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O meio-dia na corporação Park não trazia o relaxamento habitual que se esperava de um intervalo de almoço. Para a nova Diretora Geral de Projetos Especiais, as primeiras três horas de expediente haviam sido um mergulho vertical em uma fossa de planilhas complexas, balanços de holding e projeções de mercado que fariam qualquer profissional comum vacilar. Mas SN não era comum. Sentada atrás de sua imensa mesa de carvalho, ela mal percebeu o tempo passar, com os olhos fixos nas telas duplas que reluziam gráficos de barras e fluxos de caixa.

Foi o som suave da porta de correr de vidro fosco que a trouxe de volta à realidade.

Jimin cruzou a abertura privativa de forma lenta, quase felina. Ele já havia se livrado do paletó do terno de três peças; as mangas de sua camisa social branca estavam impecavelmente dobradas até os antebraços, revelando as veias calibrosas e o relógio que brilhava sob a luz natural. Ele não disse uma palavra inicial. Apenas caminhou até a porta principal da sala de SN, girou a chave na fechadura com um clique seco e preciso, e acionou a blindagem eletrônica das persianas, mergulhando o escritório em uma penumbra íntima e dourada.

SN encostou-se na cadeira de couro, um meio sorriso surgindo em seus lábios enquanto observava o ritual de isolamento do homem.

— O CEO não deveria estar liderando pelo exemplo? — ela provocou, a voz ligeiramente rouca pelo tempo em silêncio. — A sua secretária acabou de ligar dizendo que o nosso carro para o restaurante executivo está esperando no subsolo.

Jimin deu o último passo, parando imediatamente atrás da cadeira dela. Suas mãos fortes desceram para os ombros de SN, apertando os músculos tensos com uma pressão firme, antes de deslizarem pelo pescoço dela, inclinando a cabeça dela para trás para que ela o encarasse.

— O carro pode queimar no subsolo se eu decidir assim, minha vida — ele sussurrou, a voz descendo para aquele tom absurdamente grave e possessivo que fazia o ventre dela se contrair. — Eu passei a manhã inteira ouvindo relatórios idiotas de logística enquanto conseguia sentir o seu perfume flutuando através do vão do vidro. Você realmente achou que eu ia te levar para almoçar antes de cumprir a minha agenda prioritária?

Antes que ela pudesse responder, Jimin segurou as laterais da cadeira de rodinhas e a girou de uma vez, forçando-a a abrir as coxas para que ele se acomodasse entre elas. Ele se inclinou, espalmando as mãos na mesa atrás dela, encurralando-a com o próprio peso. O olhar dele era puro fogo escuro.

— Eu disse que ia te foder em cima da minha mesa de vidro hoje, SN — ele relembrou, a ponta dos dedos traçando o contorno dos lábios vermelhos dela. — E Park Jimin nunca deixa um contrato sem assinatura.

Ele a puxou pela cintura com uma força que a fez soltar um arquejo, erguendo-a da cadeira como se ela não pesasse nada. Jimin caminhou os três passos de volta para a sua própria sala através da passagem de vidro, depositando-a sem qualquer delicadeza em cima da imensa superfície de vidro temperado escuro de sua escrivaninha. O impacto das costas de SN contra a superfície fria contrastou violentamente com o calor do corpo dele que caiu por cima do dela imediatamente.

Documentos, canetas de grife e um tablet foram empurrados para o lado com um gesto negligente do braço de Jimin, caindo no chão com baques abafados. Ele não se importava. Nada naquele império de bilhões de wons tinha mais valor do que o corpo que ele estava prestes a reivindicar.

— Jimin… os relatórios da divisão de tecnologia estão aqui embaixo… — ela tentou alertar, os braços envolvendo o pescoço dele enquanto sentia as mãos dele subirem com pressa insana pela saia de seu vestido azul-marinho.

— Deixe que eles se manchem com o seu suor — ele rosnou, os lábios caindo sobre os dela em um beijo devastador, que não pedia permissão, mas exigia rendição total.

A urgência dele era contagiante. SN abriu a boca, recebendo a língua dele com a mesma fome, as unhas cravando-se nos ombros largos de Jimin enquanto sentia o tecido de sua calcinha de renda ser impiedosamente rasgado para o lado pelos dedos ávidos do homem. Ele libertou a própria masculinidade da calça social com um puxão impaciente. Estava rígido, pulsante, uma extensão de sua obsessão que não aceitava mais atrasos.

Jimin segurou as duas coxas de SN, abrindo-as ao máximo no vidro frio, e com uma única estocada brutal e profunda, ele se enterrou nela até a raiz.

