Capítulo 17 – Entre Estantes e Cicatrizes
por FanfiqueiraA porta da casa se abriu com força, batendo na parede com um estrondo seco. SN entrou, ofegante, os olhos ainda ardendo da discussão com Yoongi. O corpo inteiro tremia, mas não de medo. Era raiva.
Ela passou direto pela sala, ignorando os olhares da mãe de Tae e do pai, que já se entreolhavam em silêncio. Subiu as escadas com os passos firmes, o coração acelerado, a respiração descompassada.
Parou diante da porta do quarto de Tae. Estava entreaberta.
Empurrou devagar.
— Tae?
O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luz fraca que vinha da janela semiaberta. O cheiro familiar do quarto dele invadiu suas narinas e, junto com ele, a dor que crescia no peito.
Tae estava ali. Sentado no chão, de costas para a porta, com os joelhos encolhidos e a cabeça baixa, apoiada nos braços cruzados. Estava imóvel. Parecia uma escultura de dor.
SN entrou devagar, fechando a porta atrás de si. O silêncio entre eles era tão pesado que dava a impressão de que o ar havia sumido dali.
— Tae… — ela chamou, a voz mais baixa do que queria.
Ele não se virou.
— Você sabia… o tempo todo. — A voz dela tremeu. — E ainda assim, me deixou. Sozinha. Achando que eu não era suficiente.
Ele respirou fundo. Muito fundo. Os ombros subiram e desceram lentamente.
— Eu não podia deixar que você fosse machucada. — murmurou. A voz dele soava rouca, quase como se não a usasse há horas.
— E você achou que me deixar, me destruir, ia ser menos doloroso do que me contar a verdade? — Ela se ajoelhou atrás dele, com os olhos brilhando. — Você me quebrou, Tae. Com as próprias mãos.
Ele virou lentamente o rosto para o lado, mas ainda não a encarou.
— Eu sei do vídeo. — SN confessou, a garganta fechando.
Tae finalmente se virou para encará-la. Os olhos dele estavam inchados, vermelhos. O curativo no rosto ainda fresco. Parecia tão destruído quanto ela se sentia.
— Ele… ele te mostrou?
— Não. Eu ouvi os pais falando. E depois… fui até ele. — Ela engoliu em seco. — Tae… por que você achou que eu não era forte o bastante pra saber?
Ele abaixou a cabeça de novo.
— Porque eu te amo demais. Porque só a ideia de você se olhar no espelho e sentir vergonha de algo que você nem sabia… isso me enlouquece.
Ela se aproximou, tocando o rosto dele com cuidado.
— Eu não sinto vergonha de mim, Tae. Nunca sentiria. Sinto vergonha por ter confiado em quem não merecia. Sinto vergonha de você ter carregado isso sozinho.
As lágrimas começaram a escorrer no rosto dele.
— Eu achei que estava protegendo você… mas só te machuquei mais.
Ela segurou o rosto dele com as duas mãos agora, forçando-o a encará-la.
— Você me ama, Tae?
— Desde o dia dos jogos…
— Então me deixa lutar com você. Me deixa ser forte com você. Porque eu também te amo. E essa dor… só vai passar se a gente se curar junto.
Ele desabou, envolvendo os braços ao redor dela e a abraçando forte, como se não quisesse nunca mais soltá-la. SN apertou os olhos, sentindo cada respiração dele, cada soluço abafado contra seu pescoço.
— Me perdoa… — ele sussurrou. — Por tudo.
— Eu perdoo. Mas a gente ainda tem muita coisa pra enfrentar, Tae. — ela falou baixinho, passando os dedos pelos cabelos dele.
— Você acha mesmo que pode me deixar e se afundar sozinho? — ela perguntou, a voz baixa, mas firme. — Você se machucou por mim. Se calou por mim. Mas agora é minha vez de te lembrar que você não está sozinho.
Tae virou o rosto devagar. Ela estava olhando pra ele, os olhos ainda vermelhos. Ele se virou de todo, ajoelhando-se à frente dela.
— Eu estraguei tudo.
— Não, você tentou proteger alguém que ama. Isso não é estragar. — SN aproximou o rosto do dele. — Mas agora deixa eu cuidar de você.
Ela o puxou com delicadeza, os lábios se encontrando num beijo lento, cheio de emoção contida. Tae suspirou contra a boca dela, como se aquele beijo fosse o primeiro ar que respirava em dias.
Os corpos se aproximaram. SN passou os braços pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto. O beijo foi ganhando intensidade, a urgência transbordando pelas mãos que se agarravam aos cabelos, pelas bocas que não se contentavam com pouco.
Tae subiu as mãos pela cintura dela, sentindo o tecido leve da blusa que logo subiu pelas costas até ser retirada. SN puxou a camiseta dele por sobre a cabeça, os dois ofegantes entre um beijo e outro.
Ela se deitou devagar, puxando-o com ela, e ele cobriu o corpo dela com o dele, mas sem pressa. Tae a olhava como se quisesse decorar cada traço, como se duvidasse que aquele momento estava mesmo acontecendo.
— Eu senti tanto a sua falta… — ele murmurou contra a pele do pescoço dela.
— Então me sente por inteiro agora — ela respondeu, os olhos fechando ao sentir o toque dele na pele exposta.
A troca de carícias foi mais lenta do que em qualquer outra vez. Era como se precisassem redescobrir um ao outro, com toques mais longos, beijos mais demorados, como se cada parte da pele dissesse “eu voltei” sem precisar de palavras.
