem Namjoon.
Ele não fez isso né pqp kkkkkk ele deu um jeito no diretor
Ela alugou um triplex na cabeça dele kkkkkkkk
Ferrou Yrys .
Ela ta quase perdendo o controle
Nossa que homem é esse?!
Que loucura total!!! E ela não conseguindo sair dessa armadilha perigosa!!! Uau!!!
O que pensar ?! Perdendo controle?! Sim!!! Pois como não perder?! Kkkk
Realmente ele está obcecado por ela…
Fazendo cada loucura!!! Só para ter uma resposta que ele já sabe!!! Kkkk
Ela quer ser vista…
Realmente ela quer, mas que controlador é esse?! Kkkk
Não vai deixar ela respirar!!! Só por uma resposta!!! Kkkk
P@@ta que pariu sacanagem Namjoon .