Capítulo 14 – Castelo de vidro
por FanfiqueiraA mesa de conferências se esvaziou em tempo recorde. Os diretores recolheram seus pertences com uma pressa quase cômica, ansiosos para espalhar a fofoca do século pelos canos de ventilação da empresa. Minho despediu-se com um aceno respeitoso e caminhou até a mesa de recepção que ficava logo na entrada da antessala de Jimin, assumindo seu posto com o entusiasmo de quem sabia que sua vida havia mudado radicalmente em doze horas.
Jimin aproximou-se de SN, que ainda estava sentada, assimilando o peso do anúncio. Ele estendeu a mão para ela, os dedos longos e firmes esperando pelos dela.
— Venha. Vou te levar até a sua sala — ele disse, o tom de voz descendo para aquela suavidade terna que ele reservava exclusivamente para os momentos a sós com ela.
SN segurou a mão dele, permitindo que ele a puxasse para cima.
— Jimin, você não tinha uma reunião com os analistas de risco agora? — ela perguntou, enquanto eles caminhavam em direção à porta lateral da sala de conferências. — Eu vi na sua agenda que o comitê estava esperando. Pode deixar as minhas pastas aqui, eu sei o caminho para o corredor das diretorias. Eu posso ir sozinha.
— Não, você não vai — ele respondeu de pronto, sem hesitar um segundo, enquanto abria a porta que dava para o corredor interno da presidência. — O comitê de risco pode esperar dez minutos. E a sua sala não fica no corredor comum das diretorias. Fica bem aqui. É caminho da minha.
SN franziu a testa, sem entender muito bem o que ele queria dizer, já que o layout padrão do andar colocava todas as salas de projetos no setor oeste do edifício. No entanto, Jimin a guiou por uma passagem privativa, contornando a antessala onde Minho já organizava alguns arquivos, e parou diante de uma porta de jacarandá maciço, vizinha imediata à entrada da imensa sala do CEO.
Jimin abriu a porta com o cartão magnético e deu passagem para ela.
Ao entrar, SN prendeu a respiração. A sala era espetacular. Uma mesa de carvalho escuro com tampo de couro legítimo ocupava o centro do espaço, ladeada por janelas que iam do chão ao teto, revelando a imensidão da cidade. Havia um sofá de design minimalista, estantes repletas de literatura de mercado e uma iluminação embutida que tornava o ambiente sofisticado e acolhedor.
Mas o detalhe que fez os olhos de SN se arregalarem não estava nas janelas ou nos móveis.
Na parede lateral, aquela que dividia a estrutura com a sala da presidência, havia uma porta de correr de vidro fosco duplo, emoldurada em aço preto. Uma obra recente, cujo cheiro sutil de verniz ainda pairava no ar.
SN caminhou até a estrutura, tocando o vidro com os dedos. Ela empurrou a folha de vidro para o lado e viu, do outro lado, a imensa escrivaninha de Jimin, os computadores dele e a sua poltrona de couro. As duas salas estavam diretamente interligadas por uma passagem privativa interna.
— Eu não acredito… — ela murmurou, girando o corpo para encarar o homem que permanecia parado perto da entrada principal, com as mãos nos bolsos da calça social, ostentando uma expressão de pura autossatisfação. — Jimin, é sério que você fez isso? Você mandou quebrar a parede estrutural do andar para ligar a minha sala à sua?
Jimin deu alguns passos lentos em direção a ela, o som de seus sapatos de couro sendo abafado pelo tapete espesso. O olhar dele desceu pelo corpo dela, fixando-se nos lábios vermelhos que ele havia devorado horas antes na cama.
— A parede não era estrutural, minha vida. Era apenas gesso acartonado com isolamento acústico de alta densidade — ele respondeu, a voz descendo para um tom perigosamente grave, com um toque de malícia que fez o ventre de SN se contrair. — E sim, eu mandei fazer isso no sábado à noite, assim que decidi que você assumiria esse cargo. Eu não tenho a menor intenção de passar oito horas por dia sem poder olhar para você. Se eu sentir saudade do seu cheiro, ou se o mercado estiver me deixando com paciência zero, eu só preciso empurrar esse vidro e trazer você para o meu lado.
Ele parou a poucos centímetros dela, a proximidade permitindo que SN sentisse o perfume importado dele misturado ao calor de sua pele. Jimin estendeu a mão, o polegar traçando a linha da mandíbula dela com uma lentidão torturante.
— Além disso… — ele sussurrou, inclinando-se até que seus lábios quase roçassem na orelha dela. — Lembra da nossa reunião pós-almoço? Fica muito mais fácil tirar a sua calcinha se você não precisar cruzar o corredor externo diante das secretárias.
