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Dá o Play

O quarto estava silencioso, apenas o som constante do monitor cardíaco preenchia o ar. Namjoon permanecia sentado ao lado da cama, as mãos entrelaçadas, os olhos inchados de tanto chorar, mas fixos nela como se temesse que desaparecesse a qualquer instante.

Horas haviam se passado desde o acidente, e cada segundo parecia uma eternidade.

De repente, ele viu os dedos dela se moverem levemente sobre o lençol. O coração dele disparou. Ele se inclinou para frente, os olhos atentos, e quando ela abriu as pálpebras devagar, quase sem forças, Namjoon sentiu o peito arder.

— Você… — ela murmurou, a voz fraca, confusa. — O que…?

As lágrimas encheram os olhos dele de imediato. Ele segurou a mão dela com delicadeza, como se tivesse medo de machucá-la.
— Você sofreu um acidente… mas já passou. — sua voz tremia, quebrada, mas havia uma ternura indescritível em cada palavra. — Tá tudo bem agora, meu amor. Você e o nosso bebê estão bem.

Os olhos dela se arregalaram de repente, a expressão trocando da confusão para puro choque.
— O… nosso… bebê? — sussurrou, tentando se erguer, mas o corpo frágil não permitiu. — Como você… sabe?

Ele acariciou os dedos dela com suavidade, engolindo em seco.
— O médico me contou. — murmurou, os lábios trêmulos. — E eu juro… eu quase enlouqueci quando pensei que podia perder vocês dois.

Ela fechou os olhos por um instante, respirando fundo, e quando voltou a encará-lo, havia dor em seu olhar.
— Namjoon… esse filho não é seu.

As palavras cortaram como uma lâmina. Ele sentiu o chão sumir sob seus pés, o peito apertar de forma insuportável. O silêncio pesou entre eles.
Os olhos dele marejaram de novo, mas havia mais incredulidade do que lágrimas.

— Não… — ele balançou a cabeça lentamente, incapaz de aceitar. — Não diga isso.

Ela desviou o olhar, mordendo os lábios com força, como se quisesse se proteger atrás daquela mentira.

Namjoon inspirou fundo, tentando manter a voz firme, mas sua alma tremia.
— Nós estávamos sozinhos em Paris, só nós dois. — ele disse, a voz baixa, mas carregada de certeza. — Não tem como esse filho não ser meu.

Ela fechou os olhos com força, as lágrimas escorrendo silenciosas. O peso da verdade e da dor estava estampado em seu rosto.

Namjoon, por sua vez, se inclinou mais perto, o coração em frangalhos, mas decidido.
— Eu não sei por que você tá dizendo isso… mas eu sei o que sinto aqui. — ele levou a mão ao peito. — Esse bebê é meu. E nada que você diga vai me fazer acreditar no contrário.

Ela virou o rosto lentamente para encará-lo, os olhos vermelhos e marejados, em choque diante da intensidade da convicção dele.  Mas a voz saiu firme, quase cruel:

— Eu já disse… esse filho não é seu, Namjoon.

Ele piscou, incrédulo, sentindo o estômago revirar.
— Para. — pediu, num sussurro rouco. — Não faz isso comigo.

— É a verdade. — ela insistiu, desviando o olhar, a respiração curta. — Eu não quero que você pense que tem alguma obrigação comigo.

Namjoon fechou os olhos por um instante, respirando fundo, tentando controlar o nó que se formava em sua garganta. Quando voltou a encará-la, havia uma determinação ardente em seus olhos.
— Você pode repetir isso mil vezes. — disse, a voz mais firme agora. — Mas eu não vou acreditar. Esse bebê é meu, e nada vai me fazer pensar o contrário.

Ela virou o rosto, as lágrimas escorrendo.
— Você não entende… — sussurrou, mordendo o lábio.

— Então me faz entender. — ele rebateu, a mão segurando a dela, mesmo quando ela tentou puxar. — Me olha nos olhos e me diz que em Paris… quando éramos só nós dois… você esteve com outro homem.

Ela estremeceu. O silêncio foi sua resposta.

Namjoon se aproximou mais, a voz carregada de dor, mas inabalável:
— Vê? Não consegue. Porque sabe a verdade tanto quanto eu. Esse bebê é fruto do que vivemos. Do que sentimos.

