Capítulo 2 – A Primeira Viagem
por FanfiqueiraO voo para Paris havia sido marcado às pressas. Uma reunião emergencial com patrocinadores exigia a presença de Namjoon, e, naturalmente, SN deveria acompanhá-lo. Era o tipo de situação que testava não apenas suas habilidades como intérprete, mas sua capacidade de resistir ao magnetismo silencioso que aquele homem exalava.
A HYBE havia reservado suítes no mesmo hotel de luxo, mas um detalhe inesperado surgira no check-in: uma reforma temporária em parte dos andares. Namjoon recebera um apartamento executivo inteiro, amplo e equipado, enquanto a suíte de SN fora transferida para outro prédio do grupo, a mais de vinte minutos de distância.
Ele não hesitou. — Você fica no meu apartamento. É mais seguro e mais prático para o trabalho.
SN tentou argumentar, mas a voz dele não abria espaço para recusas. — Não é um pedido. É eficiência.
O apartamento era deslumbrante: sala de estar com paredes envidraçadas, cozinha integrada, quarto principal que parecia saído de uma revista. Tudo preparado com uma precisão que não parecia mero acaso. Cada detalhe — da temperatura agradável ao vinho francês sobre a mesa — dava a impressão de que ele havia antecipado aquela noite desde o primeiro olhar que trocara com ela.
O Primeiro Dia
Trabalharam até tarde. Papéis, contratos e ligações intermináveis com empresários de diferentes fusos. SN traduzia sem perder o ritmo, mas sentia os olhos dele sobre si com frequência perturbadora. Não era desrespeito; era como se Namjoon a estudasse, como se quisesse memorizar cada gesto, cada reação.
Em certo momento, SN se levantou para pegar um documento e quase tropeçou no tapete. Ele foi rápido demais — segurou seu braço antes que ela caísse. O toque foi firme, caloroso, demorando um segundo além do necessário. Quando SN ergueu os olhos, o rosto dele estava perto demais. O silêncio pareceu suspenso, pesado.
Ela mordeu o lábio inferior, nervosa.
Ele piscou devagar, e naquele instante pareceu lutar contra algo. Mas se afastou.
— Mais cuidado. — A voz era baixa, quase rouca. — Não quero que se machuque.
SN assentiu, tentando normalizar a respiração.
Continuaram trabalhando, mas o clima havia mudado. A cada troca de palavras, a cada aproximação acidental de mãos sobre a mesa, o ar parecia mais denso. Ela percebeu que mordia o lábio com frequência, e quando levantava os olhos, o encontrava observando-a como se a despisse sem tocar.
O Segundo Dia
A manhã seguinte trouxe reuniões externas. Limousines, cafés luxuosos, traduções simultâneas. Namjoon era impecável: educado, firme, estrategista. Mas nos intervalos, sempre que restavam alguns segundos de silêncio, seu olhar recaía sobre SN. Longo demais. Intenso demais.
À noite, de volta ao apartamento, trabalharam novamente até tarde. O vinho que estava intocado no primeiro dia agora foi aberto. Uma taça para ele, outra para ela. A conversa entre relatórios deslizou para algo mais leve: livros, músicas, viagens.
Namjoon se apoiou no encosto do sofá, a gravata afrouxada, os dedos longos segurando a taça de cristal. Parecia menos líder e mais homem.
— Você sempre morde o lábio quando está nervosa? — perguntou de repente, sem desviar os olhos dela.
SN congelou. O calor subiu pelo pescoço. — Eu… não percebo.
— Eu percebo. — Um sorriso lento surgiu em sua boca.
Ela desviou o olhar, mas sentiu a tensão se espalhar. A cada minuto, o espaço entre eles diminuía, não fisicamente, mas no ar que compartilhavam.
Quando SN se inclinou para pegar um documento sobre a mesa baixa, seu ombro encostou no dele. Pequeno gesto, mas o suficiente para fazer o coração disparar. Namjoon não recuou. Ao contrário: sua respiração pareceu ficar mais pesada por um segundo.
Ela levantou o rosto devagar, e então estavam próximos. Demais. O nariz quase roçando, o silêncio cortado apenas pela respiração dos dois.
