Capítulo 4 – Entre o Desejo e a Realidade
por FanfiqueiraNo quarto, SN estava na cama, sentindo o peso do mundo sobre os ombros. Engoliu as lágrimas que insistiam em cair, mas o soluço silencioso preso na garganta denunciava o que ela se esforçava para esconder. Seu coração parecia implorar por um milagre — que ele atravessasse a porta, que dissesse qualquer coisa, que desfizesse aquela distância que agora parecia insuportável.
Ela ficou ali por alguns minutos, imóveis, sentindo o eco de cada toque dele ainda na pele. Cada respiração lembrava o calor de seu corpo, cada batida do coração o som de seus gemidos, de suas palavras sussurradas. Tentava se convencer de que aquilo era apenas lembrança, que o tempo apagaria os desejos, mas a verdade era que ela sentia cada pedaço dele preso dentro de si.
Forçou-se a levantar, as pernas pesadas, o corpo ainda com o perfume dele impregnado na pele. O banho seria sua salvação. O chuveiro quente escorreria não apenas pela pele, mas por cada pensamento confuso, cada lembrança de toque, de beijo, de suspiro compartilhado. Fechou os olhos debaixo da água, tentando afogar o que sentia, mas não importava: sempre que a água batia sobre seu peito, era como se ele estivesse ali, segurando-a, guiando seus movimentos com mãos que agora só existiam em suas memórias.
Ela se apoiava contra o azulejo frio, tentando respirar fundo, se concentrar, enquanto os pensamentos teimavam em levá-la de volta à aos suspiros dele ecoando na mente. “Por que ele me deixa assim?”, pensava. “Por que não posso simplesmente esquecer? Por que não consigo fugir dele?” Cada gota d’água parecia uma lembrança de seu toque, e ela se pegava desejando que o impossível se tornasse real.
Enquanto isso, do lado de fora, ele estava parado, respirando fundo, o punho erguido contra a porta do quarto dela. Cada segundo que passava sem ouvir resposta aumentava o aperto no peito. Ele sabia que ela estava ali, e não queria invadir, mas também não conseguia simplesmente ir embora.
Ele bateu na porta novamente, mais firme desta vez. — SN… — chamou baixo, mas firme, com aquela mistura de ansiedade e preocupação que só ele conseguia exalar. Nenhuma resposta. O coração dele disparou. Então, com cautela, colocou a mão na maçaneta, girou devagar e abriu a porta. Seus olhos se ajustaram à luz suave do quarto, mas ele parou. Um som do chuveiro alcançou-o, ele estava prestes a recuar quando algo chamou sua atenção: no corredor, a “ex” dele, procurando-o, aproximava-se rapidamente.
O mundo pareceu congelar. Sem que ela percebesse, ele recuou rapidamente, fechou a porta e girou a tranca. Seus olhos se fixaram na maçaneta, no metal frio sob seus dedos. Ele sabia que precisava esperar, precisava vê-la. Então, silencioso e paciente, ficou ali, imóvel, ouvindo o eco do chuveiro e o som da respiração dela.
No banheiro… a porta estava aberta, apenas um fio de vapor escapava para o quarto. Ela, agora envolta na toalha úmida, passou outra pelo cabelo, tentando conter os pensamentos que insistiam em afogá-la. Frente ao espelho, encarou o próprio reflexo, mas parecia ver uma estranha.
— Deixa de ser idiota, SN… — murmurou para si mesma, a voz rouca de frustração. — Você realmente acreditou que ele… que ele te queria? Que você seria dele, nem que fosse só por essa noite? Que ilusão. Ele não precisa de você. E mesmo que quisesse… você não poderia ser assim, tão vulnerável… tão… à mercê dele.
Aquelas palavras eram um sussurro de alerta, uma tentativa de afastar o turbilhão que seu corpo ainda carregava, mas no fundo, ela sabia que estava mentindo para si mesma. Cada lembrança do toque dele queimava como ferro em brasa.
