Capítulo 12 – Entre Chá, Camisinhas e Confiança
por FanfiqueiraHanna dirigia calmamente, o rádio ligado baixinho, enquanto SN observava a cidade pela janela. O silêncio era leve, mas carregava um significado. Depois de alguns minutos, a mãe de Tae falou.
— Eu me lembro da primeira vez que você apareceu lá em casa.
SN riu de leve. — Eu tava com a cara toda suja de tinta. Tinha caído no chão da escola.
— E o Taehyung ficou desesperado, como se tivesse visto alguém quebrar uma obra de arte — ela sorriu, os olhos nos semáforos. — Desde aquele dia… eu soube.
SN a olhou, surpresa. — Soube o quê?
— Que ele nunca mais ia olhar pra nenhuma outra garota do mesmo jeito.
O silêncio voltou, mas o coração de SN batia mais rápido.
— Eu sei que as circunstâncias de vocês são diferentes. Complicadas. Mas o sentimento… não é. O que você e meu filho sentem é puro. Real.
— Eu… não sabia que ele tinha te falado alguma coisa.
— Ele nunca falou. Mas a gente sente. Mãe sente.
SN olhou pra baixo, mexendo nas próprias unhas. — Eu falei pro Yoongi que eu amava o Tae, sabe? Antes de tudo. Antes de qualquer coisa acontecer entre mim e ele. Eu fui honesta.
— E o Tae também falou pro Yoongi, muito antes de vocês ficarem. E mesmo assim… — a mulher suspirou — ele avançou. Isso diz mais sobre o Yoongi do que sobre vocês.
SN assentiu lentamente.
— Eu só não queria magoar ninguém. Nem causar confusão. Mas depois de ontem… parece que tudo se encaixou. Como se fosse assim desde o começo.
Hanna estendeu a mão, pousando com carinho sobre a filha.
— Eu confio em vocês. Só… tenham calma. As pessoas ainda vão falar, ainda vão julgar. Mas se vocês se mantiverem firmes um no outro… ninguém derruba.
SN sorriu, os olhos marejando.
— Obrigada, omma.
A mulher piscou, emocionada também.
— Te considero como filha faz tempo. Agora só estou esperando o Tae tomar vergonha na cara.
Ambas riram.
Enquanto isso, na casa – no quarto de Tae…
Ele havia tomado banho e colocado uma roupa limpa. Camiseta branca, calça de moletom e um colar simples no pescoço. Andava de um lado pro outro com um leve sorriso no rosto, segurando o celular, escrevendo e apagando mensagens que pensava em mandar pra SN, mas desistia.
Então, resolveu ir pra cozinha. Preparou uma bandeja com frutas cortadas, panquecas e suco de laranja. Sabia que ela ia voltar com fome.
Na sala, o pai de SN já havia saído para caminhar, como prometido. A casa estava silenciosa novamente, e Tae ajeitou tudo com zelo.
— Espero que ela goste disso… — murmurou para si mesmo, rindo baixo.
A porta se abriu devagar, e SN entrou primeiro, seguida pela mãe . O silêncio da casa trouxe um certo alívio. SN tirou os sapatos, deixando-os de lado, enquanto olhava em volta. Quando chegou à sala, sentiu o cheiro vindo da cozinha e franziu o cenho com um sorriso curioso.
— Tae?
Ele apareceu no batente da cozinha com a bandeja nas mãos e um sorrisinho no canto dos lábios.
— Estava esperando você.
O rosto dela se iluminou. Tae caminhou até o sofá, colocou a bandeja na mesinha de centro e puxou SN pela cintura.
— Eu… fiz panquecas. Sei que você sempre volta dessas saídas com fome.
Ela sorriu, olhando para o prato, depois para ele.
— Você pensou mesmo em tudo…
Ele assentiu, os olhos fixos nos dela.
— Eu pensei em você. A manhã toda. Na verdade, pensei em você a noite inteira também.
SN corou de leve, mas não desviou o olhar.
— Você tá tentando me conquistar com comida?
— Tá funcionando?
Ela riu, se aproximando mais.
— Muito.
Tae passou os braços ao redor dela, colando seus corpos.
— Fiquei com saudade. Mesmo que tenha sido só algumas horas.
— Eu também — SN sussurrou.
Ele beijou a testa dela, depois a bochecha, depois foi descendo devagar até o canto dos lábios.
— Vamos comer? — perguntou, com um brilho malicioso nos olhos. — Ou você quer pular direto pra sobremesa?
Ela bateu de leve no peito dele, rindo.
— Bobo.
Eles se sentaram juntos no sofá, dividindo a comida. A mãe de Tae, observando da cozinha com um sorrisinho de canto, apenas balançou a cabeça e sussurrou para si mesma:
— Tão novos… mas tão certos um pro outro.
Depois do café da manhã – no quarto de SN…
Ela estava deitada com a cabeça no colo de Tae, enquanto ele mexia nos fios do cabelo dela. A luz do dia entrava pela janela, iluminando suavemente o quarto.
