Capítulo 1 – Impecável, Caro e Vazio
por FanfiqueiraTudo neste penthouse é impecável, caro e frio — exatamente como o dono dele. Vivemos sob este mesmo teto há dois anos, presos por um contrato de casamento arranjado que uniu nossas famílias, mas nos afastou em todos os outros sentidos. Para mim, cada dia foi uma tentativa silenciosa de ganhar seu afeto; para ele, foi uma sentença de prisão. Jungkook é um homem seco, teimoso e implacável, que usa o silêncio como arma e o desdém como escudo. Até ontem, mantínhamos uma paz frágil… mas então a Sun-hee, a ex-namorada dele, reapareceu, e as paredes que eu tentei derrubar tornaram-se subitamente de aço.
Jungkook: — Eu não te amo. É melhor você parar de se apegar a mim.
Olho fixamente para você, mantendo meu rosto como uma máscara de mármore. Não há um pingo de hesitação nos meus olhos enquanto solto um suspiro pesado, visivelmente impaciente com a sua presença.
Aperto o nó da minha gravata, desviando o olhar para a janela do penthouse, onde as luzes da cidade parecem muito mais interessantes do que qualquer sentimento que você possa ter guardado nesses dois anos. Para mim, este lugar é apenas um contrato de luxo, e você é apenas a cláusula mais inconveniente dele.
— Você ouviu o que eu disse, não ouviu? — Minha voz sai baixa, gélida, cortando o silêncio da sala. — A Sun-hee voltou. E, honestamente, ela é a única razão pela qual eu ainda me lembro do que é sentir algo que não seja tédio.
Caminho até o bar particular, servindo-me de um copo de uísque sem te oferecer nada. O som do gelo batendo no vidro é o único barulho entre nós.
— Não me olhe com essa cara de mágoa. Você sabia exatamente onde estava se metendo quando aceitou esse arranjo. O fato de termos dividido o mesmo teto por dois anos não muda o vazio que existe aqui.
Viro-me de volta para você, arqueando uma sobrancelha com um sorriso de canto, seco e sem vida.
— Então, faça um favor a nós dois: pegue esse seu “amor” e guarde em algum lugar onde eu não precise tropeçar nele. Entendido?
Suas palavras ecoam em minha cabeça como o tilintar do gelo no copo de uísque — afiadas, gélidas e transparentes. “A Sun-hee voltou. Ela é a única razão pela qual eu ainda me lembro do que é sentir algo que não seja tédio.”
O tédio. Eu fui o tédio dele por setecentos e trinta dias, enquanto ele era o meu incêndio particular.
Olho ao meu redor, a visão subitamente instável. As luzes da cidade lá fora, que ele tanto admira, borram-se em manchas de um dourado pálido enquanto meus olhos piscam mais rápido do que o normal, tentando desesperadamente conter a humidade que ameaça trair minha fachada de mármore. O luxo deste lugar, antes um símbolo de status, agora parece o cenário de um necrotério de sentimentos.
— Você… você vai mesmo sair e me deixar sozinha? — Minha voz é um sussurro trêmulo, uma nota destoante na sinfonia de silêncio que ele tanto preza.
Busco algum vestígio de humanidade na rigidez de suas costas, no modo como seus dedos longos apertam o cristal do copo. Eu estava tentando entender se ele havia mesmo dito aquilo, se a crueldade era real ou apenas um delírio da minha mente exausta. Mas o modo como ele não se vira, como se minha dor fosse um ruído de fundo irrelevante, me dá a resposta antes mesmo que ele abra a boca.
Dou um passo à frente, sentindo o frio do chão de porcelanato subir pelas minhas pernas. A distância entre nós é de apenas alguns metros, mas parece um abismo intransponível.
— É isso mesmo, Jeon? — O nome dele sai pesado, amargo. — Depois de dois anos dividindo o fôlego sob este teto, você joga o que restou da nossa paz no lixo por causa de uma sombra do passado?
Minha garganta aperta. A “cláusula inconveniente” finalmente começou a sangrar na frente do seu carrasco, e o pior de tudo é saber que Jungkook não tem pavor de sangue; ele apenas se limpa e segue em frente.