Do lado de fora, Jungkook parou, os pensamentos em turbilhão. Observou a silhueta dela através do vapor, mas resistiu a se aproximar por medo de invadir aquele momento. Ele podia ouvir cada palavra, cada suspiro de sua própria dúvida.
“Ela não entende… eu quero ela, o tanto que ela me quer…” pensou, o peito apertado.
Sem perceber, ele deu um passo à frente. A madeira da porta rangiu suavemente, chamando a atenção dela. Virou-se, os olhos arregalados, um misto de surpresa e constrangimento — não estava preparada para vê-lo ali, tão perto, tão silencioso.
— Eu… — começou, gaguejando, tentando encontrar uma desculpa, mas a voz se perdeu em um suspiro.
Jungkook desviou o olhar por um instante, tentando conter a força do impulso que sentia. Mas então falou, baixo, quase um sussurro:
— Quem disse que eu não quero você?
O impacto daquelas palavras fez o coração dela saltar. Ela sentiu a mão trêmula segurando a toalha com mais força. Seus olhos buscaram os dele, e naquele instante percebeu a intensidade nos olhos dele — era possessividade, desejo e uma ternura inesperada, tudo misturado.
Foi só quando ele se aproximou mais, ficando próximo o suficiente para sentir o calor que irradiava do corpo dela, que ele percebeu: a toalha a cobria apenas parcialmente, e a visão de seu corpo ainda recém-saído do banho provocou um choque imediato. Mas mais que o corpo, eram os olhos dela — a mistura de medo, excitação e vulnerabilidade — que o paralisou.
“Como resistir?” pensou, a mente tentando argumentar com a razão, mas o corpo já respondia antes que ele pudesse decidir. A porta do banheiro se fechou lentamente atrás dele, e o mundo, naquele instante, se resumiu ao silêncio tenso entre os dois, ao vapor que ainda pairava no ar e ao desejo contido que nenhum dos dois ousava confessar em palavras.
O calor da presença dele era quase sufocante. Jungkook levou uma mão à cintura dela, a outra suavemente ao rosto, inclinando a cabeça como se fosse traçar cada curva com os olhos. Ela sentiu-se quase hipnotizada, os olhos fixos nos dele, corpo pendendo para frente sem que pudesse evitar.
Mas então, uma lembrança cruel invadiu sua mente. Ele rindo, uma mulher agarrada ao braço dele, o beijo que parecia tão íntimo e natural. Seu corpo estremeceu. Um frio percorreu sua espinha, e ela encontrou forças para se afastar, a toalha apertada contra o peito como se fosse um escudo.
— Espera… — disse ele, o tom misturando surpresa e urgência, estendendo os braços em direção a ela. — SN, não… deixa eu explicar!
Ela desviou o olhar, os olhos cheios de lágrimas, quase sem fôlego.
— Eu… Eu não sei se consigo… — sussurrou, recuando um passo, tentando ganhar espaço.
Ele deu outro passo, firme, mas sem invadir o limite dela. Sua mão segurou delicadamente o braço dela, puxando-a de volta com suavidade, e ele baixou a voz, rouco:
— Não foi como você pensa. Aquela mulher… não significa nada agora. Não estamos mais juntos a meses. Eu não quero que isso estrague o que estamos… sentindo agora — disse, a voz baixa, rouca.
Ela hesitou, corpo ainda tenso, tentando separar a memória dolorosa da presença dele tão intensa. Cada gesto dele, cada toque suave, começava a dissolver um pouco do gelo que se formara dentro dela, sem forçar nada, apenas deixando a curiosidade e a atração crescerem naturalmente.
O vapor dos pensamentos
O vapor do chuveiro ainda pairava no ar, desenhando uma névoa suave ao redor dela. A toalha branca escorria pelo corpo úmido, colando-se às curvas. Jungkook permaneceu parado, sem conseguir se mover, com os olhos oscilando entre os dela e a linha de sua boca entreaberta. Desceu o olhar lentamente, como se fosse um crime contemplar cada detalhe: o pescoço, a pele arrepiada, a silhueta escondida sob o tecido fino.