— Para, Namjoon… — ela chorou, apertando os olhos com força, como se tentasse se proteger. — Eu não posso viver assim…

Ele ficou em silêncio, o coração martelando, esperando que ela continuasse.

— Eu achei que podia. — sua voz quebrou, frágil e amarga. — Achei que faria de tudo só pra estar com você…

Os olhos dela se desviaram para o braço, onde ainda restava a cicatriz fina. — quando você me empurrou para me afastar, e cai sobre a mesa, e isso aconteceu… ou quando a gente transou e, do nada, você me evitou por dias. — ela sussurrou, a mão trêmula passando de leve pela marca. — E agora… com esse bebê…

Ela mordeu o lábio com força, desviando o olhar, como se tivesse medo de encarar o julgamento dele.

Namjoon a observava em silêncio, o peito em frangalhos, a mente fervendo. Ele sentia a culpa, sentia o peso de cada erro que ela listava… mas ainda assim, a certeza de que queria em sua vida ela e o bebê.

Ele se inclinou, com a voz firme e dolorida:
— Eu errei, eu sei. Eu fiz você se sentir sozinha, machucada… mas não vou permitir que use isso pra apagar o que é nosso. Esse bebê é meu. E eu vou estar aqui… quer você aceite ou não.

Ela respirou fundo, sentindo o coração apertar com as palavras dele. As mãos trêmulas apertaram o lençol, como se buscassem uma âncora.
— Você fala como se tudo fosse tão simples… — murmurou, com um riso fraco, quase irônico. — Mas não é.

Namjoon não desviou os olhos dela, o olhar firme, quase suplicante.
— Nada é simples quando se trata de nós dois. Mas isso não significa que eu vou desistir.

Ela fechou os olhos, lágrimas escorrendo pelo canto. Não tinha forças para rebater com a mesma convicção de antes. No fundo, já não conseguia sustentar a mentira. Ainda assim, orgulhosa, se agarrou ao pouco que restava.
— Mesmo que fosse seu… — disse, hesitante, como se pesasse cada palavra. — Você acha que conseguiria? 

Namjoon hesitou por um instante, mas se inclinou mais perto, a voz carregada de verdade:
— Eu quero consertar, fazer diferente… ser o melhor para vocês!

Essas palavras bateram fundo nela. O nó em sua garganta a impediu de responder de imediato, então desviou o olhar para o teto, tentando recuperar o fôlego. Ele não estava recuando. Não dessa vez.

Um silêncio pesado se instalou, quebrado apenas pelo som dos monitores hospitalares. Até que, com a voz baixa e vacilante, ela perguntou:
— E a Hana?

Namjoon piscou, surpreso, como se não esperasse ouvir aquele nome naquele momento. A mandíbula dele se contraiu, e ele demorou alguns segundos antes de responder.

— A Hana… — repetiu, num tom mais grave, os dedos ainda entrelaçados aos dela. — Não tem nada entre nós. Nunca teve o que eu tive com você.

Ela o olhou de soslaio, tentando decifrar se havia verdade naquelas palavras.
— Fácil falar isso agora. — murmurou.

Namjoon inclinou-se mais, o olhar direto e firme:
— Eu não preciso falar. Você sabe. — a voz dele quase tremeu, mas se manteve segura. — Desde Paris, só houve você. Mesmo quando eu tentei negar, mesmo quando eu me escondi atrás do trabalho, atrás de outras pessoas… sempre foi você.

Ela mordeu o lábio, sentindo o coração acelerar, mas manteve o silêncio, como se ainda lutasse contra si mesma.

Namjoon, por sua vez, não desviou o olhar. Ele sabia que, mesmo sem admitir totalmente, ela já não conseguia sustentar aquela barreira.

Ela manteve os olhos fixos em um ponto qualquer no teto, a voz fraca, mas cortante:
— Então por que ligou pra ela naquele dia?

Namjoon sentiu como se o ar tivesse sido arrancado do peito. A lembrança daquele telefonema voltou como uma lâmina fria. Ele fechou os olhos por um segundo, respirando fundo, antes de responder.

— Porque eu estava perdido. — disse, num tom rouco, honesto. — Eu não sabia como lidar com o que tinha acabado de acontecer entre nós. Eu achei que, se falasse com alguém que conhecia meu passado, alguém que não exigisse nada de mim… eu poderia me esconder ali, só por algumas horas.