Por um instante, SN teve certeza de que ele a beijaria.
Mas não aconteceu. Ele se afastou, colocando a taça sobre a mesa.
— Precisamos descansar. Amanhã será um dia longo. — A voz dele voltou a ser controlada, mas os olhos denunciavam: ele não estava imune.
O Terceiro Dia
O jantar oficial terminou perto da meia-noite. Namjoon dispensou a equipe de segurança no retorno e subiram sozinhos ao apartamento. SN sentia as pernas pesadas, não pelo salto, mas pelo turbilhão que se instalava nela.
Dentro do quarto, ele afrouxou o terno e tirou o relógio, enquanto ela organizava os papéis sobre a mesa. O silêncio era quase íntimo demais para ser ignorado.
Namjoon se aproximou devagar, parando atrás dela. Sua voz soou baixa, próxima ao ouvido.
— Você sabe que eu não trouxe você até aqui apenas por causa da sua competência profissional.
O corpo dela enrijeceu. SN virou-se lentamente, encarando-o. — O que isso significa?
Ele não respondeu de imediato. Apenas a observou, como se decidisse se estava pronto para cruzar a linha invisível que vinham contornando desde o primeiro encontro.
Então, num gesto firme, mas contido, segurou o rosto dela com a palma da mão. Aproximou-se devagar, os olhos fixos nos dela, e finalmente seus lábios se encontraram.
Não foi um beijo faminto. Foi calculado, profundo, o suficiente para mostrar que não havia mais volta.
Quando se afastou, a respiração de ambos estava acelerada.
Namjoon apoiou a testa na dela. — Eu não quero um jogo rápido, SN. Não sou homem de metades. Quero que entenda… eu vou querer tudo.
Ela ficou em silêncio, incapaz de responder. Mas o olhar que trocou com ele foi resposta suficiente: o desejo estava lá, queimando, pronto para destruir qualquer limite.
O silêncio após o beijo parecia mais alto que qualquer palavra dita naquela viagem.
SN ainda sentia o gosto dele em seus lábios, quente e viciante, como se tivesse sido desenhado para despertar uma fome que ela não sabia possuir. Namjoon permanecia perto, a mão ainda pousada em seu rosto, os olhos escuros fixos nos dela com uma intensidade que parecia impossível de sustentar.
Ele não a beijou de novo. Não se apressou. Apenas deixou o tempo se alongar, controlado como sempre.
— Vai ser difícil traduzir isso, senhorita SN. — A voz soou baixa, rouca, como se carregasse algo mais que ironia.
Ela respirou fundo, tentando recuperar a compostura. — Isso… não estava no contrato.
Um sorriso lento se desenhou nos lábios dele. — Ainda não.
Namjoon recuou, deixando-a perdida entre o alívio e a frustração. Voltou ao sofá, pegou a taça de vinho e bebeu em silêncio. Era um gesto simples, mas carregado de domínio: como se fosse ele a decidir quando e quanto daquele jogo avançaria.
SN permaneceu de pé por alguns segundos, os dedos tremendo levemente. Sentia o corpo reagir, o coração em disparada, os lábios ainda sensíveis. Queria correr, mas ao mesmo tempo, queria mais.
— Sente-se. — O comando dele quebrou sua hesitação. Não era um pedido.
Ela obedeceu, sentando ao lado dele, mantendo uma distância prudente. Prudente demais. Namjoon inclinou-se e reduziu essa distância sem tocar.
— Não costumo misturar prazer e trabalho. Mas você… — ele fez uma pausa, como se buscasse a palavra exata. — Você não é apenas uma intérprete.
SN tentou manter a voz firme. — Então o que eu sou?
Namjoon deixou a pergunta pairar no ar. Observou-a com calma, quase estudando cada traço de seu rosto. Então aproximou-se mais, os lábios quase roçando a orelha dela.
— Uma tentação.
SN fechou os olhos por um segundo, sentindo o arrepio percorrer lhe a espinha. Quando abriu, ele já havia se afastado de novo, como se saboreasse o poder de deixá-la em suspense.
