Capítulo 11 – Última parada… Coreia
por FanfiqueiraAinda entrelaçados na cama, os dois permaneceram em silêncio por alguns minutos, conversando, trocando beijos suaves e pequenas carícias. Era como se finalmente tivessem encontrado um refúgio depois da tempestade.
Jungkook passava distraidamente a ponta dos dedos pelo braço dela, desenhando círculos invisíveis, quando falou de repente, com naturalidade:
— Essa semana eu tenho alguns trabalhos na Coreia.
Ela franziu o cenho e fez um biquinho, a expressão entre infantil e manhosa.
— E como a gente vai fazer pra se ver?
Ele a observou por um instante, e o sorriso de canto que surgiu denunciava uma ousadia típica dele quando queria quebrar uma tensão. Com uma calma quase provocativa, respondeu:
— Ué… você não vem comigo?
Os olhos dela se arregalaram.
— O quê? — ela riu nervosa, ainda sem acreditar se ele falava sério.
Jungkook se ergueu um pouco, apoiando-se no cotovelo, e segurou o rosto dela com a outra mão. O olhar estava firme, sincero.
— Eu não tô brincando. Vem comigo. — A voz dele soou baixa, mas cheia de convicção. — Eu quero você lá, do meu lado.
Ela ficou em silêncio, sentindo o coração disparar. A ideia parecia impossível, mas ao mesmo tempo irresistível.
— Jungkook… você sabe que não é tão simples. — Ela mordeu o lábio, insegura. — Eu não quero atrapalhar.
Ele suspirou, deslizando o polegar pelos lábios dela.
— Você nunca vai atrapalhar. — Fez uma pausa, e o jeito como ele a olhou era quase um pedido. — Eu preciso de você lá.
Ela corou, desviando o olhar por um instante, mas voltou a encará-lo com um sorriso tímido.
— Você tem noção do que tá me pedindo?
Jungkook sorriu, aquele sorriso raro e genuíno que só aparecia quando ele deixava cair todas as máscaras.
— Tenho. E tô pedindo porque eu quero. Porque… — ele respirou fundo, admitindo de uma vez — eu não aguento mais ficar longe de você.
Ele a puxou para um beijo demorado, carregado. Quando se afastou, murmurou contra sua boca:
— Então? Vai comigo?
Ela sorriu abrindo os olhos devagar, deixando o olhar repousar nele. Um riso suave escapou de seus lábios antes da provocação:
— Droga, Jeon… você tem noção da loucura que vão ser os próximos meses se eu me mudar pra Coreia? — os dedos dela acariciaram a nuca dele, brincando com os fios de cabelo. — Porque… não vou me contentar em passar só algumas semanas. Vou querer logo comprar um apartamento, pra te ver sempre.
Ela ria, mas a ideia vinha carregada de verdade. E antes que ele pudesse responder, ela deslizou devagar sobre o colo dele, rebolando lentamente contra a ereção que já sentia crescer sob o tecido da calça dele.
Jungkook deixou escapar um gemido baixo, o olhar escurecendo, como se o corpo já tivesse decidido antes da mente.
— Você fala sério desse jeito… — ele murmurou, arfando. — e me provoca assim?
Ela inclinou-se, os lábios roçando na orelha dele. O tom ficou mais sério, mas não menos sedutor:
— Mas ainda assim… preciso ir ao Brasil. Mandar minhas coisas pra Coreia, verificar minhas empresas, deixar alguém de confiança cuidando. — Os dentes dela morderam de leve a orelha dele antes que a língua deslizasse lenta, fazendo-o arrepiar inteiro. — O meu trabalho como influenciadora… eu posso fazer de qualquer lugar.
Ela fez uma pausa estratégica, sentindo a respiração dele acelerar sob seu toque, e então sussurrou, lenta, maliciosa, como se quisesse testar a última barreira de controle dele:
— Você quer mesmo isso… amor?
Jungkook segurou os quadris dela com força, interrompendo o movimento provocante. O olhar dele estava sério, intenso, como se aquela pergunta tivesse atravessado cada camada de dúvida que carregava.
Ele respirou fundo, a voz grave, rouca de desejo, mas firme de certeza:
— Eu quero. — Um beijo rápido, urgente. — Quero você comigo. Todos os dias. — Outro beijo, mais demorado, quase desesperado. — E se for loucura… então eu quero viver essa loucura com você.
Ela arqueou a sobrancelha, rindo baixinho enquanto ainda roçava o corpo contra o dele.
