Capítulo 4 – Entre o Medo e o Desejo
por FanfiqueiraDá o play
Paris sempre fora um sonho para ela.
Andar pelas ruas estreitas de pedras antigas, sentir o cheiro doce de croissants recém-assados pela manhã, ouvir o francês cantado dos passantes… tudo parecia um cartão-postal vivo. Era o tipo de cenário pelo qual SN havia lutado anos para chegar — fruto do esforço, das noites sem dormir, da dedicação quase obsessiva ao trabalho.
Mas, naquela semana, nem mesmo a beleza da cidade luz conseguia silenciar a tempestade que Namjoon havia instalado dentro dela.
A noite em que ele a beijara, a noite em que seus dedos haviam arrancado dela uma confissão que a boca se recusava a dizer: que ela o queria. Que o corpo dela se entregava antes mesmo de a mente decidir.
Desde então, o mundo parecia dividido em dois: o racional — que gritava para manter distância, proteger sua carreira, não misturar prazer e profissão — e o visceral, que clamava por ele em cada madrugada silenciosa.
Na manhã seguinte ao episódio, ela encontrou sobre a escrivaninha do hotel uma pequena caixa envolta em papel lilás. Não havia remetente, mas ela sabia. Ao abri-la, encontrou uma caneta de luxo, negra com detalhes dourados, e um bilhete preso sob a tampa:
“Para assinar seu futuro. Que seja ao meu lado ou não, a escolha ainda é sua.”
Ela suspirou fundo, sentindo o coração acelerar. Guardou a caneta, determinada a não dar margem.
No segundo dia, o mimo foi ainda mais ousado: uma rosa vermelha deixada sobre sua cadeira antes da reunião, com outro bilhete preso à haste:
“Toda escolha tem prazo de validade. A sua está correndo.”
Ela quase esmagou a flor entre os dedos de raiva… ou seria de nervosismo? Namjoon a observava de longe, o canto dos lábios curvado num sorriso mínimo, como se estivesse apenas assistindo o efeito que causava.
No terceiro dia, os bilhetes se tornaram mensagens.
O celular dela vibrava em intervalos imprevisíveis, mesmo durante a madrugada. Sempre frases curtas, calculadas:
“Ainda consegue fingir que não sonhou comigo ontem?”
“Está pronta para terminar o que começamos?”
“Seu silêncio só me diverte, SN. Mas não vai durar muito.”
Ela respondia com silêncio, bloqueava as notificações, tentava ignorar. Mas cada mensagem queimava na tela, fixava-se como tatuagem na mente.
No quarto dia, ele passou para gestos.
Durante um jantar de equipe, Namjoon pediu a sobremesa favorita dela sem que ela tivesse dito uma palavra. Quando o garçom trouxe o crème brûlée e o colocou à frente dela, ele inclinou-se levemente e murmurou, com a voz baixa demais para que os outros ouvissem:
— Eu presto atenção em cada detalhe seu. Até quando você tenta se esconder.
SN engoliu seco, disfarçando com um sorriso forçado para os colegas. Mas por dentro, tudo em sua pele gritava.
No quinto dia, as provocações se tornaram físicas. Ele sempre escolhia um assento próximo, sempre se inclinava perto demais, como se o espaço entre eles fosse uma fronteira que ele adorava atravessar.
Durante uma conversa casual no lobby do hotel, Namjoon se aproximou por trás dela, tão perto que o calor do corpo dele se espalhou pela pele dela. Seu hálito roçou o pescoço dela quando ele disse, baixo, como quem fala um segredo perigoso:
— Está fugindo de quê, SN? Do que sente por mim… ou de si mesma?
Ela estremeceu inteira, mas deu um passo à frente, firme, como quem se recusa a ceder.
— Estou focada no trabalho. — respondeu seca, sem olhar para ele.
Ele riu, um riso baixo, carregado de ironia.
— Continue repetindo isso. Talvez um dia acredite.
O sexto dia – A reunião
Era uma manhã tensa em Paris. O time internacional estava reunido em uma sala envidraçada no último andar do prédio corporativo, discutindo números, contratos e projeções. Todos impecáveis, sérios, focados.
SN tentou manter a concentração nas planilhas diante de si. Precisava. Ali era seu território. Ali ela era competente, fria, estratégica.
Mas Namjoon estava sentado ao lado dela. E isso era uma ameaça maior do que qualquer concorrente.