— Tae…
— Hm?
— O que você falou pro meu pai enquanto eu estava fora?
— Que eu amo você. E que eu não vou desistir de te fazer feliz.
SN levantou um pouco a cabeça, olhando nos olhos dele.
— Você disse isso mesmo?
— Com todas as letras. Até tremi na hora.
Ela riu, emocionada.
— Você é mesmo tudo o que eu sempre quis.
Tae se inclinou e deu um beijo suave nela. Depois sussurrou, com o coração exposto:
— Eu vou cuidar de você, SN. Do seu corpo, do seu coração, dos seus medos… de tudo.
Ela apenas assentiu, os olhos marejando.
— E eu de você.
Início da tarde – Pai de SN chega da corrida…
O som do portão se abrindo anunciou a chegada de Alfonso, pai de SN. Ele entrou na casa suado, ainda com a toalha no pescoço, respirando forte depois da corrida. Tirou os tênis no hall e caminhou até a cozinha, onde encontrou a mãe de Tae mexendo em uma chaleira.
— Amor… cadê os dois?
Ela ergueu os olhos com um pequeno sorriso, servindo chá numa xícara.
— Subiram. Devem estar no quarto dela… conversando.
Ele franziu a testa.
— Conversando?
— Sim, amor. — Ela sorriu, mas havia algo a mais naquele tom.
O pai de SN pegou um copo d’água, mas seu olhar já estava voltado para o corredor. O coração bateu mais rápido. “Conversando” podia significar muita coisa. Quando se aproximou da escada e viu a porta do quarto da filha entreaberta, um calafrio desceu por sua espinha.
— Não… não tão cedo… — resmungou, subindo as escadas como quem vai para o campo de batalha.
SN estava deitada na cama, com a cabeça no peito de Tae. Eles riam baixinho de algo bobo que ele havia sussurrado quando…
Toc toc.
Ambos congelaram.
— Filha? — a voz firme ecoou do outro lado. — Tae, abre mais essa porta. E deixa aberta.
Tae se levantou num pulo, tropeçando nos lençóis. Vestido, mas ainda com o cabelo bagunçado, ele foi até a porta, abriu completamente e respondeu com um sorriso tenso:
— Sim, senhor.
O pai de SN olhou os dois de cima a baixo. SN ajeitava a blusa como se tivesse sido pega roubando um doce. Tae, nervoso, coçava a nuca.
O pai deu dois passos para trás, pronto para sair… mas então se virou de novo. Coçou a testa, mordeu o lábio e bufou. O instinto paternal falou mais alto.
— Vocês usam… camisinha, né?
Silêncio mortal.
Tae arregalou os olhos. SN quase afundou no colchão de vergonha. Tae respondeu, com a postura reta e séria, mesmo suando frio:
— Sempre. Eu jamais… desrespeitaria a confiança do senhor.
O pai de SN o encarou por longos segundos. SN queria sumir da face da Terra.
— Certo… — ele disse, virando-se… mas parou de novo. — Porque se eu descobrir que estão brincando com coisa séria…
Antes que pudesse terminar, a mãe de Tae surgiu no topo da escada com os braços cruzados e um olhar firme.
— Querido, deixa os dois respirarem. A garota está constrangida e o garoto vai infartar. Vamos.
— Mas eu só quero proteger…
— Eles já são grandes, e você já falou o que queria. Vamos tomar nosso chá.
Ele hesitou… então soltou um suspiro, murmurando:
— Eu vou precisar de mais que chá.
E desceu.
Tae fechou a porta devagar, voltando para perto de SN que estava sentada com o rosto entre as mãos, rindo de nervoso.
— Eu vou morrer de vergonha.
— Eu quase desmaiei — Tae respondeu, rindo também.
Ela ergueu o rosto, ainda corada.
— Mas obrigada por responder daquele jeito. Você foi… maduro.
— Eu queria dizer que foi fácil… mas eu quase gaguejei no “camisinha”.
Os dois caíram na gargalhada, aliviando o clima pesado.
[quote]— Ele nunca falou. Mas a gente sente. Mãe sente.
Exatamente, mãe ver tudo e sente tudo quando se trata do filho(a)
[quote]— Que eu amo você. E que eu não vou desistir de te fazer feliz.
Sendo amada em voz aaaalta
[quote]— Querido, deixa os dois respirarem. A garota está constrangida e o garoto vai infartar. Vamos.
Queria ter a calma e a sabedoria da mãe do Tae kkkkkk eu já estaria surtando junto com o pai
Meu deus a mãe visionária desde muito antes
O homem mais apaixonado e Romântico da face da terra
Não julgo pq teria surtado igualzinho
Kkkkkkkkk essa o pai pegou eles de jeito, a vergonha corroendo
O pai,sendo pai kkk
Pra falar verdade??
Geralmente não dá tempo
Kk,ela vai te dar outro chá