— Todos os dias? — repetiu, a voz carregada de provocação. — Você fala como se estivesse me pedindo pra morar junto com você…
Jungkook apertou mais a cintura dela, os olhos escuros fixos nos dela, sem desviar um segundo. O sorriso dele era pequeno, mas perigoso — como se escondesse algo que ele estava prestes a revelar.
— E se eu estiver? — a voz saiu baixa, quase um sussurro, mas firme o suficiente para arrepiar cada parte do corpo dela. — Você acha que eu vou aguentar te ter só pela metade?
O coração dela disparou, e mesmo que tentasse manter a leveza, o corpo entregava o impacto daquelas palavras. Ela mordeu o lábio, inclinando o rosto até sentir a respiração quente dele contra sua boca.
— Você não sabe onde está se metendo, Jeon… — ela murmurou, rindo baixinho, tentando quebrar a tensão. — Eu sou intensa… ciumenta, desorganizada às vezes… e vou tomar todos os seus espaços.
Ele inclinou a cabeça, tirando o cabelo dela do rosto com cuidado, e respondeu com aquela sinceridade desarmante que só ele tinha:
— Então vem… bagunça tudo. Eu só quero você aqui.
O riso dela se transformou num suspiro trêmulo, e antes que pudesse responder, Jungkook a puxou pela nuca e colou a boca na dela, num beijo profundo, lento, cheio de tudo o que palavras já não conseguiam dizer.
— O quê? — ela arqueou a sobrancelha, rindo enquanto fazia aspas com as mãos. — Pedido pra namorar e “casar” no mesmo dia?
Jungkook sorriu de lado, o olhar ardente cravado nela, como se não tivesse a menor intenção de voltar atrás.
— E se for isso mesmo? — provocou, a voz baixa, rouca, arrastada pelo desejo.
Ela riu, deslizando a mão pela nuca dele e mordendo o lábio. — Então… deixa eu adiantar a lua de mel.
Com um movimento rápido, puxou a calça de moletom dele, revelando o pau já rígido, pulsando de tesão. O sorriso travesso surgiu no rosto dela antes de se afastar, deslizando para baixo. Envolveu a glande com a boca, sugando devagar, olhando diretamente nos olhos dele. Jungkook deixou a cabeça cair para trás, soltando um gemido gutural, a mão firme em seus cabelos, controlando o ritmo.
— Droga… você vai me matar desse jeito — ele arfava, sentindo a língua dela deslizar por toda a extensão.
Quando o pau estava completamente molhado, ela se ergueu, segurando-o pela base, e se posicionou sobre ele. Com um gemido entrecortado, desceu de uma vez, sentindo-o preenchê-la por inteiro.
— Aah… Jungkook… — o corpo dela estremeceu, a cabeça tombando para trás, os gemidos escapando sem filtro enquanto começava a cavalgar.
Ele agarrou sua cintura com força, guiando os movimentos, os olhos fixos na forma como ela se movia sobre ele. Os gemidos dela o enlouqueciam, e ele não resistiu: a puxou mais perto, chupando o pescoço com força, as unhas dela arranhando seu peitoral suado.
— Minha mulher… — ele rosnou contra a pele dela, fodendo ela de baixo com estocadas fortes que a fizeram perder o ritmo. — Você é minha.
— Aaah… isso… isso, Jeon! — ela gemia alto, cavalgando mais rápido, o corpo todo tremendo.
O quarto foi preenchido pelo som úmido e pelo choque dos corpos. Jungkook aumentou a intensidade, metendo fundo, cada investida o deixando mais perto do limite. Ele segurou firme na bunda dela e cravou os olhos nos dela, suado, ofegante, enlouquecido.
— Goza pra mim, amor… vem junto comigo…
Ela gemeu alto, quase gritando, o corpo arqueando quando o orgasmo a tomou de assalto. As pernas tremiam, o prazer a rasgando por dentro enquanto continuava cavalgando descontrolada. Jungkook perdeu o fôlego, o pau latejando até explodir dentro dela, gemendo forte no ouvido dela, o corpo inteiro contraindo ao gozar.
Ambos ficaram colados, suados, ofegantes, abraçados como se não conseguissem se soltar. Ela deitou a testa contra o ombro dele, respirando pesado, até soltar uma risada fraca.
— Não estamos indo rápido demais? — perguntou entre suspiros, ainda tremendo no colo dele.
Jungkook ergueu o rosto dela com delicadeza, fazendo-a encará-lo. O olhar dele estava sério, mas ao mesmo tempo cheio de ternura.
— Quando o sentimento é intenso como o nosso… — disse pausadamente, acariciando o rosto dela. — A gente não deve perder tempo.
Ele selou os lábios dela com um beijo profundo, como se fosse a resposta definitiva, como se quisesse tatuar aquela certeza no coração dela.

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