A Noite Lenta
O relógio marcava quase três da manhã quando decidiram encerrar os relatórios. SN levantou-se para ir ao quarto de hóspedes, mas Namjoon bloqueou a passagem com apenas um passo à frente.
— Não. — A palavra foi simples, mas carregada de algo mais fundo. — Vai dormir aqui.
SN arqueou as sobrancelhas, surpresa. — Aqui… no seu quarto?
Ele sustentou o olhar dela, firme, sereno. — No meu apartamento, nada acontece por acaso. O quarto de hóspedes não está pronto. — Fez uma pausa, e um meio sorriso se formou. — Vai ficar no meu.
O coração dela acelerou. Não havia insinuação direta, mas o subtexto era claro. SN respirou fundo, tentando decifrá-lo.
Namjoon caminhou até o quarto e abriu a porta, revelando a cama king-size coberta por lençóis de algodão egípcio, iluminação suave, ambiente preparado como uma cena de filme. Ela percebeu que tudo ali era calculado. Até a temperatura parecia conspirar para desarmá-la.
Ele se afastou, como um anfitrião impecável. — Pode se acomodar. Eu durmo no sofá.
SN sentiu o estômago revirar. Parte dela queria acreditar na cortesia. A outra parte sabia que havia muito mais no gesto: uma isca silenciosa, um convite velado.
— Boa noite, senhorita SN. — Namjoon se curvou levemente, antes de deixá-la sozinha.
Ela ficou imóvel por alguns segundos, o coração em guerra com a razão. Quando finalmente se deitou, percebeu que o travesseiro exalava o mesmo perfume dele. Fechou os olhos, mas o sono não veio.
O Dia Seguinte
Acordou com o aroma de café recém-passado. Namjoon já estava vestido, impecável em outro terno escuro, como se a madrugada anterior não tivesse existido.
— Temos reunião às nove. — Disse apenas, entregando-lhe uma xícara.
SN o observou. Ele sorria com delicadeza, mas por trás daquele rosto sereno havia algo que ela começava a entender: controle. Ele controlava o tempo, o espaço, as pessoas. E agora, lentamente, controlava a ela.
Durante o dia, mantiveram-se profissionais. Reuniões, apresentações, jantares de negócios. Mas a cada intervalo, a cada olhar demorado, a tensão aumentava.
À noite, de volta ao apartamento, SN deixou os papéis de lado e foi até a varanda. A vista de Paris iluminada era hipnotizante.
Namjoon se aproximou em silêncio. Ficou ao lado dela, tão perto que os ombros quase se tocavam.
— Você percebe, não percebe? — perguntou, sem desviar o olhar da cidade.
SN virou o rosto devagar. — O quê?
Ele, enfim, olhou para ela. — Que eu não vou conseguir manter distância de você.
O coração dela disparou. O ar entre eles ficou pesado. SN mordeu o lábio, e dessa vez, Namjoon não desviou. Aproximou-se, a mão deslizando pela linha de sua cintura.
O beijo veio ardente, urgente, quebrando todas as barreiras que ele mesmo havia imposto. SN gemeu baixo, surpreendida pela intensidade, enquanto os dedos dele se entrelaçavam em sua nuca.
Quando se afastou, Namjoon respirava forte. Os olhos queimavam de desejo, mas sua voz permaneceu controlada.
— Eu quero você. — Ele disse com firmeza. — Mas não do jeito que imagina.
SN arqueou as sobrancelhas, confusa. — Então… como?
Namjoon sorriu, aquele sorriso perigoso que parecia guardar segredos.
— Vai descobrir. Se aceitar.
Ele é o imã e eu sou o metal
Nem eu de você, RM ♡●♡
Ai, q maravilha
Eu jogava o contrato longe kkkk
Onde eu assino??
“Tentando normalizar a respiração” como que normaliza? Kkkkkk
Ela sabendo exatamente o que ele queria KKKK
Essas reformas misteriosas, sempre acontecem com ele.
Hahaha
Só testando até onde pode ir. Começando devagarinho
Uma proposta dessas não deixa espaço para recusas