O grito de prazer de SN foi abafado contra a boca dele. O encaixe foi tão violento que a imensa estrutura de vidro da escrivaninha estalou sob o peso do impacto. Jimin começou um ritmo impiedoso, os quadris golpeando com uma força animalesca que contrastava com o ambiente corporativo e asséptico ao redor.

— Porra… você é minha diretora agora… — ele praguejou entre os beijos, a voz falhando pelo aperto esmagador que sentia lá dentro. — Minha vadia brilhante… quica nesse vidro para mim, SN… diz que você é minha por inteiro.

— Eu sou sua… ah! Jimin, mais forte… caralho! — ela gemia alto, sem se importar se a isolação acústica do décimo oitavo andar seria testada ao limite. O contraste do vidro gelado contra suas costas e o calor sufocante do membro de Jimin rasgando seu interior a estava levando à insanidade.

O clímax os atingiu, Jimin deu três estocadas finais, profundas o suficiente para fazer SN arquear as costas por inteiro, os olhos revirando enquanto ela desabava em um orgasmo violento que contraiu suas paredes internas como uma prensa hidráulica ao redor dele. O rosnado de Jimin foi gutural, ecoando pela sala da presidência enquanto ele se derramava profundamente dentro dela, marcando o vidro e o corpo de sua mulher com sua posse definitiva.

Uma hora depois, após um banho rápido no banheiro privativo da presidência e um almoço executivo onde Jimin manteve a postura de CEO intocável na frente dos garçons, SN retornou à sua mesa. O corpo ainda vibrava pela intensidade do ato, mas sua mente focada em negócios assumiu o controle assim que ela se sentou diante do primeiro grande desafio de sua gestão.

Às duas e meia da tarde, uma batida firme na porta principal de sua sala interrompeu sua leitura. Era Han Ji-hoon. O analista sênior entrou segurando uma pasta de couro preta, a expressão facial perfeitamente ensaiada para exibir uma submissão profissional que, na verdade, ocultava o mais puro veneno.

— Diretora SN — Ji-hoon disse, curvando-se de forma ligeiramente exagerada. — Peço desculpas pela interrupção, mas este é o relatório final de viabilidade para a fusão dos ativos de tecnologia do setor oeste. O comitê precisa da sua assinatura de aprovação até amanhã de manhã para que o projeto seja incluído na pauta do conselho. Eu mesmo revisei todos os números. Está tudo perfeito.

SN olhou para o homem, capturando o brilho excessivamente calmo nos olhos dele. Ela aceitou a pasta. — Obrigada, Ji-hoon. Vou analisar o documento e darei o parecer em breve.

— Não há necessidade de se desgastar tanto logo no primeiro dia, diretora — ele sugeriu, com um sorriso cortês que não atingia os olhos. — São mais de quatrocentas páginas de dados técnicos e fluxos cambiais. Como eu já dei o aval sênior, uma assinatura rápida na última página é o suficiente para liberarmos o fluxo de caixa.

— Eu não assino nada sem ler, Ji-hoon — ela respondeu, o tom de voz calmo, mas com uma firmeza que fez o sorriso do homem vacilar por um microssegundo. — Pode voltar ao seu setor.

Assim que Ji-hoon cruzou a porta, fechando-a atrás de si, ele soltou um suspiro de escárnio. Ele tinha certeza de que aquela garota, por mais que tentasse posar de intelectual, cederia ao cansaço e à complexidade dos números antes da meia-noite e assinaria o documento apenas para mostrar serviço. O que ela não sabia era que, camuflado na página 247, no meio de uma tabela de depreciação de ativos, Ji-hoon havia adulterado as projeções de margem líquida, omitindo uma dívida flutuante de trinta bilhões de wons. Se ela assinasse aquilo, o erro seria creditado diretamente à sua nova gestão, destruindo sua credibilidade perante os acionistas antes mesmo de sua primeira semana terminar.

O que Han Ji-hoon não havia computado em sua estratégia mesquinha era a presença de Minho.

O irmão de SN não havia conseguido o cargo de assistente executivo pessoal apenas por nepotismo; ele tinha os mesmos olhos de águia da irmã e uma desconfiança natural que o ambiente de Seul exigia. Durante toda a tarde, Minho manteve-se atento às movimentações do décimo quinto andar. Ele havia ouvido os sussurros perto da máquina de café e sabia exatamente quem era Ji-hoon e o quanto o homem cobiçava a cadeira de sua irmã.

Quando Ji-hoon subiu para o décimo oitavo andar com a pasta preta, Minho usou seu novo acesso ao sistema interno da empresa para rastrear o histórico de modificações daquele arquivo específico.

