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Dá o Play

Namjoon acordou com o corpo pesado, cada músculo latejando como se tivesse atravessado uma maratona. Soltou um suspiro baixo, esfregando o rosto com a mão, antes de virar a cabeça e vê-la.

Ela estava larga da na cama, apagada. O lençol mal cobria o corpo nu, deixando marcas vermelhas à mostra pela pele — mordidas, beijos, arranhões. O cabelo desgrenhado se espalhava pelo travesseiro, e os lábios entreabertos denunciavam o sono profundo. Por um instante, ele simplesmente ficou olhando.

Olha só o que eu fiz com você… pensou, com um misto de orgulho e cuidado. Destruí, mas ainda quero mais. E mesmo assim, não consigo parar de me preocupar.

Passou a mão devagar pela coxa dela, num gesto de posse, mas logo se afastou, antes que a acordasse. Levantou-se devagar, sentindo o corpo dolorido também. Tomou um banho rápido, deixando a água quente relaxar os ombros tensos, mas não adiantava: flashes da noite anterior vinham em ondas. O jeito que ela o puxou de volta mesmo exausta, os gemidos abafados contra o travesseiro, a expressão dela quando gozou. Ele prendeu um riso curto, mordendo o lábio inferior.

Vestiu-se com calma, camisa preta simples e calça social. Na mesa do café da manhã, mexia no celular distraído, mas cada gole de café o fazia lembrar dos beijos dela, da boca quente, do gosto da pele suada. “Merda”, murmurou baixo, rindo sozinho.

Tinha uma reunião às dez. Último compromisso. A liberdade estava logo depois.

Antes de sair, passou em uma farmácia discreta. Comprou alguns cuidados pessoais: sais de banho relaxantes, creme hidratante para a pele, água de coco, chocolate amargo e analgésicos — pequenos detalhes para aliviar o corpo dela depois do estrago da noite. Pediu para um de seus seguranças entregar no hotel, em uma sacola simples, como se fosse apenas mais um delivery qualquer.

No carro, a caminho do compromisso, digitou uma mensagem curta para ela:

Namjoon: “Acorda devagar. Não quero você se apressando hoje. Se cuida. Vou voltar logo.”

Ela acordou horas depois, ainda mole, como se cada parte do corpo reclamasse em uníssono. O cheiro dele permanecia nos lençóis, e por um instante, ficou deitada ali, tentando processar o quanto tinha sido intensa a noite. Sorriu sozinha, lembrando das palavras dele, da forma como prometera destruí-la de novo e de novo.

Arrastou-se para o banho, deixando a água escorrer pelas marcas no corpo. Sentia as coxas sensíveis, os ombros doloridos, mas havia algo prazeroso nisso: cada incômodo era uma lembrança.

Ao sair, encontrou a sacola sobre a mesa. Franziu o cenho, curiosa, até abrir e dar de cara com os itens. Não precisou de bilhete: sabia que era coisa dele. O coração disparou com o gesto silencioso. Esse homem…

Cuidou-se com calma, passando o creme, bebendo a água de coco. Depois, vestiu-se confortável e sentou na sala da cobertura, abrindo alguns contratos para revisar. Trabalhar de casa parecia até ironia — os papéis à sua frente e o corpo ainda gritando pelos toques da noite anterior.

Enquanto lia, a lembrança da voz dele ecoou na mente, como um flashback.

— Você não vai comigo nessa reunião. — Ele tinha dito na madrugada, firme, com o maxilar travado. — Primeiro porque eu sei que você não consegue nem andar direito agora… e segundo porque eu quero você descansada quando eu voltar. Quero você inteira. Quero você só pra mim.

Um riso bobo escapou, e ela levou a xícara de café aos lábios, balançando a cabeça. Ele realmente não deixava espaço para discussões.

As horas passaram devagar. Quando o relógio marcou o fim da tarde, a porta do quarto se abriu. Namjoon entrou com a expressão séria, mas o olhar queimava. Tirou o casaco e a gravata, deixando-os de lado, e caminhou direto até ela.

— Agora acabou. — disse, a voz grave, prendendo o queixo dela entre os dedos. — O trabalho eu já resolvi. Agora é você que eu vou resolver.