Seu peito arfava. Ele mordeu o lábio inferior com força, lutando contra o próprio corpo que já traía sua mente. A excitação crescia rápida, latejante, pressionando contra o jeans como se pedisse para ser libertada.
— Eu… eu espero você lá fora — murmurou, a voz grave, rouca de desejo contido.
Antes que pudesse se virar, sentiu a mão dela deslizar pela sua, firme, puxando-o de volta.
— Não. — O sussurro dela era um convite perigoso. — Fica.
Ele não teve tempo de reagir. O beijo veio faminto, colidindo contra sua boca com urgência. A língua dela invadiu sua, saboreando-o como se fosse a última vez. Jungkook gemeu contra os lábios dela, entregando-se ao instinto. Suas mãos a cercaram pela cintura, trazendo-a ainda mais para perto, o corpo úmido dela se chocando contra o dele.
A toalha do cabelo deslizou quando ele a puxou com força, deixando os fios soltos, grudando-se à pele úmida de sua nuca. Ele a beijou fundo, depois desceu para o pescoço, deixando marcas quentes e desesperadas.
— Onde… nós paramos? — ela ofegou, entre risos baixos e malícia.
O sorriso dela tinha veneno e doçura. Antes que ele pudesse responder, ela se ajoelhou diante dele, os olhos cravados nos dele em uma provocação silenciosa. Jungkook paralisou, o coração martelando no peito.
Ela roçou os lábios pela sua ereção ainda presa na calça, beijando-o com devoção. O som úmido a fez sorrir, e lentamente, muito lentamente, abriu o fecho da calça dele. Jungkook respirava pesado, a mão pressionando os cabelos molhados dela como se precisasse de apoio para não desmoronar.
Quando, por fim, o libertou, o membro rígido e latejante saltou para fora. Os olhos dela brilharam, e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, ela o abocanhou inteiro de uma só vez.
Um gemido gutural escapou da garganta dele.
— Merda… — Jungkook segurou mais forte seus cabelos, a cabeça tombando para trás. — Você vai me matar desse jeito…
Ela gemeu em volta dele, as vibrações arrancando dele um palavrão baixo. O som ecoava no banheiro, misturado ao ritmo desesperado do coração dele.
Ela não tirava os olhos dele, como se a devoção em cada gesto fosse uma confissão silenciosa. A boca trabalhava em torno dele com luxúria, os lábios deslizando molhados pela extensão rígida, e sua mão arranhava de leve a pele da barriga dele, deixando marcas vermelhas que o faziam estremecer.
Jungkook gemeu alto, o corpo se arqueando para a frente.
— Ah, porra… — ele arfou, os dedos afundando nos fios úmidos dela. — Você é… insuportável assim.
A velocidade dela oscilava: ora lenta, provocando-o, sugando apenas a ponta, brincando com a glande com a língua; ora rápida, decidida, engolindo-o inteiro até a garganta, fazendo-o perder o ar.
O som obsceno preenchia o espaço, junto com a respiração pesada dele. Jungkook puxava o cabelo dela, guiando o ritmo sem perceber, o quadril avançando em busca de mais.
— Caralho… você sabe… exatamente o que está fazendo comigo — rosnou, a voz baixa, quase um gemido.
Quando ela o engolia inteiro, a garganta estreita o envolvia, e ele mordia o lábio com força para não perder o controle de vez. Suas coxas tremiam, a pressão insuportável crescendo cada vez mais.
Ele a olhava de cima, com os olhos semicerrados e escuros de prazer, os músculos do abdômen contraindo-se cada vez que ela sugava mais fundo.
Jungkook gemeu de novo, alto, sem conseguir conter.
— Se continuar assim… eu não vou aguentar… — murmurou, arfando, com a mão firme na nuca dela.
Os joelhos dele fraquejavam levemente, obrigando-o a firmar as pernas contra o piso molhado para não ceder.