Sentado em sua mesa na antessala da presidência, os dedos de Minho voavam pelo teclado. Ele puxou a versão original do relatório que havia sido salva no servidor central na semana anterior e a comparou com a versão impressa que Ji-hoon havia acabado de entregar a SN.

O gráfico de comparação de dados na tela de Minho acendeu uma linha vermelha berrante.

— Desgraçado… — Minho murmurou para si mesmo, os olhos semicerrados ao ver a discrepância brutal nos valores de depreciação. Ji-hoon havia limpado os rastros no documento digital local, mas esquecera de que o backup em nuvem da presidência registrava cada alteração de metadados por ID de funcionário.

Minho imprimiu o relatório de auditoria de sistema, anexando as capturas de tela que provavam que a alteração fraudulenta havia sido feita a partir do computador pessoal de Han Ji-hoon às 23h12 da noite anterior. Ele guardou os papéis dentro de uma pasta confidencial e olhou para a porta fechada da sala de Jimin.

Faltavam apenas dez minutos para o encerramento do expediente oficial quando Minho bateu na porta do CEO.

— Entre — a voz de Jimin ecoou, firme e impositiva.

Minho entrou, fechando a porta com cuidado. Ele caminhou até a mesa de Jimin e depositou a pasta com os relatórios de fraude diretamente sobre o couro escuro.

— Senhor Park, temos um problema no décimo quinto andar. E envolve a segurança da minha irmã — Minho disse, sem rodeios, adotando a postura profissional que Jimin exigia.

Jimin ergueu os olhos da tela do computador, a menção ao nome de SN transformando sua expressão relaxada em uma máscara de frieza absoluta em um piscar de olhos.

— Prossiga, Minho.

— Han Ji-hoon entregou um relatório de viabilidade para a SN assinar esta tarde. Ele adulterou os dados da página 247, ocultando uma dívida de trinta bilhões de wons da subsidiária de tecnologia. O plano dele é fazer com que ela aprove a fraude sem ver, para depois usar isso para derrubá-la perante o conselho. Aqui estão as provas de metadados. O arquivo foi alterado pelo ID dele ontem à noite.

Jimin abriu a pasta lentamente. Conforme seus olhos percorriam as linhas do relatório de Minho, a aura ao redor do CEO parecia congelar. O silêncio na sala tornou-se sufocante, o tipo de silêncio que antecede a destruição de um império menor. Os dedos de Jimin apertaram a borda do papel com tanta força que o material amassou levemente.

Um sorriso sombrio, quase imperceptível, surgiu nos lábios do Park. Não era um sorriso de diversão, mas a expressão de um predador que acabara de receber a localização exata de sua presa mais insolente.

— Você fez um trabalho excelente, Minho — Jimin disse, a voz assustadoramente calma, o que era o sinal mais perigoso de seu repertório. — Exatamente o que eu esperava quando te coloquei nessa cadeira.

— O senhor quer que eu avise a SN? — Minho perguntou.

— Não — Jimin respondeu, fechando a pasta com um estalo seco. — Não diga uma única palavra a ela. Minha mulher é brilhante, Minho. Eu conheço a mente dela desde a faculdade. Ela vai passar a noite em claro se for preciso, mas ela vai descobrir esse erro sozinha. Eu quero que ela tenha o gosto de desmascarar aquele verme com as próprias mãos. Mas nós… nós vamos preparar o cadafalso para ele.

Jimin pegou o telefone interno e discou para o chefe da segurança corporativa da holding.

— Aqui é o Diretor Park. Quero a equipe de segurança máxima e os advogados do comitê de conformidade de prontidão no décimo quinto andar amanhã às nove horas da manhã. Teremos uma execução pública.

Ele desligou o telefone, olhando para a divisória de vidro fosco que o separava de SN. Ela não sabia de nada, mas o seu rei já havia movido as peças mais letais do tabuleiro para garantir que ninguém saísse vivo daquela tentativa de feri-la.

12 Comentários

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  1. Iasmine
    Jun 4, '26 at 6:40 pm

    — O carro pode queimar no subsolo se eu decidir assim, minha vida — ele sussurrou, a voz descendo para aquele tom absurdamente grave e possessivo que fazia o ventre dela se contrair. — Eu passei a manhã inteira ouvindo relatórios idiotas de logística enquanto conseguia sentir o seu perfume flutuando através do vão do vidro. Você realmente achou que eu ia te levar para almoçar antes de cumprir a minha agenda prioritária?

    Ele ja almoçando antes mesmo de chegar no restaurante

  2. Iasmine
    Jun 4, '26 at 6:46 pm

    — Porra… você é minha diretora agora… — ele praguejou entre os beijos, a voz falhando pelo aperto esmagador que sentia lá dentro. — Minha vadia brilhante… quica nesse vidro para mim, SN… diz que você é minha por inteiro.