O sorriso dela mal teve tempo de se formar. Ele a puxou de encontro ao próprio corpo, como se todo o dia tivesse sido apenas uma preparação para aquele momento.

Namjoon puxou a gravata que havia jogado de lado, enrolou-a firme entre os dedos e, com um movimento calculado, prendeu-lhe os pulsos acima da cabeça. 

— Eu avisei pra você se cuidar. — murmurou, o rosto a centímetros do dela. — Quero saber se obedeceu.

A vergonha subiu-lhe às bochechas, mas ela conseguiu soltar um sussurro:
— Eu… fiz o que você mandou.

Os olhos dele estreitaram, e um sorriso lento se desenhou em seus lábios.

— Boa garota. Mas eu preciso ter certeza.

Sem pressa, ele se inclinou entre as pernas dela, abrindo-as com autoridade. A respiração dela acelerou quando sentiu a boca quente roçar a pele interna da coxa. 

Os dedos dele se aproximaram primeiro, deslizando pela entrada já úmida, arrancando um gemido baixo dela.

— Você está encharcada… — ele disse, quase para si mesmo. — Mas não o suficiente para o que eu quero fazer com você.

Antes que ela respondesse, a língua dele a tocou de cheio. Foi um choque elétrico.  A boca se movia como se rezasse contra ela, cada lambida profunda, cada sucção firme, como se estivesse disposto a levá-la à loucura apenas com o calor da língua.

Ela arqueou o corpo, as mãos se debatendo contra o nó da gravata, implorando por mais. Namjoon a segurou firme pelos quadris, obrigando-a a manter-se aberta para ele.

— Você tem ideia do quanto eu pensei nisso hoje? — disse contra sua pele, a respiração quente vibrando sobre o clitóris. — Trabalhei o dia inteiro com esse gosto na minha boca.

Um gemido escapou dela, alto demais, mas ele não parou. Pelo contrário, mergulhou mais fundo, língua e dedos se alternando, cada estocada acompanhada de sucções no ponto mais sensível. Ela gemeu, implorou, arqueou.

Quando o orgasmo chegou, foi rápido e devastador, arrancando-lhe a voz em um grito abafado. O corpo dela tremeu inteiro, convulsionando contra a boca dele.

Mas Namjoon não parou.

Continuou chupando com fome, explorando cada gota, como se fosse incapaz de se afastar. Ela tentou recuar, choramingando de sensibilidade, mas ele a segurou firme, os dedos afundando nas coxas dela.

— Mais. — murmurou, a voz carregada de ordem e necessidade.

Ela se contorcia, tentando escapar da intensidade, mas cada movimento dela parecia apenas incitá-lo ainda mais.

— Joon… p-por favor… — a voz dela saiu falha, quase um soluço.

Ele ergueu o rosto, os lábios brilhando, e a fitou com um olhar que misturava ternura e brutalidade.

— Você é minha. Eu decido quando basta.

E então, finalmente, ele a penetrou.

O corpo dela ainda estremecia, sensível demais, mas o prazer misturado à dor fez com que a respiração fosse arrancada do peito. Namjoon segurava-lhe o rosto com uma das mãos, beijando-a fundo, enquanto a outra massageava o clitóris em círculos lentos — uma combinação que a deixava à beira do abismo de novo.

Cada estocada era calculada, fundo e lento, como se ele quisesse gravar sua presença dentro dela.

— Olha pra mim enquanto eu destruo você… — murmurava, a testa colada à dela.

O corpo dela reagia sem controle. Ela estava ofegante, chorando de prazer, e quando achava que não suportaria mais, Namjoon a virou de quatro sobre o sofá. A mão grande pressionou sua lombar para baixo, e ele a tomou por trás com força, o som dos corpos ecoando pela sala.

Ela gemeu alto, a cada estocada o sofá rangia, e Namjoon rosnava baixinho atrás dela, como se a cada investida fosse um aviso de posse.

O orgasmo se aproximava de novo, rápido e inevitável. Ela gritou, arqueou inteira, e gozou de novo — um orgasmo que a deixou completamente desarmada, o corpo tremendo.

Namjoon gozou quase junto, enterrando-se fundo dentro dela com um gemido gutural, a respiração descompassada e a testa apoiada em suas costas.