O silêncio que se segue à sua pergunta é cortante, interrompido apenas pelo som do uísque descendo pela minha garganta. Eu não me viro de imediato. Saboreio o amargor da bebida enquanto sinto o peso do seu olhar sobre as minhas costas, um olhar que queima, que implora por uma migalha de humanidade que eu não estou disposto a entregar.
Lentamente, coloco o copo sobre o balcão de mármore. O impacto do vidro na pedra soa como um veredito final. Eu me viro, apoiando os cotovelos no bar, observando sua figura trêmula com a mesma frieza com que um cientista observa uma reação química previsível.
— Você pergunta se vou te deixar sozinha como se isso fosse uma novidade — digo, minha voz saindo num tom baixo e aveludado, perigosamente calmo. — Nós estamos sozinhos desde o dia em que assinamos aqueles papéis, querida. A única diferença é que agora eu não preciso mais fingir que as paredes deste penthouse são o limite do meu mundo.
Dou um passo em sua direção, reduzindo a distância entre nós até que eu possa sentir o calor que emana do seu corpo — um calor que, para mim, é estranho e sufocante. Inclino a cabeça para o lado, meus olhos varrendo seu rosto, parando nas lágrimas que você luta para esconder. Um pequeno sorriso de canto surge em meus lábios, desprovido de qualquer calor.
— “É isso mesmo, Jeon?” — repito suas palavras, saboreando o desespero nelas. — Sim, é exatamente isso. O passado não é uma sombra quando ele é a única coisa que te mantém vivo. Sun-hee não é um fantasma; ela é a realidade que eu escolhi antes de me venderem para a sua família.
Estendo a mão, mas não para te confortar. Meus dedos apenas ajeitam uma mecha de cabelo que caiu sobre seu rosto, um toque clínico e sem vida que termina com a ponta do meu polegar pressionando levemente o seu queixo, obrigando-a a manter o contato visual.
— Não tente fazer desse contrato uma tragédia grega. Você teve o luxo, o sobrenome e a minha presença física. Pedir pelo meu coração… — solto uma risada curta e seca, soltando seu rosto. — Isso nunca esteve no contrato. Se você se sente sozinha agora, é porque finalmente percebeu que nunca estivemos juntos.
Caminho em direção à porta, pegando meu casaco preto de lã sobre o sofá de couro. O som dos meus passos ecoa, firme e decidido.
— Não me espere para o jantar. Na verdade, não me espere para nada.
O estalo metálico da porta se fechando foi o gatilho. O silêncio que se instalou em seguida era tão pesado que parecia esmagar meus pulmões. Fechei os olhos com força, mas a barreira cedeu; as lágrimas, quentes e carregadas de dois anos de humilhação, finalmente lavaram meu rosto, traçando caminhos salgados sobre a “máscara de mármore” que eu tentara manter.
— Ele esqueceu de novo o seu aniversário, não foi? — A voz da Sr. Min era um sussurro de compaixão que terminou de quebrar o que restava de mim.
Desabei no sofá de couro frio, escondendo o rosto nas mãos enquanto os soluços sacudiam meus ombros. Senti o toque caloroso da governanta em minhas costas, um contraste doloroso com o toque clínico que Jungkook me dera momentos antes. Mas, de repente, o penthouse mergulhou na escuridão.
O pânico momentâneo foi substituído pelo brilho trêmulo de velas. As vozes dos funcionários, as únicas pessoas que realmente viram minha luta diária naquele mausoléu de luxo, começaram a entoar o “Parabéns”. O Sr. Kim vinha à frente, segurando um bolo simples, mas decorado com um carinho que o dono da casa jamais demonstrou.
— Meu Deus… — murmurei, tentando limpar o rosto com as costas das mãos enquanto eles terminavam a canção. Forcei um sorriso, levantando-me para agradecê-los. — Obrigada. De verdade. Vocês são a única família que eu sinto que tenho aqui.
O Sr. Min, segurança da casa e filho da governanta, cruzou os braços, observando a porta por onde o patrão saíra com um olhar de puro desdém.
— Por que a senhora não larga o Sr. Jeon de uma vez e vai viver sua vida? — ele perguntou, a voz firme e protetora. — Tenho certeza de que há muitos homens interessados em você, que não a tratariam como uma cláusula de contrato.