— Aah… — um gemido rouco escapou, baixo. Ele fechou os olhos por um instante, mordendo o lábio inferior com força.
O corpo dele tremia, cada músculo marcado pela tensão. As veias do pescoço saltavam, a respiração saía em soluços quentes, e o abdômen contraía cada vez que ela aprofundava o movimento.
— Isso… desse jeito… — arfou, a voz falhando. O olhar dele desceu, encontrou os olhos dela úmidos, famintos, ainda presos nele como se ele fosse a única fonte de vida.
Essa troca silenciosa foi demais para o autocontrole que lhe restava. O ar deixou seus pulmões num gemido longo e abafado, a mão cravou-se no azulejo atrás dele em busca de apoio, e então, finalmente, ele se rendeu.
— Aah… merda… eu vou… — ele tentou avisar, mas já não havia tempo.
Seu corpo inteiro arqueou, o abdômen se contraiu violentamente e um jorro quente e pulsante escapou, entregue inteiramente à boca dela. O gemido dele ecoou abafado pelas paredes, grave, arrastado, carregado de prazer bruto. Ele perdeu qualquer resquício de controle — apenas gozava, tremendo, com o coração disparado e a mente em branco.
Ela engoliu tudo com devoção, lambendo-o suavemente até a última gota, e ainda assim continuou sugando devagar, prolongando cada espasmo dele até não restar nada. Quando, por fim, deixou que ele escorregasse dos lábios, subiu com calma, limpando os lábios com o polegar, os olhos ainda fixos nele, um sorriso suave e provocante desenhando-se em sua boca.
Jungkook arfava, o peito subindo e descendo rápido, ainda lutando para recuperar o ar. O suor se misturava às gotas de água que escorriam pelo seu rosto. Ele a encarou como se não acreditasse no que acabara de acontecer.
— Você… — tentou falar, mas a voz falhou. O sorriso dela se abriu mais, vitorioso, e aquilo foi a centelha que restava para acender outro tipo de fogo dentro dele.
Num movimento súbito, ele agarrou a toalha que cobria o corpo dela e a tirou sem piedade. O tecido caiu pesado no chão molhado, e antes mesmo que ela pudesse reagir, ele a ergueu no colo.
Ela arfou, surpresa, enroscando as pernas ao redor da cintura dele, as unhas arranhando instintivamente os ombros largos. O olhar de Jungkook agora estava escuro, faminto, determinado.
— Minha vez — murmurou contra o ouvido dela, a voz baixa, rouca, carregada de promessa.
Caminhou com passos firmes até a porta do banheiro, abriu sem se importar com o frio que escapava do quarto. O vapor os seguiu como uma nuvem densa, enquanto ele a deitava sobre a cama.
Ele a olhou de cima, os cabelos negros colados à testa pelo suor e pela umidade, o olhar ardendo em desejo puro.
[quote]Ela se apoiava contra o azulejo frio, tentando respirar fundo, se concentrar, enquanto os pensamentos teimavam em levá-la de volta à aos suspiros dele ecoando na mente. “Por que ele me deixa assim?”, pensava. “Por que não posso simplesmente esquecer? Por que não consigo fugir dele?” Cada gota d’água parecia uma lembrança de seu toque, e ela se pegava desejando que o impossível se tornasse real.
Como que esquece, né?? Difícil, MT difícil kkkk
[quote]— Deixa de ser idiota, SN… — murmurou para si mesma, a voz rouca de frustração. — Você realmente acreditou que ele… que ele te queria? Que você seria dele, nem que fosse só por essa noite? Que ilusão. Ele não precisa de você. E mesmo que quisesse… você não poderia ser assim, tão vulnerável… tão… à mercê dele.
Não poderia MAAAAAS
[quote]— Quem disse que eu não quero você?
Huuuuuuum, goxto assim, bem direto
— Não. — O sussurro dela era um convite perigoso. — Fica.
Oô coisa boaaa kkkk