SN sentiu as bochechas corarem furiosamente, um arrepio elétrico subindo por sua espinha. Ela ergueu as mãos e empurrou o peito rígido dele, rindo baixinho da audácia sem limites daquele homem.
— Tolo… — ela disse, tentando manter uma postura firme que desmoronava diante do charme dele. — Dá para parar com as provocações? Você tem um império para gerenciar, senhor Park. E eu tenho que analisar três relatórios de viabilidade antes do meio-dia. Vai, me deixa trabalhar.
Jimin deu um passo para trás, mas em vez de se retirar, ele cruzou os braços sobre o peito, projetou o lábio inferior em um biquinho sutil e charmoso, inclinando a cabeça levemente para o lado. Era uma expressão quase infantil de birra, um contraste absurdo com o terno de três peças e a postura de bilionário implacável que ele usava para assustar os diretores de mercado.
— Eu não acredito que você vai fazer isso comigo — ele reclamou, mantendo o tom dengoso e manhosamente fingido. — É o nosso primeiro dia trabalhando juntos, na minha própria empresa, e você já está me expulsando da sua sala? Você não vai me dar nem um pouco de atenção, SN? Eu sou o CEO, eu deveria ter alguns privilégios aqui dentro.
SN não conseguiu conter a gargalhada diante daquele teatrinho que ele só fazia quando estavam na mais absoluta intimidade. Era fascinante como ele conseguia transitar entre o monstro possessivo e o homem completamente rendido aos caprichos dela em questão de segundos.
Ela deu um passo à frente, envolveu o pescoço dele com os braços e o puxou para um abraço apertado, sentindo o perfume dele inundar seus sentidos. Jimin a envolveu pela cintura instantaneamente, colando seus corpos por alguns segundos com uma força que demonstrava o quanto ele precisava daquele contato físico para se manter ancorado. SN afastou o rosto de leve e selou os lábios dele em um beijo terno, mas profundo, que terminou com um selinho estalado.
— Pronto. Sua cota de atenção matinal está paga — ela brincou, desfazendo o abraço e segurando os ombros dele, girando-o delicadamente na direção da porta de vidro que dava para a sala dele. — Agora vai, Park Jimin. Vai ganhar o dinheiro que vai pagar o nosso casamento rápido, anda.
Jimin sorriu, os olhos brilhando com o calor daquele momento. Ele caminhou até a divisória de vidro, mas pouco antes de puxar a folha para fechar o espaço entre as duas salas, ele parou. Ele se virou, ajeitou a gravata com as duas mãos, recuperando num piscar de olhos aquela imponência pomposa e altiva que o definia diante do mercado.
Ele olhou para ela através do vão, o peito estufado de orgulho, os pensamentos voando alto. Ela está aqui. A mulher que ele amava com uma força que beirava a insanidade estava sob o seu teto, sob a sua proteção, trabalhando lado a lado com ele. Ela ia crescer junto com ele, o nome dela seria impresso nos mesmos contratos que o dele, e não havia força no universo capaz de arrancá-la daquela estrutura que ele havia construído.
Com um aceno de cabeça imperioso e um olhar que prometia fogo para mais tarde, ele puxou o vidro fosco, fechando a divisória e deixando SN sozinha com seus relatórios e um sorriso bobo nos lábios.
Enquanto o silêncio e a cumplicidade reinavam no casulo privativo da presidência, os andares inferiores da corporação Park começavam a ferver. A notícia de que uma jovem desconhecida havia assumido a cobiçada Diretoria de Projetos Especiais — e, mais do que isso, havia sido blindada publicamente como a “mulher do chefe” — espalhou-se como um rastro de pólvora pelo setor de planejamento e novos negócios no décimo quinto andar.
Na área dos cubículos dos analistas seniores, o clima era de pura indignação reprimida. Perto da máquina de café, três funcionários conversavam em voz baixa, os rostos tensos de frustração. Entre eles estava Han Ji-hoon, um homem de trinta e poucos anos, cujas olheiras profundas denunciavam as noites em claro que ele passara nos últimos três anos dedicando-se à elaboração dos relatórios da holding na esperança de alcançar a promoção para a nova diretoria.
— Eu não consigo acreditar nisso — Ji-hoon sibilou, apertando o copo descartável de café com tanta força que o plástico começou a deformar. — Três anos. Eu passei três anos trabalhando quatorze horas por dia, virando finais de semana para entregar a auditoria de risco da fusão. Aquela cadeira de projetos especiais era minha por direito. Todo mundo no setor sabia que o meu nome estava no topo da lista do comitê.
— Cara, fala baixo — aconselhou um dos analistas, olhando ao redor com medo de que alguma secretária da diretoria estivesse por perto. — Você ouviu o que o diretor Park disse na sala do conselho. O aviso foi claro. Quem questionar a eficiência dela está fora.
