Capítulo 9 – Último Minuto
por FanfiqueiraSN tinha acabado de se acomodar no seu assento quando o celular vibrou. Era uma mensagem de Yoongi. Ela abriu rapidamente:
“Jungkook já foi usado incontáveis vezes por pessoas que só queriam a fama ou transformá-lo em troféu. Ele se fechou, não se envolve mais com ninguém. O contrato de confidencialidade é cruel, mas protege. Ele só tomou aquela atitude por causa da mensagem da Halsey, que deu a entender que você fez o mesmo. Nunca vi o Jungkook tão mal… Ele não consegue se perdoar. Se você sente algo de verdade por ele, precisa tentar conversar.”
O coração de SN acelerou. A mensagem queimava a mão dela enquanto os olhos se enchiam de lágrimas. Antes que pudesse digitar uma resposta, uma segunda notificação surgiu: uma mensagem da própria Halsey que ela nem sabia que tinha recebido:
“Eu sabia que você ia conseguir ficar com ele, só não sabia que ia levar ele pra cama no primeiro dia. Finalmente conseguiu um dos homens mais desejados da Coreia.”
SN arregalou os olhos, o estômago revirando. Um misto de culpa, medo e desejo a consumia. Ela tentou digitar algo, mas o celular piscou e desligou, a tela escura confirmando seu pânico.
— Não… não agora! — sussurrou, desesperada, batendo no aparelho.
Ela jogou tudo que podia carregar para cima — bolsa, casaco — e correu para a saída do avião. A porta estava quase se fechando.
Funcionários tentaram segurá-la:
— Senhorita, a porta vai fechar, você não pode sair agora!
— Por favor, só preciso sair! — implorou, correndo de um lado para o outro, os sapatos quase escorregando no corredor estreito.
Depois de segundos que pareceram horas, ela conseguiu forçar a saída. O vento do lado de fora acertou seu rosto, arrancando-lhe um gemido de alívio misturado ao desespero. Ela nem olhou para a mala despachada — nada mais importava. Apenas correu.
A corrida pelo aeroporto parecia interminável. O coração batia tão forte que ela sentia que ia explodir. O celular descarregado a deixava ainda mais ansiosa, as mãos tremendo, os olhos marejados, a mente rodando com todas as coisas que queria dizer a Jungkook.
Finalmente, chegou à área de táxi. Pegou o primeiro carro que viu, mal conseguindo pronunciar o endereço da Halsey. Cada semáforo era uma tortura, cada segundo que passava parecia uma eternidade.
Quando chegou à casa da Halsey, lançou o carro longe, jogou as malas ainda ofegante e correu até a porta. Ela mal conseguia respirar, o peito subindo e descendo descompassado.
— SN… — Halsey apareceu na porta, olhos arregalados, surpresa.
— Eu… eu preciso… — SN mal conseguia falar.
Do outro lado da sala, Jungkook ainda estava sentado no chão, lágrimas escorrendo pelo rosto, os punhos cerrados, a culpa queimando em cada gesto. Ele nem se moveu ao ouvir a porta abrir.
E então ela entrou.
Por um instante, Jungkook achou que estava vendo uma miragem. Ela estava ali, à sua frente, com os olhos brilhando de lágrimas, o cabelo despenteado, o corpo ainda tremendo do desespero da corrida.
— SN… — murmurou, a voz falhando.
Quando Halsey falou com ela, tentando acalmá-la, ele finalmente percebeu. Ela estava ali. Era real.
Num impulso quase animal, Jungkook se levantou e correu até ela. Pegou-a nos braços e girou-a em um abraço dramático, rodando-a no ar como se não pudesse deixá-la escapar de novo.
— Eu pensei que… que tinha te perdido! — ele murmurou, segurando-a tão forte que ela sentiu cada batida de seu coração. — Não sai de perto de mim nunca mais… nunca mais.
Ela se apoiou nele, soluçando contra o peito dele, sentindo cada fração de dor e desejo que os dois haviam acumulado. A sala parecia se reduzir apenas a eles, e por um momento o mundo inteiro desapareceu.
Nós dois
Yoongi estava encostado na parede, a garrafa de água em uma mão e o celular na outra. O silêncio da sala durou apenas um instante, antes que ele resmungasse:
— De nada. — murmurou, jogando o celular sobre a mesa com um estalo seco. Em seguida, largou o corpo na cadeira com um suspiro.