Ela mordeu o lábio, engolindo seco.
— E eu? — perguntou, com a voz embargada. — Eu lá, sozinha, sangrando por dentro… enquanto você buscava outra pessoa pra se apoiar.

Namjoon fechou os punhos contra as próprias coxas, o rosto marcado pela culpa.
— Eu sei. — murmurou. — Eu nunca me perdoei por isso. E nunca vou.

Ela finalmente virou o rosto para ele, os olhos cheios de lágrimas, mas ardentes.
— Então por que insiste nesse bebê? Se tudo que você sabe fazer é fugir quando eu mais preciso…

Namjoon se inclinou para frente, aproximando o rosto do dela, os olhos marejados.
— Porque agora eu entendi que não posso mais fugir. — a voz dele quebrou. — Você é tudo, e esse bebê… é a prova de que eu preciso ser melhor do que fui.

O peito dela subia e descia em respirações rápidas, o coração dividido entre acreditar e se proteger.

9 Comentários

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  1. Marcela
    Mar 22, '26 at 11:14 pm

    [quote]Ela fechou os olhos por um instante, respirando fundo, e quando voltou a encará-lo, havia dor em seu olhar. — Namjoon… esse filho não é seu.

    Pronto, AGR o homem enlouquece de vez

  2. Marcela
    Mar 22, '26 at 11:17 pm

    [quote]Namjoon, por sua vez, se inclinou mais perto, o coração em frangalhos, mas decidido. — Eu não sei por que você tá dizendo isso… mas eu sei o que sinto aqui. — ele levou a mão ao peito. — Esse bebê é meu. E nada que você diga vai me fazer acreditar no contrário.

    ” Eu n sei porque você tá dizendo isso”
    Esse homem tem demência, só pode

  3. Marcela
    Mar 22, '26 at 11:20 pm

    [quote]Namjoon fechou os olhos por um instante, respirando fundo, tentando controlar o nó que se formava em sua garganta. Quando voltou a encará-la, havia uma determinação ardente em seus olhos. — Você pode repetir isso mil vezes. — disse, a voz mais firme agora. — Mas eu não vou acreditar. Esse bebê é meu, e nada vai me fazer pensar o contrário

    Ele sabe quem é ela, e sabe que ela n ficaria com mais NGM( não naquele momento)

  4. Marcela
    Mar 22, '26 at 11:21 pm

    [quote]Namjoon se inclinou para frente, aproximando o rosto do dela, os olhos marejados. — Porque agora eu entendi que não posso mais fugir. — a voz dele quebrou. — Você é tudo, e esse bebê… é a prova de que eu preciso ser melhor do que fui.

    Ao menos tá sendo um homem e assumindo a responsabilidade

    1. SNdoNamjoon(YrysV)♡
      @MarcelaMar 27, '26 at 10:03 pm

      Os olhos dela se arregalaram de repente, a expressão trocando da confusão para puro choque. — O… nosso… bebê? — sussurrou, tentando se erguer, mas o corpo frágil não permitiu. — Como você… sabe?

      O intrometido contou

  5. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 27, '26 at 10:01 pm

    — Você… — ela murmurou, a voz fraca, confusa. — O que…?

    Se fosse eu fingiria q terdi a memória

  6. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 27, '26 at 10:05 pm

    Namjoon inspirou fundo, tentando manter a voz firme, mas sua alma tremia. — Nós estávamos sozinhos em Paris, só nós dois. — ele disse, a voz baixa, mas carregada de certeza. — Não tem como esse filho não ser meu.

    Sempre tem como

  7. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Mar 27, '26 at 10:07 pm

    — Porque eu estava perdido. — disse, num tom rouco, honesto. — Eu não sabia como lidar com o que tinha acabado de acontecer entre nós. Eu achei que, se falasse com alguém que conhecia meu passado, alguém que não exigisse nada de mim… eu poderia me esconder ali, só por algumas horas.

    Cara, foi só um tapa! Q desculpa esfarrapada do cct é essa dps de chamar alguém de vadia do nd ?

  8. Sra Hoseok
    May 9, '26 at 9:54 pm

    O peito dela subia e descia em respirações rápidas, o coração dividido entre acreditar e se proteger.

    Acredita nele pfvr

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