Ele passou a língua pela clavícula dela, descendo lentamente enquanto as mãos exploravam cada curva com reverência. SN arqueou o corpo de encontro ao dele, os dedos cravando nas costas de Tae, puxando-o para si.
— Eu te amo. — ela disse num sussurro, entre gemidos baixos. — Me faz sua…
Tae a envolveu com força, mais possessivo agora, como se estivesse marcando o que era dele.
— Ninguém mais toca você. Nunca mais. — a voz dele era rouca, grave, carregada de emoção. — Você é minha. Só minha.
Ela sorriu, mesmo entre os suspiros de prazer que escapavam cada vez mais descompassados. Tae era mais ousado agora — os movimentos mais firmes, as mãos seguras. Mas, ainda assim, ele não deixava de tocá-la com o mesmo carinho de sempre.
Quando os corpos finalmente a penetrou, foi como se o tempo tivesse parado. O mundo lá fora desapareceu. Só existia o som dos dois, ofegantes.
Não havia mais medo, não havia mais Yoongi, não havia mais dúvidas. Havia apenas os dois, preenchendo o vazio que o mundo tinha deixado nos últimos dias.
Depois do ápice, Tae permaneceu sobre ela, os corpos ainda colados, o rosto escondido no pescoço de SN.
— Eu nunca vou soltar você de novo. — ele disse, baixinho.
SN deslizou os dedos pelos cabelos dele.
— Então não solta.
Eles ficaram ali, abraçados, os corpos nus entre os lençóis amassados. Tae virou-se de lado, puxando ela junto com ele. Acariciou a bochecha dela com o dorso dos dedos e sorriu de canto, mesmo com os olhos já pesando de sono.
— Eu te amo tanto que chega a doer.
SN se aconchegou mais no peito dele, beijando devagar a cicatriz do corte no rosto dele.
— Então não para de me amar. Nunca mais.
E assim, os dois adormeceram. Pele na pele. Coração no coração. E nenhuma mentira entre eles.
Minutos depois…
SN estava no colo de Tae, as pernas entrelaçadas ao redor da cintura dele, enquanto ele a prensava contra a estante.
— Tae… a gente vai derrubar tudo de novo… — ela murmurou, rindo entre beijos, tentando manter o equilíbrio.
— Que derrube. — ele respondeu, a voz rouca no ouvido dela. — Eu tô tentando reorganizar o alfabeto… começando com a letra S de “sua”.
Ela mordeu o lábio, tentando não gemer alto, mas o movimento brusco dele a fez dar um gritinho abafado.
Foi aí que TRÁS! — metade dos livros da estante despencaram no chão com estrondo.
— Aigo! — SN soltou, tentando descer do colo dele, rindo em desespero.
Do lado de fora, o barulho despertou alarme imediato. O pai de SN, que estava passando pelo corredor, gelou. O som não parecia algo normal. Algo caiu. Depois um grito abafado.
— SN? — ele chamou, batendo na porta com força. — Tá tudo bem aí dentro?
Antes que qualquer um dos dois pudesse responder, a porta se abriu de uma vez.
— O QUÊ?! — ele arregalou os olhos.
SN e Tae estavam no meio do quarto, meio vestidos, cabelos bagunçados, e o quarto parecia um cenário de batalha romântica. Livros pelo chão, almofadas tortas, a cama desfeita.
SN travou, os braços instintivamente cobrindo o corpo. Tae tentava segurar a calça que claramente não estava no lugar.
— Appa! — ela gritou, horrorizada. — Bate na porta!
O pai dela virou de costas imediatamente, uma das mãos cobrindo os olhos.
— Mas vocês estavam fazendo barulho, achei que tavam brigando, eu… aish! — ele balançou a cabeça. — Eu sou um homem de meia idade, minha pressão não aguenta essas coisas.
— Desculpa, pai… — SN sussurrou, vermelha como um tomate.
— Eu achei que alguém tivesse caído ou quebrado a perna! Mas não… eram os livros… e vocês! — Ele respirou fundo, ainda de costas. — Escutem bem: se vocês já estão nessa fase… está na hora de terem a própria casa.
Tae arregalou os olhos, engolindo seco.
— A gente vai pensar sobre isso, senhor…
— Pensem rápido! — ele disse, já saindo pelo corredor. — Antes que eu comece a ter pesadelos com isso.
A porta se fechou com um CLACK. SN deslizou as costas pela parede até se sentar no chão, rindo e chorando de vergonha ao mesmo tempo.
— Eu vou me mudar pra um mosteiro. — ela disse, cobrindo o rosto.
Tae se aproximou e beijou a testa dela, ainda rindo.
— Ou a gente se muda juntos e acaba com as visitas surpresas.
Ela o olhou com um meio sorriso.
— Acho que essa é a melhor ideia que você já teve.
Rapaz…
Será que ele vai querer saber msm a resposta ?kkkkk
[quote]— Eu achei que alguém tivesse caído ou quebrado a perna! Mas não… eram os livros… e vocês! — Ele respirou fundo, ainda de costas. — Escutem bem: se vocês já estão nessa fase… está na hora de terem a própria casa.
Também acho
Se não esse pai vai infartar kkkk
[quote]— Pensem rápido! — ele disse, já saindo pelo corredor. — Antes que eu comece a ter pesadelos com isso.
Kkkkkkkkkk o pai segue sem ter um dia de paz
Aiii gente ele todo destruído.. e ela que tomou as rédeas da situação
Eles fizeram amor real.. foi bem além de sexo
Aiiii meu deus la vai kkkkkk esqueceram que não moram sozinhos
Tadinho do veio kkkkkk quase infartou