O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pela respiração ofegante dos dois.

Ele permaneceu dentro dela por alguns segundos, como se não conseguisse se soltar. Mas, quando finalmente se afastou, o corpo dele já mostrava sinais de que estava pronto outra vez.

Namjoon a fitou, a boca entreaberta, e sorriu de lado.

— Ainda não terminei com você. Mas se eu quiser foder você a noite inteira, vou ter que alimentar essa boca primeiro.

Ele se levantou, completamente nu, e caminhou até a cozinha. Pegou um avental e o vestiu sem se preocupar em cobrir o resto.

Ela o observava do sofá, ainda ofegante, as pernas tremendo. A visão dele — ainda duro, com o avental amarrado na cintura e nada mais — fez seu coração acelerar de novo.

— Você… está mudando. — disse, a voz fraca, mas carregada de provocação. — Em outro momento, você só pararia depois de me destruir por completo.

Namjoon pegou alguns ingredientes, ligando a chama do fogão, e riu baixo, sem virar-se.

— São só cinco da tarde. — respondeu, a voz calma, mas carregada de promessa. — Ainda tenho muitas horas para fazer exatamente isso.

9 Comentários

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  1. Marcela
    Mar 22, '26 at 9:31 pm

    [quote]Vestiu-se com calma, camisa preta simples e calça social. Na mesa do café da manhã, mexia no celular distraído, mas cada gole de café o fazia lembrar dos beijos dela, da boca quente, do gosto da pele suada. “Merda”, murmurou baixo, rindo sozinho.

    Tá completamente viciado nela

  2. Marcela
    Mar 22, '26 at 9:33 pm

    Antes de sair, passou em uma farmácia discreta. Comprou alguns cuidados pessoais: sais de banho relaxantes, creme hidratante para a pele, água de coco, chocolate amargo e analgésicos — pequenos detalhes para aliviar o corpo dela depois do estrago da noite. Pediu para um de seus seguranças entregar no hotel, em uma sacola simples, como se fosse apenas mais um delivery qualquer.

    O equilíbrio kkkk 1 “destrói” depois cuida.

  3. Marcela
    Mar 22, '26 at 9:35 pm

    [quote]— Agora acabou. — disse, a voz grave, prendendo o queixo dela entre os dedos. — O trabalho eu já resolvi. Agora é você que eu vou resolver.

    Vai resolver nos mínimos detalhes

  4. Marcela
    Mar 22, '26 at 9:37 pm

    [quote]— São só cinco da tarde. — respondeu, a voz calma, mas carregada de promessa. — Ainda tenho muitas horas para fazer exatamente isso.

    Agr volta na farmácia e comprar um hipoglós, vai precisar

  5. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 27, '26 at 9:38 pm

    Olha só o que eu fiz com você… pensou, com um misto de orgulho e cuidado. Destruí, mas ainda quero mais. E mesmo assim, não consigo parar de me preocupar.

    Kkkkk

  6. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 27, '26 at 9:38 pm

    Passou a mão devagar pela coxa dela, num gesto de posse, mas logo se afastou, antes que a acordasse. Levantou-se devagar, sentindo o corpo dolorido também. Tomou um banho rápido, deixando a água quente relaxar os ombros tensos, mas não adiantava: flashes da noite anterior vinham em ondas. O jeito que ela o puxou de volta mesmo exausta, os gemidos abafados contra o travesseiro, a expressão dela quando gozou. Ele prendeu um riso curto, mordendo o lábio inferior.

    Canalhaaaa

  7. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 27, '26 at 9:39 pm

    — Olha pra mim enquanto eu destruo você… — murmurava, a testa colada à dela.

    Sim, patrão

  8. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 27, '26 at 9:40 pm

    — Você… está mudando. — disse, a voz fraca, mas carregada de provocação. — Em outro momento, você só pararia depois de me destruir por completo.

    Provoque n

  9. Sra Hoseok
    May 9, '26 at 9:07 pm

    [quote]— São só cinco da tarde. — respondeu, a voz calma, mas carregada de promessa. — Ainda tenho muitas horas para fazer exatamente isso.

    Onde achar um assim!? Preciso kkkkk

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