— Eficiência? Você está brincando comigo? — Ji-hoon soltou uma risada amarga, o veneno transbordando em suas palavras enquanto ele se inclinava mais perto dos colegas, reduzindo a voz a um sussurro perverso. — Aquela garota nunca pisou em uma mesa de negociação de alta relevância em Seul. Ela estava gerenciando um fã-clube até a semana passada! O único critério de seleção que ela usou para conseguir aquela sala no décimo oitavo andar foi a cama dele. Ela está dando para o chefe, é só por isso. Uma vadia que sabe usar o corpo para pular cinco degraus na hierarquia corporativa enquanto os profissionais de verdade se matam de trabalhar.
— Ji-hoon, cala a boca, você enlouqueceu? Se isso chega no andar de cima, você é demitido por justa causa antes do almoço! — o terceiro funcionário interveio, puxando-o pelo braço para longe da área aberta.
— Que me demitam! Mas todo mundo aqui dentro sabe a verdade — Ji-hoon continuou, os dentes cerrados de pura inveja e ressentimento, os olhos fixos no painel do elevador que subia em direção à presidência. — Ela acha que está segura porque tem o sobrenome dele como escudo. Mas o mercado não perdoa incompetência. Vamos ver quanto tempo o Park vai conseguir manter a princesinha dele naquela cadeira quando os primeiros relatórios de perda começarem a aparecer. Se ela quer jogar no topo, ela vai ter que aguentar o preço. E eu vou adorar ver essa estrutura desmoronar.
O burburinho continuou a circular pelas baias dos funcionários, uma corrente subterrânea de malícia e descontentamento que nem Jimin nem SN podiam ouvir de dentro de suas salas blindadas. O império Park havia ganhado uma nova rainha, mas, nas sombras do castelo de vidro, os peões já começavam a afiar suas lâminas para o início da guerra mais sangrenta que o décimo oitavo andar já vira.
Eita pessoal invejo
[quote]SN franziu a testa, sem entender muito bem o que ele queria dizer, já que o layout padrão do andar colocava todas as salas de projetos no setor oeste do edifício. No entanto, Jimin a guiou por uma passagem privativa, contornando a antessala onde Minho já organizava alguns arquivos, e parou diante de uma porta de jacarandá maciço, vizinha imediata à entrada da imensa sala do CEO.
O homem é louquinho kkkk
Ele quer ela sobre a visão dele o tempo todo, misericórdia
[quote]— Eficiência? Você está brincando comigo? — Ji-hoon soltou uma risada amarga, o veneno transbordando em suas palavras enquanto ele se inclinava mais perto dos colegas, reduzindo a voz a um sussurro perverso. — Aquela garota nunca pisou em uma mesa de negociação de alta relevância em Seul. Ela estava gerenciando um fã-clube até a semana passada! O único critério de seleção que ela usou para conseguir aquela sala no décimo oitavo andar foi a cama dele. Ela está dando para o chefe, é só por isso. Uma vadia que sabe usar o corpo para pular cinco degraus na hierarquia corporativa enquanto os profissionais de verdade se matam de trabalhar. .
Prevendo que vem demissão por aiii kkkkkk
Invejoso
Prioridades ne amores, ela ta no topo
Esse macho não da ponto sem nó, botou do ladinho (ficou estranho isso)
Quem é vc meu caro? Sai sai seu zé
Opa cuidado com o que pede ein kkkkkk
[quote]SN caminhou até a estrutura, tocando o vidro com os dedos. Ela empurrou a folha de vidro para o lado e viu, do outro lado, a imensa escrivaninha de Jimin, os computadores dele e a sua poltrona de couro. As duas salas estavam diretamente interligadas por uma passagem privativa interna.
Lógico que ele ia dá um jeito de ficar “colado” nela
Aaff
[quote]— Além disso… — ele sussurrou, inclinando-se até que seus lábios quase roçassem na orelha dela. — Lembra da nossa reunião pós-almoço? Fica muito mais fácil tirar a sua calcinha se você não precisar cruzar o corredor externo diante das secretárias.
A intenção do querido kkkkkk
[quote]— Que me demitam! Mas todo mundo aqui dentro sabe a verdade — Ji-hoon continuou, os dentes cerrados de pura inveja e ressentimento, os olhos fixos no painel do elevador que subia em direção à presidência. — Ela acha que está segura porque tem o sobrenome dele como escudo. Mas o mercado não perdoa incompetência. Vamos ver quanto tempo o Park vai conseguir manter a princesinha dele naquela cadeira quando os primeiros relatórios de perda começarem a aparecer. Se ela quer jogar no topo, ela vai ter que aguentar o preço. E eu vou adorar ver essa estrutura desmoronar.
Esse n imaginar a cagada que tá fazendo
Acredite ele fez
Tudo por um bom motivo né Park
Oh baby mochi reclamao
Iihhh vai da merda