A reação foi imediata. Todos riram, aliviando o clima como se aquele comentário fosse exatamente o que faltava para quebrar a seriedade do momento.
SN, ainda com o rosto colado ao peito de Jungkook, deixou escapar uma risadinha cúmplice. Ele, por sua vez, segurou o rosto dela com delicadeza, permitindo-se, enfim, sorrir também.
— Precisamos conversar… — disse, a voz grave, carregada de uma intensidade que não se dissipava mesmo em meio às risadas ao redor.
Ela assentiu com suavidade, o sorriso frágil ainda preso nos lábios.
— Então vamos…
Com um gesto decidido, puxou a mão dele. Jungkook não hesitou: pegou a bolsa e a mala dela, acompanhando cada passo como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Do outro lado da sala, Jin levantou a voz com seu humor característico:
— Só, por favor, não façam barulho como fizeram essa madrugada, tá?!
As gargalhadas explodiram de todos os lados, preenchendo o espaço. Jungkook apenas arqueou uma sobrancelha, lançando um sorriso torto e carregado de malícia — o tipo de sorriso que arrancaria ainda mais provocações se alguém tivesse coragem de comentar.
Ele passou a mão pelas costas dela enquanto caminhavam até o quarto, firme e protetor, sem disfarçar a energia elétrica que parecia pulsar entre os dois. Cada toque era silencioso, mas cheio de significados.
Assim que entraram, Jungkook empurrou a porta, fechando-os em seu próprio mundo. Ainda segurando a mão dela, deixou os dedos deslizarem lentamente por seu corpo, explorando cada curva como se tivesse todo o tempo do mundo. Aproximou-se tanto que a respiração dos dois se misturou, carregada de expectativa.
O sorriso desapareceu, substituído por uma expressão intensa, faminta. Ele pousou a mão na cintura dela, puxando-a para si com firmeza, e murmurou contra seus lábios:
— Agora, ninguém vai nos interromper.
Jungkook a puxou pela cintura e, com passos lentos, a levou até a cama. Não havia pressa, apenas uma necessidade silenciosa de tê-la perto. Sentaram-se lado a lado, encostando as costas na cabeceira. Ele a envolveu pelos ombros, e ela se encaixou contra o peito dele como se aquele fosse seu lugar desde sempre.
Por alguns segundos, ficaram apenas assim: agarrados, respirando juntos. Ele passou a mão devagar pelos cabelos dela, os olhos fixos no teto, como se estivesse reunindo coragem para dizer o que guardava há tanto tempo.
— Eu não sou fácil… — começou, a voz rouca, baixa, mas firme. — Carrego coisas que não mostro pra ninguém. Traumas, medos… essa sensação de que vou decepcionar quem eu amo a qualquer momento. — Fechou os olhos por um instante, apertando-a um pouco mais contra si. — Mas eu juro que quero melhorar. Quero ser alguém que não te machuque. Quero ser alguém que você não precise duvidar.
Ela ergueu o rosto, os olhos marejados pela sinceridade dele. Passou os dedos pela mandíbula de Jungkook, acariciando com delicadeza. Um beijo suave na bochecha dele veio junto com as palavras:
— Eu nunca quis duvidar de você. Eu não tinha visto a mensagem da Halsey… se tivesse, teria tentado te explicar. Eu jamais deixaria você preso em pensamentos que te ferem.
Ele inspirou fundo, soltando um riso fraco, amargo, mas ainda assim aliviado. Puxou-a mais para si, encostando os lábios na testa dela, demorando-se ali.
— Eu fico com medo de perder você por besteiras… — confessou. — Às vezes eu mesmo crio monstros na minha cabeça.
Ela sorriu de leve, passando o polegar pelas costas da mão dele, que estava entrelaçada à sua.
— Então deixa eu ser a pessoa que espanta esses monstros. Não precisa lutar sozinho o tempo todo.
Ele virou o rosto para olhá-la de perto. Tocou-lhe os lábios com os dedos, e depois deixou um beijo demorado no canto da boca dela. Outro na testa. Outro na mão. Pequenos gestos, quase silenciosos, mas cheios de tudo o que ele não conseguia colocar em palavras.
— Eu sinto tanto por você… — murmurou. — Mais do que sei lidar.
Ela acariciou o peito dele, bem sobre o coração que batia acelerado, e sussurrou:
— Então só me deixa sentir também. O resto a gente enfrenta juntos.
