Capítulo 5 – A Ruptura da Lógica
por FanfiqueiraYrys entrou no elevador como quem foge de um incêndio. Seus pulmões ardiam, e o som dos seus saltos contra o piso de mármore do corredor ainda ecoava em seus ouvidos como uma nota dissonante. Ela apertou o botão do térreo repetidamente, uma urgência cega dominando seus movimentos. As portas de metal escovado começaram a deslizar, prometendo o isolamento, a descida, a fuga.
Mas, no último milímetro, um braço forte e revestido por tecido de alfaiataria interrompeu o fechamento. As portas recuaram, obedientes.
Namjoon entrou.
Ele não hesitou. Não houve o silêncio educado que se espera entre estranhos em um elevador. Ele entrou com a força de uma tempestade, a mandíbula travada, os olhos fixos nela com uma determinação que beirava a ferocidade.
Yrys recuou instintivamente, suas costas batendo contra o espelho frio do fundo da cabine. Antes que ela pudesse formular um protesto, ele estava lá, invadindo seu espaço pessoal, apagando qualquer vestígio de oxigênio entre eles.
— O que você… — a pergunta dela morreu antes de nascer.
Namjoon colou o corpo ao dela com uma possessividade bruta. Uma de suas mãos, grande e quente, subiu para a nuca de Yrys , os dedos se entrelaçando nos fios de cabelo que haviam escapado do penteado, puxando-a com uma firmeza que era um comando silencioso. A outra mão desceu para a cintura dela, apertando o veludo do seu terno com uma força deliberada, colando o quadril dela ao dele.
E então, ele a beijou.
Não foi o beijo suave de um encontro fortuito. Foi um beijo de posse. Foi obsessivo, faminto, quase selvagem. Namjoon beijava como se estivesse tentando reivindicar algo que o mundo lhe negara, como se estivesse devorando a resistência dela. Havia o gosto amargo do café e a doçura perigosa do desejo reprimido.
Yrys tentou empurrá-lo. Suas mãos bateram no peito firme dele, o coração dele galopando sob a camisa de seda tão rápido quanto o dela. Ela gemeu contra os lábios dele, um som que era metade protesto e metade rendição. Mas a pegada dele na nuca dela se intensificou, inclinando a cabeça dela para que ele pudesse aprofundar o contato, a língua dele explorando a dela com uma arrogância que dizia: você é minha anomalia, e eu vou decifrá-la agora.

Em segundos, a resistência dela desmoronou. A disciplina que Yrys cultivara por anos, a barreira que ela construíra contra o mundo dele, dissolveu-se no calor daquele beijo. Suas mãos, antes fechadas em protesto, subiram para os ombros dele, agarrando o tecido do paletó azul-meia-noite. Ela se entregou ao caos, devolvendo a intensidade, sentindo o mundo girar no vácuo entre os andares.
O elevador continuava sua descida silenciosa, um casulo de luxo e pecado. Eles eram apenas dois corpos em uma colisão inevitável, ignorando as leis da física e da decência corporativa. Namjoon soltou um rosnado baixo, a mão na cintura dela descendo levemente para puxá-la ainda mais para si, como se quisesse fundir as suas peles.
O ding do elevador soou como um tiro de misericórdia.
As portas se abriram para o saguão principal. A realidade, fria e impessoal, invadiu a cabine.
Namjoon se afastou apenas alguns centímetros, a respiração pesada, os lábios avermelhados e úmidos. Seus olhos ainda estavam turvos de desejo, mas a máscara de CEO começava a se remontar nos cantos de sua expressão.
Yrys estava em choque. Sua mente, treinada em métricas e tempos perfeitos, estava em branco. Ela olhou para Namjoon — o homem que acabara de desmantelar sua alma — e sentiu o pânico subir pela garganta. Sem dizer uma palavra, ela se recompôs como pôde, ajeitando o terno com as mãos trêmulas, e saiu do elevador.
Ela não olhou para trás. Correu em direção à saída de vidro, ignorando a recepcionista e o luxo silencioso do prédio.
Lá fora, a noite estava em guerra. A chuva, que antes era uma garoa fina, agora caía em cortinas pesadas e violentas.
Yrys parou sob a marquise por um segundo. O motorista de Namjoon, Park, já estava lá com a porta do carro aberta, segurando um guarda-chuva imenso.