Respirei fundo, o ar ainda vindo em soluços curtos. Eu não tinha uma resposta. O contrato era uma corrente, mas o meu coração era o cadeado. Antes que eu pudesse mergulhar na melancolia, Hana, minha amiga que se infiltrara na cozinha com a equipe, surgiu das sombras com um brilho de determinação nos olhos.
— Chega de luto por homem vivo! — Hana decretou, segurando meus ombros. — Vamos nos arrumar. Hoje é noite de balada. Se ele não te quer, tem quem queira, e eu garanto que a pista de Seoul está cheia de joias melhores que esse diamante de gelo.
Tentei protestar, balançando a cabeça, mas Hana e a Sr. Min já me empurravam em direção ao quarto principal — o quarto que eu dividia com o vazio. Olhei para o espelho e vi a mulher que eu havia esquecido de ser.
— Tudo bem — eu disse para o meu reflexo, os olhos ainda vermelhos, mas agora acesos por uma fagulha de rebeldia. — Eu vou.
Entrei naquele quarto, que mais parecia uma galeria de arte sem vida, decidida a deixar a “esposa negligenciada” caída no chão junto com as minhas lágrimas. Hana não me deu tempo para pensar; ela abriu o closet, ignorando as roupas sóbrias e recatadas que eu usava para tentar agradar o gosto conservador da família Jeon.
— Hoje, você não é a Senhora Jeon — Hana disse, jogando um vestido sobre a cama. — Hoje, você é o pecado que ele foi burro demais para cometer.
O vestido era de seda preta, curto o suficiente para ser perigoso e com um decote profundo nas costas que revelava cada centímetro da minha pele. A Sr. Min me ajudou com o cabelo, prendendo-o em um penteado alto e elegante, mas com algumas mechas soltas que emolduravam meu rosto. Maquiei-me com precisão: um delineado gatinho afiado como uma navalha e um batom vermelho tão escuro que parecia sangue seco.
Quando me olhei no espelho, a máscara de mármore tinha sido substituída por uma de puro fogo. Eu estava impecável, cara e, pela primeira vez, tão fria quanto o mármore deste penthouse.
A música da balada em Gangnam era uma pulsação grave que eu sentia no peito antes mesmo de atravessar a entrada VIP. Quando as portas se abriram, o cheiro de perfume caro, álcool e adrenalina me atingiu.
Eu não caminhei; eu desfilei.
O movimento ao meu redor pareceu desacelerar. O brilho dos strobos refletia no meu vestido de seda enquanto eu atravessava o lounge em direção à área privada. Eu sentia os olhares — dezenas deles. Homens interrompiam conversas para acompanhar minha passagem e mulheres cochichavam, hipnotizadas pela aura de poder que eu finalmente tinha decidido vestir.
Pela primeira vez em dois anos, eu não era a “cláusula inconveniente”. Eu era o centro de gravidade.
— Olhe para isso… — Hana sussurrou ao meu ouvido, rindo. — Você está destruindo corações sem nem dizer uma palavra. Imagine se o Jeon te visse agora.
— O Jeon não está aqui — respondi, pegando uma taça de champanhe de uma bandeja que passava. — E, honestamente, Hana… pela primeira vez, eu espero que ele esteja em qualquer lugar bem longe daqui.
Virei a taça de uma vez, sentindo as bolhas queimarem minha garganta. Eu estava pronta para queimar a noite.
O champanhe, que antes descia queimando de forma doce, subitamente transformou-se em ácido na minha garganta. O mundo ao meu redor, com suas batidas eletrônicas e luzes frenéticas, emudeceu. O centro de gravidade que eu achava ter conquistado desmoronou sob meus pés, me deixando em queda livre.
Lá estava ele. No camarote mais alto, envolto por uma penumbra azulada que o tornava ainda mais letalmente belo. Jungkook não estava apenas lá; ele parecia estar vivo pela primeira vez.
Meus olhos travaram na cena como se eu estivesse assistindo ao meu próprio funeral. Ele estava curvado sobre a Sun-hee, uma mão possessiva pousada na nuca dela, puxando-a para um beijo que não tinha nada de contrato ou obrigação. Era desejo puro. Era fome. Quando eles se afastaram apenas alguns centímetros, eu vi: o sorriso.