Eles continuaram conversando, e trocando carícias suaves — um beijo no rosto, uma mão deslizando pela outra, um olhar que dizia mais do que qualquer frase.
Ele suspirou, mantendo o corpo colado ao dela, os dedos entrelaçados aos dela com cuidado, como se cada toque pudesse quebrar algo em ambos. Olhou para o rosto dela, os olhos profundos e cheios de sinceridade.
— Eu… — começou, engolindo em seco, desviando o olhar por um instante, inseguro. — Eu não sou perfeito. Nunca fui. — Fez uma pausa, passando a mão pelo cabelo dela, tentando organizar os pensamentos. — Mas… eu quero você. Mais do que qualquer coisa.
Ela sorriu, suave, encorajando-o a continuar.
— Eu… eu não sei se mereço você, mas… — ele voltou a olhar nos olhos dela, a voz baixa, rouca de emoção — quero tentar. Quero tentar te fazer feliz, te proteger, te fazer rir todos os dias… e, se você deixar, ser seu. — Ele mordeu o lábio, nervoso, mas com os olhos fixos nos dela. — Você aceita… ser minha namorada?
Ela sorriu ainda mais, os olhos brilhando. Sem hesitar, subiu no colo dele, segurou o rosto dele com as duas mãos e disse, firme e cheia de emoção:
— Sim… siiiim, meu amor.
O corpo dele ficou rígido por um instante, surpreso. Era a primeira vez que ela o chamava assim, com aquela intimidade e doçura. Um calor intenso subiu pelo peito dele, e ele a puxou mais para perto, envolvendo-a completamente nos braços.
— Meu… meu amor? — murmurou, quase incrédulo, os lábios tremendo levemente. Um sorriso cheio de felicidade e ternura se formou lentamente, iluminando o rosto dele. — Você… você disse meu amor… pra mim…
Ela assentiu, rindo baixinho, o toque das mãos dela na bochecha dele enviando arrepios por todo o corpo dele.
Ele afundou o rosto no cabelo dela, respirando seu cheiro, segurando-a firme como se quisesse gravar cada detalhe dela em si mesmo.
— Eu… eu nunca vou me acostumar com isso… mas quero ouvir sempre… meu amor.
Aquela pequena palavra, tão simples e carregada de sentimento, parecia ter apagado todas as dúvidas dele, deixando apenas a certeza de que ela era tudo para ele.
[quote]Do outro lado da sala, Jin levantou a voz com seu humor característico: — Só, por favor, não façam barulho como fizeram essa madrugada, tá?!
Hahaha a noite anterior foi bem animada
[quote]— Eu não sou fácil… — começou, a voz rouca, baixa, mas firme. — Carrego coisas que não mostro pra ninguém. Traumas, medos… essa sensação de que vou decepcionar quem eu amo a qualquer momento. — Fechou os olhos por um instante, apertando-a um pouco mais contra si. — Mas eu juro que quero melhorar. Quero ser alguém que não te machuque. Quero ser alguém que você não precise duvidar.
Sim vc será o melhor homem para ela então
[quote]“Jungkook já foi usado incontáveis vezes por pessoas que só queriam a fama ou transformá-lo em troféu. Ele se fechou, não se envolve mais com ninguém. O contrato de confidencialidade é cruel, mas protege. Ele só tomou aquela atitude por causa da mensagem da Halsey, que deu a entender que você fez o mesmo. Nunca vi o Jungkook tão mal… Ele não consegue se perdoar. Se você sente algo de verdade por ele, precisa tentar conversar.”
Isso que eu chamo de amigoo
SN arregalou os olhos, o estômago revirando. Um misto de culpa, medo e desejo a consumia. Ela tentou digitar algo, mas o celular piscou e desligou, a tela escura confirmando seu pânico.
Agora ela começou a entender o pq do contrato
[quote]— De nada. — murmurou, jogando o celular sobre a mesa com um estalo seco. Em seguida, largou o corpo na cadeira com um suspiro.
O pobi esperando ao menos um obg kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Eu… — começou, engolindo em seco, desviando o olhar por um instante, inseguro. — Eu não sou perfeito. Nunca fui. — Fez uma pausa, passando a mão pelo cabelo dela, tentando organizar os pensamentos. — Mas… eu quero você. Mais do que qualquer coisa.
Aaah rpz, que bonitinho