    Kkkkk mano como é bom ter dinheiro, o cara faz tudo que quer

  3. Iasmine
    Jun 4, '26 at 6:47 pm

    — Eu não assino nada sem ler, Ji-hoon — ela respondeu, o tom de voz calmo, mas com uma firmeza que fez o sorriso do homem vacilar por um microssegundo. — Pode voltar ao seu setor.

    Toma judas, achou que ela era sonsinha é?

  4. Iasmine
    Jun 4, '26 at 6:47 pm

    — Aqui é o Diretor Park. Quero a equipe de segurança máxima e os advogados do comitê de conformidade de prontidão no décimo quinto andar amanhã às nove horas da manhã. Teremos uma execução pública.

    Pode dormir que amanhã vc vai ter surpresa

  5. Marcela
    Jun 4, '26 at 10:35 pm

    [quote]— Eu disse que ia te foder em cima da minha mesa de vidro hoje, SN — ele relembrou, a ponta dos dedos traçando o contorno dos lábios vermelhos dela. — E Park Jimin nunca deixa um contrato sem assinatura.

    Cumprindo uma maravilhosa promessa kkkkkkkk

  6. Marcela
    Jun 4, '26 at 10:49 pm

    [quote]— Não há necessidade de se desgastar tanto logo no primeiro dia, diretora — ele sugeriu, com um sorriso cortês que não atingia os olhos. — São mais de quatrocentas páginas de dados técnicos e fluxos cambiais. Como eu já dei o aval sênior, uma assinatura rápida na última página é o suficiente para liberarmos o fluxo de caixa.

    Sua assinatura rápida
    Vai SN confia… Confia que vai dá bom

  7. Marcela
    Jun 4, '26 at 10:52 pm

    [quote]— Eu não assino nada sem ler, Ji-hoon — ela respondeu, o tom de voz calmo, mas com uma firmeza que fez o sorriso do homem vacilar por um microssegundo. — Pode voltar ao seu setor.

    Ela é ligada nas coisas

  8. Marcela
    Jun 4, '26 at 11:07 pm

    Jimin abriu a pasta lentamente. Conforme seus olhos percorriam as linhas do relatório de Minho, a aura ao redor do CEO parecia congelar. O silêncio na sala tornou-se sufocante, o tipo de silêncio que antecede a destruição de um império menor. Os dedos de Jimin apertaram a borda do papel com tanta força que o material amassou levemente.

    Dale na cara dele Jimin
    NGM tira onda com a mulher do patrão rpz

  9. Marcela
    Jun 4, '26 at 11:16 pm

    [quote]— Não — Jimin respondeu, fechando a pasta com um estalo seco. — Não diga uma única palavra a ela. Minha mulher é brilhante, Minho. Eu conheço a mente dela desde a faculdade. Ela vai passar a noite em claro se for preciso, mas ela vai descobrir esse erro sozinha. Eu quero que ela tenha o gosto de desmascarar aquele verme com as próprias mãos. Mas nós… nós vamos preparar o cadafalso para ele.

    Olha como a mente desse homem trabalha :O
    Passaaada

  10. Thamiris
    Jun 22, '26 at 10:32 am

    — O carro pode queimar no subsolo se eu decidir assim, minha vida — ele sussurrou, a voz descendo para aquele tom absurdamente grave e possessivo que fazia o ventre dela se contrair. — Eu passei a manhã inteira ouvindo relatórios idiotas de logística enquanto conseguia sentir o seu perfume flutuando através do vão do vidro. Você realmente achou que eu ia te levar para almoçar antes de cumprir a minha agenda prioritária?

    Primeiro ele come,depois ele almoça
    Prioridades

  11. Thamiris
    Jun 22, '26 at 10:37 am

    — Eu não assino nada sem ler, Ji-hoon — ela respondeu, o tom de voz calmo, mas com uma firmeza que fez o sorriso do homem vacilar por um microssegundo. — Pode voltar ao seu setor.

    Arrasou bixa kk

  12. Thamiris
    Jun 22, '26 at 10:40 am

    — Han Ji-hoon entregou um relatório de viabilidade para a SN assinar esta tarde. Ele adulterou os dados da página 247, ocultando uma dívida de trinta bilhões de wons da subsidiária de tecnologia. O plano dele é fazer com que ela aprove a fraude sem ver, para depois usar isso para derrubá-la perante o conselho. Aqui estão as provas de metadados. O arquivo foi alterado pelo ID dele ontem à noite.

    Ahhhh,perfeito cunhadinho

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