— Senhorita Yrys, por favor, o Senhor Kim ordenou que…
— Não — ela cortou, a voz áspera. — Não quero nada dele. Nada.
Ela ignorou o guarda-chuva oferecido, ignorou o carro de luxo e simplesmente se lançou na tempestade. A água gelada a atingiu instantaneamente, ensopando seu veludo e borrando sua maquiagem, mas ela não se importava. Ela precisava do frio para apagar o calor que os lábios de Namjoon haviam deixado nela. Ela caminhava pela calçada, a visão embaçada pela chuva e pelas lágrimas de frustração.
Lá em cima, no saguão, Namjoon observava a cena através do vidro. Ele estava imóvel, a mão ainda sentindo o calor da nuca dela. Sua mente lógica o punia. Por que você fez isso? Você perdeu o controle. Você agiu como um amador. Ele odiava a vulnerabilidade que ela extraía dele. Ele odiava que, por um momento, a Phoenix Technologies não significasse nada comparado ao toque de uma pianista teimosa.
Ao vê-la desaparecer na escuridão da chuva, pequena e frágil sob o dilúvio, algo nele se rompeu.
Ele pegou o guarda-chuva caro — o de seda negra com cabo de madeira entalhada — que havia deixado pra ela no balcão da recepção e saiu para a chuva com passos largos e decididos.
Ele a alcançou a meia quadra de distância. Agarrou o braço dela com força, forçando-a a parar.
— Você ficou louca? — Namjoon gritou por cima do som do trovão. — Vai pegar uma pneumonia antes da turnê! Entra na droga do carro, Yrys!
Yrys se virou, os cabelos colados ao rosto, os olhos faiscando de ódio.
— Me solta! Você não é meu dono! Você acha que pode me beijar daquele jeito, me tratar como um objeto de inspeção e depois agir como se estivesse preocupado comigo?
Namjoon sentiu a irritação crescer, alimentada pelo seu próprio constrangimento por ter perdido a compostura no elevador. Ele vestiu sua máscara mais fria, aquela que usava para destruir adversários em salas de reunião. Ele se aproximou, sua sombra cobrindo-a, a expressão endurecida.
— Não seja dramática — ele disse, com uma voz que cortava como gelo. — O que aconteceu no elevador foi um erro tático. Um impulso biológico que eu já processei. Não ache que isso significa algo mais do que curiosidade saciada. Você não é especial, Yrys . Você é apenas… diferente do que estou acostumado.
As palavras foram como bofetadas. Yrys sentiu o coração murchar, mas ela ergueu o queixo.
— Se eu sou apenas um erro tático, então me deixe em paz com a minha mediocridade!
— Eu não deixo meus investimentos se autodestruírem por capricho — Namjoon retrucou, sendo deliberadamente babaca para retomar o senso de poder. — Você vai levar esse guarda-chuva. Não porque eu me importe com o seu conforto, mas porque eu preciso de uma pianista saudável em Berlim.
Ele pegou a mão dela com uma força deliberada, fechando os dedos dela ao redor do cabo de madeira do guarda-chuva. A pressão foi quase dolorosa, uma imposição de sua vontade.
— Use-o. E não tente ser a mártir da independência de novo. É patético.
Ele soltou a mão dela, deu as costas e caminhou calmamente de volta para o carro que o esperava, sem olhar para trás nem uma única vez. Ele entrou no Maybach, fechando a porta com um som seco de finalidade.
Yrys ficou parada no meio da calçada. A chuva continuava a fustigar seus ombros, mas agora havia um círculo de “proteção” sobre sua cabeça. O guarda-chuva de Namjoon era pesado, exalando um luxo que parecia zombar da sua condição atual.
Ela olhou para o carro dele partindo, as luzes traseiras vermelhas desaparecendo na névoa.
A humilhação era um gosto amargo em sua boca. “Erro tático”. “Curiosidade saciada”. Ela apertou o cabo do guarda-chuva até que os nós de seus dedos ficassem brancos. Ele a tinha usado para se testar, para ver se ela ainda tinha algum efeito sobre ele, e depois a descartara como uma peça de equipamento defeituosa.
Ela começou a caminhar em direção ao metrô. Seus sapatos encharcados faziam um som triste contra o cimento.