Aquele sorriso que eu persegui por dois anos, que eu tentei arrancar dele com jantares perfeitos, silêncios compreensivos e carinhos nunca retribuídos. Era um sorriso leve, cúmplice, as rugas se formando nos cantos dos olhos — olhos que brilhavam para ela com uma intensidade que nunca, nem por um segundo, foi direcionada a mim. Ele sussurrou algo no ouvido dela, e ela riu, jogando a cabeça para trás, enquanto ele a observava como se ela fosse o sol e o resto de nós apenas poeira espacial.
Senti um tremor violento nas mãos. A taça de cristal entre meus dedos pareceu prestes a estilhaçar. Hana percebeu meu estado e seguiu meu olhar, soltando um palavrão baixinho ao ver a cena.
— Aquele desgraçado… — ela rosnou, tentando me puxar para longe. — Não olha, vamos sair daqui agora.
Mas eu não conseguia me mexer. O ódio começou a substituir a mágoa, uma chama escura e corrosiva subindo pelo meu peito. Ele me deixou em casa, no dia do meu aniversário, dizendo que eu era “tédio”, para vir até aqui e se exibir como um adolescente apaixonado diante de metade de Seoul?
Naquele momento, Jungkook desviou os olhos de Sun-hee por um breve segundo, varrendo a multidão lá embaixo com seu desdém habitual. E foi então que seus olhos escuros colidiram com os meus.
O sorriso dele vacilou. A mão que acariciava o pescoço da ex-namorada travou. Ele me viu. Viu o vestido que mostrava demais, o batom vermelho-sangue e a fúria que eu não fazia mais questão de esconder.
Sim senhor :’)
Entrem no cú um do outro, otários **mostro o meu dedo do meio**
Em outras palavras “Enfia no cool”.Beleza…
Eu sou surda por acaso?
Ah, cachorr0 do dente seco, menino…
Que bom que a cláusula saiu e viu com seus olhos o que ele fazia, e ela sofrendo por ele, ele é um cretino
Momento perfeito pra erguer a taça em direção a ele em um brinde (Era o q eu faria)
Parei aq
Mas isso sem sombra de dúvidas!!
Se enforque cm essa maldita gravata, engomadinho do cct
Sou surda por acaso?
Cheguei eu, a única mulher desse homem
To sentindo que ele agora vai começar a olhar ela com outros olhos e vai ser tarde demais
Pois eu no lugar dela, iria desprezar ele na mesma moeda
Pqp agora o mundo vai girar
Melhor compra que eu já fiz, slc, só é uma pena que veio quebrado, mas eu vou consertar, sou boa em consertar coisas
Protagonizando um papelão com quase 30 anos nas costa
Bingo agora quero ver sr Jeon
Noossa sei bem qual é esse sentimento
Menina que tensão
Eu me tremi toda aqui
Arrepiei
Meu deus doeu em mim
Ja começou babado a história
Que odiooooo,mostra pra ele como se faz
A humildade de poucas
Nem sempre,mais sempre uma Hana
Espero muito que seja o Yoon
Começando a ficar com ódio desse Jeon
Tomara queo jk se lasque todo
Gosto é desses,depois ficam que nem cachorrinho de madame
Seu idiota filha da pu*@
Ela não anda, ela desfila, ela é top capa de revista
Coitada
Mas frio que uma pedra de gelo
Engraçado né? Ele pode pintar o 7, mas n aceita que ela faça o msm
Ele perdendo o controle sobre ela kkkk quero ver ele doidoo
O controle saindo pelas mãos do JK.
Ameiii
Somente um contrato… ok!!! Sai fora disso…
Mas quem resiste um JK né?! Até sendo um cafajeste!!! Kkkk
A cara dele de fúria é o melhor… amooo
Fala sério que canalha esse Jk?!
Mas fazer ele sentir na pele o que ela sente
Mesmo que seja só não voltar,
Sair e não se dar ao trabalho de volta tão cedo
Já que ele saiu e disse que ela não precisava esperar. Ela pode fazer o mesmo
Ela tem que sair mesmo com a amiga e arrasar
Parei aq
Que era um cláusula inconveniente no contrato
Ela passou dois anos com ele. Para ter que ouvir que era um tédio