De início, ele permaneceu em silêncio, apenas observando os gráficos projetados na tela. Mas ela já sentia a presença dele como uma chama que nunca se apagava. Cada gesto dele parecia calculado para distraí-la: o toque lento dos dedos no queixo, o leve estalar da caneta, o olhar que vez ou outra se fixava nela por segundos longos demais.
E então veio o toque.
No meio de uma apresentação, quando todos estavam com os olhos voltados para a tela, Namjoon deixou a mão escorregar sob a mesa, pousando sobre a coxa dela.
Foi um gesto firme, possessivo. Os dedos se fecharam em torno da carne dela, apertando de leve, como quem marca território.
SN ficou rígida na cadeira. O coração disparou em pânico. Ela tentou mover a perna, mas ele apenas apertou mais, os olhos fixos na tela, como se nada estivesse acontecendo.
— …então, como podem ver, a previsão de crescimento no próximo trimestre é… — a voz do palestrante se tornou distante, abafada.
Ela se mexeu discretamente, mas a mão dele não cedia. Pelo contrário: avançava. Devagar, os dedos deslizaram pela coxa dela, subindo com calma torturante, como quem conhece o caminho e não tem pressa.
SN sentiu a respiração falhar. Todo o corpo respondeu antes da mente. O sangue corria quente, as lembranças da noite anterior àquela semana ardiam como gasolina sobre chama.
Namjoon não olhou para ela, mas os dedos pararam perigosamente perto do meio de suas pernas. Como se esperassem um convite silencioso.
Ela estava molhada.
Molhada demais.
O choque percorreu seu corpo. O medo, o desejo, a vergonha, tudo misturado. SN mordeu o lábio inferior, tentando manter a compostura. Mas então, finalmente, Namjoon virou o rosto para ela.
O olhar dele encontrou o dela, e ali havia tudo: triunfo, provocação, certeza.
Ele sabia.
Ela engoliu em seco, tentando respirar, tentando se manter firme. Mas não havia escapatória. Não com os olhos dele cravados nos dela.
SN agarrou a borda da mesa, se levantou de repente, interrompendo o fluxo da reunião.
— Com licença… preciso sair um instante. — sua voz saiu mais alta do que queria.
Todos os olhares se voltaram para ela. O gerente assentiu, confuso.
— Claro, senhorita.
Ela não esperou mais nada. Saiu apressada, os saltos ecoando no corredor silencioso, até alcançar o banheiro feminino.
Fechou a porta atrás de si, apoiando-se contra a madeira, o peito arfando como se tivesse corrido uma maratona.
No espelho, viu o reflexo de si mesma: os lábios entreabertos, o rubor intenso nas bochechas, os olhos arregalados entre medo e excitação.
— O que eu estou fazendo…? — sussurrou para si mesma, levando as mãos ao rosto.
Mas a resposta estava clara: seu corpo a havia traído. Namjoon tinha razão. Não importava o quanto tentasse fugir, ele conseguia alcançá-la.
E agora… já não sabia se queria resistir.
]“Toda escolha tem prazo de validade. A sua está correndo.”
Ele marcando em cima. Sem tempo pra ela pensar em outra coisa kkk ou responde, ou responde
É meu sonho msm
[quote]“Ainda consegue fingir que não sonhou comigo ontem?” “Está pronta para terminar o que começamos?” “Seu silêncio só me diverte, SN. Mas não vai durar muito.”
Ele sabe exatamente como provocar ela. Mas no fundo já sabe a resposta
[quote]SN sentiu a respiração falhar. Todo o corpo respondeu antes da mente. O sangue corria quente, as lembranças da noite anterior àquela semana ardiam como gasolina sobre chama.
Consegue nem fingir mais. O corpo já disse tudo
Eu escolho o seu lado, RM
[quote]Mas a resposta estava clara: seu corpo a havia traído. Namjoon tinha razão. Não importava o quanto tentasse fugir, ele conseguia alcançá-la.
Tava só tentando evitar a todo custo, que ela msm já sabia que ia acontecer.
Aaaaaaaa
[quote]Mas a resposta estava clara: seu corpo a havia traído. Namjoon tinha razão. Não importava o quanto tentasse fugir, ele conseguia alcançá-la.
Muito clara essa resposta, tá demorando se decidir kkkkk eu não tinha nem pensada desde a primeira vez kkkkkkk