Ao chegar em seu novo apartamento, ela entrou e fechou a porta, encostando-se nela. O silêncio do lugar era absoluto. Ela olhou para o guarda-chuva negro, agora encostado na parede, gotejando sobre o piso de madeira clara.
Yrys foi até o banheiro. Tirou as roupas molhadas e entrou no chuveiro quente. Mas, enquanto a água lavava o frio da rua, ela não conseguia lavar a sensação das mãos de Namjoon nela. A pegada na nuca. O aperto na cintura. A maneira como ele a silenciara com uma paixão que contradizia cada palavra cruel que ele dissera na chuva.
Ela saiu do banho e sentou-se ao seu piano. Não tocou. Apenas ficou olhando para as teclas.
— Ele acha que pode me conduzir — ela sussurrou para o quarto vazio. — Ele acha que eu sou uma nota que ele pode tocar e depois abafar.
Uma determinação nova, nascida da raiva e da mágoa, começou a se formar. Namjoon queria uma solista profissional para Berlim? Ele teria. Mas ele também descobriria que ela não pode ser controlada, e que o “investimento” dele tinha um preço que a Phoenix Technologies nunca seria capaz de pagar.
Ela pegou o guarda-chuva de seda, levou-o até o armário mais profundo do corredor e o trancou lá. Ela não o usaria de novo. Se Kim Namjoon queria o abismo, ela estava pronta para mostrar a ele que, no fundo do abismo, quem mandava no som era a pianista.
No dia seguinte, Yrys ligou para o Diretor Choi. Sua voz estava mais fria e cortante do que nunca.
— Diretor, sobre a turnê… Eu quero mudar o repertório do primeiro concerto. Não quero Chopin. Quero algo mais… agressivo. Vamos tocar Prokofiev.
A guerra estava declarada, e a música seria sua única arma.
Ele está achando que pode tudo
Agora que venha a guerra entre eles
Eu achando que ele ia simplesmente deixa ela ir.kkk
Minha amiga não tinha chuva que apagasse esse calor kkk E o Nam
kkkkkkkk
Ah fala sério depois desse beijo,vai dizer merda Nam aff
É isso,mostre que ele não pode ter tudo de mão beijada
Também, com um homem desses
Típico de CEO -_-
Devolve minha fic, sua…
Não, vc dizia que não gostava dela e que não queria ela…
Me dá essa bst !Rum
Não e da bst pra ninguém kkk
É o Guê??
Arque cm as consequências
— Diretor, sobre a turnê… Eu quero mudar o repertório do primeiro concerto. Não quero Chopin. Quero algo mais… agressivo. Vamos tocar Prokofiev.
A afronta da gata kk
amei
Saudades de qd vc me agarrava qd dava na telha *suspiro*
Yrys tentou empurrá-lo. Suas mãos bateram no peito firme dele, o coração dele galopando sob a camisa de seda tão rápido quanto o dela. Ela gemeu contra os lábios dele, um som que era metade protesto e metade rendição. Mas a pegada dele na nuca dela se intensificou, inclinando a cabeça dela para que ele pudesse aprofundar o contato, a língua dele explorando a dela com uma arrogância que dizia: você é minha anomalia, e eu vou decifrá-la agora.
Ele já não tinha mais nenhum controle
— Não seja dramática — ele disse, com uma voz que cortava como gelo. — O que aconteceu no elevador foi um erro tático. Um impulso biológico que eu já processei. Não ache que isso significa algo mais do que curiosidade saciada. Você não é especial, Yrys. Você é apenas… diferente do que estou acostumado.
Falando uma coisa e sentindo outra kkkk
Eita carai ele foi atrás de no elevador e beijou ela, to gag
Orraa chamou ela de erro tatico, que cruel
Tirou ela pra bosta mesmo, to besta
A guerra foi declarada kkkkk
Que beijo foi esse?! Uau!!! Inveja total!!! Kkkk
Estou sem ar aqui!!! Kkkk
Que beijo intenso e gostoso!!! Querooo também!!! Kkkk
Eu vi a cena na minha frente!!! Ele apertando a mão dela… que loucura tudo isso!!! Kkkk
Que comecem os jogos…
Agora ninguém segura a raiva dela!!! Kkkk